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  • Descobertas recentes: artefatos e estruturas da Era Viking revelam novas perspectivas sobre o passado nórdico

    Novas descobertas arqueológicas revelam detalhes inéditos sobre a vida e a cultura da Era Viking, além de expandir nossa compreensão sobre esses famosos navegadores   Índice • Hundorp e o Poder Político dos Gudbrandr ; • Doarrás e a Arte Rupestre Viking ; • Hamarkaupangen e as Descobertas Geofísicas ; • O Uso da Geofísica na Arqueologia Viking ; • A Cultura Viking além das Batalhas .   Recentes descobertas arqueológicas têm lançado nova luz sobre aspectos pouco conhecidos da "sociedade" viking, revelando uma civilização complexa e diversa, muito além da imagem popular de guerreiros saqueadores.   O uso de tecnologias modernas, como o georadar e a análise avançada de artefatos, tem possibilitado novas interpretações sobre como os vikings viviam, interagiam e organizavam suas cidades.   Este artigo explora três descobertas recentes: a estrutura política e religiosa de Hundorp, a arte rupestre em Doarrás e as estruturas medievais reveladas em Hamarkaupangen.   Ao analisar esses achados, veremos como cada um oferece uma visão única sobre o legado viking e sua duradoura influência no mundo nórdico.   Hundorp e o poder político dos Gudbrandr Hundorp, localizado no vale de Gudbrandsdalen, foi um dos mais importantes centros de poder da Era Viking.   Escavações recentes revelaram sepulturas monumentais e evidências de rituais, sugerindo que Hundorp era não apenas uma residência nobre, mas também um local sagrado de culto e poder político.   A família Gudbrandr, que dominava a região, desempenhou um papel crucial na consolidação do poder na Noruega viking.   A riqueza dos achados funerários, como armas, joias e navios funerários indica que os habitantes de Hundorp faziam parte da elite viking.   Mais impressionante ainda é a continuidade do uso religioso do local até o Século XI, quando o cristianismo começou a substituir as religiões nórdicas.   A coexistência de práticas religiosas pagãs e cristãs em Hundorp reflete uma transição gradual e multifacetada, sugerindo que a cristianização da Noruega foi um processo complexo. Leia também: Vikings cristãos : a fascinante dualidade religiosa dos destemidos navegadores   O Impacto de Hundorp na Política Viking A política viking era amplamente descentralizada, com líderes locais, como os Gudbrandr, exercendo considerável poder sobre suas regiões.   Hundorp, com suas imponentes estruturas e fortes conexões religiosas, servia como ponto de encontro para decisões políticas e cerimônias importantes.   Esse poder local foi essencial para a organização da Noruega antes da unificação sob único rei, ilustrando a importância de centros como Hundorp na manutenção da ordem e autoridade.   Doarrás e a Arte Rupestre Viking As gravuras rupestres encontradas em Doarrás, na região de Alta, são um impressionante testemunho da importância da arte simbólica para os antigos nórdicos. Algumas dessas gravuras, que datam de até 5.000 anos, incluem representações de figuras humanas, animais como renas e alces, e cenas de caça.   Embora precedam a Era Viking, sua redescoberta e estudo recentes revelam uma continuidade cultural que se estendeu até a "sociedade" viking.   O Simbolismo das Gravuras de Doarrás Essas gravuras não são meros registros visuais de cenas cotidianas; elas refletem uma profunda conexão com a natureza e as crenças religiosas da época.   Acredita-se que as imagens desempenhavam um papel ritualístico, talvez em cerimônias para garantir sucesso nas caçadas ou proteção à comunidade.   O fato de os vikings se estabelecerem e interagirem com essas paisagens revela uma continuidade de crenças e práticas que os ligava às gerações passadas.   As gravuras também nos ajudam a entender como os vikings viam o mundo ao seu redor, mostrando uma sociedade que dependia fortemente de recursos naturais, mas que também tinha uma rica vida espiritual.   Hamarkaupangen e as Descobertas Geofísicas Uma das mais fascinantes descobertas recentes veio de Hamarkaupangen, uma cidade medieval localizada na região de Hamar, Noruega.   Usando georadar, arqueólogos do NIKU descobriram vestígios de uma cidade medieval escondida sob a superfície.   As ruínas das construções, ruas e passagens indicam uma estrutura urbana organizada, semelhante a outras cidades medievais escandinavas.   A Relevância de Hamarkaupangen para a História Viking Embora Hamarkaupangen seja uma cidade medieval, suas raízes remontam ao final da Era Viking.   O local provavelmente desempenhou um papel importante no comércio e na religião, especialmente antes da consolidação do cristianismo na Noruega.   As descobertas indicam que a cidade continuou a ser ocupada após a Reforma, o que oferece novos insights sobre a transição cultural e religiosa daquele período.   O Uso da geofísica na arqueologia viking O uso de tecnologias como o georadar revolucionou o estudo da Era Viking. Ferramentas modernas permitem que arqueólogos mapeiem áreas inteiras sem escavações invasivas. Em Hamarkaupangen, isso revelou um layout urbano que teria permanecido oculto sem o uso dessa tecnologia. Essas abordagens também são essenciais para a preservação de sítios arqueológicos, especialmente em áreas sensíveis como Doarrás e Hundorp.   O uso de métodos não intrusivos permite que esses locais sejam estudados sem comprometer sua integridade, garantindo que as descobertas possam ser compartilhadas com as futuras gerações.   A Cultura Viking além das batalhas Essas descobertas mostram que os vikings não eram apenas guerreiros; eles também eram construtores de cidades, artistas e líderes políticos.   Hundorp ilustra o poder da elite viking, enquanto as gravuras em Doarrás revelam sua conexão espiritual com a natureza.   Hamarkaupangen, por sua vez, demonstra a habilidade dos vikings em construirem centros urbanos sofisticados.   Novas tecnologias estão permitindo que vejamos os vikings de uma forma mais completa, como uma civilização complexa, com um rico legado cultural e religioso.   Isso desafia a visão popular dos vikings como meros saqueadores, apresentando-os como um "povo" que também valorizava a arte, as religiões e a organização social. Publique seu livro pela Livros Vikings Editora !   As descobertas em Hundorp, Doarrás e Hamarkaupangen expandem nossa compreensão da Era Viking, revelando novas facetas da sociedade, desde o poder político e religioso até a arte e a organização urbana.   Com o avanço da tecnologia, surgem novas oportunidades para investigar e aprender sobre os vikings, garantindo que o legado dessa era continue a influenciar nosso entendimento do passado e a moldar o futuro.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referências GUNDERSEN, S. et al. Viking Power and Religion: The Role of Hundorp in the Gudbrand Valley . Oslo: Viking Press, 2023.   GJERDE, J. & TANSEM, P. Doarrás and Viking Art: A Study of Rock Carvings in Alta . Alta: Northern Norway Institute, 2024.   KRISTIANSEN, M. et al. Hamarkaupangen 2023: Georadar Survey in Domkirkeodden . Oslo: NIKU Report, 2024.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #Arqueologia   #LivrosVikings

  • Espada viking é descoberta por detectorista americano na Finlândia

    Loren Lemcke, um detectorista americano, encontrou uma espada viking enquanto explorava campos na Finlândia, revelando um raro artefato de mais de 1.000 anos A incrível descoberta de uma espada viking No dia 29 de julho, após sete horas de busca exaustiva e sem sucesso, Loren Lemcke, um americano radicado em Turku, Finlândia, fez uma descoberta surpreendente.   Durante uma de suas rotineiras caçadas ao tesouro com um detector de metais, Lemcke encontrou uma espada viking que havia permanecido escondida por mais de mil anos. Publique seu livro pela Livros Vikings Editora .   Esse raro achado ocorreu quando ele estava prestes a desistir, depois de enfrentar insetos, sujeira e depender de frutos silvestres para se sustentar.   A descoberta foi documentada por Lemcke em sua conta no TikTok, onde ele relatou o momento de euforia ao perceber a importância do que havia encontrado:   Eu comecei a surtar antes que meu cérebro pudesse realmente reconhecer o que estava vendo [...] Assim que vi a espada, tive que parar de cavar. Eu simplesmente não tinha mais energia.   O caçador de tesouros Loren Lemcke e seu hobby Loren Lemcke, originário de Tucson, Arizona, vive há mais de uma década na cidade de Turku, Finlândia, onde se dedicou à detecção de metais.   Embora tenha iniciado essa prática ainda na infância, Lemcke retomou o hobby após se mudar para a Europa. Ele costuma explorar campos agrícolas, sempre com a permissão dos proprietários.   Como forma de compensação, oferece a remoção de resíduos de alumínio, o que tem ajudado a estabelecer boas relações com os fazendeiros locais, como ele próprio comentou:   Isso acabou virando uma bola de neve, já que os fazendeiros conhecem outros fazendeiros.   Na Finlândia, as leis de “todo homem” permitem a detecção de metais sem necessidade de autorização, desde que os exploradores evitem áreas protegidas e propriedades privadas.   No entanto, qualquer objeto com mais de 100 anos deve ser reportado às autoridades, que podem decidir reter o item, especialmente se for algo com grande valor histórico, como a espada viking descoberta por Lemcke.   A importância da espada viking e o processo de doação A espada — catalogada como uma Petersen Tipo E1 —, datada da Era Viking, foi encontrada em uma cavidade de aproximadamente 1.000 anos, sem outros artefatos ou pistas adicionais nas proximidades.   Embora Lemcke não tenha obtido lucro com a descoberta — ele doou a espada a um museu local — seu entusiasmo vai além do financeiro. Ele vê na detecção de metais uma maneira de se conectar com o passado e brincou dizendo:   Eu não recomendaria começar nesse hobby se você quiser ganhar dinheiro. É uma péssima maneira de fazer dinheiro.   A relação com a história e o significado da descoberta Para Lemcke, a detecção de metais vai além de simplesmente encontrar objetos valiosos. Ele comentou:   Cada vez que encontro algo novo, é uma oportunidade de aprender algo novo [...] Gosto de descobrir a história por trás de um objeto, e muitas vezes eles têm histórias fascinantes. A espada viking, com sua história perdida no tempo, é um exemplo perfeito de como um simples hobby pode revelar segredos do passado e contribuir para a preservação da história.   A descoberta de Loren Lemcke de uma espada viking na Finlândia não é apenas um marco em sua jornada como detectorista de metais, mas também um achado valioso para a compreensão da Era Viking.   Ainda que a espada não tenha trazido recompensas financeiras, sua importância histórica transcende qualquer valor material.   A dedicação de Lemcke ao seu hobby, mesmo sem retorno monetário, destaca o fascínio pela história e pelos mistérios que ainda repousam sob a terra. Agora em posse de um museu local, a espada viking é um lembrete tangível de como os artefatos do passado continuam a nos conectar com civilizações antigas e suas histórias.   Para Lemcke, e para muitos outros apaixonados pela detecção de metais, o verdadeiro tesouro está no conhecimento e na descoberta do que foi perdido ao longo do tempo.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referência SHIER, Angela. This Traveling Metal Detectorist Uncovered a Viking’s Sword in Finland . Thrillist. Seattle, 11 de out. de 2024. Disponível em: < https://www.thrillist.com/amphtml/travel/nation/finnish-metal-detectorist-viking-sword >. Acesso em: 12 de out. 2024.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #Arqueologia   #LivrosVikings

  • As valquírias e seu papel na mitologia viking

    As valkyrjur (valquírias) eram figuras centrais na mitologia viking, incumbidas da responsabilidade de escolherem os guerreiros destinados a uma morte gloriosa Essas entidades sobrenaturais decidiam o destino dos combatentes nos campos de batalha, sendo conhecidas na mitologia nórdica pelo poder de determinar quais guerreiros morreriam e seriam levados ao Valhǫll (Valhalla), o grandioso salão de Óðinn (Odin), onde aguardariam o Ragnarǫk.   O termo "valkyrja (valquíria)" deriva do nórdico antigo e significa "aquela que escolhe os mortos", reforçando sua função essencial no destino dos guerreiros.   A função das valkyrjur nas batalhas vikings Durante os conflitos, as valkyrjur sobrevoavam os campos de combate montadas em cavalos, observando atentamente o desenrolar das lutas.   Eram as responsáveis por selecionarem os mais valentes para perecerem em batalha e garantir-lhes um lugar no pós-vida glorioso em Valhǫll.   Morrer com honra era um ideal fundamental na cultura viking, e ser escolhido por uma valkyrja era considerado uma grande honra. Esse sistema reforçava a valorização da coragem e da bravura entre os vikings. Publique seu livro de graça com a Livros Vikings Editora .   Nas representações mitológicas, as valkyrjur costumavam ser retratadas com elmos e lanças, cavalgando entre as nuvens, refletindo sua natureza de guerreiras divinas. Embora estivessem associadas à morte e à guerra, também desempenhavam um papel pacífico em Valhǫll, servindo aos guerreiros já falecidos e zelando pelo seu bem-estar.   Simbolismo das valkyrjur As valkyrjur personificavam tanto a brutalidade quanto a honra que permeava as batalhas vikings. Elas representavam o poder divino de Óðinn, exercendo sua vontade na escolha dos mortos, ao mesmo tempo em que simbolizavam a crença no destino.   Para os vikings, o destino era uma força inescapável, e as valkyrjur eram suas agentes, selecionando os dignos de uma vida após a morte ao lado dos deuses. Essas figuras míticas eram um reflexo das crenças nórdicas sobre o destino e a importância de uma morte gloriosa em combate.   As valkyrjur asseguravam que os guerreiros mais corajosos fossem recompensados, perpetuando a visão de que a morte em batalha não representava o fim, mas sim um novo começo em Valhǫll.   Legado das valkyrjur na cultura moderna A influência das valkyrjur ultrapassou as fronteiras da mitologia nórdica e foi reinterpretada em diferentes épocas e culturas.   No Século XIX, Richard Wagner trouxe uma nova visão das valquírias em sua famosa ópera "A Cavalgada das Valquírias", destacando-as como figuras poderosas e enigmáticas.   Hoje, as valquírias continuam a inspirar a cultura popular, sendo retratadas em filmes, séries e obras de arte que exploram a mitologia nórdica. As valkyrjur permanecem como figuras centrais na mitologia viking, simbolizando o poder divino e o destino inevitável.   Através de seu papel na escolha dos mortos, elas reforçam a importância da coragem e da honra nos campos de batalha.   Ao longo dos séculos, seu legado continua vivo, representando o equilíbrio entre vida e morte, bravura e destino, fundamental para os antigos escandinavos. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referência LANGER, Johnni. Valkyries and Danish National Symbolism . Aarhus University. Aarhus, 26 de mai. 2021. Disponível em: < https://www.academia.edu/49048725 >. Acesso em: 10 de out. de 2024. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia  #MitologiaNórdica #LivrosVikings

