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  • A história real do Rei Viking Eric Bloodaxe

    Conheça a emocionante história do Rei Viking Eric Bloodaxe — ou Eiríkr Blóðǫx em nórdico antigo ou ainda Érico, o Machado Sangrento em português —, descubra quem foram os seus rivais, bem como os jogos de poder que forjaram seu legado na história. Uma estatueta do lendário Rei Viking Eric Bloodaxe Eric Bloodaxe é um personagem real da Era Viking e sua trajetória é repleta de eventos dramáticos. Aqui exploraremos a vida de Eiríkr Haraldsson, também conhecido como Eric Bloodaxe, e desvendar o passo a passo de sua história. O nascimento do guerreiro viking Eric Haraldsson nasceu em torno de 895 d.C., filho do Rei Harald Fairhair (Haraldr hárfagri)e da Rainha Ragnhild Ericsdatter (Ragnhildr Eiríksdóttir). Ele tinha uma posição privilegiada entre os muitos filhos do rei, já que era o único filho de uma rainha. Esse fato o colocou em destaque na linha de sucessão. O Rei Harald estava ciente dos desafios que poderiam surgir devido ao grande número de herdeiros, então ele distribuiu títulos reais e terras para cada um de seus filhos. No entanto, Eric recebeu um tratamento especial e foi designado co-regente em seus últimos anos. Após a morte do rei, uma divisão de poder levou a confrontos sangrentos entre Eric e seus irmãos, resultando na perda de muitas vidas. Essa carnificina lhe rendeu o apelido de Eric Bloodaxe. O Reinado de Eric Bloodaxe na Noruega Eric governou a Noruega por cerca de cinco anos, incluindo seu tempo como co-regente. Por conta da falta de registros detalhados da época, as informações sobre seu reinado são escassas e incertas. Realize o seu sonho e publique seu livro pela Livros Vikings Editora . As sagas vikings que mencionam Eric Bloodaxe oferecem relatos divergentes sobre suas ações e personalidade. No entanto, é consenso que ele foi expulso da Noruega devido a suas políticas rígidas e ao seu reinado tirânico. Moedas com a inscrição "Rei Eric" em latim. Eric Bloodaxe: Rei de Northumbria No final de sua vida, Eric foi exilado da Noruega e se tornou Rei de Northumbria, na Inglaterra, governando a partir da cidade de York. Embora haja divergências sobre a duração exata de seu reinado é inegável que ele governou em York, como atestam as sagas e moedas inscritas com "Ericus Rex". Sucessores de Eric Bloodaxe na Noruega Enquanto Eric estava no exílio, sua esposa Gunnhild (Gunnhildr) trabalhava arduamente para garantir que um de seus filhos ascendesse ao trono norueguês. Seus esforços tiveram sucesso, e seu filho Håkon (Hákon) tornou-se rei com o apoio do Rei dinamarquês, Harald Bluetooth (Haraldr blátǫnn). Após a morte de Eric Bloodaxe, Gunnhild encomendou um poema, " Eiríksmál", que descreve a entrada de Eric no Valhöll após sua morte. No entanto, a autenticidade desse poema é questionada pelos historiadores. Eric Bloodaxe: uma personagem de fantasia viking Para uma imersão mais profunda no universo de Eric Bloodaxe, o romance "Mother of Kings” — Mãe de Reis —, de Poul Anderson, baseado na Egils saga, oferece uma perspectiva intrigante sobre a vida de Gunnhild, esposa de Eric. No entanto, é importante notar que o livro se enquadra no gênero de fantasia histórica e adota elementos mágicos da narrativa. A história de Eric Bloodaxe é uma parte fascinante do legado viking, repleta de intrigas, disputas de poder e eventos marcantes. A figura de Eric Bloodaxe, deixa sua marca na história como uma personagem complexa e intrigante. Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! FONTE: Life in Norway ALBERT, Daniel. Eric Bloodaxe: The Story of the Royal Viking Warrior . Life in Norway. Oslo, 02 de nov. de 2023. Disponível em: < https://www.lifeinnorway.net/eric-bloodaxe/ >. Acesso em: 03 de nov. de 2023. (Livremente adaptado pela Livros Vikings) Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ... #viking #vikings #eraviking #medieval #idademédia #história #legado #conhecimento #pesquisa #ericbloodaxe #éricomachadosangrento #machado #reiviking #guerreiroviking #noruega #vikingsnoruegueses #livrosvikings

  • Desvendando o DNA da Era Viking: novas descobertas que reescrevem a história dos vikings

    Novas descobertas arqueológicas reescrevem a história da Era Viking, revelando uma sociedade complexa, onde o comércio e a arte conviviam com o poder dos guerreiros. Capacete Coppergate, enterrado em York por volta de 860-870, talvez em resposta aos ataques vikings. — Crédito da Imagem: Yorkshire Museums Trust A Era Viking é frequentemente imaginada como um período de saques e batalhas. No entanto, recentes descobertas arqueológicas e reavaliações de achados antigos estão revelando uma sociedade viking muito mais complexa, focada em comércio, arte e política, desmistificando o estereótipo do guerreiro solitário. Índice A gênese de uma cidade viking: Kaupang, a primeira Metrópole ; A arte viking e o diálogo entre crenças: a mensagem dos Broches de Hornelund ; O poder viking e as raízes de uma nação: o legado de Godred Crovan ; A presença viking na Grã-Bretanha: do Grande Exército Pagão aos símbolos de identidade ; O Enigma de Skaill: a cultura viking refletida em pedra ; Referências . A gênese de uma cidade viking: Kaupang, a primeira metrópole Acervo de pesos de comércio da Era Viking, encontrados em Kaupang. — Crédito da Imagem: Eirik Irgens Johnsen / Museum of Cultural History Por muitos anos, a teoria predominante sobre Kaupang, no sul da Noruega, era que se tratava apenas de um posto de comércio sazonal.  A falta de lareiras nas estruturas escavadas nas décadas de 1950 e 1960 reforçava a ideia de que o local não era habitado de forma permanente. No entanto, uma descoberta fortuita no início dos anos 2000 mudaria essa percepção, estabelecendo Kaupang como a primeira verdadeira cidade da Noruega e, possivelmente, uma das primeiras da Era Viking. Faça como o renomado professor Johnni Langer e publique seu livro pela Livros Vikings Editora . A virada aconteceu quando a estudante de arqueologia Unn Pedersen e seu supervisor Dagfinn Skre, durante uma visita de campo, presenciaram um fazendeiro arando o solo. O som de algo raspando em pedras levantou o medo de que um sítio viking estivesse sendo destruído.  No entanto, ao examinarem o campo, eles encontraram artefatos como um fuso de roca, um pedaço de vaso de pedra-sabão, uma pedra de amolar e cerâmica. Esses itens, tipicamente encontrados em assentamentos permanentes, datavam do início da Era Viking. A descoberta impulsionou escavações em larga escala que ocorreram entre 2000 e 2002. Durante esses trabalhos, foram encontradas casas com lareiras, estruturas que confirmavam a existência de uma habitação urbana contínua.  As moradias eram similares às encontradas em outras cidades vikings da Escandinávia, como Birka, na Suécia, e Hedeby, na Dinamarca. A carreira de Pedersen foi intrinsecamente ligada a Kaupang, e ela eventualmente se tornaria especialista na Era Viking na Universidade de Oslo. A cidade de Kaupang não foi apenas um centro de comércio, mas também um local de produção artesanal. A arte viking e o diálogo entre crenças: a mensagem dos Broches de Hornelund Um tesouro de ouro da Era Viking descoberto na Dinamarca, com broches que misturam iconografia nórdica e cristã. — Crédito da Imagem: National Museum of Denmark Achados de ouro da Era Viking são raros, e o tesouro de Hornelund, desenterrado na Dinamarca em 1892, oferece uma visão única sobre a transição cultural e religiosa do período. Os dois broches de ouro, datados do século XI, são notáveis por sua fusão de simbolismo nórdico e cristão, refletindo um momento de mudança na sociedade viking. Um dos broches apresenta quatro cabeças de animais viradas para frente, um estilo distintamente associado a ourives nórdicos. O outro, em contraste, exibe padrões de folhas e videiras, motivos que ecoam a iconografia cristã, onde a videira simboliza Jesus.  Essa combinação de estilos em um único artefato ilustra como a sociedade viking estava gradualmente assimilando o cristianismo, sem abandonar completamente suas crenças e tradições artísticas. A região da Jutlândia, onde os broches foram encontrados, era um centro de ourivesaria durante a Era Viking. A sofisticação do trabalho artesanal sugere que os itens não eram apenas para a elite local, mas também para o comércio em toda a Europa.  Descobertas similares na Suécia e em territórios eslavos apontam para uma rede de intercâmbio cultural e comercial, onde a arte viking influenciou e foi influenciada por outras culturas.  O tesouro, infelizmente, nunca foi escavado formalmente, deixando muitas perguntas sem resposta, como por que os itens foram enterrados — um mistério que continua a intrigar os arqueólogos. O poder viking e as raízes de uma nação: o legado de Godred Crovan Estátua que simboliza as raízes vikings do parlamento manx, o Tynwald. — Crédito da Imagem: Darren Jackson/Stephanie Quayle-Jackson A história de King Orry, uma figura lendária na Ilha de Man, é uma fusão de mito e realidade que se entrelaça com a do guerreiro Godred Crovan.  O mito de King Orry está tão enraizado na cultura local que crianças cantam sobre ele e a Via Láctea em manx-gaélico é conhecida como "a Grande Estrada de King Orry". Contudo, as evidências históricas apontam para Godred Crovan como o verdadeiro fundador da dinastia que governou a ilha por séculos. Godred Crovan foi um guerreiro nórdico-irlandês que sobreviveu à Batalha de Stamford Bridge em 1066. Ele viu na Ilha de Man um ponto estratégico no Mar da Irlanda e, após três tentativas, conquistou-a na Batalha de Sky Hill em 1079.  Ele fundou o Reino de Man e das Ilhas, uma potência marítima que durou até 1266. A dinastia de Crovan foi responsável pela construção de importantes fortalezas como o Castelo de Peel e o Castelo Rushen. O maior legado viking na Ilha de Man é, sem dúvida, o Tynwald, o parlamento contínuo mais antigo do mundo. O nome "Tynwald" deriva do nórdico antigo þingvǫllr , que significa "campo do thing ". O thing  era uma assembleia viking onde disputas eram resolvidas e leis eram estabelecidas.  Embora a maior parte do parlamento opere em Douglas, a capital moderna, uma cerimônia anual ainda ocorre em Tynwald Hill, o local de uma antiga assembleia viking, para promulgar novas leis. A lenda de King Orry e a história de Godred Crovan são um lembrete do profundo impacto viking na identidade e nas instituições da Ilha de Man. A presença viking na Grã-Bretanha: do Grande Exército Pagão aos símbolos de identidade Placa de osso com uma face barbada, uma possível representação de como os vikings se viam. — Crédito da Imagem: Yorkshire Museums Trust A chegada do Grande Exército Pagão em 865 na Grã-Bretanha marcou uma escalada no impacto viking, transformando saques costeiros em uma campanha de invasão e assentamento.  O exército, uma força sem precedentes de bandos de guerreiros de toda a Escandinávia, buscava não apenas pilhagem, mas também terras. A campanha levou à queda de vários reinos e ao estabelecimento do Danelaw, uma área de controle viking que deixou uma marca cultural duradoura. Achados arqueológicos revelam o cotidiano e as complexas redes de comércio desses assentamentos. Escavações em acampamentos de inverno, como os de Torksey e Aldwark, mostram que as comunidades eram compostas não apenas por guerreiros, mas também por mulheres e crianças.  Os artefatos recuperados incluem peças de jogos, ferramentas de trabalho em metal e madeira, e até mesmo pesos de chumbo para transações comerciais. Os acampamentos serviam como centros de processamento de bens saqueados, com objetos de metal sendo derretidos e transformados em lingotes. A influência viking se manifestou de forma singular na arte e na cultura anglo-saxônica, com a fusão de estilos artísticos e a criação de novas formas, como os hogbacks, marcadores de túmulos em forma de casas longas encontrados em todo o norte da Inglaterra. A presença viking também pode ser vista na linguagem e na toponímia da região, com nomes de lugares terminando em sufixos como -kirk  e -by . O Enigma de Skaill: a cultura viking refletida em pedra Cabeça esculpida em arenito vermelho, encontrada no sítio viking de Skaill. — Crédito da Imagem: University of the Highlands and Islands Archaeology Institute Em uma das ilhas Orkney, na Escócia, um sítio arqueológico conhecido como Skaill Farm tem sido fonte de descobertas que revelam o cotidiano e a vida de um chefe viking do século XII. O nome do local, derivado do nórdico antigo skáli  ("salão"), já indicava sua importância histórica.  Recentemente, a estudante de arqueologia Katie Joss descobriu uma cabeça intrincadamente esculpida em arenito vermelho. A peça, com olhos fechados, nariz quebrado e cabelo ondulado, foi encontrada nas fundações de uma parede de pedra e surpreendeu os pesquisadores por sua delicadeza e singularidade. O local, que era a provável residência do chefe Sigurd de Westness, já havia revelado os restos de um salão de bebidas nórdico seis anos antes. A cabeça de pedra, apesar de sua origem e uso ainda serem um mistério, se assemelha a outras esculturas do século XII, como as encontradas na Catedral de St. Magnus, em Kirkwall. A descoberta sugere que um edifício de grande esplendor esteve na vizinhança. O local de Skaill Farm, localizado em uma ilha já apelidada de "Egito do Norte" por sua riqueza arqueológica de diferentes períodos, continua a oferecer pistas sobre a vida e as crenças dos chefes vikings. A cabeça de pedra, uma peça de arte refinada, contrasta com a imagem de violência da Era Viking e destaca a complexa vida cultural e artística desses governantes. Essas descobertas, de Kaupang na Noruega ao legado de Godred Crovan na Ilha de Man, passando pela arte dos broches de Hornelund e a presença viking na Grã-Bretanha, nos mostram uma Era Viking muito mais matizada do que se pensava.  Longe de ser apenas um período de guerra, foi uma época de florescimento urbano, intercâmbio cultural, arte refinada e fundação de instituições políticas que perduram até hoje. A arqueologia continua a reescrever o livro da história viking, revelando uma sociedade adaptável e multifacetada, cujas influências ecoam no mundo moderno. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um portal dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referências ANDERSON, Sonja. Archaeology Student Discovers Carefully Carved Stone Head at Viking Settlement in Scotland’s Orkney Islands. Smithsonian magazine . Chicago, 05 de ago. de 2025. Disponível em:   https://www.smithsonianmag.com/smart-news/archaeology-student-discovers-carefully-carved-stone-head-at-viking-settlement-in-scotlands-orkney-islands-180987111/ . Acesso em: 07 de ago. de 2025. BERGSTRØM, Ida; GJELLESVIK, Alette. Archaeologists' most exciting finds: "Are we watching a Viking town being ploughed away right in front of us?". Science Norway . Oslo, 7 de ago. de 2025. Disponível em: <>. Acesso em: 07 de ago. de 2025. NICOLL, Catharine. The Viking warlord who changed Manx history. BBC . Londres, 03 de ago. de 2025. Disponível em:   https://www.bbc.com/news/articles/ce3j20xen52o . Acesso em: 07 de ago. de 2025. VIKING North: Tracing Scandinavian influences in early medieval England. The Past . Londres, 05 de ago. de 2025. Disponível em:   https://the-past.com/feature/viking-north-tracing-scandinavian-influences-in-early-medieval-england/ . Acesso em: 07 de ago. de 2025. ZAHID, Hadia. Viking Gold Treasure Unearthed in Denmark. Greek Reporter . Atenas, 05 de ago. de 2025. Disponível em:   https://greekreporter.com/2025/08/06/longest-surviving-ancient-greek-state/ . Acesso em: 07 de ago. de 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu   WhatsApp … #Viking  #EraViking  #IdadeMédia #Arqueologia  #LivrosVikings

