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- Hávamál completo em português (traduzido diretamente do Nórdico Antigo dos vikings)
A tradução completa do Hávamál para o português, diretamente do nórdico antigo, trazendo ensinamentos de Odin — Stofnun Árna Magnússonar, ms. Codex Regius - GKS 2365 4to Hávamál. — Crédito da Imagem: W.G. Collingwood (1854 - 1932) Índice O Hávamál e a sabedoria da tradição viking ; I. Os ensinamentos de Odin ; II. Odin e a filha de Billingr ; III. Odin e Gunnlod ; IV. Loddfáfnismál ; V. Rúnatal ; VI. Ljóðatal ; Referência . O Hávamál e a sabedoria da tradição viking O Hávamál é um poema integrante da Edda Poética. Esta obra, por sua vez, está registrada no Codex Regius, um manuscrito medieval islandês do século XIII, considerado a principal fonte de conhecimento sobre o tema. Reunindo ensinamentos atribuídos ao deus Odin (Óðinn), o texto oferece conselhos sobre ética e conduta social, além da sabedoria da tradição viking. Originalmente escrito em nórdico antigo, o Hávamál é reconhecido como uma das obras mais importantes para a compreensão da visão de mundo dos vikings, abordando desde aforismos práticos até temas místicos da mitologia nórdica. Agora que compreendemos o valor e a origem do Hávamál, convidamos você a beber diretamente desta fonte. Descubra, a seguir, os ensinamentos práticos e místicos atribuídos a Odin, que moldaram a conduta e a visão de mundo dos vikings: I. Os ensinamentos de Odin 1) Em todas as portas, antes de entrar, deve-se observar, deve-se procurar, pois é difícil saber onde os inimigos se sentam na habitação de antemão. 2) Saudações aos anfitriões! Um convidado está vindo: onde ele deve procurar para se sentar? Muito em breve com a espada ele deve testar sua coragem. 3) O fogo é necessário para aquele que vem com os joelhos gelados; de comida e roupas o homem precisa, aquele que viajou pela montanha. 4) Água é necessária para quem vêm em busca de descanso, (assim como) secar-se e de boas-vindas; de boa disposição, se ele puder obter, palavras e silêncio em retribuição. 5) Inteligência é necessária para aquele que viaja longe, pois tudo é fácil em casa; torna-se motivo de riso aquele que não sabe de nada e senta-se entre os sábios. 6) De sua inteligência o homem não deve se vangloriar, mas ser cauteloso sobre os pensamentos; quando o sábio e silencioso vem até uma habitação, raramente o mal recai sobre o cuidadoso, pois melhor amigo nenhum homem conseguirá do que a grande sabedoria. 7) O convidado esperado que vem em busca da refeição mantém um cauteloso silêncio, ouve com os ouvidos, com os olhos observa; assim todo homem sábio se porta frente ao perigo. 8) Dele é a sorte, aquele que obtém para si mesmo glória e palavras agradáveis; isto é incerto de encontrar: o que deve ter no peito de outro homem. 9) Ele é afortunado, aquele que por si mesmo possui glória e sabedoria enquanto vive; pois maus conselhos frequentemente são recebidos do peito de outro homem. 10) Melhor fardo homem nenhum carrega no caminho do que muito bom senso; melhor do que riqueza isto lhe parece em um lugar que lhe é estranho, tal é o modo de ser do empobrecido. 11) Melhor fardo nenhum homem carrega no caminho do que muito bom senso; pior provisão para ele levar pelo caminho é a bebedeira de cerveja. 12) Não é assim tão boa, como dizem ser boa, a cerveja para os filhos dos homens; pois menos o homem sabe – quanto mais ele bebe – de seus pensamentos. 13) Um pássaro chamado Esquecimento: ele paira sobre celebrações de cerveja, ele rouba os pensamentos dos homens. Pelas penas desse pássaro eu fui preso no lar de Gunnlod. 14) Eu fiquei bêbado, fiquei muito bêbado junto com o sábio Fjalar; por isso que a melhor das bebedeiras é aquela da qual posteriormente todo homem recupera seus pensamentos. 15) Silencioso e pensativo deve ser o filho de um líder e ameaçador em batalha; feliz e generoso deve ser todo homem até o momento de sua morte. 16) O homem tolo acredita que viverá para sempre se ele evitar a batalha; mas a velhice não lhe dará nenhuma paz, ainda que as lanças o poupem. 17) O tolo boceja quando vai até os parentes, ele resmunga ou então fica em silêncio. Tudo acontece de uma vez se ele consegue bebida: libertos estão os pensamentos do homem. 18) Apenas ele sabe, aquele que vagou por diversos lugares e tem viajado para longe, qual é o pensamento que impulsiona todo homem; é inteligente aquele que sabe disso. 19) Que o homem não segure a caneca, beba o hidromel com moderação, fale de forma sensata ou fique em silêncio; por sua falta de gentileza nenhum homem irá criticá-lo se você for buscar pela cama cedo. 20) O homem guloso, a não ser que tenha sensatez, come para sua própria tristeza; frequentemente desperta risos quando vem entre homens sábios: a barriga do homem tolo. 21) O rebanho sabe quando deve ir para casa, e assim parte do pasto; mas o homem tolo nunca sabe o tamanho de seu estômago. 22) O homem desprezível e de temperamento ruim ri de todas as coisas; ele desconhece aquilo que ele deveria saber: que ele não está isento de falhas. 23) O homem tolo fica acordado à noite toda e pensando sobre todo tipo de coisa; então está cansado quando a manhã vem, tudo ainda são problemas como eram antes. 24) O homem tolo acredita que todos são amigos, os que riem com ele; ele não percebe, mesmo que eles lhe dirijam zombarias, quando ele se senta entre homens sábios. 25) O homem tolo acredita que todos são amigos, os que riem com ele; então ele percebe, quando vai à assembleia, que ele possui poucos defensores. 26) O homem tolo pensa que sabe de tudo se ele se encontrar encurralado; mas ele não sabe o que ele deve dizer em resposta se os homens o puserem à prova. 27) O homem tolo, quando vem entre os homens, é melhor que ele fique em silêncio. Ninguém sabe que ele nada sabe, a não ser que ele fale demais; o homem não sabe, ele que nada sabe, já que ele fala demais. 28) Ele parece sábio, aquele que sabe perguntar e do mesmo modo responder; nada podem esconder, os filhos dos homens, do que se passa entre os homens. 29) Fala demais aquele que nunca se cala. Palavras infundadas. A língua tagarela, a menos que tenha quem a controle, frequentemente canta o mal para si. 30) Um homem não deve zombar de outro quando ele vem visitar parentes; muitos homens parecem sábios, se ele não é questionado e se mantém em silêncio, seco da viagem. 31) Parece sábio aquele que foge, o convidado do convidado zombador; não sabe com certeza, ele que zomba na refeição, se ele fala alto em meio a inimigos. 32) Muitos homens são muito amistosos entre si, mas ainda lutam na refeição; embate entre os homens sempre haverá: convidado hostil contra convidado. 33) O homem deve frequentemente fazer uma refeição cedo, a não ser que venha visitar parentes; senta-se e procura, olha como se estivesse faminto e consegue falar sobre pouco. 34) É um grande caminho tortuoso até um mau amigo, apesar dele se encontrar no caminho; mas até um bom amigo conduz rotas diretas, mesmo que ele esteja bem longe. 35) Deve ir, o convidado não deve ficar sempre no mesmo lugar; os queridos se tornam detestáveis se permanecem por muito tempo no salão de outro. 36) O lar é o melhor, ainda que seja pequeno; cada homem é livre em casa; mesmo que possua duas cabras e um salão coberto de salgueiros, isto ainda é melhor do que mendigar. 37) O lar é o melhor, ainda que seja pequeno; cada homem é livre em casa; é um coração que sangra aquele que deve mendigar comida para si em todas as refeições. 38) De sua arma um homem em campo aberto não deve se afastar um passo; porque não se pode ter certeza quando, fora das estradas, uma lança é necessária para o guerreiro. 39) Eu não encontrei um homem tão gentil ou tão benevolente com comida que rejeitasse um presente, ou de seu dinheiro tão desprendido que uma recompensa fosse indesejada se a conseguisse 40) Com seu dinheiro, quando ele o ganha, um homem não deve passar por necessidade; frequentemente poupa para os inimigos o que pretendia para os amigos; muito ocorre pior do que o esperado. 41) Com armas e roupas os amigos devem agradar uns aos outros, as quais sejam mais adequadas para eles mesmos. Aqueles que dão e os que recebem são amigos por muito tempo se continuar ocorrendo tudo bem. 42) Para seu amigo um homem deve ser um amigo e retribuir um presente com um presente. Um riso com um riso os homens devem se valer e falsidade por uma mentira. 43) Para seu amigo um homem deve ser amigo dele e de seu amigo; mas de seu inimigo nenhum homem deve ser amigo do amigo. 44) Saiba, se você possui um amigo no qual você realmente confia, e que você deseja ter algo de bom dele: com ele você deve seus pensamentos compartilhar e trocar presentes, ir visita-lo com frequência. 45) Se você tem outro no qual você não confia, mas você quer algo de bom dele, você deve falar de forma gentil com ele, mas pense de forma enganosa e conceda falsidade em troca de mentira. 46) Há mais sobre aquele em quem você não confia e de cujo temperamento você suspeita: você deve rir com ele e falar ao contrário de teu pensamento. Deve retribuir tais presentes. 47) Há muito tempo eu era jovem, eu viajei sozinho, então acabei me perderndo no caminho: me considerei rico quando eu encontrei outro, o homem é o deleite do homem. 48) Generosos, valentes, os homens vivem melhor, raramente cultivam a tristeza; mas o homem covarde teme todo tipo de coisas, o avarento sempre preocupa-se com presentes. 49) Minhas vestimentas eu dei em um campo para dois homens de madeira; acreditaram que eram guerreiros quando eles tinham roupas: envergonhado é o homem nu. 50) O abeto definha, aquele que se encontra no campo: nem casca nem folhagem o protege. Assim é o homem, aquele que não é amado por ninguém: como ele poderia viver por tanto tempo? Publique seu livro pela Livros VIkings Editora . 51) Mais quente que o fogo entre maus amigos queima a afeição por cinco dias; mas então se extingue quando o sexto vem e toda a amizade piora. 52) Algo grandioso não se deve dar a um homem que frequentemente se obtém com pouca glória: com metade de um pão e com um copo inclinado eu consigo um camarada para mim. 53) Pouca areia, pouco mar, poucas são as mentes dos homens, porque todos os homens não são sábios de forma igual: todos os homens estão divididos. 54) Moderadamente sábio todo homem deve ser, mas nunca muito sábio; para aquelas pessoas é mais prazeroso de se viver quando se sabe o suficiente. 55) Moderadamente sábio todo homem deve ser, mas nunca muito sábio; porque o coração do homem sábio está raramente contente, se aquele que o possui é completamente sábio. 56) Moderadamente sábio todo homem deve ser, mas nunca muito sábio; de seu destino ninguém deve saber de antemão, sua mente fica livre de preocupação. 57) A lenha queima a partir da lenha, até que ela esteja queimada; a chama se acende a partir da chama; o homem a partir do homem se torna sábio ao falar, mas muito tolo a partir da estupidez. 58) Deve levantar cedo, aquele que deseja ter de outro as posses ou a vida; raramente um lobo preguiçoso consegue comida ou um homem dorminhoco a vitória. 59) Deve levantar cedo, aquele que possui poucos trabalhadores e vai saber de seu trabalho; muito atrasado está aquele que dorme durante a manhã: metade da riqueza está na iniciativa. 60) De tábuas secas e de telhas para o telhado, disto o homem sabe a medida; e disto: de lenha o suficiente que dure ao tempo e à estação. 61) Banhado e alimentado o homem cavalga para a assembléia, apesar de seus trajes não serem muito bons; de seus sapatos e calças nenhum homem deve se envergonhar, nem mesmo de seu cavalo, mesmo que ele não tenha um bom. 62) Se estica e agarra quando vem até o oceano, a águia ao antigo mar; assim é o homem que vem em meio à multidão e possui poucos aliados. 63) Perguntar e responder todo sábio deve, se assim deseja ser chamado de sábio. Apenas um sabe, outro não deve. O povo sabe se existem três. 64) Seu poder os sagazes devem manter, cada um deles, com prudência; então ele descobre, quando vem entre os bravos, que nenhum é o mais astuto de todos. 65) Por aquelas palavras que o homem disse para outro frequentemente ele obtém pagamento. 66) Muito cedo eu venho a muitos lugares, mas muito tarde a alguns; a cerveja havia sido bebida, às vezes não estava pronta: o indesejável raramente acerta o momento. 67) Aqui e lá me convidariam nos lares se eu não precisasse de comida nas refeições; ou dois presuntos estariam pendurados no lar de um amigo leal onde eu tivesse comido um. 68) O fogo é melhor entre os filhos dos homens e a visão do sol; sua saúde, se o homem puder mantê-la, e uma vida sem mácula. 69) Um homem não está totalmente infeliz, ainda que sua saúde seja péssima; alguns são agraciados com filhos, alguns com parentes, alguns com muito dinheiro, alguns com boas obras. 70) É melhor estar vivo do que estar morto; o homem vivo sempre consegue uma vaca. Eu vi o fogo queimar perante o homem rico, quando estava morto do lado de fora da porta. 71) O aleijado cavalga o cavalo, o maneta conduz o rebanho, o surdo luta e é útil; é melhor ser cego do que ser cremado: um cadáver não pode ser útil a ninguém. 72) É melhor um filho, ainda que nasça tardiamente, depois que um homem se vai; pedras funerárias raramente se mantêm pelo caminho a menos que o parente as ergua para outro. 73) Dois fazem guerra contra um: a língua é a destruidora da cabeça; em cada manto eu espero por um punho. 74) Feliz durante a noite fica aquele que confia em suas provisões; curtas são as áreas de um barco; mutável é a noite de outono. Muitas são as mudanças do tempo em cinco dias, mas ainda mais em um mês. 75) Ele não sabe, aquele que não sabe nada: muitos se tornam tolos através do dinheiro; um homem é rico, outro pobre: não deve se culpar por seu infortúnio. 76) O gado morre, parentes morrem, do mesmo modo eu mesmo morrerei; mas o renome nunca morre daquele que obtém boa fama. 77) O gado morre, parentes morrem, do mesmo modo eu mesmo morrerei; eu sei de uma coisa que nunca morre: a reputação de cada morto. 78) Os currais cheios dos filhos de Fitjung eu vi, agora eles portam cajados de mendigo: assim é a riqueza, como o piscar de um olho; ela é a mais falsa dos amigos. 79) O homem tolo, se consegue obter dinheiro ou o amor de uma mulher, o orgulho cresce nele, mas nunca o bom senso; ele se deixa levar pela arrogância. 80) Assim está comprovado que você, ao consultar as runas – de origem divina, aquelas que os deuses fizeram e que foram pintadas por Fimbulthul – que é melhor fazê-lo se estiver em silêncio. 81) O dia deve ser louvado ao anoitecer, a esposa quando ela é cremada, a espada quando é testada, a donzela quando ela é entregue (em casamento) o gelo quando veio sobre (ele), a cerveja quando é bebida. 82) A madeira deve ser cortada ao vento; deve-se remar pelo mar com tempo bom, e falar com damas no escuro – muitos são os olhos do dia. Um barco deve ser usado para navegar, um escudo para proteger, uma espada para golpear e uma dama para beijar. 83) Junto ao fogo a cerveja deve ser bebida, deve-se deslizar sobre o gelo, comprar um cavalo magro e uma espada suja, engorde o cavalo em casa e a um cão na fazenda. 84) Nas palavras de uma donzela ninguém deve confiar; nem no que uma mulher diz, pois num torno de oleiro seus corações foram moldados de natureza volúvel dentro de seus peitos. 85) Um arco que range, uma chama que queima, um lobo que uiva, um corvo que grasna, uma porco que grunhe, uma árvore sem raízes, as ondas que se erguem, a chaleira que ferve, 86) uma lança que voa, uma onda que cai, o gelo de uma noite, uma serpente enrolada, a conversa da esposa na cama ou a espada quebrada, o competir dos ursos ou o filho de um rei, 87) um bezerro doente, um escravo com vontade própria, o bom augúrio de uma profetisa, aquele que acabou de ser morto, 88) um campo recém semeado, nenhum homem confia tão prematuramente em seu filho; o tempo governa o campo e o raciocínio do filho; cada um desses é perigoso. 89) No assassino de seu irmão, ainda que o encontre pela estrada; numa casa parcialmente queimada, em um cavalo veloz – um cavalo é inútil se ele quebra uma pata – um homem não é tão crédulo a confiar em tudo isso. 90) Tal é o amor de uma mulher que é de temperamento traiçoeiro: é como guiar um cavalo sem ferradura pelo gelo escorregadio, – intrépido de dois anos e mal domado – ou numa ventania furiosa um barco descontrolado ou como o aleijado pegar a rena no degelo. 91) Agora eu falarei abertamente, pois eu conheço ambos: volúvel são os corações dos homens pelas mulheres; quando nós falamos de forma mais gentil então nós pensamos de forma mais falsa. Isto engana a mente até da mais sábia. 92) De forma agradável deve falar e oferecer presentes aquele que deseja ganhar o amor de uma mulher; reverencie a aparência da bela dama: ganha aquele que a cortejar. 93) Nenhum homem deve criticar o amor de outro, nunca. Frequentemente captura o sábio quando não captura o tolo: uma belíssima aparência. 94) De forma alguma um homem deve criticar o outro, pelo que acontece com muitos homens; do sábio um tolo faz dos filhos dos homens: este é o poder do coração. 95) Apenas a mente sabe o que está junto ao coração; o homem está só consigo mesmo. Não há pior enfermidade para qualquer homem sábio do que não estar satisfeito com nada. II. Odin e a filha de Billingr 96) Isto eu então experimentei quando eu sentei entre os juncos e esperei por meu amor; corpo e alma para mim era a sábia dama, embora eu ainda não a tivesse. 97) A filha de Billing, eu a encontrei na cama, branca como o sol, adormecida; os prazeres de um nobre não eram nada para mim, a não ser que eu pudesse viver com aquele corpo. 98) “Assim durante a noite, Odin, deve vir, se você quiser ganhar a dama para si; tudo está perdido, a não ser que apenas nós saibamos de tal vergonha”. 99) Eu então voltei e pensei no amor, guiado pelo desejo; eu então pensei que eu poderia ter todo seu coração e seu prazer. 100) Quando eu me aproximei estavam os hábeis guerreiros todos despertos; com luzes incandescentes e pedaços de madeira erguidos, assim estava marcado meu malfadado caminho. 