  • Tesouro Viking com mais de 1.000 anos será exposto em museu da Ilha de Man

    Moedas vikings descobertas na Ilha de Man revelam o papel econômico da região no comércio da Era Viking   Uma descoberta extraordinária de moedas vikings de prata, com mais de mil anos, foi feita na Ilha de Man, reforçando o legado viking da região.   O tesouro foi desenterrado em maio de 2024 pelos detectoristas de metais John Crowe e David O’Hare, sendo recentemente declarado um Tesouro pela vice-coronel de inquéritos da Ilha de Man, Rebecca Cubbon. O achado consiste em 36 moedas de prata, incluindo moedas inteiras e fragmentos, datadas de 1000 a 1065 d.C., fornecendo um vislumbre valioso da economia da Era Viking na ilha.   Vikings: economia e comércio na Ilha de Man Allison Fox, curadora de arqueologia do Manx National Heritage, destacou a importância da descoberta, ressaltando a posição única da ilha no mundo viking.   A Ilha de Man possui uma densidade incomum de achados vikings em termos de prata por quilômetro quadrado, se comparada a outras regiões das Ilhas Britânicas. Publique seu livro pela Livros Vikings Editora .   Os vikings começaram a se estabelecer na ilha por volta do Século IX e rapidamente formaram uma rede de comércio com a Grã-Bretanha continental.   Vários túmulos da Era Viking foram escavados na ilha, preservando artefatos raros, que hoje são exibidos no Museu Manx, em Douglas.   Outros achados recentes Além dessa recente descoberta, outros achados notáveis ocorreram na Ilha de Man nos últimos anos.   Em abril de 2021, uma ex-policial encontrou outro impressionante tesouro de moedas vikings, enquanto usava seu detector de metais em uma área agrícola.   No final de 2020, a mesma detectorista havia descoberto um conjunto valioso, incluindo um anel de ouro, um bracelete de prata e um broche de prata maciça, demonstrando a riqueza dos artefatos ainda enterrados na ilha. Uma coleção de moedas reais O tesouro foi examinado pela especialista em moedas vikings, Dra. Kristin Bornholdt Collins, e inclui moedas inglesas cunhadas durante os reinados de Ēadweard sē Ēadig (Eduardo, o Confessor), Æþelrǣd Unrǣd (Ethelred II) e Knútr (Canute), além de moedas irlandesas de Dublin, com a imagem do Rei Nórdico Sigtryggr Silkiskegg (Sihtric Barba de Seda).  A variedade de cunhagens, de lugares como York, Londres e Dublin, revela a importância da Ilha de Man como um ponto central no comércio entre a Inglaterra e a Irlanda durante a Era Viking.   Essa descoberta oferece uma visão inestimável sobre o papel dinâmico da Ilha de Man nas redes econômicas vikings. A Dra. Bornholdt Collins sugere que o tesouro pode ter sido reunido ao longo de várias décadas, refletindo a economia marítima interconectada que circulava pelo Mar da Irlanda nesse período. As moedas estarão em exibição no Museu Manx entre os dias 2 e 13 de outubro de 2024, permitindo que os visitantes contemplem essa nova janela para o passado viking.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referência MANNERS, Gary. Viking Coin Hoard Find Includes a Fistful of Kings . Ancient Origin. Dublin, 05 de out. de 2024. Disponível em: < https://www.ancient-origins.net/news-history-archaeology/viking-coin-hoard-isle-man-0021530 >. Acesso em: 08 de out. de 2024.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia  #Viagem #História #LivrosVikings

  • A presença viking na América do Norte: revelações arqueológicas e históricas

    Evidências indicam que os vikings não só chegaram à América do Norte, mas também interagiram com populações originárias, revelando um capítulo fascinante da história   Os vikings são frequentemente lembrados como conquistadores da Europa, mas menos conhecida é sua ousada exploração da América do Norte há cerca de mil anos.   A chegada dos nórdicos ao continente americano, muito antes de Cristóvão Colombo, deixou um legado de contatos breves e, possivelmente, conflitos com os povos originários. Publique de graça seu livro pela Livros Vikings Editora .   Novas descobertas arqueológicas e a análise de sagas nórdicas, como a de "Eiríkr hinn rauði — Erik, o Vermelho", revelam uma presença que foi tanto direta quanto indireta.   Neste artigo, exploraremos a complexa relação entre os vikings e as populações nativo americanas.   Viking: exploração e expansão ao Novo Mundo A presença viking na América do Norte remonta ao final do primeiro milênio, quando exploradores da Groenlândia e da Islândia chegaram ao que hoje conhecemos como Canadá.   Para os vikings, o Novo Mundo era concebido como três grandes regiões: Helluland, Markland e Vinland. Helluland, que corresponde à atual Ilha de Baffin, foi a primeira porção do continente norte-americano avistada por eles durante suas expedições.   Mais ao sul, os vikings encontraram Markland, a atual costa do Labrador, uma fonte crucial de madeira para as colônias groenlandesas. Vinland, a mais rica das terras, é até hoje um mistério quanto à sua localização exata, mas acredita-se que esteja nas proximidades de Newfoundland ou New Brunswick.   Viking: contatos com os povos originários Embora os vikings sejam conhecidos pela construção de um assentamento em L’Anse aux Meadows, no norte de Newfoundland, sua interação com os nativos americanos é amplamente debatida.   Acredita-se que os vikings tenham tido contato direto e indireto com diferentes grupos, como os Mi'kmaq e os ancestrais dos Beothuk, referidos nas sagas como "Skraelings".   Arqueólogos sugerem que essas interações foram marcadas tanto por comércio quanto por confrontos. Em Vinland, as sagas relatam encontros violentos com os "Skraelings", que usavam flechas e barcos cobertos de peles, uma descrição que coincide com as práticas nativas da região.   No Ártico, acredita-se que os vikings tenham tido contato com os povos Dorset e Thule, especialmente durante suas caçadas por marfim de morsa, um recurso valioso que impulsionou a economia viking. Evidências Arqueológicas: o legado viking na América do Norte A confirmação da presença viking na América do Norte veio com a descoberta de L’Anse aux Meadows em 1960, onde foram encontradas estruturas típicas de uma vila nórdica.   O assentamento, datado de cerca de 1021, é a única prova arqueológica definitiva de que os vikings chegaram à América do Norte. No entanto, outras evidências sugerem que essa presença pode ter sido mais ampla do que se pensava.   Achados arqueológicos como pontas de projéteis, cordas tecidas e utensílios de pedra, encontrados em diversos sítios no Ártico canadense, indicam que os vikings podem ter viajado e até acampado em áreas como a Ilha de Baffin e o Vale Tanfield.   A descoberta de um artefato conhecido como "O Bispo da Ilha de Baffin" — uma estatueta que apresenta características europeias — sugere um contato direto entre os vikings e os povos Thule da região.   O Impacto das descobertas recentes Embora as evidências de um contato viking significativo com as populações nativo americanas sejam limitadas, o que foi encontrado até agora aponta para uma história de exploração curta, mas importante.   As sagas nórdicas, embora não totalmente precisas, oferecem vislumbres das interações entre os vikings e os povos nativos, que podem ter contribuído para a eventual desistência da colonização viking na América.   O comércio de marfim de morsa e peles no Ártico foi uma parte vital da economia nórdica na Groenlândia, e é possível que esses recursos tenham sido obtidos por meio de trocas com os nativos.   No entanto, o contato prolongado parece ter sido evitado, e a presença viking na América do Norte foi curta, possivelmente devido a pressões populacionais e dificuldades logísticas.   A história dos vikings na América do Norte é um capítulo fascinante da exploração global, repleto de mistérios e descobertas recentes.   Embora a extensão de seu contato com os povos originários permaneça em debate é inegável que os vikings deixaram sua marca no continente muito antes dos exploradores europeus do Século XV.   As evidências arqueológicas e as sagas nórdicas continuam a oferecerem pistas sobre esses pioneiros nórdicos que navegaram até o Novo Mundo em busca de riquezas e terras.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referências FREI, Karin M. et al. Was it for walrus? Viking Age settlement and medieval walrus ivory trade in Iceland and Greenland . World Archaeology, v. 47, n. 3, p. 439-466, 2015.   KUITEMS, Margot et al. Evidence for European Presence in the Americas in AD 1021 . Nature , v. 601, p. 388–391, 2022.   MCGHEE, Robert. The Last Imaginary Place: A Human History of the Arctic World . Nova York: Oxford University Press, 2005.   ODESS, Daniel; LORING, Stephen; FITZHUGH, William W. Skraeling: First Peoples of Helluland, Markland, and Vinland. In: FITZHUGH, William W.; WARD, Elisabeth I. (eds.). Vikings: The North Atlantic Saga . Washington: Smithsonian Books, 2000. p. 193-205.   WALLACE, Birgitta L. Westward Vikings: The Saga of L’Anse aux Meadows . St. John’s: Historic Sites Association of Newfoundland and Labrador, 2006.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #História   #LivrosVikings

  • Arquitetura Viking: grandes salões, celeiros e fortalezas que definiram uma era

    A arquitetura viking revela uma sociedade complexa e adaptada ao ambiente, com construções resistentes e funcionais   A arquitetura da Era Viking (793-1066 d.C.) é frequentemente ofuscada pelas representações de seus feitos marítimos e militares.   No entanto, a engenhosidade dos vikings na construção civil desempenhou um papel vital em sua sobrevivência e prosperidade, adaptando-se ao clima severo da Escandinávia e às necessidades militares, bem como as comunitárias. Publique seu livro pela Livros Vikings Editora .   Desde as moradias comunitárias conhecidas como longhouses até os complexos sistemas defensivos das fortalezas circulares, a arquitetura viking reflete uma civilização avançada em suas capacidades de construção e planejamento urbano.   Esse artigo aprofunda a análise dos diversos tipos de edificações vikings, sua construção e as técnicas de uso sustentável dos recursos locais.   Grandes Salões: o coração das comunidades vikings Os longhouses (grades salões) eram o centro da vida comunitária viking. Essas estruturas, que variavam em tamanho conforme o status social de seus ocupantes, podiam medir entre 20 e 70 metros de comprimento.   Alguns longhouses descobertos, como os encontrados em Lofoten, na Noruega, chegavam a quase 80 metros, sendo as maiores construções residenciais da época.   Estrutura e Função dos Longhouses Essas construções eram construídas utilizando colunas de madeira que sustentavam o teto em formato curvado, semelhante a um barco virado de cabeça para baixo.   O teto geralmente era coberto por palha ou grama e as paredes eram feitas de uma mistura de madeira e barro, usando a técnica wattle and daub  (varas entrelaçadas cobertas com argila e palha), que fornecia isolamento térmico adequado para os invernos rigorosos.   No interior, havia uma fogueira central para o aquecimento e preparo dos alimentos. No entanto, a ausência de chaminés tornava o ambiente enfumaçado, o que, curiosamente, ajudava a preservar a madeira das vigas contra apodrecimento.   A funcionalidade dos longhouses era multifacetada. Eles abrigavam não apenas as famílias, mas também seus animais e estoques de alimentos.   Durante os rigorosos invernos nórdicos, os animais eram mantidos dentro da casa, o que contribuía para manter a temperatura interna. Em muitos casos, os longhouses serviam como centros comunitários, onde os vikings se reuniam para contar histórias e realizar trabalhos manuais.   As grandes fogueiras centrais eram cercadas pelas áreas de convivência, uma característica que revela a importância da vida comunitária entre os nórdicos [1, 5].   Diferenças sociais nas construções A diferença entre os longhouses comuns e os de líderes, a exemplo dos reis vikings é notável. Nos salões dos líderes, havia uma sofisticação maior, com elementos decorativos e artísticos, como gravuras em madeira e tapeçarias.   Os grandes salões vikings, como o famoso salão de Uppsala, na Suécia, serviam não apenas como residências, mas como palácios para rituais e festas. Leia também: Tudo o que você precisa saber sobre as longhouses vikings   Eles eram símbolos de poder e muitas vezes ficavam localizados em pontos elevados, onde podiam ser vistos de longe, servindo também como marcos visuais [2]. Hofs: centros de espiritualidade e celeiros como pilares econômicos Embora a vida cotidiana girasse em torno dos longhouses, os hofs eram as construções dedicadas ao culto e aos rituais religiosos.   Essas construções serviam de templos onde os vikings realizavam sacrifícios e outros rituais para os Poderes Governantes, como Óðinn, Þórr e Freyja.   Os hofs eram decorados com símbolos religiosos e esculturas das divindades nórdicas, demonstrando a forte conexão entre a arquitetura e a espiritualidade viking [4].   Celeiros: o sustento da comunidade Os celeiros, por outro lado, eram fundamentais para a economia viking. Usando as mesmas técnicas de construção dos longhouses, os celeiros eram projetados para armazenar alimentos, grãos e utensílios, garantindo a sobrevivência durante os longos invernos.   O armazenamento eficiente de recursos era essencial em um ambiente onde a agricultura era limitada. Muitos celeiros vikings foram construídos usando a técnica wattle and daub , reforçando a durabilidade e o isolamento das construções.   Em regiões mais ao norte, como na Noruega e Islândia, foram encontradas evidências de construções de celeiros que utilizavam técnicas de construção com pedras e toras de madeira para garantirem a maior preservação dos alimentos e das ferramentas de trabalho [6].   Planejamento urbano e fortalezas circulares Embora os vikings sejam frequentemente lembrados por suas incursões marítimas, suas conquistas em terra firme eram igualmente impressionantes, especialmente no que se refere ao planejamento urbano.   Cidades como Hedeby (hoje na Alemanha) e Jorvik (atual York, Inglaterra) eram centros urbanos avançados com sistemas de drenagem, fortificações e ruas bem planejadas.   Essas cidades eram polos comerciais que atraíam mercadores de toda a Europa e do Oriente Médio, graças à sua localização estratégica nas rotas comerciais nórdicas.   Fortalezas de Trelleborg e Fyrkat As fortalezas circulares, como Trelleborg e Fyrkat, na Dinamarca, eram obras de engenharia defensiva altamente avançadas para a época.   Essas fortalezas eram protegidas por muralhas de madeira e cercadas por fossos, sendo capazes de abrigarem centenas de guerreiros e civis em tempos de guerra.   Trelleborg, por exemplo, foi construída durante o reinado de Haraldr Blátǫnn (Harold Bluetooth), no final do Século X, sendo considerada ainda uma das maiores realizações da arquitetura militar viking [5].   Essas fortalezas não eram apenas militares; elas também desempenhavam um papel importante no comércio e nas trocas culturais, já que muitos dos grandes centros urbanos vikings eram conectados a essas estruturas defensivas.   Neste sentido, a arquitetura viking oferece um vislumbre fascinante da vida cotidiana e das prioridades dos povos nórdicos.   De seus longhouses comunitários aos hofs religiosos e às poderosas fortalezas, cada construção refletia a necessidade de sobrevivência, proteção e expressão cultural.   Mais do que simples guerreiros, os vikings eram mestres da engenharia e do planejamento urbano, utilizando técnicas sustentáveis e adaptadas ao ambiente severo da Escandinávia.   A arqueologia moderna continua a revelar novos detalhes sobre essa arquitetura extraordinária, ajudando-nos a entender melhor a complexidade da “sociedade” da Era Viking.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referências [1] AN INSIGHT INTO THE HISTORY OF EARTHEN ARCHITECTURE . International Research Journal of Modernization in Engineering, Technology and Science, 2024.   [2] ERIKSEN, Marianne Hem. Architecture, Society, and Ritual in Viking Age Scandinavia . Cambridge: Cambridge University Press, 2019. DOI: https://doi.org/10.1017/9781108667043 .   [3] LANGER, Johnni.  Guia da Dinamarca Viking: sítios, museus e festivais . João Pessoa: Núcleo de Estudos Vikings e Escandinavos (NEVE). Disponível em: https://neve2012.blogspot.com/2018/12/guia-da-dinamarca-viking-sitios-museus.html . Acesso em: 02 out. 2024.   [4] RE-THINKING THE FUTURE. An overview of Architecture in the Viking Age . Disponível em: https://www.re-thinkingthefuture.com/architectural-community/a5886-an-overview-of-architecture-in-the-viking-age/ . Acesso em: 02 out. 2024.   [5] ROESDAHL, Else. Viking Age Denmark . London: British Museum Publications, 1982.   [6] NORSEMYTHOLOGIST. Architecture and Buildings in the Viking Age . Disponível em: https://norsemythologist.com/viking-architecture . Acesso em: 02 out. 2024.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #História   #LivrosVikings