  • A verdade sobre a conexão viking e a resiliência da Cabília: uma análise profunda

    Desvende a intrigante teoria da conexão viking com a resiliente cultura cabila, explorando suas raízes históricas e a força de sua identidade única Um representação artistica moderna de como teria sido o choque das culturas Cambila e viking. — Crédito da Imagem: ChatGpt A Cabília, uma região montanhosa no norte da Argélia, aninhada nas terras altas da pátria Amazigh ao longo da costa mediterrânea, é um tesouro de paisagens dramáticas e um espírito inabalável.  Lar do povo cabila, um dos maiores grupos étnicos Amazigh (berberes) do Norte da África, esta terra ostenta uma rica herança cultural enraizada em milênios de história. A Cabília há muito tempo mantém uma identidade singular, moldada por sua língua, tradições e uma resiliência duradoura.  Recentemente, uma teoria intrigante sobre uma possível conexão viking despertou a curiosidade, adicionando uma camada misteriosa à já fascinante história deste povo. Índice O legado linguístico e o espírito comunitário dos Cabilas ; A resistência histórica: a Cabília contra as incursões estrangeiras ; A expressividade cultural cabila: arte, artesanato e governança participativa ; A singularidade religiosa cabila: um modelo de tolerância e respeito ; A teoria da conexão viking: mitos, lendas e a frota nórdica ; Desafios e ceticismo: a perspectiva histórica e arqueológica sobre a influência viking ; A verdadeira força da identidade Cabila: tradição, diversidade e liberdade ; Referência . O legado linguístico e o espírito comunitário dos Cabilas O povo cabila fala o Taqbaylit, uma das línguas Tamazight (berberes), que continua a florescer na vida cotidiana, na mídia e na educação.  Essa herança linguística, juntamente com um forte apego à vida aldeã, costumes democráticos e valores comunais, permitiu que os Cabilas preservassem um senso de identidade distinto, apesar de séculos de influência externa.  Faça como o renomado professor Johnni Langer e publique seu livro pela Livros Vikings Editora ! A língua Taqbaylit não é apenas um meio de comunicação, mas um pilar da identidade cabila, transmitindo histórias, poemas e canções que celebram sua cultura e resistência. A resistência histórica: a Cabília contra as incursões estrangeiras Desde incursões romanas e bizantinas até conquistas árabes e o colonialismo francês, a Cabília resistiu historicamente à assimilação.  Durante a Guerra de Independência da Argélia, a região desempenhou um papel central, e até hoje permanece politicamente ativa, frequentemente liderando apelos por direitos Amazigh e reconhecimento cultural.  Essa capacidade de resistir e manter sua identidade ao longo de tantas adversidades é um testemunho da força e do espírito independente do povo cabila, características que ressoam com o espírito indomável dos próprios vikings. A expressividade cultural cabila: arte, artesanato e governança participativa A cultura cabila é rica e expressiva, com profundas tradições orais, poesia e música que transmitem identidade, amor, exílio e resistência. Artistas como Idir, Nouara, Sliman Azem, Lounès Matoub, Bahia Farah e Takfarinas popularizaram a música cabila muito além das fronteiras da Argélia.  O artesanato em cerâmica, joias de prata e tecidos também é central para a cultura, frequentemente decorado com símbolos Amazigh tradicionais, passados por gerações. A vida social na Cabília é organizada em torno da tajmaat , ou assembleia da aldeia, uma instituição comunal de longa data que exemplifica a governança participativa e a responsabilidade coletiva.  Essa estrutura social, com sua ênfase na comunidade e na tomada de decisões coletiva, pode ser comparada, em certos aspectos, às assembleias que eram comuns nas sociedades nórdicas da Era Viking. A singularidade religiosa cabila: um modelo de tolerância e respeito Uma das características mais distintivas da sociedade cabila é sua abordagem à religião.  Ao contrário de muitas partes do mundo onde a identidade religiosa é uma questão central e, frequentemente, divisória, na Cabília, a religião é amplamente considerada um assunto privado.  As famílias raramente discutem abertamente as crenças religiosas, não por indiferença, mas por um profundo respeito pela escolha pessoal.  Dentro da mesma família, pode-se encontrar indivíduos que praticam o Islã, outros que se identificam como agnósticos ou seculares, e alguns que exploram suas raízes espirituais Amazigh. Essa diversidade silenciosa reflete um princípio cultural mais amplo: a crença é pessoal, e o respeito é primordial. O senso de tolerância cabila não é institucionalizado em leis, mas incorporado nas relações cotidianas.  Em vez de promover a uniformidade, as comunidades cabilas abraçaram a diferença de maneiras tranquilas e discretas.  Essa abertura para diferentes crenças e a valorização do indivíduo podem ser vistas como um contraste ou, em alguns aspectos, um paralelo interessante com a diversidade religiosa que, em certa medida, existia nas terras vikings antes da cristianização. A teoria da conexão viking: mitos, lendas e a frota nórdica Essa abertura também pode ajudar a explicar por que alguns cabilas estão intrigados com teorias não convencionais sobre suas origens, sendo uma das mais curiosas a ideia de que eles podem ter uma ancestralidade distante ligada aos vikings.  Embora essa teoria careça de evidências concretas, ela continua a circular em discussões populares e entre comunidades da diáspora.  A ideia é frequentemente baseada em estudos genéticos dispersos que revelam pequenos vestígios de haplogrupos europeus em populações do Norte da África, bem como relatos históricos de incursões vikings no Mediterrâneo. No ano de 859 d.C., por exemplo, uma frota nórdica teria passado pelo Estreito de Gibraltar e invadido partes da Península Ibérica e do Norte da África. Alguns acreditam que um breve contato pode ter ocorrido em ou perto da Cabília.  Além dessas notas históricas, algumas lendas orais cabilas mencionam visitantes misteriosos do mar, descritos como tendo pele clara ou olhos azuis. Embora essas histórias sejam tipicamente simbólicas ou exageradas, elas alimentam a teoria viking.  Outros apontaram para semelhanças percebidas em valores sociais, como estruturas baseadas em clãs, um forte ethos  guerreiro e reverência pela liberdade, como possíveis paralelos. Desafios e ceticismo: a perspectiva histórica e arqueológica sobre a influência viking No entanto, historiadores e antropólogos profissionais permanecem altamente céticos. Não há evidências arqueológicas, linguísticas ou culturais de qualquer presença viking sustentada na Cabília.  A maioria dos especialistas concorda que qualquer influência do norte da Europa na região seria resultado de séculos de comércio, migração ou miscigenação, e não de colonização ou assentamento por povos nórdicos.  A ausência de achados arqueológicos como runas, artefatos vikings característicos ou estruturas nórdicas na Cabília reforça esse ceticismo.  A precisão histórica exige uma base sólida de evidências e, até o momento, a teoria viking na Cabília reside mais no reino da especulação e do folclore do que dos fatos comprovados. A verdadeira força da identidade Cabila: tradição, diversidade e liberdade Apesar do apelo imaginativo da conexão viking, a verdadeira força da identidade da Cabília não reside no mito, mas na tradição vivida.  É uma região onde a língua, a terra e os valores se unem para formar uma forte espinha dorsal cultural — uma que respeita a diversidade, incentiva o pensamento e abraça a complexidade.  O povo cabila não é definido por uma única religião, narrativa histórica ou posição política. Em vez disso, eles refletem um mosaico vivo de herança e adaptação. A Cabília permanece, acima de tudo, uma terra de memória e significado. Seja explorando suas raízes Amazigh, sua tranquila tolerância religiosa ou seu fascínio por lendas ancestrais distantes, encontra-se um povo profundamente conectado ao seu passado e à sua liberdade de moldar seu futuro.  A teoria viking pode permanecer apenas isso — uma teoria — mas o espírito de independência e orgulho que define o povo cabila é inconfundivelmente real. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um portal dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referência ARKAM, Rabah. Kabylia and Its People: History, Culture, and the Viking Connection Theory . Pressenza . Nova Iorque, 22 de jul. de 2025. Disponível em: < https://www.pressenza.com/2025/07/kabylia-and-its-people-history-culture-and-the-viking-connection-theory/ >. Acesso em: 23 de jul de 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu   WhatsApp … #Viking  #EraViking  #IdadeMédia   #Curiosidades  #LivrosVikings