101) E próximo da manhã, quando eu novamente retornei, os habitantes do salão estavam adormecidos. Então eu encontrei apenas o cão da boa mulher preso à sua cama. 102) Em muito uma boa donzela é, se olhar com atenção, imprevisível em relação aos homens; eu então aprendi isso quando a sábia mulher para a devassidão eu tentei seduzir; todo desprezo sobre mim a engenhosa dama buscou trazer, e eu nada consegui dessa mulher. 103) O homem em casa, alegre e amistoso com os convidados deve ser, sagaz consigo, de boa memória e fluente, se ele quiser estar bem instruído; frequentemente ele deve falar de coisas boas. Será chamado de um grande tolo aquele que não sabe falar de nada: este é o caráter do estúpido. III. Odin e Gunnlod 104) Eu busquei o velho gigante, e agora eu voltei novamente. Pouco consegui permanecendo lá calado. Muitas palavras eu usei em meu proveito no salão de Suttung. 105) Gunnlod me deu de beber de um precioso hidromel em seu trono dourado; uma má recompensa eu lhe dei mais tarde em troca de todo o seu coração, em troca de seu espírito amargurado. 106) A ponta da verruma deixei que abrisse espaço e perfurasse através da pedra; sobre e sob mim se encontrava o caminho dos gigantes: assim arrisquei minha cabeça. 107) Da boa aparência adquirida eu fiz bom uso; pouco falta para o sábio, pois assim Odrerir agora veio para o local sagrado do senhor dos homens. 108) É-me pouco provável que eu pudesse ter saído de novo da corte do gigante se eu não tivesse utilizado de Gunnlod, a boa mulher, sobre a qual deitei meu braço. 109) . No dia seguinte os gigantes de gelo foram buscar pelo conselho de Hár no salão de Hár: eles perguntaram sobre Bolverk, se ele havia retornado para junto dos deuses ou se Suttung o havia sacrificado. 110) Sobre o anel sagrado Odin, creio eu, fez um juramento – quem poderia acreditar em sua palavra? Enganou Suttung, então tomou sua bebida e fez Gunnlod sofrer. IV. Loddfáfnismál 111) É hora de cantar, do trono do sábio na fonte de Urd! Eu vi e fiquei em silêncio. Eu vi e refleti. Eu ouvi os dizeres dos homens. Eu ouvi e aprendi sobre as runas. Não se calaram no salão de Hár, dentro do salão de Hár, assim como ouvi dizer. 112) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: não se levante à noite, a menos que você esteja de guarda ou esteja procurando por um lugar lá fora para si. 113) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: com uma mulher versada em magia você não deve dormir em seu abraço, pois assim ela o aprisiona nos braços dela: 114) Assim ela garantirá que você não dê importância tanto ao discurso na assembleia quanto ao do rei; você não desejará comida nem o prazer dos homens; você irá entristecido dormir. 115) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: a mulher de outro você nunca seduza como sua amante. 116) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: pela montanha ou fiorde, se for fazer uma viagem longa esteja certo de que tenha comida o bastante. 117) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: a um homem mau nunca permita saber de teu infortúnio, pois de um homem mau você nunca obtém uma boa recompensa por tua boa vontade. 118) Profundamente atingido eu vi um homem, pela palavra de uma mulher má; sua língua trapaceira foi a morte para ele, e apesar da acusação ser falsa. 119) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: saiba disso – se você tem um amigo em quem você realmente confia, vá visita-lo frequentemente, pois cresce arbustos e grama alta no caminho que ninguém percorre. 120) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: um bom homem encontre para si com palavras agradáveis e aprenda encantamentos de cura enquanto viver. 121) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: com seu amigo nunca seja você o primeiro a romper. A mágoa devora o coração se você não puder contar a alguém todos os seus pensamentos. 122) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: trocar palavras você nunca deve com um tolo estúpido: 123) Pois de um homem mau nunca se pode obter uma boa recompensa, mas um homem bom pode fazê-lo querido exaltando-o. 124) Confiança é então trocada quando alguém pode dizer para outro todos os seus pensamentos. Tudo é melhor do que ser enganado: não é amigo de outro aquele que diz apenas o que o outro quer. 125) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: mesmo três palavras você não deve trocar com um homem inferior: frequentemente o melhor é derrotado quando o pior ataca. 126) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: não seja sapateiro nem armeiro, a não ser para você mesmo; se o sapato é mal feito ou a lança falhar, então infortúnios reacaem sobre você. 127) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: toda vez que você souber sobre o mal fale sobre tais infortúnios e não dê paz a seus inimigos. 128) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: contente com o mal nunca fique, mas que você se satisfaça com o bem. 129) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: olhar para cima você não deve em batalha – como tomados de terror ficam os filhos dos homens– para que não lancem feitiços sobre você. 130) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: se você quiser a boa mulher atrair com uma conversa agradável e se deleitar com ela, deve fazer uma bela promessa e se mantenha firme a ela; ninguém se cansa do que é bom se o consegue. 131) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: eu ordeno que você seja cauteloso, mas não tão cauteloso; seja mais cauteloso com a cerveja e com a mulher dos outros e com uma terceira coisa, que ladrões não o trapaceiem. 132) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: com zombaria ou riso nunca receba nem um convidado nem um viajante. 133) Às vezes não se sabe ao certo aqueles que se sentam primeiro no interior (da casa), de quem são os parentes daqueles que chegam: nenhum homem é tão bom que falhas não o acompanhem, nem tão mau que não sirva para nada. 134) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: de um sábio grisalho nunca ria. Frequentemente o que o homem velho diz é bom, frequentemente de uma pele enrugada vêm palavras de sabedoria, aquela que se dependura entre o couro e balança entre a pele curtida e se move entre as entranhas. 135) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: não insulte um convidado nem o expulse de seus portões; trate o desafortunado bem. 136) Poderosa é aquela trava que deve se mover para abrir para todos; lhe dê um anel ou ele lembrará de orar para paralisar cada um de seus membros. 137) Eu lhe recomendo Loddfafnir, para seguir o conselho; você irá se beneficiar se você segui-lo, o bem virá a você se você aceitá-lo: quando você bebe cerveja, busque para si a força da terra, pois a terra luta contra a cerveja, e fogo contra doença, carvalho contra desinteria, a espiga contra feitiçaria, sabugueiro contra conflito doméstico, para atos de ira deve invocar a lua, pasto contra picadas, e runas contra maldições; a terra deve resistir contra o mar. V. Rúnatal 138) Eu sei que eu pendi numa árvore balançada pelo vento por nove noites inteiras, ferido por uma lança, e dedicado a Odin, eu mesmo a mim mesmo; naquela árvore que não sei de onde suas raízes vêm. 139) Eles não me consagraram com pão nem com qualquer chifre; eu contemplei lá embaixo, eu peguei as runas, gritando as peguei e de lá eu cai. 140) Nove poderosas canções eu aprendi do famoso filho de Bolthor, o pai de Bestla, e eu também bebi do precioso hidromel, servido de Odrerir. 141) Então eu comecei a entender e fiquei sábio e cresci e prosperei muito bem, minhas palavras a partir de palavras e palavras encontrei, minhas proezas a partir de proezas e proezas encontrei. 142) Runas você pode encontrar e letras auxiliadoras, letras muito poderosas, letras muito fortes, as quais o sábio poderoso pintou e os deuses fizeram e que Hroptr dos deuses gravou. 143) Odin entre os deuses, e Dainn diante dos elfos e Dvalinn diante dos anões, Asvid diante dos gigantes: eu mesmo gravei algumas. 144) Você sabe como deve entalhar? Você sabe como deve interpretar? Você sabe como deve pintar? Você sabe como deve testar? Você sabe como deve perguntar? Você sabe como deve sacrificar? Você sabe como deve enviar? Você sabe como deve cessar? 145) Melhor não pedir do que sacrificar em demasia, a dádiva sempre busca pelo pagamento; melhor não enviar do que desperdiçar em demasia. Assim Thundr gravou antes da história dos povos; de lá ele se ergueu e voltou de onde veio. VI. Ljóðatal 146) Eu conheço tais canções que esposa de rei não conhece e nem os filho dos homens: a primeira se chama “Ajuda”, e ela o ajudará contra disputas e mágoas e todo tipo de infortúnio. 147) Eu conheço uma segunda da qual os filhos dos homens precisam, aqueles que desejam viver como curandeiros. 148) Eu conheço uma terceira: se uma grande necessidade recair sobre mim de deter meu inimigo, eu emboto as lâminas de meu inimigo, suas armas nem seus bastões irão ferir. 149) Eu conheço uma quarta: se o inimigo me impor grilhões em meus membros, então eu canto e eu posso ir; as correntes se soltam de meus pés e os grilhões de minhas mãos. 150) Eu conheço uma quinta: se eu vir atirada com malignidade uma lança passar em meio à hoste, ela não voa tão forte que eu não possa pará-la, se eu vir sinal dela. 151) Eu conheço uma sexta: se um guerreiro me ferir com a raiz de uma árvore forte e esse homem proferir o mal a mim, este devora o homem ao invés de mim. 152) Eu conheço uma sétima: se eu vejo em chamas um altivo salão ao redor de meus campanheiros de banco, ele não queima tão intenso que eu não possa apagá-lo quando eu posso cantar o encantamento. 153) Eu conheço uma oitava: que para todos é útil em aprender; onde quer que cresça o ódio entre os filhos dos heróis eu posso logo apaziguá-lo. 154) Eu conheço uma nona: se me encontrar em dificuldade para salvar meu barco à deriva, eu acalmo o vento nas ondas e aquieto todo o mar. 155) Eu conheço uma décima: se eu vir bruxas divertindo-se no céu, eu então posso fazer com que elas se percam de suas formas originais e de seus próprios pensamentos. 156) Eu conheço uma décima primeira: se eu dever para a batalha liderar amigos de longa data eu canto sob o escudo e eles vão vitoriosos; seguros para a batalha, salvos da batalha, eles vêm salvos de qualquer lugar. 157) Eu conheço uma décima segunda: se eu vejo em cima de uma árvore um cadáver enforcado balançando então eu gravo e pinto uma runa de modo que o homem se mova e fale comigo. 158) Eu conheço uma décima terceira: se eu em um jovem guerreiro tiver aspergido água ele não poderá cair; ainda que ele venha à batalha, o homem não cairá frente as espadas. 159) Eu conheço uma décima quarta: se diante de uma tropa de homens eu tiver de reconhecer os deuses, os aesires e os elfos, eu posso distinguir todos; o tolo pouco sabe disso. 160) Eu conheço uma décima quinta: a qual Thjodreyrir cantou, o anão, diante das portas de Delling; ele cantou poder para os deuses, coragem para os elfos, entendimento para Hroptatyr. 161) Eu conheço uma décima sexta: se de uma donzela astuta eu quiser ter todo o seu carinho e prazer eu transformo os sentimentos da mulher de braços brancos, e eu mudo todos os seus pensamentos. 162) Eu conheço uma décima sétima: nunca irá me evitar a jovem donzela; esses encamentos você se lembrará, Loddfafnir; que por longo tempo lhe faltaram, uma vez que são bons para você se você os tiver, úteis se você os obtiver, úteis se você os receber. 163) Eu conheço uma décima oitava: a qual eu nunca ensino para donzelas ou esposas de homens – tudo é melhor quando apenas uma pessoa entende; ela pertence ao término dos encamentos – a ninguém a não ser apenas àquela que está em meus braços ou que é minha irmã. 164) Agora os dizeres de Har estão ditos no salão de Har, muito úteis aos filhos dos homens, inúteis aos filhos dos gigantes. Saudações àquele que falou! Saudações àquele que entende! Aproveite aquele que compreendeu! Saudações àqueles que ouviram! Leia o Hávamál em nórdico antigo e/ou traduzido com comentários, clicando aqui... Referência MEDEIROS, Elton. Hávamál: tradução comentada do Nórdico Antigo para o Português . Mirabilia 17, 2013. Disponível em: . Acesso em: 02 de mar. de 2020. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ... Siga-nos nas Redes Sociais... #viking #vikings #eraviking #medieval #norsemythology #mitologianórdica #fornsiðr #odin #edda #hávamál #livrosvikings
- 7 Reis Vikings e suas conquistas
Atualizado em: 06 de novembro de 2025. Histórias épicas de 7 reis vikings e suas conquistas marcaram a formação de reinos e impérios no norte da Europa A reputação era de extrema importância para os vikings. Aos seus olhos, os atos de uma pessoa foram as únicas coisas que durariam eternamente. Seja explorando, conquistando, roubando ou matando, ao longo de suas vidas, eles sempre buscavam por novas façanhas. Índice 1. Harald Fairhair, o primeiro Rei da Noruega ; 2. Rurik, o fundador da Rússia ; 3. Sitric Cáech e a Batalha de Islandbridge ; 4. Harald Bluetooth e sua lendária fortaleza ; 5. Sweyn Forkbeard e a conquista da Inglaterra ; 6. Cnut, o Grande e o Reino do Mar do Norte ; 7. Olaf III, o último Rei Viking ; 8. Referência . A seguir, recontaremos as histórias lendárias de 7 reis vikings e suas conquistas. Confira a lista: Fonte da Imagem: norskk.com 1. Harald Fairhair, o primeiro Rei da Noruega Este artigo não estaria completo sem mencionar Harald Fairhair ou Harald I da Noruega (Haraldr hárfagri). Apesar da história pseudo-mística, a maioria dos historiadores acredita que Fairhair existiu, embora a história original possa não ser tão dramática como é frequentemente retratada em sua saga. Citando a Britannica, ele foi um pequeno Rei da Noruega que conquistou vários reinos vizinhos e controlou a maior parte do que hoje é a Noruega. De acordo com um poema escrito no Século XIII, Heimskringla, a Batalha de Hafrsfjord foi um momento importante para o império de Harald. Datada entre 870 e 900 d.C., a grande batalha envolvia muitos dos reis menores da Noruega. No entanto, o único rei mencionado em algumas fontes históricas é Kjovte, o Rico, que teria fugido após perder para Harald. Faça como o professor Johnni Langer e publique seu livro pela Livros Vikings Editora . O possível local da batalha é marcado por um monumento com 10 metros de altura. Em sua época, Harald conseguiu estabelecer o bloco de poder mais influente da Noruega, que, posteriormente, viria a se tornar o Reino da Noruega. Fonte da Imagem: en.topwar.ru 2. Rurik, o fundador da Rússia A dinastia Rurik (Hrœrekr) é uma das maiores da história. Eles foram governantes da Rússia desde a época dos vikings até o reinado de Ivan IV (Ivan, o Terrível). Resumindo, a monarquia russa foi fundada por um viking. A Crônica Primária da Rússia, compilada em 1113 d.C., conta a história da formação da Dinastia Rúrica. De acordo com a crônica, os eslavos que viviam no território das modernas Ucrânia e Rússia convidaram Rurik e seus dois irmãos para governá-los. Os eslavos fizeram isso, pois esperavam que Rurik mantivesse a lei e a ordem entre eles. Após a morte de seu irmão, por volta de 862 d.C., Rurik se tornou o governante de Novgorod. Alguns historiadores do passado questionavam a autenticidade das histórias contadas nas crônicas, embora a maioria dos historiadores modernos as aceite. Como é bem conhecido, o próprio Rurik era um varangiano que havia servido ao imperador bizantino. Além disso, há evidências de uma significativa influência da cultura viking nos territórios da Rússia e da Ucrânia modernas. O viajante árabe, Ahmad ibn Fadlan, também afirmou ter conhecido os vikings durante uma viagem pela "terra dos Rus" (Rússia). Fonte da Imagem: prisonersofeternity.co.uk 3. Sitric Cáech e a Batalha de Islandbridge Os vikings têm uma longa história na Irlanda. A própria cidade de Dublin foi originalmente fundada como um centro viking para o comércio de escravos. Eles foram muito influentes lá, até que foram expulsos de Dublin pelas forças combinadas de vários reis irlandeses. Sitric Cáech (Sigrøðr digri) foi um desses vikings exilados. Humilhado, ele buscou reconquistar a Irlanda na Batalha de Islandbridge em 919 d.C. A sua vitória foi esmagadora. Sictric finalmente se tornou Rei de Dublin e governou por três anos, até seguir à Inglaterra continental para assumir o Reino da Nortúmbria. Fonte da Imagem: expeditioneslinguarum.com 4. Harald Bluetooth e sua lendária fortaleza Harald Bluetooth ou Harald I da Dinamarca (Haraldr blátönn) foi um rei dinamarquês que transformou a Dinamarca de uma área remota em um poderoso império. Os planos de Harald eram criar um governo centrado na fortaleza circular (Trelleborg) de Aarhus. Esta fortaleza tornou-se um centro administrativo, ponto de coleta de impostos e local para os reis da Dinamarca reunirem as suas tropas. Harald construiu vários fortes semelhantes perto do mar e ao longo da rota terrestre. Infelizmente, ele foi deposto por seu próprio filho, Sweyn, que mais tarde conquistaria a Inglaterra. Fonte da Imagem: thevintagenews.com 5. Sweyn Forkbeard e a conquista da Inglaterra Sweyn Forkbeard (Sveinn tjúguskegg) se tornou o primeiro rei viking de toda a Inglaterra em 1013 d.C., embora tenha reinado por apenas cinco semanas até a sua morte. Naquela época, os vikings já haviam se estabelecido nas planícies da Inglaterra por quase 200 anos, mas nunca conseguiram conquistar o reino inteiro. Eles governaram o nordeste da Inglaterra até o final do reinado de Eric Bloodaxe em 954 d.C., quando foram expulsos de lá. Portanto, quando o rei da Inglaterra ordenou a matança em massa dos vikings que viviam na Inglaterra em 1002 d.C., Sweyn, imediatamente, planejou uma invasão em grande escala. Citando o histórico do Reino Unido, sua primeira invasão começou em 1003 d.C., causando a devastação de toda a Inglaterra, até que Ethelred the Unready, pagou a Sweyn para interromper o ataque. Dez anos depois, Sweyn voltou com um exército maior para conquistar a Inglaterra. Os aristocratas ingleses, que estavam começando a temer a ferocidade dos vikings, acabaram exilando Ethelred, e declararam o sueco o Rei da Inglaterra. Embora o reinado de Sweyn não tenha durado muito, sua invasão preparou o caminho para a de seu filho, Cnut. Fonte da Imagem: historyanswers.co.uk 6. Cnut, o Grande e o Reino do Mar do Norte Após a morte de Sweyn, seu filho, Cnut (Knútr inn ríki), assumiu o comando dos exércitos de seu pai na Inglaterra. Os nobres britânicos, vendo esta oportunidade de ouro, optam por repatriar Ethelred, forçando Cnut a fugir para a Dinamarca. Lá, Cnut começou a montar um exército maior, e até pediu ao seu irmão (e rival), Harald II da Dinamarca, para ajudá-lo. Polônia, Suécia e Noruega também se juntaram. Cnut atracou em Wessex em 1015 d.C. com 10.000 pessoas. O novo rei da Inglaterra, Edmund Ironside, o enfrentou na Batalha de Assandun, sendo derrotado. Cnut também se tornou rei da Dinamarca, após a morte de Harald em 1018 d.C., e conquistou para si a Noruega em 1028 d.C. Apesar de inicialmente lutarem contra ele, os britânicos foram muito leais a Cnut durante o seu reinado. Ele até conheceu o papa e o imperador alemão para fomentar as relações econômicas. A união dos três reinos (Inglaterra, Dinamarca e Noruega) fez de Cnut o rei mais forte do continente europeu, naquela época. Mais tarde, seu reino ficou conhecido como o Reino do Mar do Norte. Fonte da Imagem: thefamouspeople.com 7. Olaf III, o último Rei Viking Para encerrar este artigo, temos a história do último Rei Viking, Olaf III (Óláfr hinn kyrri), também conhecido como Olaf, o Pacificador. Embora não seja tão guerreiro ou sanguinário quanto os outros líderes vikings desta lista, Olaf foi um grande político, quem efetivamente criou o moderno estado da Noruega. Olaf pode ter influenciado a invasão de seu pai, Harald III, à Inglaterra em 1066 d.C. Mesmo assim, ele permaneceu um pacifista, impedindo a Noruega de lutar por mais um século. Ele também transformou a Noruega em um império "normal", alinhando a igreja norueguesa, com os ensinamentos da Igreja Romana e reconstruiu a diocese norueguesa. Acredita-se que ele foi o primeiro rei viking a aprender a ler. Durante o seu reinado, ele estabeleceu cortes de estilo europeu em seu reino e depois introduziu a cultura aristocrática medieval. Pela primeira vez, muitas leis norueguesas foram escritas. A história dos vikings foi frequentemente adaptada em obras escritas e nas telas. Na verdade, existem muitas séries e animes que usam a civilização viking como plano de fundo, tais quais Vikings e Vinland Saga. Referência PRADANA, Shandy. 