  • Os vikings: a história dos povos do norte

    Navegadores habilidosos e audaciosos, os vikings expandiram seus horizontes, invadindo, explorando e colonizando territórios distantes Os Vikings, cujo nome deriva do termo nórdico antigo "víkingar" ou “vikingr” no singular, foram exploradores, guerreiros, comerciantes e piratas originários do Norte da Europa, especialmente da Escandinávia.   Eles deixaram um legado histórico e cultural marcante em diversas regiões da Europa e do Atlântico Norte entre o Século VIII e o Século XI.   Navegadores habilidosos e audaciosos, os vikings expandiram seus horizontes, invadindo, explorando e colonizando territórios distantes. Utilizando seus navios chamados "Knǫrr", alcançaram lugares como as Ilhas Britânicas, Ilhas Feroe, Islândia, Groenlândia, Normandia, Mar Báltico e até mesmo a América do Norte. Suas incursões pelos rios Dnieper e Volga influenciaram a história da Rússia, Bielorrússia e Ucrânia modernas, onde eram conhecidos como væringjar (varegues).   As colônias nórdicas originaram grupos como normandos, nórdicos-gaélicos, russos, faroeses e islandeses, contribuindo para a diversidade cultural e histórica dessas regiões.   Os vikings foram ainda mais longe, chegando ao Mar Cáspio, às regiões do Irã, Daguestão, Azerbaijão e até mesmo à Arábia. Notavelmente, foram os primeiros europeus a pisarem na América, estabelecendo uma breve colônia em Terra Nova, Canadá.   Enquanto difundiam a cultura nórdica pelo mundo, os Vikings também introduziam escravos e influências culturais estrangeiras em sua terra natal, impactando o desenvolvimento genético e histórico na Escandinávia.   Durante a Era Viking, as terras nórdicas unificaram-se progressivamente em três reinos maiores correspondentes aos atuais territórios da Dinamarca, Noruega e Suécia. Leia também: Guarda Varangiana: os vikings no Império Bizantino   Os vikings falavam norrœnt mál (língua nórdica antiga), registrando suas realizações em inscrições rúnicas e, principalmente, através das Sagas, contadas oralmente de geração e geração. Embora as antigas religiões nórdicas fossem predominantes, muitos se converteram ao cristianismo em determinado momento.   Quanto à etimologia da palavra "viking", ela permanece incerta. A primeira aparição de "wicinga" ocorreu no poema anglo-saxão Widsith, do Século X. Os próprios vikings não usavam o termo, e nas regiões por eles impactadas, diferentes designações eram utilizadas.   Os ingleses os chamavam de dinamarqueses, pagãos ou, menos frequentemente, de vikings. Os francos os designavam como nórdicos ou dinamarqueses. Os irlandeses os denominavam pagãos ou estrangeiros, enquanto na Europa Oriental eram conhecidos como rus ou væringjar. Indice • A etimologia da palavra viking ; • Registros históricos ; • Fontes Primárias ; Forn Siðr ; Mitologia Nórdica ;   Berserkir . A dualidade religiosa durante a Era Viking ; Runas "Vikings" . • Expansão Viking ; • A Era Viking ; Declínio . Os normandos . • Sociedade “Viking” ; O papel da mulher na Era Viking ; Igualdade de gênero durante a Era Viking ; Arte Viking ; Alimentação na Era Viking ; • Os navios vikings ; Navios funerários vikings ; Navio de Oseberg ; Tipos de navios vikings . • Desmistificando os vikings ; Vikings eram um povo ; Elmo viking com chifres e asas ; Nórdicos bebiam em crânios ; Convivência com o período feudal ; Nórdicos não usavam arco e flechas ; Nórdicos brutos e descomunais ; Machado escandinavo gigantesco com duas lâminas ; Nórdicos utilizando martelos em batalhas ; Embarcações com escudos e remos ; Todo viking era pagão ; Incursões na América do Sul ; Vikings utilizando balestras . • Considerações finais ; • FAQ ; Quem foi o povo viking? Qual foi o maior viking que já existiu? Qual é o país dos vikings? Em que ano foi a Era Viking? Quem foi Ragnar na vida real? Quem foi o último viking do mundo? Quem foi o viking mais temido da história? Como eram os vikings na vida real? O que aconteceu com o povo viking? Qual era altura média de um viking? • Referências Externas . A etimologia da palavra viking A etimologia da palavra "viking" pode estar associada a "Viken" ou "vik" na Escandinávia, implicando alguém de Viken ou que se escondia em uma "vik”.   Outra hipótese sugere que "vik" derivaria de "vikja" (evitar), considerando a habilidade dos vikings em se esconderem. Uma terceira hipótese propõe que "vik" significava mercador, relacionado ao inglês antigo "wíc" ou ao latim "vicus".   Vale notar que a palavra "viking" pode ter derivado do nórdico antigo "vikingr", embora os próprios vikings não se chamassem assim. Esses escandinavos, parte do povo germânico, começaram a migrar no Século VII devido a superpopulação, problemas internos e motivações comerciais, além da pilhagem.   Nas Kaiserchronik (crônicas dos imperadores ou crônicas germânicas), eram chamados de Ascomanni (homens de madeira), devido às suas embarcações. Nas fontes irlandesas, eram referidos como Gall (forasteiro) ou Lochlannach (nortistas).   Conforme Adão de Bremen, historiador germânico do Século XI, os dinamarqueses usavam o termo "viking", enquanto germânicos os chamavam de "Ashmen”.   A origem escandinava da palavra "viking" pode estar relacionada a "vig" (batalha) ou "vik" (riacho, enseada, fiorde ou baía). Caso contrário, pode ter ligações com a palavra "acampamento", do inglês antigo "wic" e do latim "vicus".   Registros históricos Os vikings, oriundos da Noruega, Suécia e Dinamarca, bem como seus descendentes, estabeleceram-se em extensas regiões ao longo da costa do Mar Báltico, abrangendo a maior parte da Rússia continental, a Normandia na França, a Inglaterra, além de realizarem incursões nas costas de diversos outros países europeus, incluindo Portugal, Espanha, Itália, Sicília e partes da Palestina.   Antes da expedição de Cristóvão Colombo, os vikings também alcançaram a América, embora sua suposta tentativa de colonizar a costa sudeste do Canadá tenha fracassado.   Estes guerreiros náuticos partiam de suas terras natais na península escandinava, destacando-se por suas incursões de pilhagem, além de estabelecerem colônias e se envolverem em atividades comerciais.   A influência cultural dos vikings se estendeu pelo norte da Europa e por outras diversas partes do continente europeu, sendo notável, por exemplo, na Normandia, França, onde Hrólfr (Rollo) adquiriu terras por meio de um acordo com Charles le Simple (Carlos, o Simples), no Tratado de Saint-Clair-sur-Epte.   Esse território situa-se no norte da França, nas proximidades da cidade de Ruão. Além disso, Eiríkr hinn rauði (Erik, o Vermelho), após ser expulso da Noruega e da Islândia, estabeleceu colônias na Groenlândia, enquanto Leifr Eiríksson, seu filho, explorou o Canadá. Leia também: Leif Eriksson, o Lendário Explorador Viking   Contrariando a representação comum, os vikings não utilizavam capacetes/elmos com chifres, mas eram reconhecidos pelo uso de lanças em homenagem a Óðinn (Odin) e machados. Navegavam em embarcações ágeis, o que facilitava ataques surpresa e rápidas fugas, quando necessárias.   Fontes Primárias No entendimento da Mitologia Nórdica, as fontes primárias desempenham um papel crucial. Escritas em norrœnt (nórdico antigo), esses tesouros foram predominantemente produzidos entre os Séculos X e XIII.   Representam documentos que preservam a história, práticas, costumes e a visão de mundo dos povos nórdicos.   Essas fontes oferecem uma revelação fundamental da intrincada tapeçaria de crenças, histórias e personagens que compõem esse fascinante corpo de mitos. A Mitologia Nórdica tem cativado o mundo ocidental ao longo dos séculos, refletindo-se em diversas formas de expressão artística e narrativa literária.   Transmitidos oralmente, por escrito ou visualmente, os mitos contam histórias as quais envolvem deuses, heróis, monstros, a origem do mundo e os elementos da natureza.   Essas narrativas não são apenas fontes de entretenimento, mas também servem como estruturas de sentido, proporcionando explicações sobre o mundo dos homens, dos deuses e do cosmos.   Destaca-se dentre as fontes literárias o Codex Regius, um manuscrito que abriga os poemas da Edda, conhecida como "Profecia da Mulher Sábia". Documentado como AM 738 4to , tecnicamente chamado de Eddukvæði (Grande Sabedoria da Edda) e popularmente reconhecido como "Edda Poética", esse texto é uma peça-chave para o estudo da Mitologia Nórdica.   Snorri Sturluson, Skáld (mestre em poesia), deixou um legado valioso ao contribuir significativamente para a preservação das práticas poéticas nórdicas, como evidenciado em obras como o Heimskringla (O Globo Terrestre), que registra grande parte da história dos reis escandinavos. Leia também: Snorri Sturluson e as fontes primárias   Além das fontes literárias, as fontes iconográficas, como petróglifos da Idade do Bronze, bracteatas do período das migrações germânicas, estatuetas, pingentes e objetos decorativos, estelas rúnicas e pintadas da Era Viking, plaquetas votivas, monumentos nórdicos e cruzes da área anglo-saxã, oferecem uma visão abrangente da Mitologia Nórdica.   Essas fontes primárias, essenciais para o entendimento da fé nativa e da cultura dos povos nórdicos, possibilitam uma exploração profunda e autêntica da mitologia, história e práticas desses povos. O estudo dessas fontes permite-nos continuar a apreciar e desvendar a rica herança cultural dos nórdicos.   Forn Siðr Forn Siðr, traduzido do norrœnt como "Antigo Costume", representa a fé nórdica nativa, remontando ao período pré-cristão. Essa tradição religiosa está intrinsecamente conectada aos textos escandinavos fundamentais, como a Edda poética e a Edda em prosa.   A compreensão do desenvolvimento dos costumes religiosos e culturais nórdicos é facilitada por estudos etimológicos e arqueológicos. Ainda assim, existe um equívoco moderno o qual sugere que todas as práticas religiosas e espirituais pré-cristãs foram totalmente perdidas. Contudo, essa não é a realidade para todas as comunidades.   Embora algumas culturas tenham experimentado uma ruptura significativa, a cultura e a fé nórdicas nunca foram totalmente suprimidas, mesmo com a cristianização ocorrendo na Escandinávia, embora de maneira mais tardia em comparação a outras regiões da Europa. Leia também: Forn Siðr: uma breve introdução, parte 1: as raízes que embasam a religião   O termo Forn Siðr foi documentado na Ólafs Saga helga (Saga de Ólafr Haraldsson, o Santo — uma das Sagas Nórdicas), no capítulo 76. É importante salientar que não é culturalmente correto referir-se aos praticantes do Forn Siðr como "pagãos". Eles devem ser corretamente chamados de "heiðin" (aqueles que honram o costume). Mitologia Nórdica A Mitologia Nórdica, também conhecida como mitologia germânica ou escandinava, compreende o conjunto de lendas e crenças dos povos germânicos antigos que habitavam a região da Europa Setentrional.   Essas narrativas buscam explicar a origem do cosmos, a natureza dos deuses, o destino da humanidade e outros fenômenos naturais.   Os nove mundos que compõem a mitologia nórdica são governados e habitados por diferentes seres:   Miðgarðr: terra média é reino dos humanos, equivalente ao plano material. Protegida por Jǫrð, a deusa da terra, e cercada por Jǫrmungandr, a serpente do mundo; Asgarðr: reino dos deuses Æsir, situado no mundo superior, os céus e guardado por Heimdallr. Seus líderes são Óðinn, o deus supremo e Frigg, a deusa do casamento e da profecia; Niflheimr: governada por Hel, filha de Loki, corresponde ao reino do gelo e da névoa, habitado pelos mortos indignos e pelos íssjǫtnar; Vanaheimr: mundo dos deuses Vanir, associados à fertilidade, magia e natureza. Seu líder é Njǫrðr, o deus do mar e da riqueza; Svartálfaheimr: habitat dos elfos negros ou anões, especialistas na arte da forja. Seu líder é Hreiðmarr, o rei dos anões; Jǫtunheimr: reino dos jǫtnar, representando as forças caóticas da natureza, com Þrymr como líder, o rei dos íssjǫtnar; Níðavellir: reino dos anões ou dvergar, localizado nos subterrâneos de Miðgarðr, conhecidos por sua sabedoria e habilidade na metalurgia. Seu líder é Durinn, o mais antigo dos anões; Múspellsheimr: reino do fogo, habitado pelos eldjǫtnar, liderados por Surtr, o senhor do fogo; Álfheimr: reino dos elfos ou álfar, seres mágicos de aparência humana e beleza extraordinária.   Alguns dos poderes governantes das religiões nórdicas (Deuses Vikings): Óðinn: Maior dos deuses nórdicos e pai de todos; Frigg: Deusa do casamento e da profecia, esposa de Óðinn; Þórr: Deus do trovão e da força, filho de Óðinn; Týr: Deus do combate, filho de Óðinn e Frigg; Víðarr: Deus da vingança, filho de Óðinn; Freyr: Deus da abundância e irmão de Freyja.   Berserkir Os Berserkir foram guerreiros misteriosos da literatura escandinava medieval, associados ao Deus Óðinn e frequentemente retratados como combatentes furiosos.   Seu nome, relacionado aos "ursos", sugere uma possível conexão com a vida militar dedicada. Os berserkir destacaram-se na Batalha de Hafrsfjörðr, onde demonstram habilidades únicas e uma resistência notável. Leia também: Os berserkir realmente existiram?   Esses guerreiros têm contrapartes lupinas, os Úlfhéðinn. A ligação espiritual com Óðinn é evidenciada em textos como a Ynglinga saga, onde o Deus foi descrito conferindo habilidades especiais aos Berserkir.   A relação entre esses guerreiros e animais como ursos e lobos na batalha permanece enigmática, com sugestões de comportamento ritualístico.   Apesar de sua presença em sagas islandesas como antagonistas, os verdadeiros costumes dos Berserkir são pouco conhecidos, tornando-os figuras fascinantes e misteriosas na mitologia nórdica.   A dualidade religiosa durante a Era Viking Durante o Século X, a Escandinávia passou por uma mudança religiosa significativa. Enquanto as antigas crenças pagãs dominavam a região, o Cristianismo começou a ganhar influência, especialmente na Dinamarca.   A conversão dos vikings ao Cristianismo foi impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo contatos comerciais, influência política e missões de evangelização.   Os vikings não eram exclusivamente pagãos, muitos adotavam o Cristianismo sem abandonar totalmente suas antigas crenças   Essa dualidade religiosa era evidente nas sagas e nos relatos históricos da época. O encontro entre as antigas tradições pagãs e o Cristianismo resultou em um fascinante sincretismo cultural.   Em dado momento, os vikings passaram a desempenhar um papel significativo na disseminação do Cristianismo para além da Escandinávia. Com rotas comerciais e contatos em diferentes partes do mundo, eles levaram consigo não apenas suas habilidades marítimas, mas também sua nova fé.   Participaram das Cruzadas ao lado de outras nações europeias, com o objetivo de expandir a influência cristã e proteger locais sagrados na Terra Santa. A história revela a complexidade das interações culturais e religiosas durante a Era Viking. Leia também: A pouco conhecida cruzada viking   Embora sejam conhecidos por suas incursões violentas é igualmente importante reconhecer o papel desempenhado pelos vikings na disseminação do Cristianismo e na fusão de culturas. Runas "Vikings" As rúnar (runas) são um sistema de escrita e aconselhamento muito importante na cultura nórdica.   A palavra "rún", no nórdico antigo, pode ser traduzida como "conselho". Ao longo da história, as rúnar foram usadas para registrar eventos, contar histórias e oferecer conselhos.   Há um equívoco comum de que as rúnar foram usadas principalmente como oráculos, mas isso não é verdade. As rúnar são, antes de tudo, um sistema de escrita. Leia também: 9 curiosidades sobre as Runas, incluindo as da Era Viking   Elas têm uma história rica e complexa, com cerca de 2000 anos de registros rúnicos encontrados em pedras, artefatos arqueológicos e documentos históricos. Leia também: Desvendando o passado pré-viking da Dinamarca com uma antiga “Adaga Rúnica”   A sacralidade das rúnar é evidente em seu uso religioso, como atestado no Hávamál e em outros documentos, como o Sigrdrífumál e o Rígsþula.   