  • CONHEÇA O LIVRO CAÇADORES DE URSOS E SEU AUTOR, EDUARDO MEDINA

    Eduardo Medina é um designer de softwares que trabalhou em alguma das maiores empresas do ramo no Brasil, até que recebeu um convite para mudar-se à Escócia, onde encontrou inspiração para escrever a obra Caçadores de Ursos: o Natal nasceu do sangue nórdico , antes de se tornar empreendedor na Inglaterra. O autor se orgulha de ser um estudioso da cultura nórdica e, principalmente de seu filho, quem lhe deu forças para transcender o mundo das ideias e dar vida ao livro. Em conversa com o nosso idealizador, Paulo Marsal, Medina contou um pouco mais sobre o seu processo de criação, além de suas inspirações, confira: Dizem que para se viver uma vida plena é necessário, ao menos, ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore. Após ver uma entrevista de Elke Maravilha para o Amaury Junior, resolvi pesquisar mais sobre a influência de povos nórdicos nas nossas tradições natalinas. Por quase dois anos, eu morei em Aberdeen, na Escócia. Este lugar não só me deu a inspiração e a tranquilidade para escrever este livro, como também foi o lugar de nascimento do meu (primeiro) filho. O Bernardo — Bernardo significa urso forte. Nada mais apropriado. Não importa o quanto este livro seja um sucesso. Este não é o ponto. O ponto é: corra atrás de seus objetivos e não pare até conseguir. Vá sempre na direção dos seus. Acho uma mensagem extremamente poderosa a passar e a ensinar para o meu filho. Se os ursos são a imagem da força para os bearjagares, Bernardo é a fonte de força da minha vida desde que nasceu, e é a ele que dedico este livro. À Escócia, meu muito obrigado. Apesar de não ser o local onde o livro se passa, em muito se conecta com a história nórdica. O dialeto Dorick, falado em Aberdeen, tem grande influência de línguas nórdicas, o que também pode ser visto no rosto de seu povo. Eu tentei, mas não achei um meio de plantar uma árvore por lá. Mas eu volto. O autor fez questão de frisar, que a obra não tem compromisso com a fidelidade histórica, é ficcional, tal qual a Saga Viking Oluap de Paulo Marsal. Leia também: Escoceses de todo mundo participam de teste de DNA Viking Caçadores de ursos: o Natal nasceu do sangue nórdico A história se passa em Sonreike, o reino onde o Sol é venerado e a Lua é tida como um símbolo maldito e responsável por abrigar, sob o manto de noites intermináveis, temíveis criaturas. Desde as primeiras linhas somos apresentados à atmosfera hostil do Reino do Sol e a aflição constante de seus habitantes diante da espera da luz. O evento traz consigo o fim das noites tenebrosas que assolam o reino. Além de noites congelantes que parecem durar uma eternidade, o povo de Sonreike lida ainda com lobos da neve e as mortais bestas brancas; feras devoradoras de homens. Os hábeis guerreiros dispostos a darem suas vidas em glória aos deuses e os únicos com habilidades para caçá-las são os bearjagares, a elite dos soldatis, que tem como comandante o lendário Argus Hansson. A árdua tarefa dos nobres guerreiros lhes rende fama e honra, além de poderem usufruir da morada dos deuses quando assim encontrarem a morte. Entretanto, o mal que espreita o Reino do Sol não se limita a feras selvagens. Há muitos outros perigos escondidos sob a face da maldita Lua rondando o reino do Rei Erick Larson. Ao abrir novamente os olhos, Kanslig parecia ter sido transportado para a Terra das Penitências descrita pelos antigos poetas guerreiros. Suas leais renas tentavam devorá-lo. Possuíam dentes afiados e olhos de fogo... A apreensão de que a qualquer momento algo faminto saltará das sombras é o que acompanha o leitor durante toda a jornada pelo Reino do Sol. Logo no início nos vemos na cerimônia de escolha de três novos tonarings, que são os auxiliares dos heroicos bearjagares. Tal função é almejada por cada jovem guerreiro de Sonreike. Os três jovens guerreiros escolhidos pelo respeitável Xamã Matts fazem parte da esperança do povo de Sonreike que se prepara para a festa pela chegada do Sol, ou Yule, a vitória da luz sobre as trevas. A narrativa traz a sensação de proximidade com cada personagem, cada morte ou batalha travada nas gélidas terras de Sonreike. Bons motivos não faltam para juntarem-se aos bearjagares Argus, Nils e Johan e seus fiéis tonarings, ao poeta guerreiro Kanslig Sangare e outros sob as ordens do rei Erick Larsson para a dura guerra que se aproxima. Amole suas adagas, exale coragem e mantenha a firmeza em seu olhar, pois os Deuses da Morte estão a caminho e Sonreike precisará de toda e qualquer ajuda. A escuridão de Sonreike revela grandes surpresas. Deixe que os poemas dos poetas guerreiros despertem sua bravura e siga sempre em frente. A obra foi publicada pela portuguesa Chiado Books e está disponível nas principais livrarias de Portugal e do Brasil, saiba mais sobre o livro clicando aqui . por LIVROS VIKINGS Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ... Siga-nos nas Redes Sociais. #viking #vikings #eraviking #medieval #escócia #vikingsnaescócia #livro #caçadoresdeurso #livrosvikings

  • Vikings e sepultamentos: o desvelar oculto da gravidez e da vida comunitária nórdica