7 Kisah Raja Viking dan Pencapaian Legendaris Mereka, Epik! . IDN Times. Surabaya, 06 de jan. de 2021. Disponível em: < https://www.idntimes.com/science/discovery/shandy-pradana/7-kisah-raja-viking-dan-pencapaian-legendaris-mereka-epik-c1c2/3 >. Acesso em: 06 de jan. de 2021. (Livremente traduzido e adaptado pela Livros Vikings) Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ... Siga-nos nas Redes Sociais. #viking #vikings #eraviking #medieval #história #curiosidade #livrosvikings
- Vila Viking Brasil e Johnni Langer: uma imersão inesquecível na Cultura Viking
Um dia de cultura, história e combates na Vila Viking. O ilustre Professor Johnni Langer lançou seu novo livro em um evento memorável Encenação de combate realizada na Vila Viking Brasil. — Crédito da Imagem: Acervo Livros Vikings Índice As múltiplas facetas de um dia festivo viking ; A Importância da interação e do conhecimento direto na Recriação Histórica Viking ; O legado do encontro para a comunidade viking no Brasil . No último domingo, 14 de setembro, a Vila Viking Brasil, um centro de cultura e recriação histórica localizado em Juquitiba, São Paulo, promoveu um evento gratuito que se consolidou como um marco para entusiastas e estudiosos da Era Viking. O dia foi prestigiado pela presença do Professor Doutor Johnni Langer, uma das maiores autoridades em escandinavística e estudos sobre a Era Viking no Brasil. O encontro proporcionou uma oportunidade única para o público imergir em um universo fascinante, combinando conhecimento acadêmico com a vivência prática de costumes e tradições nórdicas. A iniciativa reforça a crescente relevância de espaços dedicados à preservação e divulgação da história, permitindo que a rica herança dos Povos do Norte seja celebrada e compreendida de forma acessível e envolvente, conectando o passado viking ao presente. O evento destacou-se não apenas pela presença do professor, mas também pela atmosfera imersiva cuidadosamente construída. Os visitantes foram transportados para um período histórico distante, no qual puderam interagir com recriadores, manusear réplicas de artefatos e vivenciar aspectos do cotidiano viking. Essa abordagem tangível e participativa é fundamental para desmistificar estereótipos e oferecer uma perspectiva mais autêntica e fundamentada sobre quem foram esses exímios navegadores, comerciantes e guerreiros. Da esquerda para a direita: Paulo Marsal da Livros Vikings, Balðr Jarl e o Professor Johnni Langer. — C|rédito da Imagem: Acervo Livros Vikings A Livros Vikings, presente no local, contribuiu para essa imersão, disponibilizando obras essenciais e compartilhando narrativas que enriqueceram ainda mais a experiência dos participantes, solidificando o evento como um ponto de encontro fundamental para a comunidade interessada na Era Viking. As múltiplas facetas de um dia festivo viking A programação do evento na Vila Viking Brasil foi diversificada e pensada para engajar tanto o público leigo quanto os recriadores históricos mais experientes. A chegada dos visitantes era marcada pela recepção calorosa de Balðr Jarl, que, de maneira descontraída, introduzia os recém-chegados aos principais aspectos da Era Viking. Ele guiava os participantes por um tour pelas estruturas do local, apresentando os mercadores e suas réplicas de artefatos históricos. Um dos pontos altos era a visita à “Casa dos Deuses”, um espaço místico onde a Völva Camila Nasryn acolhia o público, proporcionando um vislumbre fascinante das práticas espirituais e da mitologia nórdica, elementos centrais para a compreensão do mundo viking. O entretenimento temático foi um dos pilares do sucesso do dia. Atividades como tiro com arco e flecha, arremesso de machado e demonstrações de combate permitiram que os presentes não apenas observassem, mas também participassem ativamente, sentindo na pele um pouco da destreza e da cultura material viking. Brincadeiras tradicionais, como o cabo de guerra, promoveram a interação e a diversão entre famílias e grupos de amigos. Para completar a imersão, os visitantes puderam experimentar vestimentas, espadas e outros utensílios recriados que estavam dispostos no grande salão — um espaço que, em breve, será transformado em um estaleiro para a ambiciosa construção de um skip (navio viking), prometendo ser mais um marco para a arqueologia experimental no Brasil. As refeições foram preparadas pela Chef Lisa Torrano, campeã do BBQ Brasil. — Crédito da Imagem: Acervo Livros Vikings A experiência sensorial foi enriquecida pela gastronomia, sob o comando da Chef Lisa Torrano, campeã do programa "BBQ Brasil" do SBT. A culinária oferecida buscou inspiração em técnicas e ingredientes que remetem ao período, proporcionando sabores que complementavam a jornada histórica. Na ocasião, a chef anunciou um evento futuro, o “Banquete Viking: Fogo Ancestral”, a ser realizado na própria vila, gerando grande expectativa (mais informações no instagram da chef: @lisatorrano). O ápice intelectual do dia, no entanto, foi a roda de conversa conduzida pelo Professor Johnni Langer. Nesse momento, o público teve a oportunidade de aprofundar conhecimentos, dirimir dúvidas sobre cultura, história e mitologia nórdicas, e interagir diretamente com uma referência acadêmica. Roda de conversa conduzida pelo Professor Johnni Langer em visita à Vila Viking Brasil. — Crédito da Imagem: Acervo Livros Vikings O professor também dedicou parte de seu tempo a uma sessão de autógrafos de seu novo livro, “ Heróicos Guerreiros: a história da Era Viking ”, publicado pela Livros Vikings Editora, bem como de suas outras obras, pacientemente autografando cada exemplar levado pelos fãs, recriadores e mercadores presentes. A importância da interação e do conhecimento direto na Recriação Histórica Viking Eventos como o realizado na Vila Viking Brasil desempenham um papel crucial na disseminação do conhecimento histórico e na qualificação da recriação histórica (reenactment) no país. A presença de um acadêmico do calibre do Professor Johnni Langer, aliada a um ambiente de imersão prática, cria uma ponte fundamental entre a academia e o público geral. Essa sinergia permite que informações historicamente precisas, fruto de anos de pesquisa, sejam transmitidas de forma clara e acessível, combatendo mitos populares e representações equivocadas da cultura viking, frequentemente perpetuados pela mídia de massa. A oportunidade de folhear um livro, conversar com o autor e, em seguida, segurar a réplica de uma espada ou provar um prato de inspiração histórica solidifica o aprendizado de uma maneira que a leitura isolada raramente consegue. A interação direta com especialistas e com a cultura material recriada oferece uma dimensão educativa insubstituível. Para os recriadores históricos, o diálogo com o Professor Langer e o acesso a publicações de qualidade, como as da Livros Vikings, são fontes valiosas para o aprimoramento de seus trajes, equipamentos e interpretações. Isso eleva o nível do hobby, transformando-o em uma verdadeira ferramenta de "arqueologia viva" ou "arqueologia experimental". Para o visitante casual, essa abordagem tangível desmistifica a figura do viking, apresentando-o não apenas como um guerreiro feroz, mas como um indivíduo inserido em uma sociedade complexa, com ricas tradições, crenças e um avançado conhecimento de navegação e comércio. O grande salão, com seus artefatos à disposição do público, funcionou como uma sala de aula interativa, na qual cada objeto contava uma parte da história viking. O Legado do Encontro para a Comunidade Viking no Brasil O impacto de um dia como este transcende o entretenimento, deixando um legado duradouro para a crescente comunidade de entusiastas da Era Viking no Brasil. Ao reunir em um mesmo espaço um acadêmico de renome, recriadores dedicados, artesãos habilidosos e um público engajado, a Vila Viking Brasil fortalece os laços dessa comunidade e fomenta um ambiente de aprendizado colaborativo. Faça como o professor Johnni Langer e publique seu livro pela Livros Vikings Editora . A sessão de autógrafos com o Professor Johnni Langer não foi apenas um momento de admiração e contato com o autor, mas um ato simbólico que valoriza a produção de conhecimento nacional e incentiva a leitura e a pesquisa. A presença da Livros Vikings reforça essa missão, atuando como um pilar para a divulgação de conteúdo confiável e aprofundado sobre a cultura nórdica. Ademais, a gratuidade do evento representa um esforço significativo para democratizar o acesso à cultura e à história. Em um país com as dimensões e a diversidade do Brasil, iniciativas que promovem o conhecimento histórico de forma aberta são essenciais para a formação de uma sociedade mais crítica e consciente de diferentes narrativas históricas. A roda de conversa ao final do dia, onde dúvidas foram sanadas e debates estimulados, consolidou o evento não como um espetáculo passivo, mas como uma plataforma de diálogo. O sucesso da iniciativa na Vila Viking Brasil certamente servirá de inspiração para futuros encontros, impulsionando ainda mais o interesse e o estudo sério da fascinante Era Viking em território nacional e mostrando que a paixão por esses homens do norte está mais viva do que nunca. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um portal dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! por LIVROS VIKINGS Se for compartilhar este texto, não sei de citar a sua fonte; a Livros Vikings . Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp … #Viking #EraViking #IdadeMédia #curiosidades #história #VilaVikingBrasil #LivrosVikings
- Relíquia da Era Viking Tardia? O Misterioso Livro de Pele de Foca Encontrado na Noruega
Descubra o manuscrito do século XIII encadernado em pele de foca que pode ser o livro mais antigo da Noruega e seu fascinante legado viking A capa parece ser feita de pele de foca com pelos. O texto está escrito em pergaminho de pele de bezerro e uma rena também desempenhou um papel na sua confecção. — Crédito da Imagem: Nina Kristiansen Índice A Descoberta do Manuscrito e seus Materiais Remanescentes da Era Viking ; O Significado Histórico: Do Paganismo Viking à Liturgia Cristã ; Desafios da Conservação e a Ciência por Trás do Legado Viking ; Referência . Em um mundo cada vez mais digital, onde a informação cruza o globo em milissegundos, é fascinante pensar que pedaços da nossa história ainda jazem escondidos, esperando o momento certo para revelar segredos de eras passadas. Recentemente, a Noruega foi palco de uma dessas descobertas extraordinárias, que nos conecta diretamente aos séculos que sucederam a Era Viking. Um pequeno livro, de aparência rústica e desgastada pelo tempo, emergiu de uma fazenda em Bergen, trazendo consigo melodias esquecidas e um método de confecção que remete diretamente aos recursos naturais explorados pelos antigos nórdicos. Publique seu livro pela Livros Vikings Editora . Este não é apenas mais um artefato antigo; trata-se de um potencial candidato ao título de "livro mais antigo da Noruega". O que o torna verdadeiramente único, no entanto, não é apenas a sua idade estimada — remontando ao século XIII ou talvez até antes —, mas a sua encadernação peculiar. Diferente dos luxuosos volumes adornados com ouro e pedras preciosas que costumamos associar à Idade Média europeia, este manuscrito está envolto em pele de foca, com pelos ainda visíveis, uma escolha de material que ecoa a praticidade e a conexão com o mar, características intrínsecas ao povo viking e seus descendentes. O livro é armazenado em alta umidade no arquivo, mas a conservadora Chiara Palandri o trouxe cuidadosamente para fora durante a visita da Science Norway. — Crédito da Imagem: Nina Kristiansen. Ao chegar à Biblioteca Nacional da Noruega, vindo da fazenda Hagenes, o livro imediatamente capturou a atenção dos conservadores. Chiara Palandri, especialista responsável pela avaliação inicial, percebeu que tinha em mãos algo sem precedentes. A rigidez e a fragilidade do objeto exigiam um manuseio cirúrgico, permitido apenas a especialistas. Este manuscrito, agora conhecido como "Manuscrito Hagenes", não é apenas um objeto de estudo; é uma janela para a transição cultural da Escandinávia, um período onde os antigos costumes vikings começavam a se fundir de maneira irrevogável com a nova fé cristã que varria o continente. Neste artigo, mergulharemos nas páginas deste achado incrível. Exploraremos como a ciência moderna está desvendando seus mistérios, o que ele nos diz sobre a vida religiosa na Noruega pós-viking e por que uma encadernação de pele de foca é tão significativa para entendermos a herança cultural nórdica. Prepare-se para uma viagem no tempo, guiada pelas mãos cuidadosas de conservadores e pela curiosidade insaciável que nos move a entender nossos ancestrais. O livro de 800 anos tem uma capa de pele de foca. O fato de o pelo ainda estar preservado é especialmente incomum. Grande parte secou, mas ainda é visível. "Se você tocar no pelo agora, ele pode cair", diz Chiara Palandri. O livro já foi preso com uma aba e um fio enrolado em volta dele. — Crédito da Imagem: Nina Kristiansen. A Descoberta do Manuscrito e seus Materiais Remanescentes da Era Viking A fazenda Hagenes, em Bergen, guardou por gerações um segredo que agora reescreve partes da história literária norueguesa. Quando a família proprietária decidiu entregar o pequeno livro à Biblioteca Nacional da Noruega no início deste ano, não imaginavam a comoção que causariam na comunidade acadêmica. Bergen, vale lembrar, foi um centro vital de comércio e cultura desde os tempos dos reis vikings, servindo como um portal da Noruega para o resto da Europa. Encontrar um artefato desta magnitude nessa região reforça a importância contínua da cidade nos séculos que se seguiram ao fim oficial da Era Viking. O aspecto mais chocante do Manuscrito Hagenes é, sem dúvida, sua construção. A encadernação em pele de foca não é apenas rara; é praticamente desconhecida em outros contextos europeus da mesma época. Chiara Palandri, ao consultar sua rede internacional de especialistas, recebeu a confirmação de uma pesquisadora francesa: Tal encadernação não se assemelha a nada visto no continente, apontando fortemente para uma produção nórdica, provavelmente local. Isso nos diz muito sobre a continuidade das tradições vikings de utilização integral dos recursos marinhos. Onde monges continentais poderiam usar couro de boi ou porco tratado, os escribas noruegueses voltaram-se para o que o Mar do Norte lhes oferecia em abundância. Além da pele de foca, outros elementos da construção do livro apontam para uma origem profundamente enraizada na fauna escandinava. O livro era originalmente mantido fechado por uma tira de couro. Embora restem apenas vestígios, as análises preliminares sugerem que poderia ser pele de rena. Se confirmado, teríamos um "santo graal" dos materiais nórdicos reunidos em um único objeto litúrgico: pergaminho de bezerro (comum na Europa), capa de foca e fecho de rena. Esta combinação seria uma assinatura inconfundível da Noruega medieval, uma adaptação local das práticas de encadernação cristãs utilizando os materiais que os caçadores vikings conheciam há séculos. A análise do texto em si, conduzida pelo pesquisador Espen Due-Karlsen, revela um latim escrito com um estilo rústico, longe da perfeição caligráfica dos grandes centros monásticos da França ou Itália. Isso sugere um escriba local, habilidoso, mas focado na funcionalidade. O livro não foi feito para ficar exposto em um altar de catedral; foi feito para ser usado. Era um objeto de trabalho, carregado por um padre ou cantor (cantor principal do coro) durante as missas, sujeito ao desgaste do dia a dia. Essa