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Ivar, o Sem-Ossos e o Enigma das Runas: Novas Descobertas da Era Viking

Ivar, o líder viking, pode ter sido finalmente localizado em Cumbria, enquanto inscrições rúnicas milenares revelam segredos em solo sueco


Livros Vikings | Ivar, o Sem-Ossos e o Enigma das Runas: Novas Descobertas na Era Viking
Rebites metálicos de navios encontrados na área de Cumbria, reforçando a teoria de um sepultamento naval viking.  — Crédito da Imagem: Steve Dickinson

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Livros Vikings | Ivar e seu irmão Ubba durante as incursões que devastaram a Inglaterra no século IX, consolidando o poder viking na região.  — Crédito da Imagem: The British Library
Ivar e seu irmão Ubba durante as incursões que devastaram a Inglaterra no século IX, consolidando o poder viking na região.  — Crédito da Imagem: The British Library.

O Despertar de Ivar: A Possível Necrópole Viking em Cumbria

A arqueologia britânica está em polvorosa com a possibilidade de ter encontrado um dos maiores tesouros históricos da Era Viking: o túmulo de Ivar, o Sem-Ossos (também conhecido como Ivarr, o Dragão).


O arqueólogo Steve Dickinson identificou um monte de terra na costa de Cumbria, no noroeste da Inglaterra, que pode abrigar o lendário líder que comandou o Grande Exército Pagão em 865.


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Este local, referido em textos medievais como Coningeshou (O Monte do Rei), possui dimensões compatíveis com os sepultamentos de elite. Segundo Dickinson:


Esta é uma descoberta realmente emocionante. Esses tipos de sepultamentos estão no mesmo nível de encontrar qualquer tumba real em qualquer lugar.

Se confirmada a presença de um navio enterrado, este seria o primeiro exemplar monumental desse tipo no Reino Unido, unindo-se a apenas 16 outros conhecidos em toda a Europa setentrional.


Acredita-se que o local não seja apenas um túmulo isolado, mas uma verdadeira necrópole viking. Ao redor do monte principal, existem 39 montes menores que poderiam conter os restos mortais de familiares, guardas leais e guerreiros de Ivar.


O uso de detectores de metais na área já revelou rebites de navios de grande porte e pesos de chumbo, indícios claros de uma presença aristocrática escandinava.


Livros Vikings | A pesquisadora Matilda Welin examina um antigo texto rúnico, uma das chaves para entender a comunicação na Era Viking.  — Crédito da Imagem: Matilda Welin
A pesquisadora Matilda Welin examina um antigo texto rúnico, uma das chaves para entender a comunicação na Era Viking.  — Crédito da Imagem: Matilda Welin

Pedras Rúnicas: As Redes Sociais da Sociedade Viking

Enquanto no Reino Unido busca-se o corpo de Ivar, na Suécia as mensagens dos antigos nórdicos continuam a emergir literalmente do solo. As pedras rúnicas, descritas por especialistas como Magnus Källström como as "redes sociais da Era Viking", eram monumentos públicos erguidos para serem vistos em estradas e locais de assembleia.


A palavra "runa" deriva do nórdico antigo rún, que significa "segredo". Embora o alfabeto rúnico (Futhark) tenha sido usado para comunicações práticas e até piadas — como ossos esculpidos com a frase "cerveja saborosa" — sua função mais duradoura foi a memorial.


Inscrições rúnicas revelam histórias de amor, perda e bravura:

  • "Gärder ergueu esta pedra em memória de Sigdjärv, seu pai".

  • "Tóla colocou esta pedra em memória de Geirr, seu filho... Ele morreu em uma incursão viking na rota ocidental".


Esses monumentos não eram apenas homenagens fúnebres, mas documentos legais que afirmavam direitos de herança (odal) e propriedades de terras, garantindo que o legado de uma família permanecesse gravado na paisagem para as gerações futuras.


Livros Vikings | A Pedra de Rök, que ostenta a maior inscrição rúnica do mundo e ainda guarda mistérios sobre o clima e a cultura viking.  — Crédito da Imagem: Alamy
A Pedra de Rök, que ostenta a maior inscrição rúnica do mundo e ainda guarda mistérios sobre o clima e a cultura viking.  — Crédito da Imagem: Alamy

O Enigma da Pedra de Rök e a Ansiedade Climática Viking

Um dos artefatos mais fascinantes da cultura viking é a Pedra de Rök, na Suécia, que ostenta a inscrição rúnica mais longa do mundo. Erguida no século IX por um pai enlutado chamado Varin em memória de seu filho Vamoth, a pedra é um labirinto de enigmas que desafia estudiosos há décadas.


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Uma interpretação recente, proposta por pesquisadores das universidades de Uppsala e Gotemburgo, sugere que o texto não trata apenas de feitos heróicos, mas de um medo profundo do clima. A inscrição pode referir-se a um período de frio extremo ocorrido três séculos antes, causado por erupções vulcânicas.