A Runologia, o estudo acadêmico e linguístico das rúnar é uma parte importante dos estudos das línguas escandinavas. O entendimento da história e da evolução rúnica é a primeira preocupação de um interessado em Runologia. No uso religioso das rúnar, os Regin (poderes governantes, os Deuses) concedem conselhos, e não "previsões oraculares". O papel oracular na cultura nórdica é realizado pelas völur, mulheres com habilidades mágicas e dons proféticos.   Em resumo, as rúnar são um aspecto fascinante e complexo da cultura nórdica, com uma rica história e uma variedade de usos e significados. As rúnar são muito mais do que simples símbolos ou ferramentas de adivinhação — são uma parte integral da fé e da história nórdicas.   Expansão e Exploração Viking Os vikings desempenharam um papel crucial na história da exploração marítima e da própria expansão, indo além das águas familiares dos fiordes escandinavos.   Suas jornadas intrépidas e habilidades comerciais deixaram uma marca duradoura em diversas regiões do mundo. Partindo das terras nórdicas, os vikings se aventuraram para o oeste e estabeleceram-se em locais como a Groenlândia e a Islândia.   Nessas terras distantes, dedicaram-se à caça, à criação de gado e à agricultura, além de estabelecerem prósperas redes comerciais.   A Groenlândia, que compartilhavam com o povo Thule, testemunhou a troca de marfim e produtos de caça por metais, evidenciando as interações culturais e comerciais entre os nórdicos e as comunidades locais. Leia também: Os vikings da Groenlândia   A expansão viking não se limitou às regiões do Atlântico Norte. Viajando para o oeste, os vikings chegaram às costas da América do Norte séculos antes de Cristóvão Colombo.   Liderados por exploradores como Bjǫrn Hǫrðólfsson e Leifr Eiríksson, os nórdicos exploraram e estabeleceram acampamentos no Canadá, possivelmente em parte da atual Newfoundland.   No entanto, a tensão com as comunidades originárias e a distância desafiadora entre Newfoundland e a Groenlândia dificultaram a manutenção desses assentamentos.   Antes disso, outras "nações vikings" realizaram suas próprias expansões em diferentes direções na Europa:   Dinamarqueses: sob reis como Knútr II (Cnut ou Canuto II), estenderam seu domínio para a Inglaterra; Suecos: navegaram para o leste, estabelecendo o primeiro estado russo e chegando até Constantinopla; Noruegueses: exploraram as Ilhas Feroe, Shetland, Órcades, Irlanda e Escócia, além de colonizar a Islândia e a Groenlândia.   As incursões vikings na Europa, especialmente a do Grande Exército Pagão — uma das invasões vikings, ocorrida na Inglaterra em 865 d.C. —, deixaram uma marca significativa. Leia também: Amuleto da Era Viking descoberto em 2016 foi associado ao Grande Exército Pagão   Controles temporários sobre territórios ingleses e a fundação de colônias, como a Normandia, exemplificam a complexidade das relações vikings com as regiões que conquistaram.   Essas incursões também se estenderam ao Mediterrâneo, ao mar Cáspio e às costas do “novo mundo”, indicando uma presença viking global. Leia também: O quão longe os vikings chegaram?   Assim, a expansão viking transcendeu fronteiras geográficas, moldando não apenas as terras que conquistaram, mas também influenciando as culturas com as quais interagiram ao longo de suas ousadas jornadas.   A Era Viking Entre os anos de 793 e 1066 d.C., a Era Viking deixou uma marcante impressão na história, destacando-se pelas atividades dos nórdicos, especialmente os escandinavos.   Originários principalmente da região compreendida pela Dinamarca, Noruega e Suécia, os vikings não constituíam uma "raça" única, mas sim pequenos grupos distribuídos por toda a área. Leia também: O que foi a Era Viking? Quem eram os vikings?   Contudo, sua influência não se restringiu à Escandinávia, conforme registros históricos indicando presença viking entre os finlandeses, estonianos e os saamis.   Reconhecidos por suas habilidades marítimas e guerreiras, os vikings empreenderam expedições e estabeleceram colônias em diversas partes do globo, abrangendo desde as Ilhas Britânicas até a Europa Oriental e, surpreendentemente, a América.   Ainda assim, os nórdicos de outrora desempenharam um papel excepcional na introdução do cristianismo na Escandinávia.   Entretanto, a Era Viking transcendeu a imagem de invasões e colonizações, revelando uma sociedade complexa e sofisticada. Muitos vikings eram agricultores e pescadores, habitando grandes salões.   A estrutura social envolvia um sistema de redistribuição, no qual o líder arrecadava impostos em troca de proteção e desenvolvimento de infraestrutura. O legado cultural deixado pelos vikings persiste até os dias atuais, sendo celebrado em diversas partes do mundo.   O declínio da Era Viking foi gradual, marcado pela introdução do cristianismo e a formação de nações, o que alterou as estruturas de poder. Muitos líderes vikings migraram para novas regiões, como a Islândia.   O último grande acontecimento desse período foi a conquista normanda da Inglaterra em 1066 d.C., com os normandos sendo descendentes diretos dos vikings que se estabeleceram no norte da França no Século X. Leia também: Os vikings na África   A Era Viking representou um período de exploração, expansão, comércio e conquista para os nórdicos, cujo legado continua a ecoar na cultura, história e paisagens de diversas partes do mundo. Declínio Após décadas de saques, a resistência contra os vikings tornou-se mais eficaz e, com a introdução do cristianismo na Escandinávia, a cultura viking passou por moderações significativas.   As incursões vikings cessaram no final do Século XI. A consolidação dos três reinos escandinavos (Noruega, Dinamarca e Suécia) em substituição aos “diversos reinos vikings” no meio do Século XI também pode ter contribuído para o fim dos ataques.   Os vikings, agora envolvidos nas intrigas políticas que anteriormente os beneficiavam, viram grande parte da energia de seus reis dedicada à governança de suas terras.   A propagação do cristianismo enfraqueceu os antigos valores guerreiros pagãos, sendo os nórdicos “assimilados” pelas culturas com as quais tiveram contato. Os ocupantes e conquistadores da Inglaterra tornaram-se ingleses, os normandos transformaram-se em franceses e os Rus evoluíram para russos.   Os reis da Noruega, agora cristianizada, continuaram a reivindicar poder em partes do norte da Grã-Bretanha e da Irlanda, resultando em algumas incursões no Século XII, contudo, as principais ambições militares dos governantes escandinavos se deslocaram às novas direções.   Em 1107, Sigurðr I da Noruega embarcou para o Mediterrâneo Oriental com os cruzados noruegueses para participarem das batalhas pelo recém-estabelecido Reino de Jerusalém, enquanto dinamarqueses e suecos se envolveram ativamente nas Cruzadas do Báltico nos Séculos XII e XIII.   Os governantes escandinavos passaram a concentrar seus esforços na unificação dos três reinos sob única coroa, culminando na Kalmaríkið (União de Kalmar) no final do Século XIV, porém, essa união terminou com a saída da Suécia no Século XVI, durante o contexto histórico do Renascimento. Dinamarca e Noruega permaneceram unidas até o início do Século XIX, com o advento da Revolução Industrial. Isso sugere que, além da cristianização, os descendentes escandinavos dos vikings passaram a se concentrarem mais em questões internas ou regionais no Norte da Europa.   A escrita dos vikings era baseada nas rúnar (runas), símbolos gravados em pedras, utilizados até o período da cristianização, que promoveu uma fusão cultural e provocou alterações significativas.   Nesse processo de intercâmbio cultural, elementos da cultura cristã foram assimilados pelos vikings, enquanto algumas tradições e concepções das religiões vikings foram adotadas pelos cristãos, contribuindo para a aceitação do cristianismo pelos vikings.   Um exemplo disso é a "santificação" da festa da deusa Ēastre. Essa festividade, com símbolos como coelhos e ovos, originou os nomes da Páscoa em inglês (Easter) e alemão (Ostern, derivado de uma variação de seu nome, Ostera).   Na Rússia, os vikings eram conhecidos como Væringi (varegues ou varegos) e os guardas escandinavos dos imperadores bizantinos eram chamados de Væringagarðr (guarda varegue). Outros termos utilizados incluem nórdicos e normandos. Os normandos Os Normandos, originários da fusão entre os vikings e os habitantes da região da Normandia, no norte da França, emergiram como uma força política e militar influente na Europa medieval.   No final do Século IX, um grupo de vikings estabeleceu-se na foz do Rio Sena, realizando um tratado com o rei franco Charles le Simple (Carlos, o Simples).   Aceitando o cristianismo e a suserania do rei, os Normandos, liderados por Hrolfr (Rollo), conseguiram manter sua autonomia e preservar elementos de sua herança nórdica, enquanto se adaptavam à língua, ao direito e à arquitetura românicos. Essa mistura única de influências moldou a identidade normanda.   Expandindo-se para o sul da Itália, os Normandos envolveram-se em conflitos entre lombardos, bizantinos e sarracenos. Fundaram o Reino da Sicília, que se tornou um importante centro de comércio e cultura no Mediterrâneo.   Os Italo-Normandos, descendentes italianos dos primeiros conquistadores normandos, desempenharam um papel significativo na história italiana do Século XI.   Os normandos também se destacaram nas cruzadas, lutando pela libertação da Terra Santa dos muçulmanos, sendo reconhecidos por sua bravura e habilidade militar.   A conquista mais famosa dos Normandos ocorreu em 1066, quando o duque Guillaume da Normandia, descendente de Hrolfr, reivindicou o trono inglês após a morte do Rei Edward the Confessor (Eduardo, o Confessor).   Na Batalha de Hastings, derrotou o rei anglo-saxão Harold, tornando-se Guillaume le Conquérant (Guilherme, o Conquistador), consolidando seu domínio na Inglaterra, substituindo a nobreza local e influenciando também a Escócia, o País de Gales e a Irlanda.   O legado duradouro dos Normandos reflete-se na história, língua e cultura dos lugares que habitaram.   Contribuíram para a formação de identidades nacionais e regionais, a difusão do cristianismo e feudalismo, o desenvolvimento da arte e arquitetura românicas, enriquecendo o patrimônio europeu.   "Sociedade Viking” A "sociedade viking", especialmente durante a Era Viking era caracterizada por uma forte ligação entre guerra e poder. A guerra e a monarquia eram elementos inseparáveis na Escandinávia medieval.   Durante este período, os povos escandinavos empreenderam grandes movimentos de expansão pela Europa e até mesmo para outras partes do mundo.   O termo "viking" tem um significado próximo de "pirata", indicando mais uma ocupação do que uma etnia. A Era Viking é marcada por atos de pilhagem, saques e pirataria, praticados tanto por homens comuns como por aristocratas e reis escandinavos.   Essa cultura guerreira permeava toda a sociedade, influenciando diversos aspectos da vida, incluindo a constituição do poder monárquico.   Os reis noruegueses da Era Viking são exemplos notáveis dessa relação entre guerra e poder. Eles eram líderes carismáticos, cujo poder era legitimado por meio de atos heroicos e guerreiros.   A guerra era vista como um meio de obtenção de recursos e prestígio, bem como de manutenção desses status . A cultura guerreira era transmitida de geração em geração, com os ideais de coragem e bravura sendo ensinados e valorizados.   Os reis guerreiros da Era Viking (Reis Vikings), como Haraldr Harfager e seu filho Eiríkr blóðøx, são exemplos de líderes que usaram a guerra para conquistar e manter o poder. Eles são lembrados por suas vitórias em batalhas e pela expansão de seus reinos. Leia também: 7 Reis Vikings e suas conquistas   Esses reis emanavam um grande poder simbólico, reforçado por mitos e poesias épicas que legitimavam sua liderança.   O papel da mulher na Era Viking Muitas vezes negligenciado na história, o papel da mulher durante a Era Viking é um tema complexo, ainda assim é fácil dizer que as mulheres tinham espaço significativo na sociedade da época.   Na realidade histórica, as mulheres vikings não se limitavam apenas às funções tradicionais de fazendeiras, tecelãs e comerciantes; elas também assumiam papéis que evidenciavam sua influência e importância.   Um exemplo notável é o esqueleto " Bj 581 ", originalmente considerado masculino devido às armas enterradas ao lado dele. No entanto, análises de DNA confirmaram sua identidade feminina, revelando a existência da "Guerreira de Birka". Leia também: Como os cientistas desvendam o sexo, gênero e a sexualidade dos restos esqueléticos da Era Viking   Esse achado destaca a presença de guerreiras vikings, desafiando estereótipos preconcebidos.   As leis vikings permitiam que as mulheres possuíssem e administrassem propriedades, como evidenciado em Birka, onde túmulos femininos continham pesos e balanças de comércio.   Esse aspecto revela a participação ativa das mulheres na esfera econômica e administrativa.   Na esfera religiosa, as mulheres eram veneradas como deusas, tal qual Freyja, associada à soberania, abundância, colheita e longevidade. Essa adoração demonstra a reverência e a importância atribuídas às mulheres na mitologia nórdica.   Somam-se a isso, exemplos de liderança feminina que se destacaram na história viking, a exemplo, Æthelflæd, filha de Alfred the Great (Alfredo, o Grande), eleita governante da Mércia, quem contava com a lealdade dos vikings, triunfando em batalhas importantes no início do Século X.   As mulheres na Igreja desempenhavam papéis expansivos e estimulantes, com a vida monástica permitindo que mulheres nobres formassem seus próprios centros de aprendizado. Leia também: Olga, a heroína viking que virou Santa   Esses exemplos revelam que as mulheres vikings eram guerreiras, proprietárias, administradoras, líderes, desempenhando papéis fundamentais na sociedade e contribuindo para um legado duradouro.   Igualdade de gênero durante a Era Viking Na Era Viking, a igualdade de gênero floresceu notavelmente, perdurando nas sociedades da Dinamarca, Suécia e Noruega até hoje.   Pesquisas recentes revelaram que a prosperidade dessas nações, em termos de educação, saúde, estabilidade econômica e expectativa de vida, remonta aos Séculos VIII a XI, durante a Era Viking.   A igualdade de gênero não só beneficiou as mulheres, mas também teve um impacto positivo no crescimento econômico e desenvolvimento em geral.   A equidade entre homens e mulheres nórdicos, desde a Era Viking até os dias atuais, destoa significativamente de outras regiões da Europa, especialmente durante a Idade Média.   A conclusão baseia-se na análise de dados do Global History of Health Project (GHHP) , que examina esqueletos humanos de mais de 100 sítios arqueológicos dos últimos 2000 anos.   Os especialistas focaram na saúde e nutrição, utilizando os dentes para identificarem evidências de desnutrição ou doença na infância. A análise revelou uma notável igualdade nas condições de saúde entre mulheres e homens vikings. Leia também: A vida social e o papel das mulheres na Era Viking   A utilização do comprimento do fêmur como indicador de saúde e dieta também reforça a ideia de homogeneidade entre os homens e as mulheres vikings.   A estreita conexão entre a frequência de danos no esmalte dentário e o estado geral de saúde confirma que as mulheres vikings eram altas, fortes e saudáveis, características que contribuíram para a disseminação dos mitos sobre as Valkyrjur (Valquírias).   Entretanto, a pesquisa observa uma mudança no cenário por volta do ano 1000, com a chegada do cristianismo e a formação de cidades.   O surgimento de um sistema de classes, evidenciado em ossadas nas cidades suecas e norueguesas, trouxe desigualdades, especialmente entre homens e mulheres de estirpes distintas. Ainda assim, fora dessas cidades, a igualdade persistiu.   