autenticidade "suja", de um objeto que realmente viveu a história, é o que mais emociona os pesquisadores, pois oferece uma conexão tangível com as pessoas reais daquela época, os netos e bisnetos dos vikings originais. A notação musical também está presente, mostrando como as canções deveriam ser entoadas. "Esse tipo de notação, chamado neuma, é uma ferramenta para lembrar a melodia. Eles já precisavam conhecê-la para cantá-la", diz Åslaug Ommundsen. — Crédito da Imagem: National Library of Norway. O Significado Histórico: Do Paganismo Viking à Liturgia Cristã Para compreender a verdadeira importância deste manuscrito, precisamos situá-lo no tempo. Estamos falando do século XIII, aproximadamente duzentos anos após o fim tradicional da Era Viking (marcada pela Batalha de Stamford Bridge em 1066). No entanto, a cultura não muda da noite para o dia. A Noruega de 1200 era uma nação cristã, sim, mas uma onde as raízes vikings ainda nutriam o solo cultural. As igrejas de madeira (stavkirker) da época, por exemplo, frequentemente misturavam iconografia cristã com dragões e entrelaçados típicos da arte nórdica antiga. O Manuscrito Hagenes contém "sequências", que são canções litúrgicas complexas destinadas a dias de festa específicos, cantadas antes da leitura do Evangelho. A presença de canções dedicadas a Maria e ao Dia de Todos os Santos indica uma vida religiosa vibrante e sofisticada. Isso demonstra que a Noruega não era uma periferia atrasada da cristandade, mas sim um participante ativo nas redes religiosas europeias. Os descendentes dos incursores vikings, que outrora aterrorizaram os mosteiros europeus, eram agora monges e padres integrados à mesma liturgia latina, trocando conhecimentos e melodias com o continente. A raridade deste livro também nos fala sobre o que foi perdido. Após a Reforma Protestante em 1537, a Noruega, sob domínio dinamarquês, viu seus tesouros católicos tornarem-se obsoletos. Milhares de missais e livros de canções foram destruídos, suas páginas de pergaminho reaproveitadas para encadernar novos livros administrativos ou simplesmente descartadas. O que sobreviveu muitas vezes foi enviado para Copenhague. O fato de este pequeno livro ter permanecido na Noruega, escondido em uma fazenda por séculos, é um milagre histórico. Ele sobreviveu à negligência, ao fanatismo religioso e ao tempo, preservando uma centelha da vida espiritual da Noruega pós-viking. Este manuscrito é um dos apenas três livros noruegueses desta antiguidade que sobreviveram. Os outros são o "Saltério de Kvikne" (também na Biblioteca Nacional, com capas de madeira) e o "Livro de Homilias Antigo Norueguês" (em Copenhague, sem a encadernação original). O Manuscrito Hagenes, se comprovado que todas as suas partes são originais e contemporâneas, seria o segundo livro medieval norueguês preservado em sua totalidade. Ele representa a transição final da oralidade — tão valorizada pelos vikings em suas sagas e poemas escáldicos — para a cultura escrita do livro, consolidando a Noruega na esfera cultural da Europa letrada. Desafios da Conservação e a Ciência por Trás do Legado Viking A validação da origem e idade deste manuscrito não depende apenas da análise estilística; ela entra agora no reino da ciência forense avançada. Conservadores como Chiara Palandri estão utilizando tecnologias de ponta para "ler" o livro de maneiras que seus criadores jamais imaginariam. A análise de proteínas e, subsequentemente, a análise de DNA são as ferramentas chave nesta investigação, permitindo traçar a origem exata dos materiais utilizados, uma verdadeira arqueologia molecular do legado viking. As amostras retiradas das páginas de pergaminho e da capa de pele de foca podem revelar muito mais do que apenas a espécie animal. O DNA pode indicar onde o bezerro que forneceu o pergaminho pastava e a qual população específica pertencia a foca da capa. Algumas espécies de foca são migratórias, enquanto outras permanecem em áreas locais. Se a ciência confirmar que a foca era de uma espécie nativa da costa norueguesa e que o bezerro foi criado localmente, teremos a prova definitiva da origem norueguesa do manuscrito. O mesmo se aplica à possível tira de rena, um animal intrinsecamente ligado à vida na Escandinávia. No entanto, o processo de conservação é um delicado equilíbrio entre proteção e acesso. O livro está deteriorado, com páginas faltando e a estrutura fragilizada. Cada manuseio representa um risco. Por isso, a Biblioteca Nacional da Noruega adotou a digitalização de altíssima resolução. Isso permite que pesquisadores de todo o mundo estudem cada poro da pele de foca, cada traço de tinta e até mesmo os minúsculos insetos mortos encontrados entre as páginas (que os conservadores decidiram manter como parte da história do objeto), sem nunca tocar no original. É a tecnologia moderna preservando o passado viking e medieval. Um seminário internacional está planejado para novembro, onde especialistas não apenas discutirão o livro, mas tentarão criar uma réplica exata. Este exercício de arqueologia experimental é crucial. Ao tentar reproduzir a encadernação com pele de foca usando técnicas medievais, os pesquisadores entenderão melhor os desafios e as escolhas feitas pelos artesãos originais. É uma forma de "engenharia reversa" da história, que nos aproxima das mãos que, há oitocentos anos, transformaram a pele de um animal marinho e a pele de um bezerro em um veículo para o sagrado, mantendo viva uma tradição de artesanato que remonta aos tempos dos vikings. A descoberta do Manuscrito Hagenes é um lembrete poderoso de que a história não é um livro fechado. Mesmo em áreas tão estudadas quanto a Era Viking e a Idade Média escandinava, o solo e os sótãos antigos ainda têm surpresas a nos revelar. Este pequeno livro, com sua capa peluda e canções latinas, é um elo físico entre o mundo rústico e marítimo dos nórdicos antigos e o mundo letrado e cristão da Europa medieval. Ele nos desafia a olhar para o passado não como uma série de compartimentos estanques, mas como um rio contínuo de adaptação e sobrevivência cultural. Para nós, amantes da história, resta a expectativa pelos resultados dos testes de DNA, que poderão confirmar, de uma vez por todas, a origem deste tesouro nacional norueguês. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um portal dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referência GJELLESVIK, A.; KRISTIANSEN, N. Eight pages bound in furry seal skin may be Norway's oldest book. Science Norway , Oslo, 3 nov. 2025. Disponível em: https://www.sciencenorway.no/cultural-history-culture-history/eight-pages-bound-in-furry-seal-skin-may-be-norways-oldest-book/2571496 . Acesso em: 5 nov. 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ... #Viking #EraViking #IdadeMédia #Arqueologia #LivrosVikings
- Tesouros Inesperados: Da Suécia Medieval à Noruega Viking, Moedas Revelam o Passado
Descobertas na Suécia e Noruega, terras de herança viking, revelam desafios do patrimônio e ecos de economias antigas As moedas encontradas pelo pescador. — Crédito da Imagem: Reprodução Índice O Tesouro Sueco: Uma Fortuna Além da Era Viking ; Moedas Púnicas na Noruega: Um Contraste à Herança Viking ; O Desafio do Patrimônio nas Nações Viking Modernas ; O Valor Histórico Além do Contexto Viking ; Referências . Quando pensamos na Escandinávia, a imagem mental imediata remete aos exploradores e guerreiros da Era Viking, seus dracares e seus vastos tesouros de prata. No entanto, o solo da Suécia e da Noruega modernas continua a revelar capítulos da história que vão muito além desse período fascinante, apresentando narrativas complexas que alcançam tanto a Idade Média consolidada quanto a Antiguidade Clássica. Faça como o renomado professor Johnni Langer e publique seu livro pela Livros Vikings Editora . Recentemente, duas ocorrências distintas, mas igualmente notáveis, trouxeram à luz a complexidade do patrimônio histórico encontrado em terras de legado viking. Na Suécia, uma descoberta acidental por um pescador revelou um dos maiores tesouros de prata da Idade Média do país, oferecendo um vislumbre da economia e do poder real após o auge das incursões nórdicas. Simultaneamente, na Noruega, uma tentativa de tráfico ilícito foi frustrada, trazendo a público moedas de bronze cartaginesas com mais de dois milênios — artefatos que antecedem os próprios vikings em mil anos. Estes dois eventos, embora separados por séculos e contextos — um sendo um tesouro local escondido e o outro um item de comércio ilícito internacional —, convergem em território escandinavo. Eles nos forçam a olhar além da mitologia viking e a confrontar os desafios modernos da preservação, da ética e da cooperação internacional na proteção de artefatos que contam a longa e multifacetada história da humanidade. Grande tesouro medieval com mais de 20 mil moedas de prata, encontrado na Suécia. — Crédito do Vídeo: YouTube/ BC Begley 1. O Tesouro Sueco: Uma Fortuna Além da Era Viking O que parecia ser uma rotina comum de preparação para a pesca transformou-se em um momento digno de crônica. Um pescador, enquanto buscava minhocas nas proximidades de sua casa de verão na Suécia, deparou-se com um achado extraordinário: um caldeirão metálico enterrado. Embora o recipiente estivesse severamente degradado pelo tempo, seu conteúdo estava em excelente estado de conservação, revelando um tesouro que ecoa muito além da Era Viking. O Conselho Administrativo do Condado de Estocolmo foi notificado e rapidamente compreendeu a magnitude da descoberta. Trata-se de um dos maiores e mais bem preservados tesouros de prata do início da Idade Média já localizados na Suécia. O conjunto é vasto, com um peso total estimado em seis quilos, composto por milhares de moedas ornamentadas e diversas peças de joalheria. Sofia Andersson, antiquária do Conselho Administrativo, destacou o volume do achado, classificando-o como uma descoberta monumental. Embora a contagem exata ainda esteja em andamento, as estimativas iniciais sugerem que o caldeirão pode conter mais de 20 mil moedas. Este tesouro não pertence ao período viking, mas sim à era imediatamente posterior, um tempo de consolidação de reinos e da crescente influência da Igreja. A análise inicial das moedas oferece pistas cruciais sobre a Suécia medieval: Moedas Reais: Algumas das moedas trazem inscrições claras do rei Knut Eriksson. Este monarca, que governou a Suécia entre 1173 e 1195, foi uma figura central na organização do sistema monetário nacional. Sua cunhagem representa um passo crucial para longe da economia baseada no peso da prata (tão comum na Era Viking) e em direção a uma economia monetária controlada pelo Estado. Knut Eriksson também é creditado por erguer a fortaleza inicial onde hoje se situa a capital, Estocolmo. Moedas Episcopais: Outras peças apresentam iconografia religiosa, como imagens de igrejas e de um bispo portando um báculo. Estas são as chamadas "moedas episcopais", cunhadas sob encomenda de autoridades da Igreja. Sua presença no tesouro demonstra o poder significativo que as instituições religiosas detinham na sociedade sueca do século XII, atuando paralelamente ao poder real. O tesouro, escondido há mais de oito séculos, oferece uma rara janela para a vida e, principalmente, para a complexa economia da Suécia medieval, um período onde o poder real e o eclesiástico moldavam a nova estrutura do país. Suposto tesouro de moedas púnicas da costa da Tunísia, e algumas das moedas apreendidas. — Crédito da Imagem: Divulgação/Polícia de Oslo / Divulgação/Libyan Studies/Roland, H., & Visonà, P. 2. Moedas Púnicas na Noruega: Um Contraste à Herança Viking Se o tesouro sueco expande nossa compreensão do período pós-viking, uma ocorrência na Noruega moderna nos transporta para um passado muito mais distante, servindo como um forte contraste à herança viking local. Em 2022, autoridades norueguesas interceptaram um lote de 30 moedas de bronze púnicas, artefatos que datam da Segunda Guerra Púnica (218-201 a.C.). Este caso não foi uma descoberta arqueológica, mas um incidente de tráfico de patrimônio cultural. Um cidadão tunisiano tentou comercializar as moedas com um comerciante de antiguidades em Oslo. O vendedor alegou que as peças provinham de um tesouro subaquático maior, com peso estimado em 200 quilos, localizado na costa da Tunísia. Felizmente, o comerciante de Oslo suspeitou da origem duvidosa dos artefatos e, agindo com responsabilidade ética, notificou as autoridades norueguesas. A polícia iniciou uma investigação internacional, interceptou o suspeito, apreendeu as moedas e efetuou a prisão. A análise subsequente, conduzida pelo Museu de História Cultural da Universidade de Oslo, confirmou a autenticidade e a origem das moedas: Origem: Cartago (atual Tunísia). Datação: Período final da Segunda Guerra Púnica. Descrição: As moedas apresentavam a corrosão esperada de imersão prolongada em água. Exibiam a deusa Tanit em uma face e um cavalo diante de uma palmeira no verso. Produção: Estilisticamente, as peças parecem ter sido cunhadas em uma única casa da moeda, provavelmente na própria Cartago. Este achado é significativo por várias razões. Primeiro, a numismática em bronze de Cartago é consideravelmente menos documentada do que suas séries em prata ou ouro. Mesmo sem um contexto arqueológico específico, o conjunto oferece uma visão valiosa sobre a economia de guerra cartaginesa. Segundo, sua suposta origem subaquática — seja de um naufrágio ou de um depósito submerso — levanta questões sobre o comércio marítimo e a logística militar no Mediterrâneo ocidental durante o conflito com Roma. O fato de essas moedas, mil anos mais velhas que os primeiros dracares vikings, terem aparecido na Noruega apenas ressalta o alcance global do comércio ilícito de antiguidades no século XXI. 3. O Desafio do Patrimônio nas Nações Viking Modernas Ambos os casos, o tesouro sueco e as moedas púnicas, colocam as nações viking modernas — Suécia e Noruega — no centro das discussões sobre a proteção do patrimônio cultural. As duas situações, no entanto, ilustram facetas muito diferentes desse desafio. No caso da Suécia, trata-se de uma questão de patrimônio nacional. O pescador que encontrou o tesouro medieval agiu de forma exemplar ao notificar imediatamente as instituições competentes. Sua ação reforça a importância vital da colaboração entre cidadãos e órgãos de preservação. A legislação sueca de proteção ao patrimônio cultural é clara: qualquer pessoa que encontre objetos antigos feitos de prata ou ouro é obrigada a entregá-los às autoridades. Em contrapartida, a lei garante uma recompensa financeira. O caso agora está nas mãos do Conselho Nacional do Patrimônio Sueco. Este órgão será responsável por determinar o destino do achado, decidindo se o tesouro será "resgatado" — ou seja, se ficará sob guarda pública — e qual será a compensação devida ao pescador. O incidente na Noruega, por outro lado, é um exemplo de cooperação internacional contra o tráfico. A restituição das moedas púnicas à Tunísia só foi possível graças a uma cadeia de colaboração exemplar: Ação Ética: O comerciante de antiguidades que recusou a compra e denunciou. Ação Policial: As autoridades norueguesas que investigaram e apreenderam os bens. Ação Acadêmica: Os especialistas do Museu de História Cultural que analisaram e confirmaram a origem. Ação Diplomática: Os diálogos entre Noruega e Tunísia que resultaram na repatriação das moedas (as acusações contra o suspeito foram arquivadas em favor da devolução). Este caso expõe os desafios sistêmicos na proteção do patrimônio global. Moedas são alvos frequentes de tráfico devido à sua alta demanda e portabilidade, circulando facilmente em "áreas cinzentas" legais. O Archaeology News aponta que o incidente ressalta problemas graves, como a aplicação inconsistente de convenções internacionais, leis nacionais fragmentadas e o papel crescente dos mercados online, que facilitam o comércio anônimo. Ambos os eventos demonstram a necessidade urgente de responsabilidade ética na promoção do patrimônio cultural e no respeito aos direitos das comunidades de origem desses artefatos. 5. O Valor Histórico Além do Contexto Viking Embora nenhum desses achados seja do período viking, seu valor histórico é incalculável. Eles nos lembram que a história é feita de camadas e que as terras escandinavas guardam mais do que apenas relíquias de seus mais famosos navegadores. O tesouro sueco de Knut Eriksson agora passará por uma análise detalhada. Arqueólogos irão se debruçar sobre as mais de 20 mil peças para determinar com maior precisão a origem, a datação exata e o contexto histórico do conjunto. Como descrito pela fonte de O Globo, oito séculos após terem sido escondidos, esses objetos oferecem uma rara e brilhante janela para a vida e a economia de uma Suécia que emergia da Era Viking e se consolidava como um reino medieval cristão. As moedas cartaginesas, por sua vez, carregam um tipo diferente de valor. Como destaca o estudo na revista Libyan Studies , mesmo estando desprovidas de seu contexto arqueológico original, elas oferecem informações históricas cruciais. Elas iluminam o comércio cartaginês e as atividades bélicas de uma era distante. Este pequeno conjunto de 30 moedas prova como até mesmo artefatos isolados pelo tráfico podem contribuir significativamente para a pesquisa acadêmica. Mais do que isso, elas se tornaram um instrumento de diplomacia do patrimônio, fomentando a cooperação entre a Noruega e a Tunísia e incentivando esforços globais mais robustos contra o comércio ilícito de bens culturais. As descobertas recentes na Suécia e na Noruega demonstram que as terras frequentemente associadas aos vikings são, na verdade, palcos contínuos de revelações históricas que abrangem milênios. De um lado, um pescador sueco revela um vislumbre da economia medieval que substituiu o sistema viking. Do outro, um comerciante norueguês ajuda a interceptar artefatos de uma guerra travada mil anos antes dos primeiros exploradores nórdicos zarparem. O tesouro de Knut Eriksson e as moedas de Cartago nos ensinam sobre a consolidação do poder real, a influência da Igreja medieval e as complexas redes de logística militar da Antiguidade. Acima de tudo, ambos os casos destacam a importância fundamental da vigilância e da ética — seja do cidadão comum que encontra um tesouro, seja do profissional que recusa participar de um crime — para garantir que esses ecos do passado possam ser preservados e compreendidos pelas futuras gerações. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um portal dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referências MOREIRA, Éric. Moedas de bronze apreendidas na Noruega revelam desafios do comércio antigo. Aventuras na História. São Paulo, 01 de nov. de 2025. Disponível em: https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/moedas-de-bronze-apreendidas-na-noruega-revelam-desafios-do-comercio-antigo.phtml . Acesso em: 04 de nov. de 2025. PESCADOR encontra tesouro medieval com 20 mil moedas de prata na Suécia; veja vídeo. O Globo. Rio de Janeiro, 31 de out de 2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2025/10/31/pescador-encontra-tesouro-medieval-com-20-mil-moedas-de-prata-na-suecia-veja-video.ghtml . Acesso em: 04 de nov. de 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp … #viking #eraviking #idademédia #história #Arqueologia #livrosvikings