    A surpreendente invisibilidade da mulher grávida viking e as novas revelações de um cemitério que reescrevem nossa visão da Era Viking Uma representação moderna da pintura de Andreas Bloch de Helgi limpando sua espada nas roupas de Guðrún na Saga do Povo de Laxardal. —Crédito da Imagem: ChatGpt A imagem da mulher viking guerreira, forte e independente é popular, mas o que sabemos sobre a experiência da gravidez na Era Viking? Apesar de a reprodução ser um pilar fundamental de qualquer sociedade, a presença de mulheres vikings grávidas nas fontes históricas é surpreendentemente escassa. Uma nova pesquisa lançou luz sobre esse paradoxo, revelando como a política e as estruturas sociais da época podem ter moldado a invisibilidade da gravidez nesse período. Índice O enigma da invisibilidade da gravidez na Era Viking ; Descobertas arqueológicas e artísticas do Universo Viking ; Implicações sociais e políticas da gravidez na “sociedade” viking ; O impacto das novas perspectivas na arqueologia e historiografia viking ; Um vislumbre de um cemitério viking em Lisbjerg ; Referências . O enigma da invisibilidade viking na gravidez A vida na Era Viking era brutal e efêmera, com uma expectativa média de vida de apenas 40 anos. Pesquisadores estimam que a maioria das mulheres vikings passava grande parte de suas vidas grávidas ou amamentando, um aspecto da existência que, diferentemente de hoje, elas não podiam controlar. No entanto, essa realidade biológica e social central é quase imperceptivelmente documentada nas fontes históricas. Marianne Hem Eriksen, uma arqueóloga, e sua equipe buscaram por mulheres vikings grávidas em três pilares: literatura (sagas e textos legais), achados em sepulturas e arte. Os resultados, recentemente publicados no Cambridge Archaeological Journal , são reveladores: a invisibilidade é a regra, não a exceção. A literatura das sagas, por exemplo, raramente coloca a mulher viking grávida como figura central, relegando-a, na maioria das vezes, a um papel secundário. Quando aparecem, a linguagem utilizada para descrevê-las tende a ser negativa, retratando a mulher viking grávida como doente, incompleta, indisposta ou pesada. Contudo, uma exceção notável na Saga do Povo de Laxardal  ilustra uma dinâmica social complexa: Helgi Harðbeinsson arrasta sua lança ensanguentada sobre as roupas e a barriga de Guðrún Ósvífrsdóttir, então grávida, proferindo a frase: Representação do pintor Andreas Bloch de Helgi limpando sua espada nas roupas de Guðrún na Saga do Povo de Laxardal. — Crédito da Imagem: Wikimedia commons Acredito que sob esta vestimenta repousa a minha própria morte. E, de fato, o feto na barriga cresce e vinga seu pai. Esta narrativa particular mostra que, em certos contextos, o feto já era considerado um ser social antes mesmo do nascimento, parte de alianças e disputas de sangue, da política e da vingança, enquanto ainda estava no útero. Curiosamente, essa visão contrasta drasticamente com a de um feto no ventre de uma mulher escravizada, que era visto, segundo textos legais, como um defeito em um corpo à venda. Para uma análise mais aprofundada sobre a complexidade da gravidez e seu papel na política da Era Viking, vale a pena revisitar nosso artigo anterior:  A política do ventre na Era Viking: gravidez, poder e destino . Descobertas arqueológicas e artísticas do Universo Viking A busca por representações de mulheres vikings grávidas na arte da Era Viking também revelou a mesma escassez. Entre milhares de representações de pessoas na arte viking, a equipe de Eriksen encontrou apenas uma possível imagem de uma mulher viking grávida. O objeto, um pingente encontrado no túmulo de uma mulher em Aska, Suécia, mostra uma mulher que parece estar com os braços em volta de uma barriga de grávida. Neste sentido, Eriksen ressalta que: O pingente de Aska, encontrado em uma sepultura na Suécia, é a única figura conhecida da Era Viking que mostra uma mulher grávida. — Crédito da Imagem: National Historical Museums Objetos como este são frequentemente interpretados como amuletos ou representações de deuses. Eles não são considerados representações literais de pessoas comuns. De fato, a maioria das pessoas na Era Viking provavelmente nunca viu uma imagem humana que se assemelhasse a si mesma, dada a forte predominância de figuras masculinas na arte e a representação de mulheres tipicamente de elite, possivelmente deusas ou criaturas mitológicas. No entanto, há uma intrigante exceção literária que sugere um papel ativo para a mulher viking grávida. Na Saga de Erik, o Vermelho , Freydís Eiríksdóttir, grávida e sob ataque, pega uma espada e expõe os seios, golpeando-os com o lado chato da lâmina, espantando os atacantes. Eriksen traça uma conexão entre essa história e o pingente de Aska, onde a mulher viking parece usar um capacete com um protetor nasal em forma de trevo. Essa relação indica que as mulheres vikings grávidas não eram necessariamente passivas; na arte e literatura viking, era possível que uma mulher viking grávida fosse uma guerreira ou estivesse associada a armamentos. A pesquisa nos cemitérios da Era Viking, abrangendo escavações desde o século XIX até o presente, procurou por mulheres vikings em idade reprodutiva enterradas com recém-nascidos – aquelas que poderiam ter morrido no final da gravidez ou durante o parto. Desenho de uma sepultura em Fjälklinge, Suécia. A mulher está enterrada com seu filho recém-nascido entre as coxas. — Crédito da Imagem: Matt Hitchcock / Body-Politics CC BY-SA 4.0 De milhares de túmulos, apenas 14 possíveis casos foram encontrados. Esse número é surpreendentemente baixo, especialmente considerando a alta mortalidade materna em sociedades pré-industriais. Essa baixa representatividade pode estar ligada a um padrão já observado por Eriksen: recém-nascidos e crianças pequenas não recebiam enterros típicos, sendo muitas vezes colocados em buracos de postes, enterrados dentro de casas, em poços ou em fossas. Isso sugere que as crianças eram consistentemente subrepresentadas nos registros funerários e não eram enterradas da mesma forma que os adultos. Além disso, não há evidências de uma tradição viking de enterrar mães e bebês juntos, diferentemente, por exemplo, das sociedades anglo-saxãs na Inglaterra, onde a prática era comum e frequentemente revelava "nascimentos em caixão". Para mais novidades sobre achados arqueológicos e históricos recentes, não deixe de ler nosso artigo: O mundo viking em suas mãos: tudo o que você perdeu durante o recesso da Livros Vikings . Implicações sociais e políticas da gravidez na “sociedade” viking A arqueologia tradicionalmente tem dado pouca atenção às mulheres vikings e às suas vidas, em parte devido à romantização da Era Viking e aos estereótipos que ainda influenciam a pesquisa. A própria ausência de foco na gravidez nas fontes vikings é uma descoberta significativa. A reprodução é fundamental para a sociedade em todos os sentidos, mas também é profundamente política. Essa politização pode ser observada no material limitado disponível e na falta de foco na vida das mulheres vikings grávidas na literatura das sagas.  Questões como "quando um feto se torna um ser social" ou "o direito à autonomia reprodutiva", que hoje reconhecemos como políticas, não são frequentemente vistas dessa forma ao olhar para o passado, onde a política é geralmente definida por leis, batalhas e coroações. O impacto das novas perspectivas na arqueologia e historiografia viking Lisbeth Skogstrand, professora associada de arqueologia na Universidade de Bergen, elogia o trabalho inovador de Eriksen, que: Ousa fazer perguntas que poucos outros sequer consideraram. A centralidade da gravidez para a existência humana e sua notável ausência nos registros da Era Viking é um paradoxo gritante. A baixa contagem de túmulos contendo mães e recém-nascidos (apenas 14) e a existência de um único pingente com uma possível representação de mulher viking grávida são dados alarmantes. Essa ausência é um achado significativo, indicando uma omissão deliberada, e não um simples esquecimento. A Era Viking, muitas vezes retratada como hipermasculina, parece ter focado intencionalmente nos aspectos masculinos da cultura, deixando o que não era visível de lado. Eriksen está desafiando essa visão, buscando o que está oculto e questionando as respostas fáceis. Um vislubre de um cemitério viking em Lisbjerg Recentemente, escavações conduzidas por arqueólogos do Moesgaard Museum revelaram um cemitério viking com 30 sepulturas em Lisbjerg, na Dinamarca, com a possibilidade de mais enterros na área circundante. Escavações revelaram um cemitério da Era Viking com pelo menos 30 sepulturas, que se acredita datarem de 900-1000 d.C. — Crédito da Imagem: Moesgaard Museum Acredita-se que os túmulos datem de 900-1000 d.C., e análises futuras devem fornecer informações mais precisas sobre o período de uso do local. Embora apenas algumas sepulturas contivessem fragmentos de ossos humanos ou dentes, várias apresentavam bens funerários como contas, moedas e cerâmicas. Um sepultamento particularmente notável continha um caixão de madeira, medindo 32 cm por 32 cm, provavelmente feito de carvalho, com suportes e um mecanismo de travamento que pode ter sido prateado, além de rebites decorativos nas laterais e na tampa. Acredita-se que este objeto tenha pertencido a uma mulher viking rica, enterrada com uma seleção de seus itens pessoais, incluindo uma conta de filigrana de prata, uma possível fivela, uma tesoura de cerca de 14 cm de comprimento e um carretel de fio dourado. Sepultamentos com caixões desse tipo são muito incomuns, com apenas três outros exemplos conhecidos até o momento. O cemitério recém-descoberto está localizado a apenas 1 km de uma propriedade de um nobre da Era Viking, originalmente escavada em 1989, que abrangia uma área de 19.000 m² cercada por uma paliçada. A identidade do proprietário da propriedade é desconhecida, mas ele teria sido alguém de grande riqueza e importância regional, provavelmente com conexões com o rei e envolvido no desenvolvimento urbano de Aarhus (ou Aros, como era conhecida na Era Viking). É possível, portanto, que os túmulos recém-descobertos pertençam a moradores dessa propriedade, com indivíduos de alto status enterrados com objetos caros, enquanto os sepultamentos sem bens funerários podem incluir pessoas escravizadas. Os achados serão analisados nos próximos meses, e outra escavação está planejada a poucos quilômetros de Lisbjerg, o que poderá aprimorar ainda mais nossa compreensão da área na Era Viking. A Era Viking, rica em narrativas de bravura e expansão, paradoxalmente, silencia sobre um dos aspectos mais fundamentais da vida humana: a gravidez. A pesquisa de Marianne Hem Eriksen e as recentes descobertas arqueológicas, como o cemitério de Lisbjerg, desafiam essa invisibilidade, revelando que a ausência de representação não significa ausência de existência, mas sim uma escolha política e social da época. Compreender o papel das mulheres grávidas vikings na sociedade é fundamental para desconstruir estereótipos e oferecer uma visão mais completa e matizada da complexidade dessa fascinante civilização. As descobertas nos convidam a continuar questionando as fontes e a buscar as histórias que foram deixadas de lado, enriquecendo nosso entendimento sobre a Era Viking e suas populações. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um portal dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referências BERGSTRØM, Ida; GJELLESVIK, Alette. What did the Vikings really think about pregnant women? . Science Norway , Oslo, 19 jul. 2025. Disponível em:   < https://www.sciencenorway.no/viking-age-pregnancy-vikings/what-did-the-vikings-really-think-about-pregnant-women/2533760 >. Acesso em: 20 jul. 2025. BRUNSKILL, Amy. A Viking Age cemetery . The Past , Londres, 20 jul. 2025. Disponível em:   < https://the-past.com/news/a-viking-age-cemetery/ >. Acesso em: 20 jul. 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu   WhatsApp … #Viking  #EraViking  #IdadeMédia  #Arqueologia  #LivrosVikings

  • Descobertas e reclassificações: arqueologia viking revela novas camadas da história

    De embarcações que redefinem épocas a sepultamentos que cruzam culturas, a pesquisa arqueológica continua a reescrever o que sabemos sobre a Era Viking, trazendo à luz detalhes surpreendentes e desafiando preconceitos Uma representação moderna de um sepultamento em navio durante a Era Viking. — Crédito da Imagem: ChatGpt Índice O mistério dos navios suecos: reclassificando "Navios Vikings" ; Em busca de um sepultamento viking em Shetland: conexões antigas e riqueza arqueológica ; O legado contínuo da Era Viking ; Referências . A arqueologia está em constante evolução, e a cada nova descoberta ou reanálise de achados antigos, nossa compreensão sobre o passado é aprimorada e, por vezes, drasticamente alterada.  A Era Viking, um período tão fascinante e complexo, não é exceção. Recentemente, duas notícias arqueológicas ilustram perfeitamente como a pesquisa contínua desafia preconceitos e revela camadas adicionais sobre os povos nórdicos e sua época. O mistério dos navios suecos: reclassificando "Navios Vikings" Arqueólogos do Museu de Naufrágios de Estocolmo ( Stockholm Shipwreck Museum ) buscam financiamento para dar continuidade à pesquisa e escavação de uma embarcação relativamente bem preservada, encontrada a 20 km da costa sueca. Com vários mastros ainda intactos, a equipe agora suspeita que o navio, antes considerado viking, seja, na verdade, de uma era posterior. Essa embarcação representa uma "transição fascinante da construção naval medieval para a moderna".  Enquanto os navios da Era Viking — e todos os outros dos países nórdicos anteriores a esse período — eram construídos com a técnica de clinker , onde as longas pranchas do casco se sobrepunham, este novo navio apresenta pranchas lado a lado, uma característica da construção naval moderna ( carvel ).  Originária do Mediterrâneo por volta do século VII, essa técnica reforçava os cascos, tornando-se vital com o surgimento dos canhões como principal arma naval. Pesquisadores acreditavam, desde o século XIX, que cinco navios encontrados no arquipélago sueco datavam da Era Viking. No entanto, novas pesquisas, incluindo levantamentos em 3D, demonstram que são muito mais recentes. Quatro deles datam dos séculos XVII e XVIII, mas um deles, significativamente mais antigo, é estimado pelos arqueólogos entre 1460 e 1480, podendo ser o primeiro de seu tipo na região nórdica. Essa reclassificação nos força a revisar a cronologia da inovação naval na Escandinávia. Em busca de um sepultamento viking em Shetland: conexões antigas e riqueza arqueológica Do outro lado do Mar do Norte, a renomada equipe do programa 'Time Team' (Equipe do Tempo) realizou uma escavação em Shetland, Escócia, na busca por um sepultamento de barco viking. Durante uma semana, a equipe investigou o sítio de Huesbreck, em Dunrossness, ao sul da ilha, procurando o local de descanso de um colono nórdico de alto status . O Dr. John Gater, da Time Team , havia expressado anteriormente que o sítio 'poderia ser muito especial', após a Historic Environment Scotland  listar a área como provável local de um sepultamento de barco viking devido a uma característica oval na paisagem. Os resultados da escavação estão sendo mantidos em sigilo até a exibição do programa online . Os vikings chegaram a Shetland e Orkney entre o início e meados do século IX e se integraram com os residentes locais. Os vikings chegaram a Shetland e Orkney entre o início e meados do século IX e se integraram com os residentes locais. Cerca de 13 sepultamentos vikings já foram descobertos em Shetland. Paul Clark, do Orkney Research Centre for Archaeology (Orca) , da Universidade das Terras Altas e Ilhas, acredita que a descoberta de um sepultamento de barco seria 'muito significativa' para a ilha. Ele também considera que os três montes separados no sítio podem ser um cemitério picto (dos pictos, antigo povo da Escócia), já que há evidências anteriores de sepultamentos vikings encontrados junto a esses locais mais antigos Em uma solicitação à Historic Environment Scotland, Clark afirmou que: Embora a natureza precisa dos três montes seja incerta, a presença de aparentes características artificiais nos resultados do levantamento geofísico e sua proximidade com o potencial sepultamento de barco sugerem que podem ser características de sepultamento adicionais, apoiando a interpretação de que este local é um sepultamento de barco, e não um local de habitação. Ele ressaltou que, na Escócia, há um padrão mais amplo de sepultamentos pagãos vikings, incluindo sepultamentos de barco, localizados no mesmo sítio de cemitérios pré-históricos ou pictos anteriores . Neste sentido, Clark acrescentou que: O local de sepultamento de Huesbreck tem um potencial significativo para aprimorar nossa compreensão dos períodos pictish e viking na Escócia.  Se os arqueólogos da Time Team  encontrarem evidências que sugerem a existência de um sepultamento de barco em Huesbreck, ele se juntará a um pequeno grupo de sepultamentos de barco confirmados da Era Viking no Reino Unido, os quais são considerados arqueologicamente importantes e geralmente fornecem insights  sobre indivíduos de alto status  social. A possibilidade de encontrar um cemitério picto relativamente intocado, posteriormente reutilizado para um sepultamento de barco viking, seria : Um exemplo excepcionalmente raro e intocado desse tipo de local na Escócia, com alto potencial para aprimorar nossa compreensão das práticas funerárias e rituais das eras pictish e viking na Escócia. O legado contínuo da Era Viking Essas descobertas reforçam a natureza dinâmica da pesquisa arqueológica. Seja reavaliando a idade de navios outrora considerados vikings ou desenterrando sepultamentos que revelam complexas interações culturais, a arqueologia continua a lançar nova luz sobre a Era Viking, mostrando que ainda há muito a aprender e desvendar sobre esse período histórico fascinante. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um portal dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referências SCIENTISTS have been wrong for over 200 years: These Viking ships at the bottom of the sea turned out to be something else . AS USA . Madrid, 16 jul. de 2025. Disponível em: https://en.as.com/latest_news/scientists-have-been-wrong-for-over-200-years-these-viking-ships-at-the-bottom-of-the-sea-turned-out-to-be-something-else-n/ . Acesso em: 17 de jul. de 2025. FERGUSON, Alasdair. Time Team archaeologists hunt for Viking boat burial on Scottish island . Yahoo News . Nova Iorque, 10 de jul. de 2025. Disponível em: https://uk.news.yahoo.com/time-team-archaeologists-hunt-viking-162541269.html . Acesso em: 17 de jul. de 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu   WhatsApp … #Viking  #EraViking  #IdadeMédia  #Arqueologia  #LivrosVikings