A igualdade fora dos centros urbanos parece ter sido associada à especialização na criação de gado. Enquanto o aumento das colheitas demandava força muscular, tarefa predominantemente realizada por homens, a criação de animais permitiu que as mulheres contribuíssem significativamente para a renda familiar.   Esse papel econômico provavelmente elevou a posição das mulheres na sociedade viking, tornando-as notavelmente prósperas em comparação com suas contemporâneas da Europa Medieval.   A "sociedade viking" se destaca como um exemplo notável de igualdade de gênero. O legado deixado pelas mulheres escandinavas durante a Era Viking continua a influenciar positivamente as sociedades contemporâneas da Dinamarca, Suécia e Noruega, contribuindo para sua prosperidade e estabilidade econômica. Arte Viking A arte nórdica da Era Viking é um reflexo fascinante da cultura e da cosmovisão dos povos escandinavos durante a Idade Média.   Ela é caracterizada por uma variedade de formas e motivos, muitos dos quais são inspirados pela mitologia nórdica e pela natureza.   Os estilos artísticos vikings evoluíram ao longo do tempo. Sendo os primeiros estilos, como o Oseberg, caracterizados por animais entrelaçados e formas geométricas. Estilos posteriores, como o Urnes, apresentam animais mais estilizados e detalhados.   Os motivos comuns na arte viking incluem animais míticos, como dragões e serpentes, bem como deuses e heróis da mitologia nórdica. Fora isso, a arte viking frequentemente retrata cenas de batalhas e viagens marítimas, refletindo a importância da guerra e da exploração na cultura viking.   A arte viking teve uma influência duradoura, inspirando uma variedade de movimentos artísticos modernos. Por exemplo, o revivalismo viking do Século XIX que embalou o ressurgimento do interesse pela arte e cultura viking.   Por favor, note que este texto é uma visão geral e pode não refletir todas as nuances e complexidades da arte viking. Alimentação na Era Viking Um aspecto importante dos nórdicos da Era Viking é a alimentação, que refletia as condições geográficas, climáticas e sazonais da região.   A dieta viking era baseada principalmente em produtos de origem animal, como carne, leite, queijo, manteiga, ovos e mel.   Eles criavam animais domésticos, como vacas, ovelhas, cabras, porcos, galinhas e patos, caçavam animais selvagens, como alces, veados, ursos, lobos, raposas e lebres.   Os vikings também pescavam peixes, como salmão, arenque, bacalhau e truta, e coletavam frutos do mar, como mariscos, ostras, mexilhões e caranguejos. Os nórdico de outrora consumiam produtos de origem vegetal, como cereais, legumes, frutas e ervas. Eles cultivavam trigo, cevada, aveia e centeio, fazendo pão, mingau, cerveja e hidromel.   Eles também plantavam ervilhas, feijões, nabos, cenouras, repolhos, alhos, cebolas e alfaces, tal qual colhiam frutas silvestres, como amoras, framboesas, mirtilos e morangos. Eles usavam ervas aromáticas, como endro, salsa, tomilho, alecrim e hortelã, para temperar os alimentos e fazer chás.   Os vikings se alimentavam de forma simples, mas variada, aproveitando os recursos disponíveis em cada estação do ano. Eles também preservavam os alimentos por meio de técnicas como salga, defumação, secagem e fermentação para garantir o abastecimento durante o inverno.   A alimentação viking era nutritiva e equilibrada, fornecendo energia e saúde para um povo guerreiro e aventureiro. Os navios vikings Os navios Vikings desempenharam um papel fundamental na história e na expansão dos povos nórdicos durante a Era Viking.   Essas embarcações icônicas não eram apenas meios de transporte, mas sim símbolos de inovação, poder e identidade para os escandinavos da época. A construção dos navios vikings representou um marco tecnológico e naval.   Inicialmente, os escandinavos utilizavam barcos a remo, construídos no estilo clínquer, onde os pilares de proa e popa eram adicionados primeiro, seguidos pela instalação das tábuas lateralmente.   A ausência de moldes sugere uma construção baseada em habilidade artesanal, onde os construtores, possivelmente os próprios idealizadores do navio, uniam as tábuas sem o auxílio de estruturas predefinidas.   Com o tempo, a construção evoluiu, encurtando as tábuas e aprimorando as quilhas para a fixação de mastros. Mudanças estruturais como a deslocação do leme para estibordo demonstram uma melhoria na eficiência e no controle dos navios. Essas inovações não apenas aprimoraram a funcionalidade das embarcações, mas também as tornaram elementos marcantes na cultura e na sociedade nórdica.   A indústria têxtil desempenhou um papel crucial no aprimoramento dos navios vikings. A capacidade dos escandinavos em trabalharem com lã e linho permitiu a adoção eficaz da vela, uma inovação tecnológica “disruptiva”. Leia também: Navio Viking: uma maravilha da engenharia do mundo antigo   As velas não apenas impulsionaram os navios de maneira mais eficiente, como expandiram as fronteiras geográficas dos vikings, possibilitando viagens mais longas e exploratórias.   A indústria têxtil não se limitava apenas à navegação. Os escandinavos eram habilidosos em produzir roupas, tapetes e tendas, utilizando tecidos de alta qualidade.   A importância dos navios vikings vai além da mera funcionalidade marítima. Essas embarcações eram versáteis e adaptavam-se aos diferentes propósitos.   Desde os elaborados navios funerários, como o Gokstad, até os longos navios — ideais para incursões e comércio —, os vikings construíam suas embarcações sob medida para enfrentarem os desafios que encontravam. Os navios vikings desempenharam um papel sem igual nas conquistas territoriais dos nórdicos. A partir dos ataques a Lindisfarne até as explorações mais distantes nas Américas, essas embarcações foram os veículos que possibilitaram a expansão e a influência dos vikings em terras estrangeiras. Leia também: Em junho de 793 d.C., os vikings invadiam Lindisfarne, saiba como foi   O legado dos navios vikings é evidente nos rituais de enterro. Os escandinavos enterravam seus líderes em navios, indicando não apenas a importância dessas embarcações em vida, mas também em sua jornada pós-morte.   Os montes funerários, cuidadosamente construídos ao redor dos navios, representavam rituais simbólicos e testemunhavam a habilidade marítima lendária dos vikings.   Os navios vikings transcendem sua função prática como meios de transporte, tornando-se testemunhos tangíveis da engenhosidade, habilidade artesanal e ousadia dos nórdicos. Marcaram uma era. Navios funerários vikings Os "enterros em navio" eram práticas funerárias peculiares da Era Viking, como evidenciado pelos recentes levantamentos arqueológicos realizados em Hjarnø, Dinamarca, no famoso cemitério de Kalvestene.   A pesquisa liderada pelos arqueólogos da Flinders University lançou luz sobre as configurações únicas desse local, cuja importância transcende sua modesta dimensão.   O campo da sepultura de Kalvestene é notável por suas representações de navios funerários, conforme retratado em desenhos do Século XVII pelo renomado antiquário Ole Worm. Leia também: Descoberta de navio funerário anterior à Era Viking pode reescrever a história   Enquanto as ilustrações de Worm exibem mais de 20 configurações de navios no local, os arqueólogos identificaram duas novas áreas elevadas que podem corresponder a essas representações.   Uma delas parece ser um navio típico, enquanto a outra permanece ambígua, aguardando escavações e pesquisas adicionais para uma compreensão mais precisa.   A singularidade de Kalvestene destaca-se ao contrastar com outros locais funerários dinamarqueses contemporâneos, que geralmente apresentam configurações circulares, ovais ou triangulares de pedra. Leia também: Algumas tradições funerárias da Noruega remontam à Era Viking   Em vez disso, Kalvestene exibe semelhanças marcantes com sítios do sul da Suécia, suscitando questionamentos sobre possíveis conexões entre as duas regiões.   O cemitério de Kalvestene é repleto de monumentos que, segundo a lenda, honram o Rei Hiarni, que ascendeu ao trono após compor um poema emocionante sobre a morte do antigo rei derrotado em batalha na ilha.   Apesar de seu tamanho modesto, a ilha de Hjarnø era notável na Escandinávia medieval, pois os navios tinham que navegar até lá para alcançar um importante centro comercial em Horsens. Artefatos de um tesouro descoberto em 2017 sugerem visitas de comerciantes estrangeiros, aumentando ainda mais o prestígio do local.   Os "enterros em navio" têm sido interpretados como símbolos religiosos, conectando os vikings à Mitologia Nórdica e, especialmente, ao Deus Njord. O navio, ou Skidbladnir, símbolo do deus, controlava o vento e o clima, sendo homenageado pelos vikings para garantir condições favoráveis de navegação.   A pesquisa em Hjarnø combinou dados medievais, aerofotogrametria e LiDAR para entender a singularidade da construção adaptada às condições específicas da comunidade da pequena ilha.   Embora não tenha oferecido uma compreensão conclusiva das origens de Kalvestene, o estudo destacou a importância de integrar fontes críticas, análises e dados arqueológicos para aprofundar nossa compreensão desses locais históricos. Navio de Oseberg No coração da Fazenda Oseberg, perto de Tønsberg, Noruega, repousa o testemunho imponente de uma era esquecida.   O maior túmulo viking já descoberto não acolheu um guerreiro destemido, mas sim duas mulheres, cujas identidades ainda flutuam no mistério das ondas do tempo.   Uma delas, possivelmente uma rainha, pois detinha o privilégio de uma despedida majestosa, gravada na história pelos vestígios de sua última morada: o navio.   Em 834 d.C., essas mulheres, enigmáticas em vida, embarcaram em sua jornada para o além. A mais velha, aproximadamente com 75 anos e a mais jovem com cerca de 50, repousam em um navio funerário que se tornou o epítome da grandiosidade na morte viking. Leia também: Conheça alguns dos artefatos vikings mais impressionantes do mundo Seus papéis exatos na sociedade viking permanecem um quebra-cabeça, com especulações que variam de líderes políticas a sacerdotisas veneradas.   O mistério que envolve as duas mulheres de Oseberg é intensificado pelo esplendor de seu enterro. Os bens que as acompanham sugerem uma posição de destaque na sociedade viking, talvez até mesmo a realeza.   Entre as teorias, destaca-se a possibilidade de que a mais velha seja a lendária Rainha Åsa, avó de Haraldr I, o primeiro rei unificador da Noruega. Outros vislumbram a presença de uma sacerdotisa poderosa, cujo legado transcendeu a fronteira entre os mundos.   O navio em que foram enterradas é uma testemunha silenciosa da importância atribuída à partida para o além. Enquanto muitos vikings eram sepultados com seus pertences favoritos, os mais abastados eram conduzidos ao reino dos mortos em navios majestosos.   Os navios funerários, variando em formas e propósitos, eram uma manifestação da riqueza e status do falecido. Entre os itens que adornavam o túmulo de Oseberg, destaca-se uma carruagem esculpida, uma obra-prima única da Era Viking.   A descoberta do navio em 1903 por um fazendeiro trouxe à luz não apenas uma tumba, mas uma cápsula do tempo viking.   Construído quase inteiramente em carvalho, o navio de Oseberg testemunhou os rituais elaborados que marcavam a passagem para a vida após a morte. De Shetland à Rússia, navios funerários ecoam a tradição viking, onde os enlutados celebravam rituais que transcendiam o mundano.   O Navio de Oseberg permanece como uma testemunha das mulheres que desafiaram as narrativas convencionais da Era Viking.   Em sua última viagem, elas navegaram nas ondas eternas da memória, a bordo de um navio que se tornou um elo entre o passado e o presente, contando a história de mulheres que desafiaram os limites do tempo e do poder.   Tipos de navios vikings Os Vikings foram mestres na construção naval, desenvolvendo diversos tipos de navios que se destacavam por sua versatilidade e eficácia. Entre os variados modelos utilizados pelos Vikings, destacam-se a Fǫrœingr, a Knǫrr, as Langskip e a Byrdingr, cada uma com suas características distintas.   Fǫrœingr A Fǫrœingr, um pequeno barco aberto com dois pares de remos, tem uma história que remonta à Era Viking. Comum nas comunidades de construção naval no oeste e norte da Escandinávia, ainda é utilizado hoje.   Essas embarcações, “costuradas” e sobrepostas, eram empregadas para navegação costeira, pesca, comércio e para fins pessoais. Algumas Fǫrœingrs carregavam uma pequena vela quadrada, além dos remos. Leia também: Como os navios vikings eram construídos? Qual é o seu legado?   Uma variação da Fǫrœingr é a Fimmborðingr, também uma embarcação aberta, clinked e de madeira, utilizada para pesca e transporte. Alguns exemplares de Fǫrœingr foram descobertos por arqueólogos e estão em museus navais na Europa.   Os Vikings, conhecidos por enterrarem seus líderes em barcos, realizaram notáveis sepultamentos, como o da Fǫrœingr de Gokstad, parte do famoso sepultamento do navio Gokstad, datado do Século IX e exposto no Museu do Navio Viking em Oslo.   Knǫrr Os Knǫrr eram navios principalmente destinados ao transporte de carga, incluindo marfim de morsa, trigo, madeira, lã, mel e escravos.   Eram as embarcações mercantes dos Vikings, robustas e impulsionadas por velas, com remos utilizados apenas em águas sem vento.   Utilizados em longas viagens pelo Mar Báltico e Mar Mediterrâneo, os Knǫrr podiam transportar uma carga considerável e enfrentar vastas extensões de oceano aberto. Diferentemente dos navios de guerra viking, os Knǫrr tinham cascos mais largos e profundos para acomodar carga e dependiam mais das velas do que dos remos.   Descoberto em 1962, o bem-preservado Knǫrr Skuldelev, encontrado em um canal no Fiorde de Roskilde, na Dinamarca, destaca-se entre os achados arqueológicos e está exposto no Museu do Navio Viking de Roskilde .   Langskip Os Langskip, considerados as melhores embarcações dos vikings, eram utilizados para exploração, guerra e comércio. Com um design alongado e estreito, podiam navegar em águas rasas e em condições adversas.   Velozes e versáteis, essas embarcações eram símbolos de poder e propriedade dos mais abastados.   Os Langskip eram classificados em quatro tipos: Karvi, Snekkja, Skeid e Drakker:   Karvi: de tamanho relativamente pequeno, era empregado para pesca, comércio e transporte de mercadorias; Snekkja ou "skip": era o mais comum, adequado para combates no mar e águas profundas; Skeid: um dos maiores navios Viking, destinava-se à guerra, com mais de 30 remos; Drakker, ou "drakkar": era decorado com esculturas intimidadoras.   Byrdingr A Byrdingr era uma embarcação de carga leve e ágil, mais manobrável que o Knǫrr. Com uso predominante de remos, era capaz de navegar em águas profundas, transportando mercadorias e seus mercadores. Com o advento dos navios redondos do sul e a cristianização, a Byrdingr perdeu popularidade.   Assim, os Vikings dominaram os mares com uma variedade de navios que atendiam às suas diversas necessidades, desde comércio até exploração e guerra. Essas embarcações, com suas características únicas, contribuíram significativamente para a reputação e legado marítimo dos Vikings.   Desmistificando os vikings Ao abordar a complexidade da cultura viking é imperativo desvincular a realidade histórica dos estereótipos perpetuados ao longo dos anos.   Este conjunto de mitos, muitas vezes provenientes de interpretações errôneas ou influências artísticas românticas, obscurece a compreensão precisa desse povo intrépido. Vamos desmistificar algumas concepções equivocadas sobre os vikings:   Vikings eram um povo O termo "viking" inicialmente referia-se a atividades marítimas, não a uma etnia. Rotular indiscriminadamente todos os habitantes da Escandinávia entre os Séculos VIII e XI como vikings é impreciso.   