- Os Deuses Nórdicos e os dias vikings da semana
Atualizado em: 27 de outubro de 2025. Descubra como os Regin (Poderes Governantes — deuses) e os costumes dos víkingar (vikings) batizaram os dias da semana que usamos hoje — em inglês e outros idiomas —, de Mánadagr (segunda) a Sunnudagr (domingo) Crédito da imagem: Lucy Fitch Perkins/Wikimedia Commons Que tal aprender um pouco mais sobre os víkingar? Todos nós sabemos que há sete dias em uma semana, mas você sabia que no idioma inglês, dentre outros, muitos deles têm os nomes dos deuses nórdicos, assim como na Era Viking? Índice Mánadagr: o dia da lua e a mitologia nórdica ; Týsdagr: o dia do Deus viking da guerra Týr ; Óðinsdagr: o dia do Genitor-de-Todos os Æsir , Odin ; Þórsdagr: o dia do trovão e o Deus viking Þórr ; Frjádagr: o dia do amor e a Deusa viking Frigg ; Laugardagr: o dia do banho e a higiene viking ; Sunnudagr: o dia do Sol e a mitologia nórdica ; Referência . A divisão da semana em sete dias é uma tradição que os povos germânicos herdaram do Império Romano, que por sua vez adotou o sistema da astrologia helenística, baseada nos sete planetas clássicos. Os romanos nomearam os dias em homenagem às suas divindades planetárias: Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus e Saturno, além do Sol e da Lua. Faça como o renomado professor Johnni Langer e publique seu livro pela Livros Vikings Editora . Ao absorverem esse calendário, provavelmente entre os séculos III e VII d.C., os povos germânicos não copiaram os nomes latinos. Aplicaram, em vez disso, um processo de assimilação cultural hoje conhecido como Interpretatio germanica . Essa prática consistia em identificar os deuses romanos com divindades germânicas de atributos semelhantes, cujos nomes passaram a compor o calendário semanal germânico: Lua: Máni; Marte: Týr; Mercúrio: Óðinn (Odin); Júpiter: Þórr (Thor); Vênus: Frigg; Saturno: Laugardagr (Dia do Banho — aqui um costume e não uma divindade); Sol: Sól. Nas línguas ocidentais contemporâneas, apenas o português e o galego não seguem a lógica romana, baseada no calendário babilônico. Ambos os idiomas optaram por seguir as recomendações da Igreja para a Semana Santa, sendo o domingo o Dia de Deus, os dias de segunda a sexta-feira os dias de feira, e o sábado o Descanso de Deus — Sabá (Shabat). A seguir, uma breve apresentação dos dias da semana, segundo os víkingar e seus descendentes: Mánadagr: o dia da lua e a Mitologia Nórdica No nórdico antigo, o primeiro dia da semana é o dia da lua (Mánadagr), em homenagem ao Deus Máni. Segundo a mitologia, seus pais acharam um abuso dar à lua o seu nome, portanto ele foi castigado, tendo que puxar a lua pelos céus com a sua carruagem pela eternidade. O que fazer no mánadagr? Já que a semana está apenas começando, é uma ótima oportunidade para planejar o restante da semana e quem sabe, algumas atividades divertidas, como ler ou estudar um novo idioma. Týsdagr: o dia do Deus viking da Guerra Týr Týsdagr é o dia do Deus nórdico Týr, filho de Óðinn. Týr é um guerreiro, o Deus da Espada, e por muito tempo acreditou-se que Týsdagr fosse o melhor dia para começar uma guerra. O que fazer em týsdagr? Atualmente, não queremos mais guerras, embora também não queiramos mudar o nome deste dia da semana! Neste sentido, seria uma excelente oportunidade para lutar contra os seus medos e buscar por seus sonhos. Óðinsdagr: o dia do Genitor-de-Todos os Æsir, Odin Este dia foi nomeado em homenagem ao Deus Óðinn, o mais poderoso dos deuses nórdicos. Óðinn, o Caolho também é muito sábio, Deus do conhecimento e da poesia. O que fazer no óðinsdagr? Para ser tão sábio quanto Óðinn, pegue um livro e comece a ler. Se você se sentir particularmente inteligente, tente escrever sua própria história ou poema, talvez sobre um dos deuses nórdicos ou sobre os víkingar. Þórsdagr: O dia do trovão e o Deus viking Þórr Este é o dia do Deus Nórdico Þórr. Þórr cavalga pelos céus em sua carruagem, com o martelo na mão, fazendo o som do trovão. Acredita-se que Þórsdagr seja o dia em que a magia funciona melhor. Hoje em dia, é o melhor dia para fazer uma reunião ou tomar uma decisão importante. O que fazer em þórsdagr? Tente jogar, porque é provável que você ganhe. Se você conhece um truque de mágica, este é o melhor dia para exibi-lo! Frjádagr: o dia do amor e a Deusa viking Frigg Este é o dia da linda Frigg. A Deusa do Amor, da fertilidade e da união, portanto, frjádagr é o dia do amor. Como é o último dia de trabalho da semana, é o dia de diversão. O que fazer no frjádagr? Neste dia tão especial, faça amor, faça o que você ama e faça alguém que você ama feliz. Laugardagr: o dia do banho e a higiene viking Em inglês, este é o dia do deus romano Saturno, mas em nórdico antigo, é o "Laugardagr" ou "dia do banho”. Os víkingar eram extremamente exigentes com a sua aparência, além de muito limpos. O que fazer em laugardagr? Agora que temos máquinas de lavar, por que não se vestir como um víkingr neste dia? Isso significa que você terá que colocar uma camisa ou um vestido bem limpo e cheiroso. Se você tem um capacete, use-o, ou se o seu cabelo for comprido, trance-o. E lógico, tome um banho. Sunnudagr: o dia do Sol e a mitologia nórdica Como em inglês, a palavra nórdica está relacionada ao sol. A palavra em nórdico antigo para sol é “Sól” e há uma deusa nórdica com este nome. Ela é a irmã de Máni, e os deuses também não gostaram que seu nome fosse o mesmo que o do sol, então ela é obrigada a arrastá-lo pelos céus durante a eternidade. O que fazer em sunnudagr? Pensando na pobre Sól e em seu pesado fardo, este é o melhor dia para descansar. Faça desse dia, o dia da família. Saia na natureza e aproveite o sol. Referência REINHALL, Lori. Barneblad: Norse gods, days of the week, and Viking fun! Norwegian American . Seatle, 31 de ago. de 2020. Disponível em: < https://www.norwegianamerican.com/norse-gods-days-of-the-week-and-viking-fun/ >. Acesso em: 14 de set. de 2020. (Livremente traduzido e adaptado pela Livros Vikings) Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ... Siga-nos nas Redes Sociais. #viking #vikings #eraviking #medieval #weekdays #diasdasemana #livrosvikings
- Valhalla e a trilha do Rei Viking: o legado disputado da Era Viking
A Era Viking deixou rotas de fé e mitos de guerra. Entenda a complexa herança viking, de peregrinos a extremistas Uma representação moderna do que seria o Valhalla. — Crédito da Imagem: Nano Banana Índice Refazendo os passos da transformação viking na Noruega ; Valhalla e a mitologia guerreira do Mundo Viking Pagão ; A sombria apropriação de Valhalla e dos símbolos viking ; Referências . Quando pensamos na Era Viking, a imagem que frequentemente domina o imaginário popular é a do guerreiro feroz, do explorador implacável e da rica mitologia pagã centrada em Odin e no Valhalla. No entanto, essa visão, embora parte da história, ignora a profunda e complexa transformação que marcou o fim desse período. A herança viking não é monolítica; ela é um campo de batalha de interpretações, abrangendo tanto a fé cristianizada quanto a simbologia pagã apropriada. Um dos exemplos mais potentes dessa dualidade é a figura de Olav Haraldsson. Conhecido como Santo Olavo, ele foi, ironicamente, um rei viking. Sua vida encapsula a transição da Noruega: um líder que, segundo a tradição, ajudou a cristianizar o país, afastando-o das antigas crenças. Hoje, seu legado não é celebrado com machados, mas com botas de caminhada. Leia também: Como os noruegueses celebram o Santo Rei Viking Olavo em Roma Na Noruega, uma rede de rotas de peregrinação conhecida como os Caminhos de Santo Olavo (St. Olav Ways) converge para a Catedral de Nidaros, em Trondheim. Este local é o ponto de sepultamento de Olav, o rei viking canonizado. Esses caminhos representam uma faceta radicalmente diferente da memória viking: uma de introspecção, resistência e fé. Enquanto uma parte do legado viking inspira tranquilas peregrinações por paisagens nórdicas, outra parte, focada no panteão pagão, foi sequestrada para fins sombrios. A jornada para entender a Era Viking hoje exige que caminhemos por ambas as trilhas: a do peregrino cristão e a do guerreiro pagão, compreendendo como cada uma molda, e distorce, o nosso presente. Um marco de pedra ao longo de uma trilha de peregrinação no Parque Nacional Forollhogna. — Crédito da Imagem: Marta Giaccone Refazendo os passos da transformação viking na Noruega Os caminhos que hoje servem a peregrinos e entusiastas do "turismo lento" (slow tourism) já foram as principais artérias de transporte entre Oslo e Trondheim. Com o desenvolvimento de rodovias e ferrovias modernas, essas trilhas históricas foram devolvidas à natureza e ao silêncio, permitindo uma experiência de imersão única na paisagem que o próprio Santo Olavo ajudou a transformar. Seguir o Osterdalsleden (Trilha do Vale Oriental), uma dessas rotas, é uma jornada de aproximadamente 200 quilômetros (125 milhas) que revela a magnitude da Noruega rural. A caminhada, que pode levar mais de uma semana com uma média de 22 quilômetros (14 milhas) por dia, não é para os fracos de coração. Ela acumula um ganho de altitude de quase 4.000 metros (13.000 pés) e atravessa uma variedade impressionante de terrenos. Os caminhantes serpenteiam por florestas exuberantes, pântanos planos e montanhosos, contornam montanhas e lagos, e cruzam rios que, por vezes, exigem travessia a pé, garantindo pés perpetuamente encharcados. Esta experiência difere profundamente de outras peregrinações mundialmente famosas, como a de Shikoku, no Japão, onde lojas de conveniência e templos oferecem conforto regular. Na trilha de Santo Olavo, a autossuficiência é a regra. Os viajantes devem carregar todo o seu equipamento de acampamento, incluindo fogareiros e refeições liofilizadas, pois os encontros humanos são raros. A água é coletada diretamente dos rios. A recompensa por essa isolação é uma conexão visceral com a terra, pontuada pela abundância de frutas silvestres: mirtilos, framboesas, groselhas brancas, morangos silvestres e as cobiçadas cloudberries (amoras-árticas). Leia também: Vikings cristãos: a fascinante dualidade religiosa dos destemidos navegadores As cloudberries são um fruto fascinante, crescendo apenas em terrenos ácidos de tundras e pântanos, com um pH muito específico (entre 3,5 e 5). Elas são um símbolo da natureza selvagem e resiliente da região. O ponto mais alto da trilha fica dentro do Parque Nacional Forollhogna, uma área de montanhas "suaves". Atingindo mais de 1.200 metros (4.000 pés) acima do nível do mar, a paisagem se torna vasta e árida. É um "fjell", um planalto de tundra acima da linha das árvores, comum no norte da Europa. O silêncio, quebrado apenas por pássaros e sinos de ovelhas, oferece um espaço para contemplar a transformação dessa terra viking, agora um refúgio de paz sustentável. Valhalla e a mitologia guerreira do Mundo Viking Pagão Se os Caminhos de Santo Olavo representam a faceta cristianizada e pacificada da herança viking, Valhalla representa seu extremo oposto. Este é o conceito que permanece mais firmemente entrincheirado na cultura popular: o ideal do guerreiro pagão. Na mitologia nórdica, o destino após a morte era um conceito desenvolvido. Para a elite guerreira, o objetivo final era Valhalla, o "salão dos mortos". Governado por Odin, este era o local onde o deus principal reunia sua banda de guerreiros escolhidos, os Einherjar. O acesso a Valhalla era restrito. Apenas aqueles que morriam de forma heroica em combate eram considerados dignos. Eram as Valquírias, as selecionadoras dos mortos, que escoltavam essas almas do campo de batalha até o grande salão. Lá, os guerreiros passariam seus dias se preparando para o Ragnarök, a batalha apocalíptica contra os gigantes que destruiria o mundo. Aqueles que morriam de doença, velhice, acidente, ou que haviam cometido crimes desonrosos, como assassinato, eram aparentemente excluídos dessa pós-vida marcial. Valhalla era, portanto, a exaltação máxima da morte violenta a serviço de um ideal guerreiro. É um conceito que se choca diretamente com a teologia cristã da salvação e do martírio que Santo Olavo viria a representar. Essa mitologia, com sua ênfase na glória marcial e pureza combativa, provou ser um terreno fértil para apropriações ideológicas séculos mais tarde, muito depois que Odin e as Valquírias haviam sido suplantados pela cruz nas terras nórdicas. Valhalla. — Crédito da Imagem: August Malmström (1880) / Wikimedia Commons A sombria apropriação de Valhalla e dos Símbolos Viking A fascinação pela mitologia nórdica nunca desapareceu, mas assumiu uma forma sinistra no século XX. Nos anos 1930, os ideólogos nazistas, notavelmente Heinrich Himmler, tornaram-se obcecados pela imagem do viking heroico e pelos símbolos nórdicos. Eles viam a mitologia nórdica não como uma crença antiga, mas como a sobrevivência de uma cultura "germânica" mais ampla, que, segundo eles, havia sido suprimida pela "dominância judaico-cristã". A "raça" nórdica foi elevada ao ideal ariano, e os símbolos vikings foram cooptados para dar legitimidade histórica a um passado alemão glorioso. Hoje, essa apropriação continua. Grupos neonazistas e de supremacia branca utilizam um arsenal crescente de símbolos retirados da mitologia nórdica para construir suas identidades. Nas últimas décadas, o conceito de Valhalla foi especificamente sequestrado por aqueles dispostos a matar e morrer pela causa da "proteção" da supremacia branca. A frase "vejo você em Valhalla" tornou-se um código arrepiante, notavelmente usado em manifestos de terroristas de extrema-direita. Em 2019, Brenton Tarrant, autor dos tiroteios em massa em mesquitas de Christchurch, Nova Zelândia (que mataram 51 pessoas), publicou um manifesto defendendo a teoria da conspiração da "grande substituição" (a mesma promovida por figuras como Charlie Kirk). Tarrant encerrou seu discurso de ódio com: Adeus, que Deus abençoe a todos e vejo vocês em Valhalla. Da mesma forma, Peyton Gendron, que realizou o tiroteio em massa em Buffalo, Nova Iorque, em 2022 (matando dez afro-americanos), plagiou grande parte do manifesto de Tarrant e também concluiu com: Espero vê-lo em Valhalla. Ao invocar Valhalla, esses terroristas tentam se pintar como guerreiros na tradição viking. Obviamente, não há nada de heroico em massacrar civis desarmados. O ponto crucial é que essa referência não requer nenhuma compreensão real da tradição nórdica; ela deriva diretamente da fetichização nazista da morte violenta para assegurar a pureza racial. A situação torna-se ainda mais turva quando essa linguagem extremista começa a "vazar" (um fenômeno de seepage ) para o discurso dominante. A referência "til Valhalla" (até Valhalla) é usada por fuzileiros navais dos EUA para homenagear camaradas caídos, uma prática que pode ter se originado da influência das forças norueguesas da OTAN no Afeganistão. Contudo, a frase específica "vejo você em Valhalla", usada pelo Diretor do FBI, Kash Patel, ao lamentar o assassinato de Charlie Kirk, é verbalmente muito mais próxima da despedida dos terroristas. Embora Patel possa não ter tido a intenção, seu comentário ilustra como a retórica da extrema-direita, muitas vezes disfarçada de "citações vikings inspiradoras" ou memes, infiltra-se em espaços mais convencionais. O uso casual de Patel, tentando elevar um assassinato trágico à morte de um guerreiro heroico, inadvertidamente "serviu como um sinal para os supremacistas brancos". Nas redes sociais de extrema-direita, a reação foi mista: alguns zombaram da aparente absurdidade de um homem da etnia de Patel se passando por viking, enquanto outros celebraram o fato de que um bordão da supremacia branca violenta havia chegado à boca do diretor do FBI. A herança da Era Viking é um legado vasto e fraturado. De um lado, temos a transformação representada por Santo Olavo, cujo impacto cristianizante abriu caminho para a paz e a introspecção, hoje celebradas nas trilhas silenciosas de peregrinação da Noruega. Do outro, temos o eco persistente do mundo pagão — Valhalla, Odin e o ideal do guerreiro — que, arrancado de seu contexto, tornou-se uma ferramenta perigosa nas mãos de ideologias de ódio. A distância entre a Catedral de Nidaros e os manifestos de Christchurch é imensa, mas ambos bebem da mesma fonte histórica. Compreender a Era Viking no século XXI exige mais do que admirar navios ou repetir mitos; exige um olhar crítico sobre como esses símbolos poderosos são usados, seja para promover o turismo sustentável e a reflexão histórica, seja para justificar a violência e o extremismo. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um portal dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referências BIRKETT, Tom. ‘See you in Valhalla’: how the FBI director waded into the far-right’s obsession with the Vikings . The Conversation. Londres, 01 de out. de 2025. Disponível em: < https://theconversation.com/see-you-in-valhalla-how-the-fbi-director-waded-into-the-far-rights-obsession-with-the-vikings-266281 >. Acesso em: 24 de out. de 2025. GIACCONE, Marta. A Pilgrim Route in Norway: Berries, Bogs and a Viking King . NY Times. Nova Iorque, 23 de out. de 2025. Disponível em: < https://www.nytimes.com/2025/10/23/travel/norway-pilgrimage-route-st-olav-ways.html >. Acesso em: 24 de out. de 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp … #viking #eraviking #idademédia #história #mitologianórdica #livrosvikings