  • O Mundo Viking em suas mãos: tudo o que você perdeu durante o recesso da Livros Vikings

    De tesouros recém-descobertos e exposições imperdíveis a sepultamentos intrigantes e debates religiosos, a Livros Vikings reúne as mais recentes revelações do universo nórdico para você se atualizar sobre a Era Viking     Uma representação do sepultamento uma mulher da Era Viking junto de seu cão. — Crédito da Imagem: ChatGPT Índice Explorando o Norte Viking:   uma nova exposição em York ;   Tesouro Viking na Dinamarca: um sepultamento nobre em Lisbjerg ;   A Dama Viking do Barco: uma líder enterrada com seu cão na Noruega ;   Tesouro Viking Alemão: entre o Martelo de Thor e a Cruz Cristã ;   A vida cotidiana e as lideranças vikings desvendadas ;   Desafios e avanços na arqueologia viking ;   Referências .     Viking North é inaugurada hoje no Yorkshire Museum. — Crédito da Imagem: Anthony Chappel-Ross/ York Museums Trust 1. Explorando o Norte Viking: uma nova exposição em York  A Era Viking continua a fascinar e revelar segredos milenares. Para os entusiastas da cultura nórdica, o Yorkshire Museum, em York, Inglaterra, abriu as portas à "Viking North", uma exposição imperdível que ficará em cartaz até 2027.     A mostra narra a chegada dos vikings ao norte da Inglaterra e seu profundo impacto na cultura local. Objetos raros, alguns exibidos pela primeira vez, incluem moedas de prata, joias e o capacete mais bem preservado do início da Inglaterra medieval.    O Dr. Adam Parker, curador de arqueologia da York Museums Trust, explicou que a exposição reúne peças das antigas coleções do museu com os novos achados.     Itens dos famosos tesouros de Bedale e de Vale of York, que contêm peças de ouro e prata, também estão em destaque. Assim como expôs o Dr. Parker, destacando a "interessante reciclagem e economia circular" presente na sociedade viking:    As pessoas tinham joias e as cortavam para usar como prata para comprar coisas.    A exposição também apresenta artefatos do acampamento de inverno de Aldwark, onde o Grande Exército Pagão chegou em 866 d.C.     Este acampamento, onde os vikings passavam o inverno, reparavam barcos e armas, e se divertiam com jogos e festividades, oferece uma rara janela para o cotidiano desses guerreiros.    Uma conservadora do Moesgaard Museum segura uma tigela de cerâmica descoberta no local do sepultamento. — Crédito da Imagem: James Brooks/AFP/Getty Images 2. Tesouro Viking na Dinamarca: um sepultamento nobre em Lisbjerg  No norte da Dinamarca, uma descoberta espetacular está reescrevendo a história da nobreza viking.     Um cemitério do século X, que se acredita ter pertencido a uma nobre família viking, foi encontrado perto de Lisbjerg, ao norte de Aarhus.     O achado, que incluiu pérolas, moedas, cerâmicas e uma caixa com fios de ouro, veio à tona durante obras de construção.    Arqueólogos do Moesgaard Museum de Aarhus revelaram cerca de 30 túmulos datados da segunda metade do século X, época do reinado do famoso Rei Harald Bluetooth.     Mads Ravn, arqueólogo do museu, sugere que as sepulturas estão provavelmente ligadas a uma nobre família viking cuja fazenda foi descoberta a menos de um quilômetro de distância no final dos anos 1980, a exemplo do que afirmou Ravn, observando que o rei, conhecido por introduzir o cristianismo na Dinamarca, delegava aos nobres a gestão de certas regiões:    Este poderia ter sido um dos condes ou administradores de Harald Bluetooth.    Um dos achados mais magníficos foi uma caixa pertencente a uma importante mulher, contendo objetos decorativos e uma tesoura, um achado "muito raro", segundo Ravn, com apenas três exemplos conhecidos.     Este cemitério de elite, com suas ricas oferendas funerárias, demonstra o alto status social e as extensas redes comerciais dos vikings da região de Aarhus, um centro político e comercial crucial da Escandinávia durante a Era Viking.    O pequeno cão foi colocado aos pés da falecida. Os cientistas ainda não sabem a raça, mas estão trabalhando nisso. — Crédito da Imagem: The Arctic University Museum of Norway, UiT 3. A Dama Viking do Barco: uma líder enterrada com seu cão na Noruega  Na ilha norueguesa de Senja, uma descoberta emocionante revelou um cenário congelado no tempo: uma mulher viking de alto status, repousando em um barco, com seu fiel cão a seus pés.     O túmulo, datado de cerca de 900-950 d.C., estava a apenas 20 centímetros da superfície, quase perdido para sempre.    Anja Roth Niemi, arqueóloga do Arctic University Museum of Norway e responsável pela escavação, explica que "apenas a elite receberia um sepultamento como este".     A prática de enterrar os mortos em barcos era uma honra reservada a poucos, talvez apenas um ou dois indivíduos por geração. O status da mulher é corroborado pelas oferendas funerárias, incluindo broches ovais de prata refinada, típicos das mulheres vikings, bem como ferramentas associadas à produção têxtil, indicando sua autoridade.    A presença do cão, cuidadosamente colocado a seus pés, adiciona uma dimensão pessoal e espiritual profunda. Acredita-se que, na mitologia viking, os cães podiam ser companheiros na perigosa jornada para a vida após a morte, reforçando o laço afetivo e a lealdade na cultura viking.  O bom estado de preservação dos ossos, graças ao solo rico em calcário, também permitirá aos pesquisadores obterem informações valiosas sobre sua vida, trabalho, nutrição e mobilidade, oferecendo uma nova perspectiva sobre os complexos papéis das mulheres na sociedade viking.    Um tesouro viking recém-descoberto na Alemanha contém cerca de 200 artefatos, incluindo um pingente que pode ser uma cruz ou um martelo de Thor inacabado. — Crédito da Imagem: © ALSH 4. Tesouro Viking Alemão: entre o Martelo de Thor e a Cruz Cristã  Próximo a Haithabu, um importante centro comercial viking no norte da Alemanha, um detectorista de metais desenterrou um tesouro da Era Viking contendo quase 200 artefatos.   Entre as riquezas, que incluem moedas árabes, lingotes de prata e hacksilvers  (pedaços de prata usados como moeda), destaca-se um pingente misterioso que pode ser tanto uma cruz cristã primitiva quanto um martelo de Thor inacabado.    Esta descoberta, reportada pelo Escritório Arqueológico Estadual de Schleswig-Holstein (ALSH), oferece um vislumbre das complexas mudanças culturais e religiosas da Era Viking. Birte Anspach, porta-voz do ALSH, sugere que o pingente pode ser "um sinal precoce do início da cristianização" na região.     Embora o cristianismo tenha começado a se espalhar por Haithabu com a missão de São Ansgar no século IX, a transformação foi um processo lento e complexo, tal qual explica Anspach, enfatizando que a cristianização:    Não foi o caso de Ansgar ter chegado — e de repente todos se afastarem dos velhos deuses e seguirem a fé cristã [...] foi um longo processo que durou várias gerações.     Se o pingente for uma cruz, ele atesta a lenta adoção do cristianismo. Se for um martelo de Thor inacabado, simboliza a persistência das antigas crenças nórdicas em meio à transição.   Esta ambiguidade reflete uma sociedade viking em plena transformação, onde a fé antiga e a nova coexistiam, ilustrando a nuance da conversão religiosa na Europa medieval.    Contas de vidro e decorativas recuperadas dos sepultamentos vikings. — Crédito da Imagem: Moesgaard Museum 5. A vida cotidiana e as lideranças vikings desvendadas  As recentes descobertas arqueológicas e análises aprofundadas fornecem uma imagem cada vez mais rica e detalhada da vida na Era Viking.     A exposição "Viking North" em York, por exemplo, não apenas mostra as joias e os símbolos de status, mas também objetos do dia a dia em um acampamento viking, como ferramentas de reparo de barcos e armas, tais quais evidências de jogos e festividades, revelando um lado mais humano e multifacetado desses povos.    Os sepultamentos de Lisbjerg e Senja, por sua vez, demonstram a complexa estrutura social viking, com sepulturas que variam em riqueza, indicando desde líderes de alto escalão, talvez conectados ao Rei Harald Bluetooth, até possíveis servos ou indivíduos escravizados.     A presença de ferramentas agrícolas e têxteis em túmulos de mulheres, como o da dama do barco em Senja, ressalta a importância de suas responsabilidades na administração doméstica e na produção, que se estendiam a funções de autoridade dentro de poderosos clãs vikings.     Esses achados desafiam a visão simplista de uma sociedade exclusivamente masculina e guerreira, revelando a considerável agência e poder das mulheres vikings em diversos âmbitos sociais.    O tesouro incluía peças de hacksilver  e moedas árabes conhecidas como dirhams . — Crédito da Imagem: ALSH 6. Desafios e avanços na Arqueologia Viking  O progresso na arqueologia viking é contínuo, impulsionado tanto por descobertas fortuitas, como a de Lisbjerg, quanto por investigações sistemáticas.     A utilização de novas tecnologias, como o radar de penetração no solo (GPR), promete revelar ainda mais segredos enterrados, como potencialmente outro túmulo na ilha de Senja.     Neste sentido, as análises de DNA em restos humanos e os objetos estão fornecendo informações inéditas sobre a diversidade genética dos vikings, suas rotas de comércio e até mesmo a saúde e a nutrição.    A colaboração entre arqueólogos, detectoristas de metais voluntários e museus é crucial para o avanço do conhecimento. As exposições, como a "Viking North", são fundamentais para compartilhar essas descobertas com o público, garantindo que a rica história da Era Viking continue a ser explorada, interpretada e celebrada.     Cada novo artefato e cada nova interpretação aprofundam nossa compreensão sobre a complexidade social, as crenças e as interações globais que definiram esse período marcante da história.    Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!     Referências  ALTUNTAS, Leman. Viking Tomb Discovery in Denmark May Reveal Elite Family Linked to King Harald Bluetooth . Arkeonews . Ancara, 20 de jun. de 2025. Disponível em:  < https://arkeonews.net/viking-tomb-discovery-in-denmark-may-reveal-elite-family-linked-to-king-harald-bluetooth/ >. Acesso em: 11 de jul. de 2025.    ANDREI, Mihai. This Rare Viking Burial of a Woman and Her Dog Shows That Grief and Love Haven’t Changed in a Thousand Years . ZME Science . Birmingham, 17 de jul. de 2025. Disponível em:  < https://www.zmescience.com/science/news-science/viking-woman-boat-burial-dog/ >. Acesso em: 11 de jul. de 2025.    CARTER, Emily. Viking Treasure Hoard Unearthed in Germany Reveals 1,000-Year-Old Mystery . Indian Defence Review . Nova Delhi, 14 de jun. de 2025. Disponível em:  < https://indiandefencereview.com/viking-treasure-hoard-unearthed-in-germany/ > . Acesso em: 11 de jul de 2025.    GEGGEL, Laura. 1,000-year-old Viking Age hoard has a pendant that may be a cross or Thor's hammer . Live Science . Nova Iorque, 14 de jun. de 2025. Disponível em:  < https://www.livescience.com/archaeology/vikings/1-000-year-old-viking-age-hoard-has-a-pendant-that-may-be-a-cross-or-thors-hammer > . Acesso em: 11 de jul. de 2025.    JOHNSSON, Emily. Exhibition tells story of Viking Age in the North . BBC . Londres, 11 de jul de 2025. Disponível em:  < https://www.bbc.com/news/articles/clyl9lrxeqno > . Acesso em: 11 de jul. de 2025.    VEREYNIKA, Elizaveta. Viking Age boat grave discovered on island in northern Norway . The Barents Observer . Kirkenes, 04 de jul. de 2025. Disponível em:  < https://www.thebarentsobserver.com/news/viking-age-boat-grave-discovered-on-island-in-northern-norway/432719 > . Acesso em: 11 de jul de 2025.    VINER, Katharine. Viking age burial site full of ancient objects found in Denmark, say experts . The Guardian . Londres, 17 de jun. de 2025. Disponível em:  < https://www.theguardian.com/world/2025/jun/17/viking-age-burial-site-full-of-ancient-objects-found-in-denmark-say-experts > . Acesso em: 11 de jul. de 2025.  Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu   WhatsApp … #Viking  #EraViking  #IdadeMédia   #Arqueologia  #LivrosVikings