O termo deveria ser reservado para aqueles que se engajavam em expedições marítimas, não como uma designação étnica.   Elmo viking com chifres e asas A representação estereotipada dos elmos vikings adornados com chifres ou asas originou-se de influências românticas do Século XIX. Essa imagem fantasiosa não tem base histórica ou arqueológica. Tentativas modernas de associar os chifres a ataques a igrejas são igualmente infundadas.   Nórdicos bebiam em crânios A ideia de que os nórdicos bebiam em crânios, derivada de fontes literárias e mitológicas, não encontra respaldo na história, arqueologia ou documentação.   Representações contemporâneas, como na série Vikings, perpetuam esse estereótipo sem fundamentação histórica.   Convivência com o período feudal A imagem dos nórdicos atacando castelos e interagindo com a sociedade feudal é um clichê fantasioso da literatura. O feudalismo não atingiu a Europa Setentrional até o século XI, desmentindo a convivência retratada em algumas obras.   Nórdicos não usavam arco e flechas Apesar de não ser a técnica principal, evidências arqueológicas e literárias comprovam que os nórdicos também utilizavam arco e flechas em combate, desmistificando a ideia de que dependiam exclusivamente de espadas e machados.   Nórdicos brutos e descomunais A representação exagerada dos nórdicos como brutais e descomunais foi uma construção do Século XIX. Essa imagem distorcida influenciou a ficção moderna, criando estereótipos físicos e comportamentais injustificados.   Machado escandinavo gigantesco com duas lâminas A representação de machados vikings com duas lâminas é um equívoco artístico. Na realidade, os machados de mão e de batalha tinham apenas uma lâmina. Machados duplos surgiram após o período viking.   Nórdicos utilizando martelos em batalhas A associação dos nórdicos a martelos de batalha decorre de representações mitológicas de Thor. No entanto, não há evidências históricas de martelos de batalha na Era Viking.   Embarcações com escudos e remos A representação dos nórdicos chegando à América em drakkars é imprecisa. Para viagens transoceânicas, eles utilizavam Knǫrr, embarcações diferentes, sem escudos laterais e remos.   Todo viking era pagão Apesar da predominância do paganismo na Era Viking, existiram vikings cristãos, como Leifr Eiríksson e Olav Tryggvason, demonstrando a diversidade religiosa desse povo. Leia também: Vikings cristãos: a fascinante dualidade religiosa dos destemidos navegadores   Incursões na América do Sul A ideia de incursões vikings na América do Sul carece de respaldo histórico e arqueológico, sendo um mito do Século XIX sem fundamento.   Vikings utilizando balestras A representação de vikings usando balestras na Alta Idade Média é uma anacronia. Não há evidências históricas ou arqueológicas de seu uso pelos nórdicos durante a Era Viking.   Ao desmistificar esses conceitos, podemos apreciar a complexidade e diversidade da cultura viking, indo além dos estereótipos simplificados que foram transmitidos ao longo do tempo.   Considerações finais Os vikings, povo nórdico originário da Escandinávia, desempenharam um papel significativo ao longo da História, deixando um legado duradouro.   No período compreendido entre os Séculos VIII e XI, esses guerreiros marítimos prosperaram em incursões ousadas, explorando terras distantes, estabelecendo rotas comerciais e até mesmo chegando à América do Norte, séculos antes de Cristóvão Colombo.   O início da Era Viking foi marcado por incursões esporádicas e incertas, mas à medida que o tempo avançava, esses povos se tornaram uma força formidável, estabelecendo assentamentos, como Dublin e Kiev, e interagindo intensamente com outras culturas, como os anglo-saxões e os francos.   O ápice dessa era foi representado pelas incursões na Inglaterra, França e outros pontos da Europa, onde os Vikings exerciam influência política e cultural.   No entanto, o período viking chegou ao seu fim com a cristianização progressiva da Escandinávia e a formação de reinos mais estáveis. A exploração marítima cedeu lugar ao comércio, e muitos vikings se integraram às sociedades europeias que antes saqueavam.   O fim da Era Viking, porém, não significou o esquecimento de sua contribuição para a história.   O legado dos vikings perdura em muitos aspectos da cultura moderna. Além das sagas épicas que registraram suas façanhas, a linguagem, o direito e a tradição naval nórdica continuam a influenciar as sociedades escandinavas.   A mitologia nórdica, rica em deuses, heróis e criaturas místicas, também deixou uma marca indelével na literatura e na arte. Além disso, a expansão viking contribuiu para a formação de uma rede comercial europeia e estabeleceu bases para futuras explorações.   Os Vikings transcenderam seu período de auge e declínio para se tornarem um componente vital da história europeia e mundial. Sua coragem, habilidades marinhas e legado cultural continuam a fascinar e inspirar, destacando a duradoura importância dos vikings na narrativa da civilização humana. FAQ 1) Quem foi o povo viking? Conhecidos por sua destreza marítima, os vikings eram navegadores, comerciantes, exploradores e guerreiros intrépidos. Entretanto, diferentemente do que muitos pensam, o termo viking não se refere a uma etnia específica, mas sim a uma atividade: incursões e expedições marítimas, tal qual explica o Prof. Johnni Langer, uma das principais autoridades brasileiras sobre a Era Viking: O termo viking é originário do nórdico antigo “vikingr”, que era utilizado para referir-se a mercenários e piratas. Contudo, essa não era uma expressão utilizada pelos vikings para referirem-se a si mesmos como povo, e seu uso em referência aos nórdicos desse período somente foi popularizado na Europa a partir do Século XVIII. Os vikings empreendiam viagens longas e perigosas pelo Atlântico Norte, chegando a lugares distantes, como a Islândia, Groenlândia, Ilhas Faroé, Escócia, Inglaterra, França, entre outros territórios. Leia também: Por onde passaram os vikings? Conheça as principais rotas 2) Qual foi o maior viking que já existiu? Identificar o "maior" viking é uma tarefa difícil, pois muitos indivíduos notáveis surgiram ao longo da Era Viking, tais como: Harald Fairhair (Haroldo Cabelo Bonito ou Haraldr hárfagri em nórdico antigo), o primeiro Rei da Noruega; Rurik (Rodrigo de Ladoga ou Hrærekr em nórdico antigo), o “fundador” da Rússia; Sweyn Forkbeard (Sueno Barba-Bifurcada ou Sveinn tjúguskegg em nórdico antigo), quem conquistou a Inglaterra; Cnut the Great (Canuto II, o Grande ou Knútr inn ríki em nórdico antigo), que uniu a Inglaterra, Dinamarca e a Noruega, tornando-se o rei europeu mais poderoso de sua época, tendo seu território conhecido como o Reino do Mar do Norte. Leia também: 7 Reis Vikings e suas conquistas No entanto, atualmente, há um nome que se destaca entre os mais famosos e influentes vikings da história no imaginário popular, o lendário Ragnar Lothbrok/Lodbrok (Ragnar Calças Peludas ou Ragnarr Loðbrók em nórdico antigo). Porém, Ragnar não foi um homem real, embora seja mencionado na História Danesa (Gesta Danorum) de Saxo Grammaticus, na Saga de Ragnar Lothbrok (Ragnars saga Loðbrókar), na Saga dos Filhos de Ragnar (Ragnarsson þáttr), e no poema Krakumal, a exceção da História Danesa de teor semilendário, as demais obras são consideradas ficcionais. 3) Qual é o país dos vikings? Os vikings se originaram na região da Escandinávia, especialmente na Suécia, Dinamarca e na Noruega. Por outro lado, os nórdicos da Era Viking se espalharam por toda Europa e além, criando cidades e fundando países, a exemplo da Islândia e da Groelândia. Realize o seu sonho e publique o seu livro, clicando aqui . 4) Em que ano foi a Era Viking? A cronologia mais aceita para a Era Viking é a inglesa, a qual começa em 793 d.C., ano do primeiro ataque registrado às Ilhas Britânicas, mais especificamente em 08 de junho com a pilhagem do mosteiro de Lindisfarne, culminando em 1.066 na batalha de Stanford Bridge, quando os vikings liderados por Harald Hardrada (Haroldo, o Duro ou Haraldr harðráði em nórdico antigo) foram derrotados e “explusos” da Inglaterra. Leia também: 8 datas vikings que você precisa saber 5) Quem foi Ragnar na vida real? Ragnar Lothbrok é um personagem controverso da história nórdica. Baseado em relatos literários como a Saga de Ragnar Lothbrok e a História Danesa, acredita-se que ele tenha sido um lendário guerreiro e rei que realizou grandes feitos. Segundo essas fontes, Ragnar foi um rei da Noruega e da Dinamarca, conhecido por seus casamentos com Lagertha (Hlaðgerðr em nórdico antigo) e Thora Borgarhjört (Þóra Borgarhjǫrtr em nórdico antigo), além de ter tido vários filhos. Todavia, a veracidade dessas histórias é questionada, e muitas das informações sobre a vida de Ragnar são consideradas fictícias. Na série Vikings, Ragnar é retratado como um fazendeiro de origem camponesa que se torna rei da Noruega e lidera invasões vikings na Inglaterra e na França. Embora a série se baseie na lenda de Ragnar Lothbrok, muitos eventos e personagens são ficcionais ou têm uma cronologia histórica imprecisa. Leia também: Valhalla: a vida após a morte dos guerreiros vikings notáveis 6) Quem foi o último viking do mundo? Identificar o último viking do mundo é um desafio, para não dizer impossível, pois não existe um consenso sobre quem teria sido especificamente essa pessoa. No entanto, considerando a Era Viking, acredita-se que Harald Hardrada — também conhecido como Harald III da Noruega — tenha sido um dos últimos líderes vikings relevantes. Harald Hardrada viveu no Século XI e foi um renomado guerreiro, líder militar e Rei da Noruega. Ele participou de várias campanhas militares, incluindo incursões na Inglaterra, no Império Bizantino e em outros lugares. Sua morte em 1066, na Batalha de Stamford Bridge, marcou o fim de uma era de expansão viking e do poder viking na Europa Ocidental. Embora não possamos determinar com certeza quem foi o último viking individualmente, Harald Hardrada é frequentemente considerado um dos últimos grandes vikings da história. Leia também: Harald Hardrada, o último grande viking 7) Quem foi o viking mais temido da história? Provavelmente a melhor resposta para esta pergunta é Harald Bluetooth (Haroldo Dente-Azul ou Haraldr Blátǫnn em nórdico antigo), um rei viking dinamarquês que governou no Século X. Ele é conhecido por ter unificado a Dinamarca e introduzido o cristianismo no país. Embora ele seja mais reconhecido por seus feitos políticos e religiosos, Harald também era um guerreiro formidável e liderou expedições militares em diversas áreas. A reputação de Harald como um viking temido vem de sua habilidade militar e sua capacidade de conquistar territórios. Ele estabeleceu uma forte presença na Escandinávia e expandiu seu poder por meio de incursões em áreas como a Noruega e a Inglaterra. Seus ataques eram conhecidos por sua ferocidade e habilidades táticas, o que lhe rendeu respeito e temor entre seus inimigos. Uma curiosidade; Harald serviu de inspiração para nomear uma famigerada tecnologia moderna sem fio, o Bluetooth. Leia também: O que a tecnologia Bluetooth tem a ver com um rei Viking do Século X 8) Como eram os vikings na vida real? Embora pareçam fascinantes, nem todos os estereótipos sobre os vikings são precisos, pois, apesar de também terem sido guerreiros e saqueadores, em sua maioria, eles eram comerciantes, pescadores e agricultores. Sua cultura era rica e complexa, e seu legado se estende até hoje Leia também: Os 12 maiores equívocos sobre os vikings 9) O que aconteceu com o povo viking? Os vikings passaram por grandes transformações durantes os séculos da Era Viking, como a conversão gradual ao cristianismo durante o Século X; o fim das invasões e da expansão; a unificação dos reinos, culminando na formação das nações da Suécia, Dinamarca e a Noruega; Colonização e exploração, com os vikings estabelecendo assentamentos nas Ilhas Britânicas, na Islândia, na Groenlândia e até mesmo em áreas da América do Norte, como L'Anse aux Meadows, no Canadá. No entanto, essas colônias vikings tiveram diferentes destinos, com algumas sendo abandonadas e outras assimiladas por culturas locais. Somam-se a isso, as mudanças sociais e culturais, alavancadas pela conversão ao Cristianismo e pela adoção de uma estrutura política mais centralizada. Os antigos costumes e tradições foram gradualmente substituídos por novas normas sociais e instituições governamentais, embora muitos aspectos da cultura viking tenham sido preservados e influenciado a cultura escandinava. Leia também: Vikings cristãos: a fascinante dualidade religiosa dos destemidos navegadores 10) Qual era a altura média de um viking? Os homens vikings na Islândia e na Noruega tinham uma altura média de 1,72 m, enquanto as mulheres tinham uma altura média de 1,58 m. Já os vikings que viviam na Suécia eram mais altos, com homens medindo em média 1,76 m. É importante observar que essas estimativas são baseadas em restos de esqueletos e pode haver variações individuais. No entanto, em comparação com os seus contemporâneos, os vikings pareciam ser mais altos, segundo relatos da época, como os Anais de Fulda e Ibn Fadlan. Este texto foi parcialmente criado com Inteligência Artificial. Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referências Externas Núcleo de Estudos Nórdicos e Escandinávos/NEVE | < https://neve2012.blogspot.com/ > | CAMPOS, Luciana; LANGER, Johnni; MIRANDA, Pablo G. CAMPOS, Luciana de. Freydis Eiriksdóttir . In: LANGER, Johnni (Org.). Dicionário de História e Cultura da Era Viking. São Paulo: Hedra, 2018, pp. 287-289. FERNANDES, José Lucas Cordeiro. Sagas do Atlântico Norte . In: LANGER, Johnni (Org.). Dicionário de História e Cultura da Era Viking. São Paulo: Hedra, 2018, pp. 617-621. LANGER, Johnni. Fé, exotismo e macabro: algumas considerações sobre a Religião Nórdica Antiga no cinema, Ciências da Religião: história e sociedade 13(2), 2015b, pp. 155-180. LANGER, Johnni. Guerreiras na Era Viking? Uma análise do Quadrinho “Irmãs de escudo” (Série Northlanders). Roda da Fortuna 1, 2012, pp. 267-293. LANGER, Johnni. Mulheres guerreiras nórdica s. In: LANGER, Johnni (Org.). Dicionário de Mitologia Nórdica. 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A invenção literária do nórdico: Vikingen (O Viking), de Erik Gustaf Geijer (1811) . Scandia: Journal of Medieval Norse Studies n. 3, 2020, pp. 709-738. MIRANDA, Pablo Gomes. Berserkir . In: LANGER, Johnni (org.). Dicionário de Mitologia Nórdica – símbolos, mitos e ritos. São Paulo: Hedra, 2014. OILIVEIRA, André Araújo. Conversão ao cristianismo . In: LANGER, Johnni (Org.). Dicionário de História e Cultura da Era Viking. são Paulo: Hedra, 2018, pp. 153-157   Projeto Cultural Caminho Nórdico | < https://instagram.com/caminhonordico > | COSTA, Denise; MARANTE, Allan. MARANTE, Allan. Hávamál: as palavras de sabedoria de Óðin n. 3 ed. São Paulo: Clube Autores, 2018. MARANTE, Allan. História Rúnica: a literatura, arqueologia e sabedoria das runa s. São Paulo: Clube Autores, 2018. MARANTE, Allan. Sabedoria das Runas: história, arqueologia e literatura . São Paulo: Alfabeto, 2019. MARANTE, Allan. Völuspá: a profecia da mulher sábia . São Paulo: Clube Autores, 2022. ALEM, Hiram. 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SHORT, William. Viking weapons and combat techniques . Pennsylvania: Westholme, 2009. SPEIDEL, Michael P. Ancient Germanic Warriors: warrior styles from Trajan’s Column to Icelandic sagas . Nova York: Routledge, 2004.   por   LIVROS VIKINGS   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #viking #vikings #eraviking #medieval #idademédia #curiosidades #história #arqueologia #legado #conhecimento #religiõesnórdica #fornsiðr #mitologianórdica #berserker #berserkr #berserkir #navio #navioviking #vikingship #escandinávia #noruega #dinamarca #suécia #livrosvikings