- A jornada final do Navio Viking de Oseberg: uma maravilha da engenharia antiga e moderna
A complexa operação para mover o tesouro viking de Oseberg revela os segredos da engenharia naval e da preservação histórica Crédito da Imagem: Statsbygg / Museum of the Viking Age Índice A superioridade tecnológica do navio longo viking ; O Oseberg e o impacto cultural da embarcação viking ; Preservando o futuro da herança viking: desafios e inovações ; Referências . Imagine a cena: uma estrutura de mais de 21 metros de comprimento, pesando várias toneladas e com 1.200 anos de idade, move-se a uma velocidade de apenas 25 centímetros por minuto. Cada milímetro é calculado, cada vibração é monitorada. Não se trata de uma peça de tecnologia moderna, mas de um dos maiores tesouros do mundo: o Navio de Oseberg. No início deste mês, um feito histórico ocorreu quando essa relíquia viking foi cuidadosamente transferida para sua nova e permanente casa no futuro Museu da Era Viking, em Oslo. Após quase um século em exposição no antigo Museu do Navio Viking em Bygdøy, a jornada de 106,5 metros para o novo edifício representou o culminar de mais de uma década de planejamento meticuloso. Faça como o renomado professor Johnni Langer e publique seu livro pela Livros Vikings Editora . Engenheiros, conservadores e especialistas de diversas áreas uniram forças para realizar uma tarefa de precisão monumental. A necessidade era urgente. Com 90% de sua madeira original, o navio tornou-se extraordinariamente frágil. As más condições do antigo museu, com vibrações e suportes inadequados, já haviam causado fissuras em suas tábuas. O alerta dos especialistas era claro: sem uma intervenção, o navio poderia, com o tempo, desabar sob o próprio peso. A decisão de construir um novo lar para este e outros navios vikings foi tomada em 2012, e os preparativos para a complexa mudança começaram com o fechamento do antigo museu em 2021. David Hauer, conservador que supervisiona o projeto desde 2015, resumiu a magnitude do desafio: O navio Oseberg é vulnerável a vibrações e estresse, e cada detalhe foi cuidadosamente planejado e testado com bastante antecedência. Durante a operação, que durou mais de 10 horas, o navio foi erguido, transportado com uma folga de meros milímetros das paredes e, por fim, baixado em sua nova galeria, pairando por horas a vários metros do chão em um espetáculo de tensão e precisão. Este evento histórico não foi apenas uma mudança física, mas um passo crucial para garantir que este ícone da herança viking sobreviva por muitos séculos. A superioridade tecnológica do navio longo viking Para compreender a importância de preservar o Navio de Oseberg, é fundamental entender o que ele representa: o auge da engenharia naval de seu tempo. Os homens do norte chamavam suas embarcações de langskip, ou navio longo, e por um bom motivo. Eram embarcações longas, estreitas e incrivelmente versáteis, que lhes conferiam uma vantagem inigualável nos mares. Mas como essa obra-prima da carpintaria naval viking surgiu? A evolução foi gradual e engenhosa, partindo de soluções simples: O tronco primitivo: a primeira "embarcação" foi, provavelmente, um tronco de árvore caído, usado para atravessar rios. A instabilidade levou à criação de jangadas, unindo vários troncos, que, embora estáveis, eram lentas e difíceis de manobrar. A canoa escavada (dugout): o grande avanço foi escavar o interior de um tronco. Isso não apenas criava espaço para carga, mas também baixava o centro de gravidade, aumentando a estabilidade. Com o tempo, aprendeu-se a alargar o casco aquecendo a madeira com pedras quentes, expandindo sua capacidade. A adição de tábuas: para navegar em estuários e águas costeiras, era preciso proteção contra as ondas. A solução foi adicionar tábuas às laterais da canoa escavada. Essas tábuas eram sobrepostas, em uma técnica conhecida como casco trincado (ou clinker). As costuras eram vedadas com resina de pinho, tornando-a resistente à água. O nascimento do navio longo: com a adição de sucessivas tábuas, o tronco escavado original tornou-se a quilha, a espinha dorsal do navio. Essa estrutura, embora flexível a ponto de se contorcer em águas agitadas, era extremamente resistente. Um dos segredos da durabilidade dos navios vikings era o tratamento da madeira. As tábuas não eram serradas, mas sim divididas a partir do tronco original. Isso mantinha as fibras da madeira intactas, conferindo-lhe uma força muito superior. Elementos curvos, como as costelas do navio, eram feitos de galhos e troncos que já possuíam a curvatura natural, aproveitando novamente a integridade das fibras. Esta atenção aos detalhes resultou em um navio leve o suficiente para ser arrastado para a praia, mas robusto o suficiente para cruzar o Atlântico. Sob condições favoráveis, um navio longo viking a vela podia atingir impressionantes 15 nós (cerca de 28 km/h), uma velocidade comparável à de navios de cruzeiro modernos. A remo, as embarcações podiam manter uma velocidade constante de 4 nós (7,5 km/h), cobrindo de 100 a 150 quilômetros por dia. Crédito da Imagem: Statsbygg / Museum of the Viking Age O Oseberg e o impacto cultural da embarcação viking Descoberto em 1904 perto de Tønsberg, na Noruega, o Navio de Oseberg é aclamado como o mais belo exemplar sobrevivente de uma embarcação viking. Datado de aproximadamente 820 d.C., era um navio marítimo elegante, ricamente decorado com entalhes de cabeças de animais ao longo de sua proa e laterais. Visto de frente, ao nível da praia, é fácil imaginar o terror que essas embarcações inspiravam nas populações costeiras da Europa. A visão de dezenas de navios com proas dracônicas no horizonte era um sinal inequívoco de que guerreiros bem-armados estavam a caminho, levando aldeões a abandonar suas casas em desespero. No entanto, a fama do Oseberg não reside apenas em sua beleza ou no medo que inspirava, mas em seu papel como um navio funerário. O monte funerário continha os restos mortais de duas mulheres de alto status, frequentemente chamadas de "rainhas de Oseberg", juntamente com uma impressionante variedade de bens mortuários. Foram encontrados trenós esculpidos, tecidos, sacrifícios de animais e itens domésticos, oferecendo aos estudiosos uma visão sem precedentes da arte, da hierarquia social e dos rituais funerários da Era Viking. (Se quiser saber mais sobre os rituais, confira nosso artigo completo sobre funerais vikings). A tecnologia não se limitava ao casco. As velas vikings eram uma maravilha da engenharia têxtil. Feitas de lã, o processo manual de fiação preservava a lanolina natural, tornando-as repelentes à água. Fragmentos de velas antigas revelaram que as técnicas de torção do fio e tecelagem variavam em diferentes partes da vela, criando áreas com diferentes graus de elasticidade e rigidez. Isso dava forma à vela, permitindo que o navio navegasse mais rápido e mais próximo ao vento do que réplicas com velas modernas de dácron. O trabalho para produzir uma única vela era tão imenso que ela era considerada mais valiosa do que o próprio navio. Preservando o futuro da herança viking: desafios e inovações A realocação do Navio de Oseberg foi um casamento sem precedentes entre arqueologia e engenharia de ponta. Conservadores trabalharam lado a lado com engenheiros acostumados a plataformas de petróleo do Mar do Norte, especialistas em vibração e operadores de guindastes. A empresa norueguesa Imenco, por exemplo, adaptou tecnologia offshore para o delicado trabalho de preservação cultural. Este esforço monumental reflete um profundo respeito pela engenhosidade dos antigos construtores navais e navegadores vikings. Esses marinheiros foram os primeiros a se aventurar deliberadamente para além da vista da terra. Sem bússolas ou sextantes, eles confiavam em um conhecimento profundo da natureza: A Estrela Polar servia como um ponto de referência fixo para navegar diretamente para leste ou oeste. A altura máxima do sol ao meio-dia permitia-lhes manter uma latitude constante, ajudando-os a retornar ao seu porto de origem. Eles também usavam métodos criativos, como o capitão viking Flóki Vilgerðarsson, apelidado de "Raven-Flóki" (Flóki dos Corvos), que soltava corvos a bordo. Se a ave não retornasse ao navio, ele sabia que havia terra na direção em que ela voou. Essa combinação de embarcações superiores e habilidades de navegação notáveis permitiu que eles descobrissem e colonizassem a Islândia, a Groenlândia e, brevemente, L'Anse aux Meadows, na América do Norte. Foi uma demonstração de coragem e confiança que mudou o mapa do mundo conhecido. Agora, a ciência moderna está garantindo que esse legado perdure. O novo Museu da Era Viking, que abrirá em 2027, não apenas fornecerá um espaço mais seguro, mas também uma experiência de visitação aprimorada. As novas fundações são resistentes a vibrações e terremotos, e um sistema de controle climático de última geração estabilizará a temperatura e a umidade, criando condições ideais para a preservação a longo prazo. O Oseberg foi o primeiro a ser movido, mas o Navio Gokstad e o Navio Tune seguirão ainda este ano, juntamente com os delicados trenós do mesmo sítio funerário. A jornada de 106,5 metros do Oseberg simboliza mais do que uma simples mudança; é a salvaguarda de um tesouro cultural, garantindo que as histórias do povo viking continuem a inspirar e fascinar as gerações futuras. A meticulosa transferência do Navio de Oseberg é um poderoso testemunho da reverência que temos pela Era Viking. Mais do que um simples artefato, este navio é um elo direto com a genialidade, a audácia e a complexidade cultural dos homens e mulheres do norte. A união da engenharia moderna para proteger uma maravilha da engenharia antiga demonstra nosso compromisso em manter viva essa herança. Mais de mil anos depois de sua construção e mais de um século após sua descoberta, o Navio de Oseberg agora descansa em um lar projetado para garantir que sua saga — e as histórias das pessoas que ele carregou — perdurem por milênios. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um portal dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referências BURSZTYN, Peter. Column: Skilled Viking mariners were first to sail beyond horizon . Barrie Today, 28 set. 2025. Disponível em: < https://www.barrietoday.com/columns/bursztyn/column-skilled-viking-mariners-were-first-to-sail-beyond-horizon-11264215 >. Acesso em: 29 set. 2025. NORWAY’S Oseberg Ship Begins a New Chapter in the Museum of the Viking Age . The Medievalist. Toronto, 24 de set. de 2025. Disponível em: < https://www.medievalists.net/2025/09/norways-oseberg-ship-begins-a-new-chapter-in-the-museum-of-the-viking-age/ >. Acesso em: 29 set. 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp … #viking #eraviking #idademédia #curiosidades #história #livrosvikings
- Tesouro viking de Harald Bluetooth: Rainha Margrethe visita escavação
Uma nova escavação viking ligada a Harald Bluetooth atrai a realeza dinamarquesa, revelando tesouros e segredos da nobreza viking A Rainha Margrethe visitou um sítio funerário viking recém-descoberto. — Crédito da Imagem: GETTY / MOESGAARD MUSEUM Índice Os detalhes da descoberta e o magnífico Tesouro Viking de Lisbjerg ; O legado de Harald Bluetooth e a estrutura da nobreza viking ; A misteriosa mulher viking e suas raras posses de prestígio ; A visita real e o futuro da arqueologia viking ; Referências . A Era Viking continua a exercer um fascínio profundo sobre o mundo moderno, não apenas por suas sagas de exploração e conquista, mas também pelos segredos que ainda jazem sob o solo escandinavo. Cada nova descoberta arqueológica é como uma janela aberta para um tempo de reis poderosos, rituais complexos e uma sociedade vibrante. Recentemente, essa janela se abriu de forma espetacular ao norte de Aarhus, na Dinamarca, onde arqueólogos do renomado Museu Moesgaard estão desenterrando um sítio que promete reescrever partes da história local. A importância desta escavação foi tão monumental que atraiu uma visitante ilustre: a Rainha Margrethe da Dinamarca, de 85 anos. A visita de Sua Majestade não foi um mero ato protocolar. Margrethe, uma entusiasta da história e patrona do Museu Moesgaard desde 2005, viajou até o local para observar pessoalmente o progresso de um trabalho que pode ter conexões diretas com um de seus mais famosos ancestrais, o Rei Harald "Dente-Azul" Gormsson. A presença da rainha no sítio de escavação cria uma ponte simbólica fascinante entre a realeza dinamarquesa do presente e os poderosos líderes da Era Viking que forjaram a nação há mais de mil anos. Este encontro entre o passado e o presente ressalta a relevância contínua do legado viking para a identidade cultural da Dinamarca. Uma série de itens incríveis, incluindo joias de design complexo, foi encontrada no local. — Crédito da Imagem: MOESGAARD MUSEUM Os detalhes da descoberta e o magnífico Tesouro Viking de Lisbjerg Tudo começou de forma inesperada, como muitas das grandes descobertas arqueológicas. Operários que trabalhavam em um canteiro de obras perto de Lisbjerg, a poucos quilômetros do novo sítio, tropeçaram em algo extraordinário: um tesouro que parecia saído de uma lenda. O achado inicial continha uma coleção deslumbrante de pérolas, moedas, peças de cerâmica e, mais notavelmente, uma caixa que continha delicados fios de ouro. Este vislumbre inicial do passado viking levou a uma investigação mais aprofundada por parte dos especialistas do Museu Moesgaard. A escavação subsequente revelou um complexo funerário muito maior e mais significativo do que se imaginava. Cerca de 30 sepulturas foram identificadas, todas datadas da segunda metade do século X. Este período é crucial na história dinamarquesa, pois coincide com o reinado de Harald Bluetooth, o rei creditado por unificar a Dinamarca e introduzir o cristianismo. A riqueza dos artefatos encontrados sugere que este não era um cemitério comum, but o local de descanso final de indivíduos de alto status. Durante sua visita, a rainha Margrethe pôde ver de perto alguns dos resultados preliminares. As fotografias divulgadas pelo palácio real dinamarquês mostram a monarca visivelmente maravilhada enquanto os arqueólogos apresentavam os achados. Entre os itens exibidos estavam os restos de uma mandíbula humana, um testemunho direto das pessoas que viveram e morreram ali, e broches de complexa fabricação, que indicam não apenas riqueza, mas também um apurado senso estético e acesso a bens de luxo. A cada artefato retirado da terra, uma nova peça do quebra-cabeça da vida da elite viking é cuidadosamente posicionada. O legado de Harald Bluetooth e a estrutura da nobreza viking Para compreender a magnitude desta descoberta, é fundamental situá-la no contexto do reinado de Harald Bluetooth. Ele não foi apenas um rei; foi um transformador. Governando por volta de 958 a 986 d.C., Harald consolidou o poder, unificou os territórios que hoje formam a Dinamarca e partes da Noruega e, como imortalizado nas Pedras de Jelling: "Fez os dinamarqueses cristãos". Para administrar um reino tão vasto, ele dependia de uma rede de nobres leais. Se você quiser saber mais sobre este monarca, a Livros Vikings tem um artigo completo sobre quem foi Harald Dente-Azul. O arqueólogo do museu, Mads Ravn, acredita que as sepulturas de Lisbjerg pertenciam a uma família nobre viking cuja fazenda foi descoberta nas proximidades no final da década de 1980. A teoria de Ravn é que o patriarca dessa família poderia ter sido um dos condes (jarls) ou administradores nomeados diretamente por Harald Bluetooth para gerenciar essa região estratégica. Este poderia ter sido um dos condes ou administradores de Harald Bluetooth. Afirmou Ravn, explicando o sistema pelo qual o rei delegava poder a nobres para governar em seu nome. Essa estrutura de poder explica a riqueza encontrada nas sepulturas. Esses administradores não eram apenas burocratas; eram a elite local, com acesso a recursos, rotas comerciais e bens de luxo. Os objetos enterrados com eles não eram meros adornos, mas símbolos de seu poder, status e conexões. A descoberta deste cemitério, tão próximo a uma grande propriedade rural, oferece uma visão completa do estilo de vida de uma família da elite viking: onde viviam, como demonstravam sua riqueza e como honravam seus mortos. Um maxilar também foi encontrado no local e apresentado à rainha. — Crédito da Imagem: MOESGAARD MUSEUM A misteriosa Mulher Viking e suas raras posses de prestígio Dentro do cemitério, uma sepultura em particular se destacou, sugerindo pertencer a uma mulher de grande importância na hierarquia social viking. O que a torna tão especial são os objetos encontrados com ela, que dizem muito sobre seu status e as conexões de sua família. Em seu túmulo, havia uma caixa decorativa repleta de objetos e um par de tesouras. A caixa, por si só, é um artefato de extrema raridade. Mads Ravn destaca: É muito raro. Conhecemos apenas três delas. A exclusividade deste item é amplificada por sua provável origem. Ravn observa que objetos semelhantes só foram encontrados no sudeste da Alemanha, o que sugere extensas redes de comércio ou alianças diplomáticas. A presença de um item tão exótico e raro em uma sepultura na Dinamarca indica que esta mulher pertencia a uma família com influência que se estendia muito além das fronteiras locais. Ela poderia ter sido uma figura central na gestão da propriedade, envolvida em artesanato de alto nível (como sugerido pela tesoura e pelos fios de ouro encontrados nas proximidades) ou simplesmente uma dama de uma linhagem tão poderosa que tinha acesso aos bens mais cobiçados da Europa. A prática de enterrar os mortos com seus bens mais preciosos era central para as crenças da Era Viking. Como explica o arqueólogo: As pessoas basicamente levavam o que era importante para elas para o túmulo porque queriam transferi-lo para o outro mundo. Para esta mulher, a caixa rara e os outros objetos não eram apenas posses, mas extensões de sua identidade, status e talvez até de sua alma, destinados a acompanhá-la em sua jornada póstuma. A análise desses itens continua, prometendo revelar ainda mais sobre o papel das mulheres na elite viking. A visita real e o futuro da Arqueologia Viking A visita da rainha Margrethe ao sítio de escavação perto de Lisbjerg foi mais do que uma demonstração de interesse pessoal; foi uma afirmação poderosa da importância do patrimônio cultural da Dinamarca. Ao percorrer o local e examinar os artefatos, a monarca, que abdicou em favor de seu filho, o Rei Frederik, em janeiro de 2024, emprestou o prestígio da coroa a este esforço científico. Sua presença atrai a atenção da mídia e do público, garantindo que o trabalho meticuloso dos arqueólogos seja celebrado como uma questão de orgulho nacional. Como patrona de longa data do Museu Moesgaard, a rainha tem um profundo entendimento do valor dessas descobertas. Elas não são apenas relíquias do passado, mas chaves para entender a formação da nação dinamarquesa, as complexas redes sociais e políticas da Era Viking e as vidas dos indivíduos que moldaram essa história. Cada broche, cada moeda e cada fragmento de osso é uma voz que ecoa através dos séculos, e o trabalho dos arqueólogos é traduzir suas histórias para nós. A escavação está longe de terminar. Os resultados apresentados à rainha são apenas preliminares, e a análise completa dos 30 túmulos e seus conteúdos levará anos. No entanto, o que já foi revelado em Lisbjerg é espetacular. O local oferece uma fotografia rara e detalhada de uma comunidade da elite viking durante um dos períodos mais transformadores da história escandinava. É uma conexão tangível com o mundo de Harald Bluetooth, um mundo de poder, riqueza e fé em transição, agora cuidadosamente trazido à luz sob o olhar atento da realeza moderna. Este artigo foi elaborado com o auxílio de Inteligência Artificial (IA). O que você achou desta fascinante revelação sobre a elite viking? Deixe o seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais! Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings . Referências DONALDSON, Marcus. Queen Margrethe visits incredible new Viking burial site with links to ancient royalty and 'spectacular' horde of treasure. GB News . Londres, 30 ago. 2025. Disponível em: < https://www.gbnews.com/royal/royal-news-queen-margrethe-viking-burial >. Acesso em: 03 set. 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp … #Viking #EraViking #IdadeMédia # arqueologia #LivrosVikings
- O rosto viking revelado: a miniatura que desafia mitos e reescreve a Moda Nórdica
Uma estatueta do século X revela um retrato viking único, que desafia a imagem do bárbaro e expõe a sofisticada moda do fim da Era Peter Pentz, curador do Museu Nacional da Dinamarca, segura uma peça de tabuleiro primorosamente esculpida. O artefato pode ser a representação mais detalhada de um viking já encontrada. — Crédito da Imagem: Swiss Info Índice Analisando os Detalhes da Fascinante Arte Viking em Miniatura ; A Moda Aristocrática Viking: Entre a Tradição e a Influência Continental ; O Impacto do "Retrato" Viking para a Arqueologia e a Cultura Pop ; Referências . Nos corredores silenciosos do Museu Nacional da Dinamarca, entre milhares de artefatos que narram séculos de história, um pequeno objeto esquecido aguardava seu momento de reescrever o que sabemos sobre a aparência dos homens da Era Viking. Descoberto originalmente em 1796 no Fiorde de Oslo, na Noruega, este fragmento de marfim de morsa de apenas três centímetros permaneceu nos arquivos, uma cápsula do tempo guardando o rosto de um homem do século X. Recentemente, o curador Peter Pentz redescobriu a peça e, ao analisá-la, sentiu como se um autêntico indivíduo viking o observasse através dos séculos. A revelação desta miniatura, descrita como o mais próximo que temos de um "retrato" viking, abala as fundações da imagem popular do guerreiro nórdico. Longe do estereótipo do bárbaro desgrenhado e selvagem, a figura apresenta um homem de aparência impecável, com detalhes de estilo e uma expressão que transmitem personalidade e status. Este artigo mergulhará nos detalhes desta descoberta fascinante, explorando como uma pequena peça de jogo de tabuleiro pode desmantelar mitos, revelar as complexas tendências da moda aristocrática viking e oferecer um vislumbre sem precedentes da identidade e da autoimagem de uma das figuras mais enigmáticas da história. A miniatura viking do século X, que revela um estilo aristocrático com barba trançada e cabelo curto. — Crédito da Imagem: Johnni Langer, Instagram do Núcleo de Estudos Vikings Escandinavos. Analisando os Detalhes da Fascinante Arte Viking em Miniatura A primeira impressão ao observar a miniatura é a de um contraste gritante com as representações genéricas a que estamos acostumados. Esculpida com maestria em marfim de morsa, a peça, embora parcialmente danificada, exibe uma cabeça e um tronco com um nível de detalhe raramente visto na arte viking, que é predominantemente conhecida por seus complexos motivos animais e raramente focava a figura humana. As representações humanas existentes, como as vistas em moedas, são frequentemente esquemáticas, sem traços individuais ou expressões faciais distintivas. Este pequeno homem, no entanto, é radicalmente diferente. Suas características são um testemunho de uma estética refinada: Penteado Impecável: o cabelo é cuidadosamente penteado com uma risca ao meio que vai até o topo da cabeça, mantendo-se curto na nuca. Este estilo denota um nível de cuidado pessoal que contradiz a imagem de desleixo frequentemente associada aos guerreiros do norte. Barba e Bigode Estilizados: a figura ostenta um imponente bigode "imperial" e, o mais notável, uma barba trançada. Este detalhe é único, nunca antes visto com tanta clareza em um artefato do período. Durante a Era Viking, uma barba e cabelos cheios eram símbolos de virilidade, riqueza e status social elevado. Uma Expressão Humana: talvez o elemento mais cativante seja a sua expressão. Peter Pentz descreve que o homem "dá a impressão de que acabou de contar uma piada; está sorrindo". Essa expressão sutil, quase um sorriso de canto de boca, humaniza a figura de uma forma que poucas outras peças da arte viking conseguem, conferindo-lhe uma personalidade que transcende o tempo. O curador Peter Pentz resume perfeitamente o impacto da peça: Se você pensa nos vikings como selvagens ou seres primitivos, acho que esta figura prova o contrário. Ele é muito bem cuidado. A estatueta, possivelmente uma peça de um jogo de tabuleiro representando um rei, retrata um homem em sua plenitude, um aristocrata consciente de sua aparência e do poder que ela projetava. A Moda Aristocrática Viking: Entre a Tradição e a Influência Continental A análise aprofundada da estatueta, corroborada por especialistas como o historiador Johnni Langer, revela que não estamos diante de uma moda atemporal, mas de um estilo específico do final da Era Viking. Este contexto é crucial para entender as nuances da sua aparência e desmontar um dos equívocos mais comuns sobre a moda masculina do período. Por muito tempo, a Tapeçaria de Bayeux (século XI) foi usada como modelo para o visual viking. No entanto, a tapeçaria retrata normandos, muitos dos quais com a nuca e as laterais da cabeça raspadas e sem barba, um visual distinto do que vemos nesta peça. A moda deste "retrato" viking é, na verdade, um híbrido fascinante. Ela combina elementos tradicionais nórdicos com influências continentais que se tornaram mais proeminentes no século X. Tradição Nórdica: O bigode longo e a barba trançada são elementos profundamente enraizados na cultura nórdica. Fontes literárias e iconográficas mais antigas, do século VIII, por exemplo, apontam que os reis nórdicos eram cabeludos, pois o cabelo longo era um sinal de poder e até de sacralidade. A barba, por sua vez, era um marcador de masculinidade e honra. Influência Continental: O cabelo curto, especialmente na nuca, é um reflexo claro da moda europeia da época. À medida que os contatos com o continente se intensificavam — através do comércio, da guerra e da conversão ao cristianismo — as tendências estéticas também viajavam. Adotar um penteado mais "moderno" poderia ser uma forma de um líder viking, como o potencial Rei Harald "Dente-Azul", sinalizar seu status cosmopolita e suas conexões com os reinos cristãos. Portanto, esta figura não representa um "viking genérico", mas sim um aristocrata do final da Era Viking, alguém que navegava entre a herança ancestral e as novas tendências que chegavam do sul. A moda, assim como hoje, era variável e um poderoso meio de comunicação social. O Impacto do "Retrato" Viking para a Arqueologia e a Cultura Pop A redescoberta desta miniatura de marfim tem implicações que vão muito além dos estudos de moda. Para a arqueologia e a historiografia, ela serve como uma peça-chave que preenche uma lacuna significativa na nossa compreensão da representação humana na arte viking. É, como afirma Pentz, "a primeira aproximação de um retrato do período viking" que ele já viu, um artefato que finalmente nos dá um rosto com individualidade e expressão. O impacto mais amplo, contudo, repercute na cultura popular. A imagem do viking em filmes, séries e jogos é frequentemente caricata: homens brutos, vestidos com peles sujas e usando os famigerados (e historicamente imprecisos) elmos com chifres. Faça como o Prof. Johnni Langer e publique seu livro pela Livros Vikings Editora. Esta pequena estatueta oferece um contraponto poderoso e autêntico. Ela nos apresenta um homem sofisticado, que investia tempo e cuidado em sua aparência como forma de projetar poder e status. Ele não é um selvagem, mas um membro de uma elite conectada com o mundo ao seu redor. A jornada do artefato — de sua descoberta em 1796 à sua longa hibernação nos arquivos do museu até ser "redescoberto" por um curador atento — é uma história fascinante por si só. Ela nos lembra de quantos segredos ainda podem estar guardados em coleções de museus, esperando para serem vistos sob uma nova luz. Embora seja apenas um objeto, ele desafia generalizações e nos força a adotar uma visão mais matizada e humana sobre os indivíduos que viveram durante a Era Viking. Ele não representa todos os homens nórdicos, mas oferece um vislumbre inestimável de como um rei ou um nobre do século X desejava ser visto. A pequena figura de marfim do Museu Nacional da Dinamarca é muito mais do que uma antiguidade curiosa. É uma janela direta para a alma de um homem do final da Era Viking, um "retrato" que fala sobre identidade, moda e poder. Ao exibir um penteado cuidado, uma barba trançada e um sorriso enigmático, a peça desmantela estereótipos seculares e revela a sofisticação de uma elite nórdica em constante diálogo com as culturas vizinhas. Este rosto, esquecido por mais de duzentos anos, emerge agora para nos lembrar que a história é feita de indivíduos complexos, cujas vidas e aparências eram tão ricas e cheias de nuances quanto as nossas. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um portal dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referências DINAMARCA revela possível primeiro ‘retrato’ viking . Swiss Info. Berna, 27 de ago. de 2025. Disponível em: < https://www.swissinfo.ch/por/dinamarca-revela-poss%C3%ADvel-primeiro-%27retrato%27-viking/89903251 >. Acesso em: 1 de set. de 2025. LANGER, Johnni. Análise sobre a moda aristocrática no final da Era Viking . Núcleo de Estudos Vikings e Escandinavos. Instagram, 27 de ago. de 2025. Disponível em: < https://www.instagram.com/p/DN5Y1gtkVif >. Acesso em: 1 de set. de 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp … #Viking #EraViking #IdadeMédia #Curiosidades #LivrosVikings
- A forja de um herói viking: a prosa e o poder em 'A Saga de Þórvaldr, o Forte'
Mergulhe na prosa épica e na construção de um novo herói viking que honra as sagas clássicas enquanto inova para o leitor moderno. Þórvaldr konungr na consumação de sua vingança em York em 867 d.C. — Crédito da Imagem: A Saga de Þórvaldr, o Forte / Sora Índice A fascinação pelo universo viking e um novo herói no horizonte ; A construção do mundo viking em ‘A Saga de Þórvaldr’ ; A prosa viking revisitada: a erudição na narrativa de Marsal ; O herói viking como um reflexo de nossos tempos ; O impacto da saga para a literatura ficcional viking no Brasil ; Referências . A fascinação pelo universo viking e um novo herói no horizonte A relação do público brasileiro com o universo nórdico é uma jornada longa e fascinante. Desde as primeiras incursões míticas nos anos 1960, com as animações de Thor (Marvel), até a consolidação da "vikingmania" com a aclamada série televisiva Vikings, os homens e mulheres do Norte deixaram de ser figuras distantes para se tornarem ícones de força, liberdade e complexidade no imaginário popular. Eles evoluíram de heróis idealizados a anti-heróis multifacetados, refletindo as mudanças em nossa própria maneira de consumir histórias e entender o passado. É precisamente neste cenário eferescente que surge A Saga de Þórvaldr, o Forte , do autor Paulo Marsal. Editado pela Livros Vikings Editora, este romance não é apenas mais uma história de aventura. Em sua análise, o prefaciador da obra, o renomado Prof. Dr. Johnni Langer, do Núcleo de Estudos Vikings e Escandinavos (NEVE), dá a entender que o livro representa um passo crucial na evolução da ficção histórica viking. Ele nasce da necessidade de criar uma narrativa que, ao mesmo tempo em que sacia a sede por batalhas e glória, dialoga com um público mais exigente, ávido por um realismo mais profundo e por questões mais complexas. Esta obra se propõe a ser mais do que entretenimento; ela é um convite para olharmos para o passado viking e encontrarmos um reflexo de nós mesmos. O mapa de Sólargarðr, reino fictício onde a trama se desenrola. — Crédito da Imagem: A Saga de Þórvaldr, o Forte / Sora A construção do mundo viking em ‘A Saga de Þórvaldr, o Forte’ Um dos maiores trunfos de A Saga de Þórvaldr, o Forte é a sua impressionante capacidade de imersão. Paulo Marsal demonstra um estudo aprofundado e uma dedicação notável para construir um mundo que soa autêntico e palpável. A narrativa mergulha o leitor na Escandinávia da Era Viking não apenas descrevendo paisagens gélidas, mas tecendo o cotidiano com uma expressiva quantidade de termos, conceitos e palavras em nórdico antigo. Desde o nascimento do protagonista, Þórvaldr, em um þorp (vilarejo agrícola) de Norðhǫfn, somos apresentados a uma sociedade com suas próprias regras e terminologias. Termos como konungr (rei), smiðr (ferreiro), munðr (dote) e ǫrlǫg (destino) não são meros adornos linguísticos; eles são a espinha dorsal de um universo cultural rico e complexo. Para auxiliar o leitor nessa jornada, o livro conta com um glossário detalhado, dividido em seções como "Sociedade, Leis e Parentesco" e "Guerra, Honra e Armamento", que funciona como uma verdadeira ferramenta de aprendizado. Contudo, como o próprio autor adverte em sua nota, a obra é, em sua essência, ficcional. Essa dualidade é o que a torna tão especial. Ao lado do rigor na pesquisa, Marsal se permite voos plenamente imaginativos. A profecia de uma vǫlva (profetisa) que prevê a chegada de um ljósálfr (elfo de luz) para guiar o jovem herói e a menção de Langer à presença de orientais ensinando artes marciais são exemplos de uma liberdade criativa que enriquece a trama, cruzando mundos de forma crível e surpreendente. Essa mescla entre o historicamente plausível e o fantasticamente imaginado cria uma experiência de leitura única, que honra as sagas de outrora enquanto estabelece uma voz inconfundivelmente moderna. Paulo Marsal, autor de A Saga de Þórvaldr, o Forte . Ele também é o fundador e o CEO da Livros Vikings, além de recriacionista da Era Viking. — Crédito da Imagem: Arcervo pessoal do autor / Diogo Massarelli. A prosa viking revisitada: a erudição na narrativa de Marsal Para além da construção do mundo e da trama, um elemento que distingue A Saga de Þórvaldr, o Forte é a sua própria prosa. O autor não se contenta em apenas contar uma história sobre vikings; ele busca evocar o tom e a cadência das sagas islandesas clássicas, criando um estilo narrativo que é, ao mesmo tempo, rebuscado e poderoso. A escrita de Marsal é deliberadamente formal, utilizando uma linguagem elevada que transporta o leitor para a mentalidade e a oralidade daquele tempo. Observe, por exemplo, a descrição do nascimento do herói: A despeito do intenso frio e da algia que lhe vergavam o corpo, aquele amanhecer tingiu-se das cores da mais pura felicidade na vida de Bjǫrk, a encantadora móðir de Þórvaldr. Essa escolha estilística não é um mero floreio. Ela revela uma profunda erudição e um respeito pela fonte literária que inspirou a obra. A narrativa, com seus capítulos nomeados em nórdico antigo como Burðrinn (O Nascimento) e Nám (O Aprendizado) é estruturada para emular a jornada épica dos grandes heróis das sagas. Saiba mais: A Saga de Þórvaldr, o Forte . O uso de um vocabulário rico e de construções frasais complexas não busca alienar o leitor, mas sim convidá-lo a uma imersão mais profunda, a uma experiência literária que exige atenção e recompensa com uma atmosfera inigualável. Essa escrita, que poderia ser chamada de "rebuscada", é na verdade um pilar fundamental da autenticidade que o livro se propõe a criar, mostrando que a erudição pode e deve caminhar ao lado de uma grande aventura. Teaser de A Saga de Þórvaldr, o Forte. — Crédito do Vídeo: Livros Vikings / Veo 3 O herói viking como um reflexo de nossos tempos Talvez a análise mais perspicaz de Johnni Langer no prefácio seja a de que "o viking de Paulo Marsal é também o nosso próprio viking". O que isso significa? Significa que a figura do herói nórdico, especialmente na trajetória de Þórvaldr, serve como uma tela na qual