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COMO REALMENTE ERAM OS CASAMENTOS VIKINGS

Os casamentos vikings eram muito diferentes das cerimônias de hoje. Tradições e rituais incomuns cercavam o kostr.


Como realmente eram os casamentos vikings

O casamento desempenhava um papel muito importante nas sociedades vikings, especialmente entre os Séculos VIII e XI, que forneceram a base para a estrutura social, além de serem grandes eventos. As cerimônias eram precedidas por longos preparativos e rodeados por uma série de rituais interessantes que são bastante estranhos aos olhos de hoje.


Longos preparativos precediam os casamentos vikings

As mulheres vikings costumavam se casar aos 12 anos, mas aos 20, a maioria dos jovens se casava. Os convênios geralmente não eram feitos por amor, mas por motivos financeiros, levando em consideração os interesses das famílias ao selecionarem os candidatos ideais. Em parte, por esse motivo, se demorava muito para planejar e organizar um casamento. Todo o processo começava com negociações: primeiro, a família do noivo e os delegados legais determinavam o dote da noiva, discutiam a situação financeira da jovem, o presente que seria dado aos pais, bem como a data da cerimônia. Depois que tudo isso fosse feito, eles fariam uma oferta à família da noiva, garantindo-lhes o seu apoio e concordando com os termos mutuamente benéficos.


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A determinação da data exata poderia ser adiada não só por causa das longas discussões, mas também porque havia regras rígidas sobre quando exatamente um casamento deveria ser realizado e por conta da grande preparação. Segundo a tradição, a cerimônia só poderia ser realizada às sextas-feiras, pois era o dia sagrado da Deusa do Casamento, Frigga. As cerimônias de inverno eram descartadas devido a neve e o frio, além disso, os parentes e amigos teriam que viajar à cerimônia, que geralmente durava uma semana: suas acomodações tinham que ser arranjadas e a quantidade certa de comida e bebida tinham que ser obtidas. Às vezes, demorava vários anos para os jovens dizerem sim uns aos outros.


Rituais pré-casamento

Antes do casamento, a noiva e o noivo eram separados para que pudessem “se despir” e encerrarem as suas vidas antes do casamento. Tiravam as roupas velhas das araras, assim como a bandana que simboliza a virgindade, que seria trocada por uma coroa de noiva durante a cerimônia. As mulheres que se casariam preparavam-se para o casamento na companhia da mãe, irmãs, parentes e amigas. Uma parte importante dos preparativos era o ritual de limpeza, durante o qual a moça se lavava em uma sala cheia de vapor e depois se sentava em uma banheira cheia de água, pedras quentes e galhos de bétula. O objetivo era que o suor eliminasse simbolicamente o status de solteira. Um mergulho em água fria encerrava o procedimento.


Os ritos também não podiam faltar aos rapazes, eles participavam pela primeira vez de uma cerimônia cardeal acompanhados por parentes e amigos do sexo masculino. Segundo fontes, o jovem tinha que arrombar uma sepultura para obter a espada da família ancestral, simbolicamente morrendo e renascendo. No entanto, o artefato muitas vezes não era obtido de um túmulo real, mas de um enterro feito pelos familiares para a pessoa pudesse se casar. Então, uma cerimônia de limpeza os esperava.


Tradições incomuns na cerimônia

Para as noivas, o foco estava no penteado e na coroa ao invés do vestido. Para as mulheres, o cabelo comprido era um símbolo de feminilidade, atração sexual, e seus cachos eram adornados com uma coroa de ouro no lugar da guirlanda cerimonial, que muitas vezes ficava mais bonita com flores. O noivo usava um vestido chique e a espada que havia adquirido na cerimônia de renascimento. Eles também tinham um martelo em homenagem a Thor, o Deus da Fertilidade e do Trovão. Além dos anéis, os casais também trocaram espadas: davam um ao outro as armas de seus ancestrais, simbolizando a unificação de suas famílias. Às vezes, sacrifícios de animais eram oferecidos aos deuses, geralmente o sangue de cabras, cavalos ou porcos era colocado no altar em uma tigela e espirrado no casal.


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Os convidados do noivo e da noiva iam para o local da cerimônia separadamente, gerando uma competição: quem chegasse primeiro venceria, e os últimos serviram cerveja aos vencedores a noite toda.


O lagin era um martelo usado pelo homem durante a cerimônia e era colocado no colo da mulher, de forma que o símbolo da masculinidade se aproximasse do útero e dos órgãos genitais, pedindo as bênçãos das divindades, bem como a fertilidade. Os noivos tinham que fazer juntos hidromel antes do casamento, e depois da festa era obrigatório bebê-lo. O casamento só era considerado bem-sucedido se tivesse acumulado um mês da bebida, que seria consumida durante uma lua.


Quando o novo marido chegasse à casa do casal, ele bloqueava a porta para que a sua esposa não entrasse sozinha e a ajudava a cruzar a soleira. Ele então cravava sua espada em um dos pilares centrais ou na parede da casa, e quanto mais fundo ele conseguisse, mais bem-sucedido e duradouro o casamento seria. Seis ou oito testemunhas acompanhavam os noivos ao leito matrimonial, até que eles consumassem o pacto.


FONTE: Femina

MELINDA, Váradi. Milyen volt valójában egy viking esküvő? Furcsa rituálék övezték a szertartást. Femina. Budapeste, 09 de fev. de 2021. Disponível em: <https://femina.hu/kapcsolat/viking-eskuvo/>. Acesso em: 10 de fev. de 2021. (Livremente traduzido pela Livros Vikings)


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