  • 'Heroicos Guerreiros': o novo livro que desvenda a história e os mitos da Era Viking

    Mergulhe no fascinante universo nórdico com Johnni Langer e descubra como o imaginário viking foi construído, desafiando estereótipos e revelando suas complexas realidades Uma representação moderna da ilustração da Batalha de Bråvalla de Lorenz Frølich, 1852. — Crédito da Imagem: ChatGpt índice A construção do imaginário viking: desafios aos estereótipos ; Desmascarando narrativas: a arqueologia no centro da reinterpretação ; Arte e Poder: A Influência das Representações na História ; A nomenclatura e a complexidade do termo "viking" ; O legado de uma era: novas perspectivas e o convite à leitura ; Referência . A Livros Vikings tem o prazer de apresentar ' Heroicos Guerreiros: a história da era Viking ', uma obra inédita de Johnni Langer que promete revolucionar a compreensão sobre um dos períodos mais fascinantes da história nórdica.  Com lançamento previsto para 8 de agosto de 2025, este livro convida os leitores a uma jornada crítica pelas origens e construções do imaginário viking, desconstruindo mitos e reavaliando o conhecimento consolidado.  Como destacado no prefácio da obra pelo Prof. Dr. Hélio Pires: É por isso que livros como este de Johnni Langer são tão importantes: não só fazem a necessária reanálise crítica, que é um trabalho sem fim de qualquer ciência moderna, onde o conhecimento está sempre sob constante reavaliação, como também identificam os ombros de gigantes em que estamos. Os bons e os maus, em especial os maus, pela maior necessidade de desconstrução do que teima em persistir nas nossas mentes.  1. A construção do imaginário viking: desafios aos estereótipos O professor Johnni Langer mergulha na complexa formação das representações modernas dos vikings, com foco particular nas idealizações e invenções históricas perpetuadas por acadêmicos dinamarqueses — desde antiquários a arqueólogos, literatos e historiadores.  A obra destaca como o patriotismo, o nacionalismo e até mesmo a pesquisa amadora (antiquariato) contribuíram para a criação de preconceitos e ideias equivocadas sobre esses povos. O livro emprega a teoria da recepção, conforme aplicada pela escandinavista Margaret Clunies Ross, para analisar como os temas nórdicos foram assimilados e renovados ao longo do tempo.  A perspectiva dos usos da História Nórdica, proposta por Niels Kayser Nielsen, também ajuda a entender como essa história foi empregada para promover ideologias políticas, interesses de entretenimento e a construção de identidades.  Langer utiliza o conceito de "invenção" para mostrar como a História é construída por meio de códigos ligados a atos criativos de indivíduos em circunstâncias históricas específicas, distanciando-se da ideia de "tradições forjadas". O mito do elmo com chifres: uma invenção visual Um dos pontos cruciais do livro é a discussão sobre a natureza dos estereótipos, compreendidos como representações simplificadas e muitas vezes distorcidas da realidade, que são aceitas como verdade por um grupo social em determinado contexto.  A obra explora como estereótipos visuais foram propagados na mídia e na arte, moldando as expectativas populares sobre o passado histórico. Um dos mais persistentes é o do viking com elmo de chifres. Frithiof ao Mar. Ilustração de Lorenz Frølich, 1842. — Crédito da Imagem: SMK, Museu Nacional de Arte da Dinamarca (KKSgb8130), Domínio público. Representações antigas: a imagem do Guerreiro Nórdico Cena de Oferta Nórdica do Período Odínico. Pintura de Johan Lund, 1831. — Crédito da Imagem: SMK, Museu Nacional de Arte da Dinamarca (KMS827), Domínio público. A pintura de Johan Lund é um exemplo de como os artistas do século XIX já representavam líderes vikings com elementos fantásticos, como elmos alados, contribuindo para a construção de uma imagem heroica e, por vezes, exagerada desses guerreiros. 2. Desmascarando narrativas: a arqueologia no centro da reinterpretação ' Heroicos Guerreiros ' questiona a historiografia existente, refutando a ideia de que as concepções modernas dos vikings foram primariamente "inventadas" pelos britânicos do período vitoriano.  Langer argumenta que o estudo da cultura material, impulsionado por arqueólogos dinamarqueses no século XIX, foi fundamental para o desenvolvimento do conceito contemporâneo dos povos nórdicos. O caso de runamo: da lenda à ciência Desenho da Rocha de Runamo. Ilustração de Jens Worsaae, 1844. — Crédito da Imagem: Jens Worsaae. O caso da Rocha de Runamo, uma inscrição enigmática que por muito tempo foi associada a runas vikings, é um exemplo perfeito da transição de interpretações românticas para a aplicação de métodos científicos na arqueologia.  O trabalho de Jens Worsaae, detalhado no livro, mostra como a análise rigorosa de evidências materiais substituiu fantasias e especulações. A polêmica da presença viking no Brasil O livro também aborda temas que tocam mais de perto o público brasileiro, como as alegações de presença viking em terras sul-americanas. Interpretação da inscrição feníncia da pedra da Gávea. A primeira linha é a inscrição in situ, a segunda linha é apenas os caracteres, a terceira é uma tradução para o hebraico, a quarta é uma representação das letras no alfabeto latino e a última linha é a suposta mensagem em português. — Crédito da Imagem: Bernardo de Azevedo da Silva Ramos (1858-1931) Inscrições da Ilha do Arvoredo, Santa Catarina. Litogravura de Thierry Frères, 1834-1839. — Crédito da Imagem: Debret. Essas imagens de supostas inscrições vikings na Pedra da Gávea (RJ) e na Ilha do Arvoredo (SC) são analisadas sob uma perspectiva crítica, revelando como a interpretação equivocada de artefatos e inscrições locais contribuiu para a disseminação de mitos, mesmo em um contexto tão distante da Escandinávia. 3. Arte e poder: a influência das representações na história A arte desempenhou um papel fundamental na formação da imagem dos vikings, criando figuras heroicas e cenas épicas que se tornaram parte do imaginário coletivo. Batalhas míticas e heróis ícones Cena da Batalha de Bråvalla. Ilustração de Lorenz Frølich, 1852. — Crédito da Imagem: SMK Open, Domínio público. A ilustração da mítica Batalha de Bråvalla por Lorenz Frølich, com a presença de Odin, é um exemplo vívido de como as lendas e a mitologia nórdica foram retratadas artisticamente, contribuindo para a construção de uma narrativa de guerreiros heroicos. O Líder Viking: de Conquistador a Unificador Cena de embarcação viking, castelo de Frederiksborg, afresco, 90 x 292 cm, Lorenz Frølich, 1883-1886, Museu Histórico Nacional da Dinamarca, Inv. nr. A 5057. Hillerød, Dinamarca. Domínio público Esta ilustração — que serviu de base para a capa do livro, por escolha do autor — de uma embarcação viking por Lorenz Frølich, parte de um afresco, destaca a importância central dos navios para a expansão e o poder dos nórdicos de outrora. Ela reflete o avanço do conhecimento arqueológico sobre as construções navais da Era Viking e como isso influenciou as representações artísticas da época, contribuindo para a idealização da figura do líder viking e sua capacidade de conquista e unificação. 4. A nomenclatura e a complexidade do termo "viking" Para evitar um sentido étnico, a obra adota o termo "viking" com inicial minúscula. O livro explora as múltiplas facetas do termo "viking": inicialmente, uma atividade ocupacional em fontes medievais, que evoluiu para um complexo conceito histórico, agregando significados por vezes contraditórios, como o de herói nacionalista, bárbaro, agente civilizador, e, por fim, um conceito étnico através da arqueologia dinamarquesa.  O autor também refuta a crença comum de que o elmo com chifres, associado aos vikings, foi uma criação da ópera wagneriana a partir de 1870. Um dos pontos cruciais do livro é a discussão sobre a periodização da Era Viking. O autor salienta que, para os escandinavos, a Era Viking é concebida como parte da História Antiga, e não da Idade Média, uma distinção importante em relação a outras historiografias. Adquira o seu exemplar de Heroicos Guerreiros, uma exclusividade LIVROS VIKINGS : 5. O legado de uma era: novas perspectivas e o convite à leitura ' Heroicos Guerreiros: a história da Era Viking ' é uma leitura essencial para todos os entusiastas da história nórdica, oferecendo uma análise aprofundada e provocadora sobre como o passado é construído e percebido.  Ao desafiar mitos e mergulhar nas complexas origens da imagem viking, Johnni Langer convida os leitores a uma compreensão mais rica e matizada de uma das eras mais cativantes da história. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! por   LIVROS  VIKINGS Referência LANGER, Johnni. Heroicos Guerreiros: a história da Era Viking . São Paulo: Livros Vikings Editora, 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu   WhatsApp … #Viking  #EraViking  #IdadeMédia  #Arqueologia  #LivrosVikings