  • Tesouro descoberto na Ilha de Man é um vislumbre da economia viking no Mar da Irlanda

    A descoberta de moedas vikings na Ilha de Man revela detalhes sobre o comércio entre a Inglaterra, Irlanda e a Escandinávia Dois detectoristas britânicos fizeram uma descoberta extraordinária na Ilha de Man, desenterrando um tesouro raro composto por moedas de prata com mais de 1.000 anos.   Esta descoberta oferece uma visão única sobre a economia vibrante da Era Viking, quando comerciantes e moedas circulavam entre a Inglaterra, Irlanda e a Ilha de Man, um ponto estratégico no Mar da Irlanda. Publique seu livro pela Livros Vikings Editora , mas corra porque pode sair de graça!   John Crowe e David O'Hare descobriram o tesouro em maio deste ano, enquanto usavam detectores de metal em uma propriedade privada, com a devida permissão.   O achado inclui cerca de 36 moedas vikings, tanto inteiras quanto fragmentadas, e foi recentemente declarado como "Tesouro" pelo Coroner de Inquéritos da Ilha de Man, Rebecca Cubbon.   O Contexto Histórico e a Importância da Ilha de Man A Ilha de Man, localizada no centro do Mar da Irlanda, entre a Grã-Bretanha e a Irlanda, foi um local estratégico para os vikings.   A chegada dos nórdicos à região ocorreu por volta do Século IX, inicialmente com saques, mas logo a ilha se transformou em um ponto fundamental para o comércio.   Eventualmente, os vikings se estabeleceram na Ilha de Man, deixando um legado cultural e arqueológico que persiste até hoje, com montes funerários, assentamentos e artefatos vikings.   Essa recente descoberta lança luz sobre o papel econômico desempenhado pela Ilha de Man na Era Viking, onde mais prata viking foi descoberta por quilômetro quadrado do que em qualquer outro lugar das Ilhas Britânicas. Segundo Alison Fox, curadora de arqueologia do Manx National Heritage:   A Ilha de Man servia como um importante centro de comércio, e esse tesouro nos ajuda a entender melhor a complexidade da economia viking na região.   Moedas vikings que contam histórias As moedas encontradas datam de períodos diversos e foram cunhadas em locais como Inglaterra e Irlanda.   A maioria das moedas foi cunhada durante o reinado de Eduardo, o Confessor, um dos últimos reis anglo-saxões da Inglaterra, cujo reinado sofreu com frequentes invasões vikings.   Algumas moedas remetem a governantes anteriores, como Aethelred, o pai de Eduardo, e Cnut, o famoso Rei Viking que unificou os reinos da Inglaterra, Dinamarca e Noruega, criando o que ficou conhecido como o Império do Mar do Norte.   Outros destaques são as moedas irlandesas, com o perfil de Sihtric Silkbeard, um Rei Viking que governou Dublin entre 989 e 1036d.C. Esta variedade de moedas reflete a diversidade de origens e a natureza internacional da economia viking.   A Economia Vibrante do Mar da Irlanda Kristin Bornholdt Collins, uma pesquisadora especializada em moedas da Era Viking da Ilha de Man, estudou o tesouro e destacou que essas moedas representam uma economia complexa e em constante movimento.   Collins comparou o achado a uma carteira cheia de diferentes moedas e cartões de crédito, refletindo a variedade de moedas disponíveis para os comerciantes que navegavam no Mar da Irlanda durante a Era Viking.   A circulação de moedas entre locais como a Inglaterra, Irlanda e Escandinávia sugere que a economia da Ilha de Man estava interligada a um sistema mais amplo de comércio que envolvia tanto a Europa continental quanto as Ilhas Britânicas.   As moedas provavelmente eram usadas em transações comerciais, demonstrando que a Ilha de Man não era apenas um ponto de parada, mas um centro comercial importante durante o período.   Por fim, a descoberta deste tesouro é mais um capítulo na fascinante história dos vikings na Ilha de Man, um lugar que, apesar de pequeno, teve uma importância fantástica nl comércio e na circulação de riquezas durante a Era Viking.   Este achado reforça a ideia de que os vikings não eram apenas guerreiros, mas também comerciantes habilidosos, conectando culturas e economias em toda a Europa medieval.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referências RARE 1,000-year-old Viking coins found on Isle of Man . Disponível em: https://www.dailysabah.com/arts/rare-1000-year-old-viking-coins-found-on-isle-of-man/news/amp . Acesso em: 02 out. 2024.   GEORGIOU, Aristos. Metal detectorist discover Viking treasure hoard 1000 years . Disponível em: https://www.newsweek.com/metal-detectorist-discover-viking-treasure-hoard-1000-years-archaeology-1962652 . Acesso em: 02 out. 2024.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #Aqueologia   #LivrosVikings

  • Vikings e nativos americanos: comércio de marfim em territórios remotos da Groenlândia

    Novas evidências sugerem que os vikings da Groenlândia interagiram com povos originários da América do Norte, trocando marfim em regiões árticas remotas   As sagas nórdicas e os achados arqueológicos revelaram, ao longo dos anos, fragmentos de uma relação entre os vikings e os povos originários da América do Norte.   Agora, novos estudos apontam que essas interações podem ter sido mais complexas do que se pensava, envolvendo o comércio de recursos valiosos, como o marfim de morsa.   A descoberta de DNA antigo em artefatos, somada à análise de novas rotas de exploração, ajuda a desvendar esse enigma histórico.   Os vikings na Groenlândia: expansão e sustentabilidade Por volta de 985 d.C., os vikings estabeleceram assentamentos permanentes no sudoeste da Groenlândia, como parte de sua expansão pelo Atlântico Norte.   Esses assentamentos prosperaram, em parte, devido ao comércio de marfim de morsa, um recurso valioso na Europa medieval.   As colônias nórdicas na Groenlândia, ao contrário de outros assentamentos vikings, mantinham um comércio regular com o continente europeu, especialmente entre os Séculos XI e XIII.   Entretanto, a obtenção do marfim exigia expedições longas e perigosas, frequentemente levando os nórdicos a áreas inexploradas do Ártico, conhecidas como Norðrsetur , localizadas ao norte do assentamento ocidental da Groenlândia.   A caça às morsas tornou-se uma atividade crucial, fornecendo não apenas marfim, mas também peles e gordura para combustível. Encontro com os Povos Originários no Ártico Durante essas expedições, evidências genéticas e arqueológicas sugerem que os vikings entraram em contato com duas culturas nativas: os Thule Inuit e os Tuniit (ou Dorset ), que habitavam o Ártico canadense e a Groenlândia.   Esses grupos nativos eram caçadores especializados em morsas e baleias, o que os tornava parceiros potenciais em um comércio de marfim.   Estudos recentes, como o publicado por Ruiz-Puerta et al. (2024), apontam para a possibilidade de trocas comerciais entre os vikings e os Thule Inuit, especialmente no norte da Groenlândia e no arquipélago canadense.   Essas interações podem ter ocorrido à medida que os estoques de marfim locais se esgotavam e os nórdicos eram forçados a buscar regiões mais distantes.   O comércio de marfim no Polo Norte A análise de DNA em artefatos de marfim encontrados em antigos assentamentos vikings na Groenlândia e na Europa mostra que uma parte significativa do marfim comercializado vinha de regiões como a Polínia das Águas do Norte ( Pikialasorsuaq ), uma área rica em morsas, localizada entre o noroeste da Groenlândia e o nordeste do Canadá.   Isso sugere que os nórdicos, ou através de expedições próprias ou via comércio com povos originários, obtiveram esse marfim em terras distantes.   A pesquisa liderada por Ruiz-Puerta e colaboradores usou métodos genômicos de alta resolução para rastrear os artefatos de marfim até os locais de caça no Ártico.   Esses achados desafiam a ideia de que todo o marfim comercializado pelos vikings era obtido exclusivamente por suas próprias expedições, indicando que o comércio com povos originários pode ter sido uma prática comum. Os desafios das expedições viking no Ártico As expedições vikings para o norte da Groenlândia e além eram perigosas. Condições climáticas extremas, invernos rigorosos e a falta de tecnologias nativas, como arpões toggling usados pelos Inuit, tornavam a caça no mar uma tarefa árdua.   No entanto, os vikings desenvolveram estratégias sofisticadas para se adaptar a essas condições, utilizando suas embarcações robustas para navegar nas águas árticas e caçar morsas em áreas de descanso.   A dependência crescente do marfim extraído dessas áreas mais remotas reflete uma mudança estratégica na economia nórdica da Groenlândia, que passou a priorizar o comércio de marfim em detrimento da agricultura e outras atividades locais. Versão em português (IA) do vídeo " Early encounters took place between European Norse and Indigenous North American peoples " da Universidade de Lund As novas descobertas sugerem que o contato entre os vikings e os povos originários da América do Norte não se limitou a confrontos esporádicos, mas incluiu trocas comerciais valiosas, especialmente de marfim de morsa.   Essa interação complexa abre novas portas para o entendimento das relações interculturais no Ártico medieval e o papel dos vikings na exploração e comércio de recursos naturais em uma das regiões mais inóspitas do planeta. Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais! Referências RUIZ-PUERTA, E. J., JARRETT, G., MCCARTHY, M. L., et al. Greenland Norse walrus exploitation deep into the Arctic . Science Advances, v.10, n.27, 2024.   LABRUJULA VERDE. Vikings and North American Indians met and traded ivory in remote parts of Greenland . Disponível em: https://www.labrujulaverde.com/en/2024/09/vikings-and-north-american-indians-met-and-traded-ivory-in-remote-parts-of-greenland/ . Acesso em: 30 set. 2024. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #Aqueologia   #LivrosVikings