Conforme explica o professor Per Holmberg:


Todos tinham ansiedade climática antes do avanço do mundo industrial e moderno.

A pedra utilizaria mitos, como o confronto final de Ragnarök, para consolar o pai, sugerindo que seu filho agora lutaria ao lado de Odin.


Livros Vikings | Crânio do "gigante" viking encontrado em Cambridge, apresentando sinais de trepanação para alívio de pressão intracraniana.  — Crédito da Imagem: Cambridge Archaeological Unit/David Matzliach.
Crânio do "gigante" viking encontrado em Cambridge, apresentando sinais de trepanação para alívio de pressão intracraniana.  — Crédito da Imagem: Cambridge Archaeological Unit/David Matzliach.

Violência e Ritual: A Vala Comum de Cambridge e o Gigante Viking

A brutalidade da expansão territorial também deixou marcas profundas. Recentemente, em Wandlebury, nos arredores de Cambridge, arqueólogos descobriram uma vala comum contendo pelo menos dez indivíduos do século IX.


Este local era uma zona de fronteira entre o reino saxão da Mércia e o território controlado pela influência viking.


O achado é perturbador: esqueletos completos foram encontrados ao lado de uma "pilha de pernas" e crânios sem corpos.



Um dos indivíduos destaca-se por sua estatura excepcional de 1,95 metros — um verdadeiro gigante para a época, cuja altura média era de 1,68 metros.


Este homem apresentava sinais de trepanação, uma cirurgia craniana antiga possivelmente realizada para aliviar dores causadas por um tumor na glândula pituitária.


O Dr. Oscar Aldred sugere que o local pode ter sido usado para punições corporais ou que partes dos corpos foram exibidas como troféus antes do sepultamento. O contexto histórico coincide com o período em que o Grande Exército de Ivar e outros líderes nórdicos saquearam a região, integrando-a ao Danelaw.


Livros Vikings | O assento elevado (trono) era o lugar fixo de um líder no Grande Salão viking. Reconstituição com decoração baseada em achados arqueológicos e fontes escritas.  — Crédito da Imagem: Ragnhild Sirum Skavhaug
O assento elevado (trono) era o lugar fixo de um líder no Grande Salão viking. Reconstituição com decoração baseada em achados arqueológicos e fontes escritas.  — Crédito da Imagem: Ragnhild Sirum Skavhaug.

O Trono do Poder: O Cotidiano nas Fazendas e a Autoridade Viking

Para compreender a vida de figuras como Ivar, é preciso olhar além das batalhas e observar o centro da estrutura social: a fazenda.


Novas pesquisas no Museu da Universidade NTNU, em Trondheim, destacam que a fazenda era a pedra angular da sociedade. As grandes propriedades rurais da Noruega central produziam o excedente necessário para financiar as expedições marítimas.


O símbolo máximo dessa autoridade doméstica era o "assento elevado" (high seat), uma cadeira ricamente ornamentada onde o senhor da fazenda presidia o salão da casa longa. Recentemente, o artesão Kai Johansen recriou um desses tronos baseado em achados como o navio de Oseberg.


Esses assentos eram reservados exclusivamente para os mais poderosos, servindo como o centro político e religioso da vida familiar.


A conexão entre a economia agrícola e as conquistas militares é clara: sem a estabilidade e a riqueza gerada pelas fazendas, as sagas de exploração e os grandiosos túmulos de navios, como o que Dickinson espera encontrar em Cumbria, jamais teriam existido.


Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um portal dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!


Referências

BENTLEY, Hannah. A mysterious Viking burial site has been discovered in the Lake District. To United Kingdom. Londres, 05 fev. 2026. Disponível em: https://www.timeout.com/uk/news/a-mysterious-viking-burial-site-has-been-discovered-in-the-lake-district-020526. Acesso em: 09 fev. 2026.


CARVAJAL, Guillermo. A Viking Age Mass Grave Where a Giant and Nine Other Warriors Were Thrown Bound Hand and Foot Found on the Outskirts of Cambridge. LBV. 07 fev. 2026. Disponível em: https://www.labrujulaverde.com/en/2026/02/a-viking-age-mass-grave-where-a-giant-and-nine-other-warriors-were-thrown-bound-hand-and-foot-found-on-the-outskirts-of-cambridge/. Acesso em: 09 fev. 2026.


GRAVE, Ellen; BAZILCHUK, Nancy. Central Norway’s first high seat since the Viking Age. EurekAlert. Oslo, 30 jan. 2026. Disponível em: https://www.eurekalert.org/news-releases/1114686. Acesso em: 09 fev. 2026.


MANNING, Jonny. Hill could hide Viking grave of Ivarr the Boneless. BBC. Londres, 31 jan. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/news/articles/c8rm8g43x40o. Acesso em: 09 fev. 2026.


WELIN, Matilda. 'Do you love me?': The Viking messages unearthed on Sweden's rune stones. BBC. Londres, 05 fev. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/future/article/20260202-the-viking-secrets-revealed-by-swedens-rune-stones. Acesso em: 09 fev. 2026.


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