  • A política do ventre na Era Viking: gravidez, poder e destino

    Uma nova pesquisa interdisciplinar revela as complexas dimensões da gravidez na Era Viking, desde mulheres grávidas empunhando espadas até fetos destinados à vingança Uma representação de uma mulher grávida durante a Era Viking. — Crédito da Imagem: ChatGPT Mulheres grávidas brandindo espadas e vestindo elmos de combate, fetos destinados a vingar seus pais — e um mundo severo onde nem todos os recém-nascidos eram livres ou recebiam sepulturas. Essas são algumas das realidades surpreendentes reveladas pela primeira pesquisa interdisciplinar focada na gravidez durante a Era Viking. Faça como os professores do NEVE e publique seu livro pela Livros Vikings Editora . Apesar de seu papel central na história humana, a gravidez tem sido frequentemente negligenciada na arqueologia, principalmente por deixar poucos vestígios materiais.  A Era Viking — um período frequentemente associado aos guerreiros, reis e às batalhas — é  muitas vezes idealizada, sendo talvez um dos períodos onde a gravidez recebeu menos atenção. Índice Bellyful, Unlight e Not Whole : a linguagem da “Gravidez Viking” O feto como pessoa e peça política: vingança no “Ventre Viking” Uma mãe grávida em combate: Freydís, a Guerreira Grávida Guerreiras grávidas na Arte Viking: um pingente surpreendente O silêncio dos túmulos: mortalidade materno-infantil e o “Luto Viking” Recém-nascidos invisíveis? O destino incerto dos bebês vikings Gravidez como defeito: o olhar cruel sobre a maternidade escrava na Era Viking A gravidez como poder: implicações sociais e políticas no “Mundo Viking” Referência 1. Bellyful , Unlight e Not Whole : a linguagem da “Gravidez Viking” Em um novo estudo, parte do projeto Body-Politics, foram reunidas diversas evidências para compreender como a gravidez e o corpo grávido eram conceituados naquela época.  Ao explorar essa "política do ventre", o conhecimento sobre gênero, corpos e política sexual da Era Viking foi enriquecido significativamente.  Inicialmente, foram examinadas em fontes nórdicas antigas palavras e histórias que descreviam a gravidez. Embora datem de séculos posteriores à Era Viking, sagas e textos legais fornecem termos e narrativas sobre a gestação que os descendentes imediatos dos vikings utilizavam e difundiam.  Neste sentido, foi possível descobrir que a gravidez poderia ser descrita como "barriga cheia" ( bellyful ), "não leve" ( unlight ) e "não inteira" ( not whole) e, assim, vislumbrar uma possível crença na individualidade do feto: "Uma mulher não caminha sozinha." 2. O feto como pessoa e peça política: vingança no “Ventre Viking” Em uma das sagas que foram analisadas, um episódio apoia a ideia de que crianças não nascidas (pelo menos aquelas de alto status) poderiam ser inscritas em complexos sistemas de parentesco, alianças, rivalidades e obrigações vikings.  A Saga do Povo de Laxardal narra um confronto tenso entre a grávida Guðrún Ósvífrsdóttir e o assassino de seu marido, Helgi Harðbeinsson. Como provocação, Helgi limpa sua lança ensanguentada nas roupas de Guðrún e, sobre sua barriga, declarou:  Sob a ponta desta lança reside a minha própria morte.  A previsão de Helgi se concretiza, e o feto cresce para vingar seu pai, ilustrando como a vida intrauterina possuía implicações políticas e sociais no contexto viking. 3. Uma mãe grávida em combate: Freydís, a Guerreira Grávida Outro episódio, este já na Saga de Erik, o Vermelho, foca mais na vivência de uma mãe. A muito grávida Freydís Eiríksdóttir é apanhada em um ataque pelos skrælings  — o nome nórdico para as populações originárias da Groenlândia e do Canadá.  Incapaz de escapar devido à sua gravidez, Freydís pega uma espada, expõe o seio e bate a lâmina contra ele, afugentando os atacantes.  Embora às vezes considerado um episódio literário obscuro na historiografia viking, essa história pode encontrar um paralelo em outro conjunto de evidências que foi examinado no estudo: uma pequena estatueta de uma mulher grávida. A estatueta de uma mulher grávida que foi analisada no estudo. — Crédito da Imagem: Historiska Museet, CC BY-ND 4. Guerreiras grávidas na Arte Viking: um pingente surpreendente Este pingente, encontrado no túmulo de uma mulher do Século X em Aska, Suécia, é a única representação conhecida e convincente de gravidez na Era Viking.  Ele retrata uma figura vestida com roupas femininas, com os braços abraçando uma barriga acentuada — talvez sinalizando uma conexão com a criança que viria. O que torna essa estatueta especialmente interessante é que a mulher grávida está vestindo um elmo de combate, sugerindo que, pelo menos na arte e nas narrativas vikings, mulheres grávidas podiam ser associadas à violência e às armas, desafiando a visão de corpos passivos em sociedades frequentemente percebidas como hipermasculinas.  Essa descoberta, juntamente com estudos recentes de mulheres vikings enterradas como guerreiras, provoca uma reflexão mais aprofundada sobre como imaginamos os papéis de gênero nas sociedades vikings. Desenho interpretativo de um túmulo de Fjälkinge, na Suécia, de uma mulher adulta enterrada junto com um recém-nascido colocado entre suas coxas. Observe que as pernas do corpo da mulher foram prensadas por uma pedra. — Crédito da Imagem: Matt Hitchcock / Body-Politics, CC BY-SA 5. O silêncio dos túmulos: mortalidade materno-infantil e o “Luto Viking” Uma linha final de investigação buscou evidências de mortes obstétricas no registro funerário viking.  Estima-se que as taxas de mortalidade materno-infantil eram muito altas na maioria das sociedades pré-industriais.  No entanto, entre milhares de túmulos vikings, apenas 14 possíveis sepultamentos de mãe-bebê são relatados.  Consequentemente, pode-se sugerir que as mulheres grávidas que morriam não eram rotineiramente enterradas com seus filhos não nascidos e não teriam sido celebradas como uma unidade simbiótica pelas sociedades vikings. 6. Recém-nascidos invisíveis? O destino incerto dos bebês vikings De fato, também foram encontrados recém-nascidos enterrados com homens adultos e mulheres pós-menopáusicas, conjuntos que seriam túmulos familiares ou algo completamente diferente.  A hipótese de que bebês — sub-representados no registro funerário de forma mais geral — fossem descartados após a morte em outros locais não pode ser descartada.  Quando encontrados em túmulos com outros corpos, é possível que tenham sido incluídos como "bens funerários" para outras pessoas na sepultura. Isso nos lembra fortemente que a gravidez e a infância eram estados de transição vulneráveis nas sociedades vikings. 7. Gravidez como defeito: o olhar cruel sobre a maternidade escrava na Era Viking Uma evidência final ilustra esse ponto de forma contundente. Para alguns, como o pequeno filho de Guðrún, a gestação e o nascimento representavam um processo multifásico para se tornar uma pessoa social livre na sociedade viking.  Para pessoas em posições sociais inferiores, no entanto, a realidade podia ser muito diferente.  Um dos textos legais examinados informa secamente que, quando mulheres escravizadas eram colocadas à venda, a gravidez era considerada um defeito de seus corpos, revelando a profunda desigualdade e a desvalorização da maternidade em certos contextos sociais vikings. 8. A gravidez como poder: implicações sociais e políticas no “Mundo Viking” A gravidez era profundamente política e longe de ter um significado uniforme para as comunidades da Era Viking.  Ela moldava — e era moldada por — ideias de status social, parentesco e individualidade.  O estudo demonstra que a gravidez não era invisível ou privada, mas crucial para a forma como as sociedades vikings entendiam a vida, as identidades sociais e o poder, desafiando as noções simplistas sobre os papéis de gênero e a estrutura social daquele período fascinante. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referência ERIKSEN, Marianne.  Viking pregnancy was deeply political, new study indicates . Phys. Douglas, 13 de mai. de 2025. Disponível em:  < https://phys.org/news/2025-05-viking-pregnancy-deeply-political.html >. Acesso em: 13 de mai. de 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu   WhatsApp … #Viking  #EraViking  #IdadeMédia   #Arqueologia  #LivrosVikings

  • Encontrado na Inglaterra, um broche viking incomum revela ligação com tesouro descoberto longe da Rússia

    Um broche de prata viking descoberto no sudeste da Inglaterra oferece evidências inéditas da atividade nórdica na região, ligando-o ao famoso Tesouro de Cuerdale O broche decorativo de 25mm por 20mm (0,9 por 0,7 polegadas) foi dobrado ao meio em algum momento nos últimos 1.000 anos. — Crédito da Imagem: Colchester and Ipswich Museum Service Índice Descoberta Inesperada: um raro broche viking desenterrado em Essex ; De achado pós-medieval a tesouro viking: a jornada da identificação ; O Tesouro de Cuerdale: uma riqueza viking sem precedentes ; Raridade na Inglaterra: uma excepcional peça de prata viking ; Desvendando os movimentos vikings em Essex ; A importância estratégica da região para os vikings ; Referência . 1. Descoberta Inesperada: um raro broche viking desenterrado em Essex Uma descoberta surpreendente feita por um detector de metais perto de Kelvedon, ao sul de Braintree, em outubro de 2023, lançou uma nova luz sobre a presença viking no sudeste da Inglaterra.  Publique seu livro pela Livros Vikings Editora . Um raro broche de prata do Século IX foi declarado tesouro por um legista e, segundo Lori Richardson, oficial de ligação de achados de Essex, fornece a primeira evidência sólida da atividade viking nesta parte do condado, acrescentando: Esta é a única amostra de prata substancial deste tipo de broche conhecida na Inglaterra. 2. De achado pós-medieval a tesouro viking: a jornada da identificação Quando um legista determina que um achado é um tesouro, um museu geralmente tem o direito de decidir se deseja adquiri-lo.  Inicialmente, a descobridora do broche incompleto, dobrado ao meio ao longo dos séculos, acreditava que a peça fosse pós-medieval, relatando: Procurei em todos os meus recursos, compartilhei com todos os curadores — mas nenhum conseguiu identificá-lo para seu período histórico. A reviravolta ocorreu quando ela examinou o Tesouro de Cuerdale e notou fragmentos que lhe recordaram o broche, levando à excitante conclusão de que se tratava de uma peça viking. 3. O Tesouro de Cuerdale: uma riqueza viking sem precedentes O Tesouro de Cuerdale, composto por impressionantes 8.600 itens de moedas de prata e barras de metal, foi desenterrado perto de Preston, Lancashire, em 1840.  É considerado o maior tesouro de prata viking já encontrado fora da Rússia, um testemunho da significativa presença e influência viking nas Ilhas Britânicas.  A conexão do broche de Kelvedon com esse tesouro ressalta a extensão das redes e da cultura material viking na região. Provavelmente foi produzido na França, durante os reinados dos monarcas Carolíngios e Merovíngios. — Crédito da Imagem: Colchester and Ipswich Museum Service 4. Raridade na Inglaterra: uma excepcional peça de prata viking A pesquisa subsequente revelou que existem apenas dois outros exemplos completos de prata desse tipo de broche: um encontrado na Dinamarca e outro nos Países Baixos.  Uma versão em chumbo foi descoberta no famoso assentamento viking de Coppergate, em York, tal como enfatizou Rogerson, sublinhando a singularidade da descoberta de Essex no contexto da arqueologia viking na Inglaterra: É tão raro que não temos nada parecido no banco de dados de Antiguidades Portáteis do Museu Britânico. 5. Desvendando os movimentos vikings em Essex A descoberta do broche também lança luz sobre os movimentos vikings nessa parte de Essex, assim como explicou Lori Richardson: Anteriormente, tínhamos apenas leves sugestões de atividade viking aqui, a partir de um possível hackgold (prata fragmentada), feito de um objeto com runas anglo-saxônicas, e algumas moedas dinamarquesas encontradas no final do século XIX. O broche de prata fornece agora uma evidência mais robusta e inequívoca da presença viking na área. 6. A Importância Estratégica da Região para os Vikings Os exércitos vikings eram conhecidos por acamparem perto de assentamentos anglo-saxões, e o rio Blackwater teria sido "facilmente navegável" para suas embarcações. Neste sentido, Richardson acrescentou ao destacar a relevância geográfica da região para as incursões e movimentos viking: Sabemos que eles navegaram pelo rio Blackwater durante a Batalha de Maldon em 991 d.C., então o local da descoberta teria sido estratégico. O Museu de Braintree agora espera adquirir este valioso artefato viking para sua coleção. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referência PRICKETT, Katy. Viking brooch 'only silver one found in England' . BBC. Londres, 04 de mai. de 2025. Disponível em: < https://www.bbc.com/news/articles/cn9142070jyo >. Acesso em: 04 de mai. de 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu   WhatsApp … #Viking  #EraViking  #IdadeMédia #Arqueologia  #LivrosVikings

