Modelo Design - Escola de Arte
Modelo Design - Escola de Arte

VEJA QUEM FOI IVAR, O SEM OSSOS (OU IVAR, O DESOSSADO) E MAIS 5 CURIOSIDADES SOBRE OS VIKINGS

Em quais deuses os vikings acreditavam? Como chegavam ao Valhalla? E as escoteiras (shield maidens – donzelas de escudo) vikings realmente existiam? Aqui estão seis coisas que você (provavelmente) não sabia sobre os vikings ...


Na imagem Alex Høgh Andersen, como Ivar o Sem-Ossos na série 'Vikings'.
Apoie a Livros Vikings...

Eles vinham, invadiam e saqueavam e depois saíam — apenas para voltar na maré seguinte e fazer tudo de novo. Os vikings da Escandinávia que assolaram a Inglaterra (e depois a governaram) entre o final do século VIII e o século XI foram famosos como guerreiros brutais e barbudos, mas eles viviam como um povo? Aqui estão seis coisas que você talvez não saiba sobre os nórdicos…


1) Quem eram os vikings?

Quando os estudiosos escrevem sobre os vikings, eles geralmente se referem aos grupos de pessoas das terras escandinavas, ou seja, da Noruega, Suécia e Dinamarca.


Enquanto grande parte da Europa era cristã no século VIII, essas áreas não eram. No entanto, nem todos foram 'viking', muitos continuaram a cultivar a terra ou podiam retornar à agricultura após alguns anos de invasão, enquanto outros, como anglo-saxões e francos, podiam ser 'viking'. Não se tratava de pertencer a uma "raça" ou mesmo a uma religião. Ser um viking era seguir uma atividade.


Isso se tornou possível por causa do desenvolvimento da tecnologia de navios e foi incentivada pela crescente força dos chefes escandinavos. Qual a melhor maneira de melhorar uma reputação do que levar seguidores em incursões para adquirir mais riquezas? Essa redistribuição bastante desonesta da riqueza estimulou uma rede de intercâmbio internacional, o que significava um meio de vida, o qual poderia ser ganho, misturando comércio e invasão. Os vikings podiam ser invasores um dia e no dia seguinte vendedores de seus ganhos ilícitos.


2) Em que religião os vikings acreditavam?

As crenças pagãs dos Vikings, cujas origens parecem estar em um período muito anterior à Era Viking, incluem um panteão de deuses, de Odin, o Pai de Todos, até o deus do trovão Thor, e Freyja, uma poderosa divindade feminina, cujo casaco de penas de falcão lhe dava a capacidade de voar.


Publique seu livro pela Livros Vikings Editora

Foram contadas histórias sobre os deuses que habitavam a fortaleza de Ásgard, cujo mundo estava ligado ao reino terrestre pela ponte do arco-íris (Bifröst). Os deuses lutavam contra os gigantes, enganavam e roubavam, apaixonavam-se e desapareciam. Na Mitologia Nórdica, o mundo terminaria em uma batalha final e pré-ordenada no 'Crepúsculo dos Deuses' — o Ragnarök.


Os vikings conseguiram adaptar alguns desses mitos às visões cristãs do Dia do Juízo Final, e a arte viking, particularmente no século X, refletia a mistura de cristianismo com crenças pagãs. No entanto, devemos ter em mente que muito do que está escrito sobre as crenças vikings pagãs vem no Século XIII, pela pena de Snorri Sturluson, um islandês cristão que estava interessado em entender as crenças de seus ancestrais pagãos, de uma maneira que minimizasse muitas variações locais das crenças e práticas religiosas.


Ele diz pouco sobre as influências do povo sami (escandinavos indígenas) e as práticas xamânicas, que os especialistas só começaram a apreciar nos últimos 30 anos, e as suas semelhanças com a cosmologia viking, as quais podem ser o resultado do contato com o cristianismo ou mesmo das adaptações das histórias do próprio Snorri.


3) O que era Valhalla e como os Vikings chegavam lá?

Para um viking, quais seriam as duas coisas mais desejadas na vida após a morte no Valhalla, o salão dos guerreiros mortos? Festa e luta, é claro.


Se escolhido pelas míticas Valquírias ao morrer, um guerreiro nórdico seria recebido pelo deus Odin em Valhalla, um salão magnífico com um telhado coberto de escudos de ouro, lanças para vigas e tão grandes que 540 portas cobriam suas paredes. Os mortos homenageados, conhecidos como os Einherjar, passavam o dia todo aprimorando suas habilidades de batalha, uns contra os outros, em preparação para Ragnarök — o fim do mundo —, e todas as noites suas feridas seriam curadas magicamente e festejariam como só os vikings poderiam.