projetamos nossos próprios anseios, frustrações e ideais. A jornada do jovem, de filho de ferreiro a um guerreiro de potencial imenso, destinado a se tornar um rei, ecoa um desejo universal por ordem, honra e propósito em um mundo muitas vezes caótico. Þórvaldr não é um herói simples. Desde tenra idade, demonstra uma força prodigiosa e uma afinidade quase inata com as armas, passando horas na forja do pai, hipnotizado pela transformação do metal. Aos cinco anos, já treinava o manejo da espada com uma destreza que espantava os adultos. Essa construção de personagem, que o próprio pai, Bjǫrn, reconhece como o potencial para ser "um homem muito melhor do que eu", dialoga diretamente com o nosso ideal contemporâneo de superação e excelência. Langer aponta que, seja nos modelos clássicos de heroísmo ou nos arquétipos mais recentes de anti-herói, o fascínio pelo guerreiro viking persiste porque ele "encarna um mundo idealizado". Ao lermos sobre as leis, a honra e as batalhas de Þórvaldr, estamos, na verdade, configurando nossas próprias concepções sobre o que gostaríamos que o passado — e, talvez, o presente — tivesse sido. A saga, portanto, transcende a mera aventura histórica e se torna um diálogo cultural, uma forma de entendermos nossas próprias projeções sobre heroísmo, violência e legado. "O viking é o nosso eu projetado no passado", conclui Langer, e essa é a chave para compreender a força magnética desta obra. O Impacto da Saga para a Literatura Ficcional Viking no Brasil A capa do livro "A Saga de Þórvaldr, o Forte". A Saga de Þórvaldr, o Forte não chega para ser apenas mais um livro no crescente mercado de temática nórdica. Sua importância reside na forma como ele eleva o padrão da ficção histórica, provando ser possível criar uma obra que seja, ao mesmo tempo, acessível ao grande público e profundamente respeitosa com suas fontes. Paulo Marsal consegue o equilíbrio perfeito entre uma narrativa fluida e um conteúdo informativo, sem nunca comprometer a precisão histórica em prol da simplicidade. O livro se posiciona como uma ponte essencial entre o entretenimento de massa, como séries e filmes, e o conhecimento mais aprofundado, presente em obras acadêmicas. Ao incorporar um vocabulário rico e um glossário robusto, o autor não subestima a inteligência do leitor; pelo contrário, ele o convida a aprender e a se aprofundar na cultura, história e mitologia que tanto nos fascinam. Para os leitores da Livros Vikings, que já possuem uma paixão por esse universo, a obra é um deleite. Ela expande o que sabemos, nos desafia com novos conceitos e, acima de tudo, nos entrega uma história cativante, com um protagonista com quem podemos nos conectar em múltiplos níveis. É uma obra que tem o potencial de não apenas popularizar ainda mais a Era Viking na comunidade lusófona, mas também de inspirar uma nova geração de escritores e leitores a explorarem o passado com a mesma paixão e rigor. A Saga de Þórvaldr, o Forte é uma obra fundamental para qualquer admirador da Era Viking. É um romance de formação vibrante, uma aventura épica e, como brilhantemente observado por Johnni Langer, um espelho cultural que nos permite entender melhor nossa própria fascinação por esses audaciosos navegantes do Norte. Paulo Marsal nos entrega mais do que uma história; ele nos oferece um mundo. Um mundo de aço, honra, magia e, acima de tudo, um profundo reflexo da alma humana. Embarque nesta jornada e descubra o herói viking que habita em você. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um portal dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referências LANGER, J. Prefácio. In: MARSAL, P. A Saga de Þórvaldr, o Forte. 1. ed. São Paulo: Livros Vikings Editora, 2025. p. 15-16. LIVROS VIKINGS. Portal de notícias sobre a Era Viking. Disponível em: < https://livrosvikings.com.br >. Acesso em: 26 ago. 2025. MARSAL, P. A Saga de Þórvaldr, o Forte. 1. ed. São Paulo: Livros Vikings Editora, 2025. NÚCLEO DE ESTUDOS VIKINGS E ESCANDINAVOS (NEVE). Blog de divulgação científica. Disponível em:< http://neve2012.blogspot.com/ >. Acesso em: 26 ago. 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp … #Viking #EraViking #IdadeMédia #Curiosidades #LivrosVikings
- A vida e a morte de Sweyn Forkbeard e seu império viking
Sweyn I, também conhecido como Sweyn Tiugeskaeg (que significa 'Barbas'), foi um chefe viking que se tornou o governante da Dinamarca, Noruega e da Inglaterra. Seu nome, 'Forkbeard', é uma referência à sua longa barba em V. Embora Sweyn tenha governado a Dinamarca e a Noruega por décadas, ele só ganhou o controle da Inglaterra no final de sua vida, governando-a por pouco mais de um mês. De fato, embora ele tenha sido declarado o rei da Inglaterra, Sweyn Forkbeard nem viveu o suficiente para a coroação. Logo após a sua morte, o império de Sweyn se desintegrou. Enquanto ele foi sucedido por um de seus filhos na Dinamarca, a Noruega e a Inglaterra retornaram aos governantes nativos. Os domínios de Sweyn, no entanto, seriam reunidos por outro de seus filhos, Cnut, o Grande. O império de Sweyn Forkbeard e de seu filho são frequentemente conhecidos pelos historiadores contemporâneos como o Império do Mar do Norte ou o Império Anglo-Escandinavo. Acredita-se que Sweyn I tenha nascido por volta de 960 d.C. Seu pai era Harald I, também conhecido como Harald Bluetooth, já a identidade de sua mãe é desconhecida. Harald era membro da Casa de Gorm, uma dinastia dinamarquesa que foi criada por seu pai, Gorm, o Velho. Esta nova casa real era baseada em Jelling, na Jutlândia do Norte. Sob o governo de Harald, a Dinamarca foi unificada pela primeira vez. Embora Harald tenha o crédito pela unificação do país, o projeto começou realmente com o seu antecessor. Além disso, Harald também conquistou a Noruega e se converteu ao cristianismo. Como resultado deste último, o cristianismo começou a se espalhar por toda a Dinamarca e Noruega. Uma das maiores pedras rúnicas de Jelling foi erguida por Harald Bluetooth em 970 d.C. para celebrar a conversão da Dinamarca ao cristianismo Sweyn Forkbeard revoltou-se contra o seu pai, Harald Bluetooth Pouco se sabe sobre a infância e os primeiros anos de Sweyn. Sua primeira aparição em registro histórico é bastante brutal. Segundo escritores medievais, Sweyn se revoltou contra o seu pai nos últimos anos da vida de Harald. Isso ocorreu por volta de 987 d.C. O cronista alemão, Adam de Bremen, alegou que a revolta de Sweyn foi uma reação pagã à crescente cristianização da Dinamarca. A alegação do cronista, no entanto, é um tanto duvidosa, pois não há indicação de que Sweyn fosse pagão. Adam pode também ter guardado rancor contra o rei dinamarquês, pois ele não era simpático à igreja de Hamburgo-Bremen. O batismo de Harald Bluetooth — Detalhe da fonte batismal de Tamdrup Kirke na Dinamarca A história da revolta de Sweyn também é contada em Heimskringla, de Snorri Sturluson (traduzido como "A Crônica dos Reis da Noruega"). Nesta versão da história, diz-se que Sweyn pediu ao pai uma parte da Dinamarca. Harald, que não tinha intenção de dividir seu reino, naturalmente negou o pedido ao seu filho. Portanto, Sweyn reuniu seus homens e relatou ao pai que iria realizar um ataque. Na verdade, ele estava se preparando para se revoltar. Quando os preparativos terminaram, Sweyn atacou o pai. Harald venceu a batalha, pois possuía um exército maior, mas foi ferido mortalmente e morreu pouco depois. Em algumas versões da história, Harald foi derrotado, fugindo para os Wends, onde morreu por conta de seus ferimentos. Quanto a Sweyn, ele fugiu do campo de batalha, mas após a morte de seu pai, ele foi proclamado rei. O novo rei, no entanto, havia sido capturado por Sigvaldi, o chefe dos Jomsvikings. Sigvaldi forçou Sweyn a fazer as pazes com os Wends, antes de devolvê-lo à Dinamarca. Em Heimskringla, registra-se que Sweyn se casou com Gunhild, a filha de Burizleif, o Rei Wendish. O Heimskringla afirma que os filhos do casal eram Harald e Cnut. Embora Burizleif seja uma figura lendária, especula-se que seja baseado em uma pessoa real. Sweyn mais tarde se casou com Sigrid, a Altiva, viúva do rei sueco, Eric, o Vitorioso. Em algumas fontes, diz-se que Sweyn se casou com Sigrid após a morte de Gunhild. Em outras, diz-se que Sweyn repudiou Gunhild e se casou com Sigrid. Como resultado, Gunhild voltou a Wendland e só retornou à Dinamarca após a morte de Sweyn. Os piratas vikings voltaram as suas atenções à Grã-Bretanha Pouco depois de subir ao trono da Dinamarca, Sweyn estava de olho na Inglaterra. Já no final do Século VIII d.C., a Grã-Bretanha era o alvo favorito dos invasores vikings, pois os mosteiros, em grande parte indefesos, eram uma escolha fácil para eles. No século seguinte, os vikings começaram a estabelecer assentamentos na ilha, em vez de simplesmente invadir e roubar os seus habitantes. No final do Século IX d.C., grande parte da Inglaterra havia sido conquistada pelos vikings. Esta área ficou conhecida como Danelaw, e o domínio Viking durou até meados do Século X. Em 954 d.C., Eric Bloodaxe, o último governante viking da Nortúmbria, foi expulso, marcando o fim da Danelaw. Nas décadas que se seguiram, a Inglaterra foi governada por reis nativos. Em 978 d.C., Aethelred II, cujo apelido era 'the Unready', que significa 'o, Desaconselhado' no inglês antigo, tornou-se o novo rei da Inglaterra. Isso foi cerca de uma década antes de Sweyn chegar ao poder. Danegeld e a extorsão à Grã-Bretanha por Sweyn Forkbeard Durante os anos 90, Aethelred ainda estava no trono inglês. De fato, ele continuou a governar até 1016. Esse também foi o começo da "Segunda Era Viking". Ao contrário dos vikings dos Séculos IX e X, Sweyn não estava inicialmente interessado em conquistar a Inglaterra. Em vez disso, ele preferiu realizar ataques à ilha. Ao contrário dos vikings do Século VIII, os ataques de Sweyn foram realizados em escala muito maior. Estes eram normalmente organizados a líderes reais, e o objetivo era a extorsão. Os invasores de Sweyn não tinham como alvo monastérios isolados, mas o próprio estado inglês. Os ataques vikings foram tão devastadores que os ingleses concordaram em prestar homenagem aos vikings. Esse tributo, conhecido como Danegeld, era essencialmente dinheiro de proteção, e os vikings lucravam muito com ele. Em 991 d.C., por exemplo, os atacantes receberam 4.500 kg (9.921 libras) de prata em troca de deixarem a Inglaterra em paz. Sweyn Forkbeard invade a Inglaterra Sweyn Forkbeard e a invasão viking a Londres Essa estratégia não foi totalmente bem-sucedida e, particularmente no norte da Inglaterra, os ataques vikings continuavam, ainda que os ataques fossem muito menores. Segundo as Crônicas Anglo-Saxônicas, em 994 d.C., o próprio Sweyn liderou um ataque fracassado à Inglaterra, tendo Londres como o seu objetivo final. O relato do ataque de Sweyn a Londres é o seguinte: Este ano chegaram Anlaf (Olaf Trygvasson, rei da Noruega) e Sweyne a Londres, na Natividade de Santa Maria, com quatrocentos e noventa navios. Cercaram as proximidades da cidade, cujas chamas queimavam; mas eles sofreram de um mal, que jamais imaginaram. A Santa Mãe de Deus naquele dia, em sua misericórdia, salvou os cidadãos, os livrando de seus inimigos. Embora os vikings não tivessem tomado Londres, eles não voltaram imediatamente para casa. Em vez disso, eles continuaram aterrorizando o resto da Inglaterra: “Daí eles avançaram e fizeram o maior mal que qualquer exército poderia causar, queimaram, saquearam e mataram, não apenas na costa de Essex, mas também em Kent, Sussex e Hampshire. Em seguida, eles montaram seus cavalos, andando o mais longe que puderam e cometeram um mal indizível. Por uma razão ou outra, Aethelred não recorreu à força militar para se livrar dos invasores vikings. Em vez disso, ele optou por pagá-los, como fizera no passado: Então o rei e seu conselho resolveram enviar e oferecerem-lhes tributos e provisões, com a condição de que desistissem da pilhagem. Termos que eles aceitaram; e todo o exército chegou a Southampton e lá se fixou durante o inverno; onde foi alimentado por todos os súditos do reino saxão ocidental. Em troca, Olaf se converteu ao cristianismo e prometeu nunca mais agir de maneira hostil contra a Inglaterra. Segundo as Crônicas Anglo-Saxônicas, Olaf cumpriu sua promessa. Pode-se notar que na entrada das Crônicas Anglo-Saxônicas para o ano de 994 d.C., Olaf foi retratado como o personagem principal, enquanto Sweyn desempenhava um papel secundário. Embora se diga que Olaf prometeu nunca mais atacar a Inglaterra, parece que Sweyn não fez tal promessa. Segundo algumas fontes, enquanto Sweyn estava invadindo a Inglaterra, Erik, o Vitorioso, aproveitou a oportunidade para ocupar a Dinamarca. No entanto, o rei sueco morreu logo depois e Sweyn conseguiu recuperar o seu trono. Massacre do Dia de São Brice e a Retaliação de Sweyn Sob Sweyn Forkbeard, os vikings continuaram a invadir a Inglaterra nos anos seguintes, e ele próprio lançou um ataque à ilha em 1003. O rei dinamarquês decidiu liderar o ataque pessoalmente como resultado de um incidente ocorrido no ano anterior. Na primavera daquele ano, Aethelred casou-se com Emma, irmã de Richard II, duque da Normandia. Isso pretendia selar a aliança entre a Inglaterra e a Normandia e poderia ter encorajado Aethelred a tomar uma posição mais dura contra os vikings. Segundo as Crônicas Anglo-Saxônicas, em 1002, Aethelred recebeu notícias de que os dinamarqueses na Inglaterra estavam planejando assassiná-lo e dominar o seu reino. Ele, portanto, os isolou preventivamente e depois os massacrou no dia de São Brice (13 de novembro). Embora seja certo que alguns dinamarqueses foram mortos, a escala do massacre do dia de St. Brice não é clara. Em alguns relatos, especula-se que um dos dinamarqueses que foram mortos durante o massacre foi Gunhild, a irmã de Sweyn. Se isso fosse verdade, teria intensificado o antagonismo de Sweyn em relação aos ingleses. Como alternativa, o massacre dos dinamarqueses em si pode ter aumentado a hostilidade de Sweyn. De qualquer forma, Sweyn invadiu a Inglaterra em 1003: Quando Sweyne viu que eles não estavam prontos e que todos se retiravam, ele levou então seu exército a Wilton; saqueando e queimando a cidade, Dali segui para Sarum; e na sequência voltou aos mares. Sweyn e a conquista da Noruega e da Inglaterra Enquanto seus vikings estavam invadindo a Inglaterra, Sweyn conquistou a Noruega, que era governada pelo antigo parceiro de ataque de Sweyn, Olaf Trygvasson. Sweyn formou uma aliança com os suecos e os Earls de Lade, atacando Olaf. Na batalha de Svolder, em 1000, os noruegueses foram derrotados e Sweyn se tornou o novo governante da Noruega. A Inglaterra também ficaria sob o domínio dinamarquês, embora muitos anos após a conquista da Noruega por Sweyn. Em 1013, Sweyn liderou outro ataque à Inglaterra. Parece que o rei dinamarquês não liderava pessoalmente um ataque à ilha desde 1004. Esse ataque era diferente dos que ele havia conduzido anteriormente e logo se tornou uma conquista. De acordo com as Crônicas Anglo-Saxônicas: Antes do mês de agosto, veio o Rei Sweyne com sua frota para Sandwich; e rapidamente caminhou por Anglia Oriental até a foz de Humber e subiu ao longo de Trento, até chegar a Gainsborough. Então, logo, fez Earl Utred curvar-se a ele, assim como todos os nortistas, todo o povo de Lindsey, depois o povo dos Cinco Municípios e na sequência todo o exército ao norte da rua Watling. Para garantir a lealdade dos nobres ingleses que haviam se submetido a ele, os reféns foram tomados pelos dinamarqueses. Esses reféns foram deixados com o filho de Sweyn, Cnut, em Gainsborough, a nova base dos Vikings. O rei dinamarquês virou-se para o sul, continuando sua conquista. Quando Sweyn chegou a Londres, descobriu que a população não se submeteria e, por isso, decidiu continuar em Bath, onde recebeu a submissão dos ocidentais antes de retornar a Gainsborough. A essa altura, Londres também se rendia. Aethelred foi forçado ao exílio e encontrou refúgio na corte de seu cunhado na Normandia. O rei exilado permaneceu por lá até a morte de Sweyn, que, de fato, não demorou muito para acontecer. Morte súbita de Sweyn Forkbeard e a desintegração de seu império No final de 1013, Sweyn estava no auge de seu poder e era o governante da Dinamarca, Noruega e da Inglaterra. Dito isto, em fevereiro do ano seguinte ele estava morto. A abertura das Crônicas Anglo-Saxônicas para o ano de 1014 declara: "Neste ano o rei Sweyne terminou seus dias em Candlemas, o terceiro dia antes de fevereiro de fevereiro" (o que significava o segundo de fevereiro). Curiosamente, o Heimskringla fornece mais detalhes sobre a morte de Sweyn: “aconteceu que o rei Svein morreu repentinamente durante a noite em sua cama; e é dito pelos ingleses que Edmund, o Santo, o matou, da mesma maneira que o Santo Mercúrio matou o apóstata Juliano. Como resultado da morte súbita de Sweyn, o império que ele criou se desintegrou quase imediatamente. Na Inglaterra, Aethelred retornou do exílio e governou até a sua morte em 1016. Da mesma forma, o trono da Noruega foi devolvido a um governante nativo. No entanto, o filho de Sweyn, Cnut, mais tarde ressuscitaria o império de seu pai. Cnut governou a Inglaterra por muito mais tempo que seu pai, dando-lhe mais tempo para impressionar os ingleses, o que ele fez. Suas boas ações foram registradas por escritores ingleses da época e, como consequência, ele é hoje conhecido como 'Cnut the Great (Cnut, o Grande)'. Sweyn, por outro lado, só governou a Inglaterra por cerca de cinco semanas e não teve tempo para provar que seria um governante capaz. Por isso, ele ficou preso à alcunha (ainda bastante impressionante) 'Forkbeard'. FONTE: Ancient Origins MINGREN, Wu. The Life and Death of Sweyn Forkbeard and His Viking Empire. Ancient Origins. Dublim, 08 de jun. de 2020. Disponível em: < https://www.ancient-origins.net/history-famous-people/sweyn-forkbeard-0013827 >. Acesso em: 08 de jun. de 2020 (Livremente traduzido pela Livros Vikings). Seja uma das primeiras pessoas a receber a novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ... 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