  • A sustentável arquitetura viking: como a antiga sabedoria nórdica inspira o futuro da construção

    Um ex-aluno da Willamette University explora as construções de turfa medievais islandesas, uma tecnologia viking com potencial para revolucionar a arquitetura sustentável moderna Uma renderização 3D de turfa produzida por Casteel e Doug Daniels. — Crédito da Imagem: Alex Casteel Índice Ness of Brodgar e o despertar para o MundoViking ; A arquitetura de turfa medieval islandesa: uma herança viking ignorada ? Turfa: um recurso regenerativo da construção viking ; O Projeto Turfa Digital: desvendando segredos vikings com tecnologia 3D ; Lições vikings para o presente: a turfa na arquitetura moderna ; A influência da Willamette na trajetória do Pesquisador Viking ; Referência . A paixão pela arqueologia pode levar a caminhos inesperados. Para Alex Casteel, sua participação no departamento de arqueologia da Willamette University em 2015 o transportou de explorações em ruínas antigas ao redor do mundo para um foco no extremo norte, especialmente no fascinante universo da Era Viking. Publique seu livro pela Livros Vikings Editora . Uma experiência marcante em um sítio arqueológico da Escócia se tornou o catalisador de uma pesquisa inovadora que agora busca paralelos entre a sabedoria construtiva dos vikings e o futuro da arquitetura sustentável. 1. Ness of Brodgar e o despertar para o Mundo Viking O sítio arqueológico de Ness of Brodgar, nas Ilhas Orkney, na Escócia, onde Casteel trabalhou com o Professor de Ciências Ambientais e Arqueologia, Scott Pike, foi fundamental para moldar sua trajetória acadêmica, tal qual compartilhou Casteel: A escavação em Ness of Brodgar... sem dúvida moldou a direção da minha pesquisa [...] Trabalhar no Atlântico Norte lançou absolutamente as bases para a pesquisa de doutorado que agora realizo. Sem essa introdução àquela região, é difícil imaginar que minha trajetória seria a mesma. Após se graduar na Willamette em 2017, Casteel aprofundou seus estudos no mundo viking e medieval, obtendo um Mestrado em Filosofia em um programa conjunto da Universidade da Islândia e da Universidade de Oslo.  Atualmente, ele é candidato a doutorado em arqueologia nórdica no prestigioso Cotsen Institute of Archaeology da UCLA, onde sua pesquisa se concentra na arquitetura de turfa medieval islandesa. 2. A arquitetura de turfa medieval islandesa: uma herança viking ignorada? A arquitetura de turfa, uma tecnologia construtiva utilizada em toda a região do Atlântico Norte medieval é o foco da pesquisa de Casteel.  Essas estruturas eram construídas com fundações de madeira e pedra, preenchidas com blocos cortados de turfa — uma mistura de barro e solo com gramíneas e raízes secas.  As casas de turfa eram valorizadas por suas excelentes propriedades de isolamento térmico e podem oferecer valiosas lições para a criação de construções contemporâneas mais eficientes e sustentáveis. Casteel colhendo blocos de turfa com o restaurador especialista Helgi Sigurðsson. — Crédito da Imagem: Doug Daniels 3. Turfa: um recurso regenerativo da construção viking Uma das principais vantagens da turfa é sua sustentabilidade, pois é um recurso regenerativo, tal como explicou Casteel: A turfa é uma tradição arquitetônica vernácula que ainda sobrevive na Islândia, com a maioria dos islandeses vivendo em edifícios de turfa até as décadas por volta de 1900. Parte da pesquisa de Casteel envolve investigar a facilidade de acesso à turfa de melhor qualidade e como esse recurso era manejado pelas comunidades viking e medievais. 4. O Projeto Turfa Digital: desvendando segredos vikings com tecnologia 3D Durante o verão, Casteel concluiu seu extenso trabalho de campo no nordeste da Islândia, financiado pela Leifur Eiríksson Foundation .  De volta aos Estados Unidos, ele está integrando tecnologia 3D à sua pesquisa, no que ele chamou de "Projeto Turfa Digital".  Essa abordagem inovadora permite uma análise mais detalhada e a visualização das estruturas de turfa, revelando nuances da engenhosidade construtiva viking e medieval. 5. Lições vikings para o presente: a turfa na arquitetura moderna Apesar de sua pesquisa, Casteel não acredita que as pessoas deveriam retornar aos Grandes Salões Vikings e construir estruturas inteiramente de turfa em nome da sustentabilidade.  No entanto, ele aponta para exemplos contemporâneos em Reykjavík, onde arquitetos modernos integraram as eficazes propriedades de isolamento da turfa em seus projetos: Poderíamos usá-la fora da arquitetura de concreto e aço. É perfeita para o clima da Islândia e tem vantagens sobre o isolamento moderno. 6. A influência da Willamette na trajetória do Pesquisador Viking Casteel credita a abordagem interdisciplinar e as oportunidades de pesquisa prática da Willamette University por seu sucesso.  Sua experiência trabalhando com professores engajados, como Wendy Petersen-Boring (História) e Mary Bachvarova (Estudos Clássicos), e sua participação no Archaeology Club e no Center for Ancient Studies and Archaeology, o prepararam para a escrita rigorosa exigida por seu projeto atual, além disso lançaram as bases para suas conquistas. À medida que as preocupações climáticas impulsionam a busca por práticas de negócios sustentáveis, a pesquisa de Casteel estabelece uma ponte entre a sabedoria ancestral da Era Viking e a inovação moderna, oferecendo um olhar promissor para o futuro da construção. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referência MOYER, Melanie. From Viking ruins to sustainable building solutions . Willamette University. Salem, 17 de abr. de 2025. Disponível em:   < https://news.willamette.edu/library/2025/04/alex-casteel.html >. Acesso em: 23 de abr. de 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu   WhatsApp ... #Viking  #EraViking  #IdadeMédia #Curiosidades  #LivrosVikings

  • Um tesouro de ouro da Era Viking é descoberto em uma plantação de couve-flor na Cornualha

    Um tesouro viking com objetos de ouro foi descoberto em um campo agrícola na Cornualha, reforçando a presença nórdica na região durante a Idade Média Algumas das peças de ouro vikings encontradas em Penwith. — Crédito da imagem: Cornwall Coroner's Office Índice A conexão viking com a Cornualha e suas redes comerciais ; O mistério das joias vikings enterradas ; Outros achados arqueológicos da região . Como essa descoberta amplia o conhecimento sobre os vikings na Grã-Bretanha ; Referência . Na Cornualha, Inglaterra, um caçador de tesouros usando um detector de metais fez uma descoberta impressionante: um tesouro viking enterrado em um campo de cultivo de couve-flor. Os objetos estavam a apenas 7 centímetros da superfície e incluíam fragmentos de pulseiras, anéis e outras joias de ouro.  Publique seu livro pela Livros Vikings Editora . A descoberta foi analisada em um inquérito de tesouro, onde especialistas confirmaram sua origem viking e sua provável conexão com outras peças encontradas na Irlanda, Escócia e na França. A conexão viking com a Cornualha e suas redes comerciais Embora seja mais comum associarmos a presença viking à Noruega, Dinamarca ou até mesmo à Escócia e Irlanda, a descoberta deste tesouro reforça que a Cornualha também fazia parte das rotas comerciais escandinavas. Registros históricos indicam que os vikings navegavam até o sul da Inglaterra em busca de riquezas e oportunidades comerciais.  A descoberta desses 14 objetos sugere que a Cornualha poderia ter sido um ponto estratégico para trocas comerciais vikings ou até mesmo para depósitos de tesouros escondidos. Além disso, análises comparativas indicam que itens semelhantes foram encontrados em locais como a Irlanda, Escócia e a França, reforçando a ideia de uma rede comercial ampla. Anel penannular de ouro da Idade do Bronze encontrado em Restormel. — Crédito da imagem: Cornwall Coroner's Office O mistério das joias vikings enterradas Ainda não se sabe ao certo por que esses objetos foram enterrados, mas arqueólogos têm algumas teorias: Tesouro escondido:  em tempos de conflito ou invasão, era comum que riquezas fossem enterradas para serem recuperadas posteriormente. Oferta ritual:  alguns tesouros vikings eram enterrados como parte de cerimônias religiosas ou em homenagem aos deuses. Perda acidental:  em meio às atividades comerciais, objetos valiosos poderiam ter sido perdidos e nunca recuperados. O fato de que alguns dos itens não puderam ser datados com precisão sugere que podem haver elementos de períodos diferentes misturados, indicando um possível intercâmbio comercial ou depósitos acumulados ao longo do tempo. Anel penannular de ouro da Idade do Bronze encontrado em Restormel. — Crédito da imagem: Cornwall Coroner's Office Outros achados arqueológicos na região O mesmo inquérito que analisou o tesouro viking também verificou outra descoberta impressionante: Um anel da Idade do Bronze — datado entre 1000 e 800 a.C — encontrado na Cornualha em fevereiro de 2024. Este anel foi o primeiro de seu tipo descoberto na região, embora objetos semelhantes já tenham sido encontrados em Devon, Dorset e Somerset.  Isso reforça que a Cornualha tem um passado arqueológico ainda pouco explorado, com potencial para revelar ainda mais achados históricos. Como essa descoberta amplia o conhecimento sobre os vikings na Grã-Bretanha O achado da Cornualha oferece mais uma peça fundamental para entendermos as relações comerciais e a presença escandinava na Grã-Bretanha medieval. Agora, pesquisadores poderão analisar melhor como os vikings interagiam com o sul da Inglaterra, quais eram suas estratégias comerciais e o papel da região dentro das grandes redes de troca da Idade Média. O fato de essa descoberta ter sido feita por um detectorista também ressalta a importância das investigações arqueológicas em áreas comuns, revelando que a história pode estar escondida sob nossos pés e em qualquer lugar. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referência IRVING, Nick. Viking gold jewellery found in a cauliflower field in Cornwall . Falmouth Packet. Newport, 17 de abr. de 2025. Disponível em: < https://www.falmouthpacket.co.uk/news/25096125.viking-gold-jewellery-found-cauliflower-field-cornwall/ >. Acesso em: 17 de abr. de 2025. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu   WhatsApp ... #Viking  #EraViking  #IdadeMédia  #Arqueologia  #LivrosVikings

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