  • Novos segredos revelados: como os vikings usavam cavalos de terras distantes em seus rituais sagrados

    Novas descobertas revelam que os vikings usavam cavalos importados em rituais, trazendo à tona segredos sobre suas conexões e crenças   A Era Viking continua a revelar mistérios fascinantes à medida que novas pesquisas arqueológicas e científicas nos oferecem uma compreensão mais profunda desses enigmáticos nórdicos.   Em um estudo recente publicado pela Science Advances, uma equipe internacional de pesquisadores liderada pela Dra. Katherine French fez descobertas surpreendentes sobre os sacrifícios de cavalos praticados pelos últimos pagãos do Oeste Europa.   Esta pesquisa traz à tona a importância desses rituais e revela que os cavalos usados em cerimônias funerárias não eram apenas locais, mas também "importados" de grandes distâncias.   O Mistério dos Sacrifícios de Cavalos Vikings Na mitologia nórdica, os cavalos eram frequentemente associados aos Deuses e às viagens ao mundo espiritual.   Essas criaturas majestosas desempenhavam um papel central nos rituais funerários e eram enterradas juntas com os seus donos como parte de uma oferta simbólica para assegurar uma passagem segura ao além.   No entanto, o estudo liderado pela Dra. French desafia algumas suposições anteriores, mostrando que nem todos os cavalos sacrificados eram obtidos localmente.   Os pesquisadores analisaram restos mortais de cavalos encontrados em cemitérios da Rússia e da Lituânia, datados da Era Viking tardia. Usando técnicas avançadas de análise biomolecular, como a análise de isótopos de estrôncio, foi possível identificar que muitos desses cavalos foram transportados de regiões como a Escandinávia e o Norte da Europa, percorrendo até 1.500 km para serem sacrificados nesses rituais.   Esse achado sugere que o prestígio e o valor simbólico desses animais vinham, em parte, da sua origem distante.   Cavalos Escandinavos e Sacrifícios no Báltico A análise detalhada dos restos de 74 cavalos revelou que grande parte dos animais sacrificados veio de regiões como a Suécia e a Finlândia, desafiando a antiga crença de que os cavalos eram todos locais. Essa descoberta foi possível graças à técnica de análise de isótopos de estrôncio, que permite rastrear a origem dos animais com base nos elementos químicos encontrados nos dentes dos cavalos.   Esses elementos são absorvidos durante a alimentação e ficam registrados no esmalte dos dentes, fornecendo uma espécie de “impressão digital” que os arqueólogos podem usar para mapear a vida desses animais.   A surpresa maior veio com a descoberta de que não havia uma preferência clara pelo sexo dos cavalos sacrificados, como se acreditava anteriormente. A análise genética mostrou que aproximadamente um terço dos animais era composto de éguas, o que sugere que o prestígio do animal residia mais na sua origem geográfica do que no fato de ser um garanhão, como se supunha.   Sacrifícios e simbolismo: um olhar para o passado O sacrifício de cavalos não era um evento qualquer; ele tinha um peso simbólico profundo na cultura pagã.   Rituais envolvendo esses animais estavam ligados tanto a cerimônias religiosas quanto a ritos de passagem.   A descoberta de ossos de cavalos, às vezes ao lado de restos humanos, indica que esses animais possuíam um significado espiritual relevante. Em muitas culturas pré-cristãs da Europa, o cavalo era visto como um mediador entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos.   Segundo a Dra. Katherine French, o estudo mostra que esses sacrifícios não eram eventos isolados, mas parte de uma prática ritual ampla e complexa que envolvia não apenas as comunidades locais, mas também uma rede maior de comércio e troca cultural entre diferentes regiões do norte da Europa, tal qual explicou:   Essas evidências reforçam a ideia de que os cavalos importados tinham grande valor simbólico e prestígio. A presença de cavalos de lugares distantes em rituais funerários revela a importância das conexões comerciais e culturais da Escandinávia com outras regiões da Europa.   Novas perspectivas sobre o comércio viking A descoberta dos cavalos importados não só lança luz sobre as práticas funerárias, mas também oferece novas perspectivas sobre as rotas comerciais dos vikings. Durante a Era Viking, as rotas comerciais se estendiam da Islândia e da Grã-Bretanha, no Oeste, até o Império Bizantino e o mundo árabe, no Leste.   O comércio não era restrito a mercadorias como peles, metais preciosos e escravos, mas também envolvia animais de prestígio, como os cavalos. Publique seu livro pela Livros Vikings Editora .   Um achado notável que corrobora essa teoria foi a descoberta de um peso comercial no túmulo de um dos cavalos, sugerindo o envolvimento direto dessas criaturas nos elaborados sistemas de comércio da época.   Esse peso, usado pelos comerciantes vikings, indica que os cavalos desempenhavam um papel vital não apenas nos rituais religiosos, mas também na economia viking.   Técnicas modernas, descobertas antigas A equipe de pesquisa usou técnicas de ponta, como a já mencionada análise de isótopos de estrôncio, para desvendar os segredos dos sacrifícios de cavalos.   Além disso, métodos de análise genética foram cruciais para identificar o sexo dos animais e sua origem, enquanto as análises químicas forneceram informações sobre a dieta dos cavalos, ajudando a reconstruir sua jornada antes de serem sacrificados.   Essas tecnologias têm sido cada vez mais utilizadas na arqueologia moderna para fornecer respostas precisas a questões que antes só podiam ser especuladas.   No caso desse estudo, as técnicas biomoleculares permitiram aos pesquisadores rastrearem rotas comerciais, práticas culturais e até aspectos simbólicos da sociedade viking com um nível de detalhe sem precedentes.   O legado dos sacrifícios de cavalos O estudo da Dra. Katherine French e sua equipe desafia as narrativas simplistas sobre os vikings e oferece uma visão mais rica e complexa sobre suas práticas rituais e comerciais.   O fato de cavalos serem transportados de regiões tão distantes para rituais funerários mostra o nível de sofisticação e organização das sociedades vikings, que iam muito além das incursões e batalhas narradas nas sagas. Essas descobertas também nos convidam a repensar a maneira como vemos o sacrifício de animais em rituais religiosos.   Longe de serem apenas eventos brutais, esses sacrifícios eram atos profundamente simbólicos, que conectavam os vivos aos mortos e aos deuses, e demonstravam a posição social e as conexões de quem os realizava.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referência FRENCH, Katherine M., et al. Biomolecular evidence reveals mares and long-distance imported horses sacrificed by the last pagans in temperate Europe . Science Advances, 17 May 2024. DOI: 10.1126/sciadv.adq3529 .   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #Aqueologia   #LivrosVikings

  • Descobertas Vikings: cemitério revela mistérios de 1000 anos preservados na Dinamarca

    Descoberta impressionante de 50 esqueletos vikings preservados na Dinamarca revela novos segredos sobre a vida e a cultura na Era Viking A Era Viking, conhecida por suas grandes navegações e incursões, continua a nos surpreender com descobertas arqueológicas impressionantes.   Recentemente, arqueólogos na Dinamarca desenterraram um cemitério viking notavelmente bem preservado, que pode oferecer novas pistas sobre a vida dessas fascinantes populações nórdicas.   Viking: um cemitério intacto próximo a Odense Perto da terceira maior cidade da Dinamarca, Odense, um grupo de arqueólogos liderado por Michael Borre Lundoe, do Museu de Odense, encontrou 50 esqueletos incrivelmente bem preservados em um antigo cemitério viking. Publique o seu livro pela Livros Vikings Editora e corre, porque pode sair de graça!   Diferente da maioria dos achados arqueológicos da época, em que poucas partes dos ossos sobrevivem à ação do tempo, esse sítio revelou esqueletos praticamente completos, protegidos pelas condições ambientais favoráveis, assim como o comentou entusiasmado Lundoe:   Normalmente, em escavações de tumbas vikings, nos damos por satisfeitos se encontramos alguns dentes ou poucos restos ósseos. Mas aqui, os esqueletos estão totalmente preservados. Isso abre portas para um conjunto totalmente novo de descobertas.   Tesouros e indícios de uma comunidade viking Além dos esqueletos, foram encontrados artefatos raros que datam de entre os anos 850 e 970, como facas, pérolas de vidro e broches — objetos que oferecem pistas valiosas sobre o estilo de vida da comunidade que ali viveu.   Embora a maioria das pessoas enterradas pareçam terem sido agricultores locais, um achado em particular chamou atenção: o de uma mulher de status  mais elevado, sepultada com uma faca adornada com prata e uma peça de vidro, um material extremamente raro para a época.   Esses artefatos nos ajudam a entender as hierarquias sociais e o cotidiano dos vikings, tal qual explicou Lundoe:   Os presentes funerários indicam que a maioria era de uma pequena comunidade de agricultores, mas essa mulher com a faca ornamentada certamente tinha uma posição de destaque.   A preservação dos esqueletos: um achado excepcional A qualidade de preservação dos esqueletos é um dos aspectos mais extraordinários dessa descoberta.   Graças aos níveis elevados de água e às condições do solo, os corpos não se decomporam como normalmente ocorre em tumbas dessa era.   Os arqueólogos ficaram impressionados com o nível de detalhe dos esqueletos, que incluem dedos das mãos e dos pés completos, algo muito raro em escavações de cemitérios vikings.   Essa preservação excepcional permitirá que os cientistas conduzam estudos detalhados sobre a saúde, a dieta e até as causas de morte desses indivíduos, abrindo novas janelas para compreendermos o dia a dia dos vikings.   Os esqueletos foram cuidadosamente removidos das tumbas e estão sendo armazenados no museu em caixas de papelão para secagem, antes de passarem por uma análise mais minuciosa.   Examinando os segredos dos vestígios Outro destaque dessa escavação é o estudo dos têxteis e dos acessórios encontrados com os esqueletos.   Os arqueólogos realizaram exames de raio-X em blocos de solo, revelando detalhes fascinantes, como um broche oval, típico da vestimenta feminina da Era Viking, coberto por restos de madeira e ossos humanos.   Em outro broche, fragmentos de tecido mineralizado forneceram evidências do tipo de roupa usada na época.   A análise do solo ao redor dos corpos também permitirá aos arqueólogos descobrirem em qual estação do ano essas pessoas foram enterradas e quais tipos de plantas e tecidos estavam presentes nas sepulturas.   Esses detalhes podem parecer pequenos, mas são fundamentais para pintar um quadro mais completo das práticas funerárias e do estilo de vida dos vikings.   Viking: a preservação de um legado histórico Com essa nova descoberta, as expectativas são de que os arqueólogos e cientistas possam, finalmente, decifrar novos mistérios sobre a sociedade viking, não apenas suas atividades guerreiras e comerciais, mas também aspectos mais íntimos de suas vidas cotidianas, como alimentação, saúde e vestimentas.   A escavação perto de Odense não é apenas um achado arqueológico. É um portal para o passado, que nos permite entender melhor uma cultura que continua a moldar o imaginário popular e a história da Europa.   À medida que as análises avançam, aguardamos com grande expectativa as revelações que esses esqueletos vikings nos trarão sobre uma época de tantas transformações.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referência CARLSSON, Isabelle. Danish archaeologists unearth 50 Viking skeletons . MSN. RedMond, 27 de set. de 2024. Disponível em: < https://www.msn.com/en-us/news/world/danish-archaeologists-unearth-50-viking-skeletons/ar-AA1rjSNe >. Acesso em: 27 de set. de 2024.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #Aqueologia   #LivrosVikings

  • Era Viking: novas descobertas revelam segredos e perspectivas inéditas dos nórdicos antigos

    Descubra como o comércio, a religião e a sociedade da Era Viking moldaram a Escandinávia e deixaram um legado duradouro na história europeia A Era Viking, entre os séculos VIII e XI, continua a despertar fascínio em todo o mundo. Essa época, marcada por expedições marítimas, comércio e incursões, revela uma complexidade cultural e social muito além da imagem simplista de guerreiros brutais.   Com novas pesquisas sendo constantemente publicadas, a compreensão do legado viking ganha cada vez mais profundidade.   Um estudo recente realizado por Andreas Artto, da Universidade de Helsinque, lançado em 2023, oferece uma nova perspectiva sobre as práticas sociais, econômicas e culturais dos vikings.   O artigo, intitulado "Tutkielma", explora aspectos pouco conhecidos da vida viking, com foco no papel do comércio, dos intercâmbios culturais e das influências estrangeiras no desenvolvimento da sociedade escandinava.   O estudo também analisa como as interações com outras culturas moldaram a identidade dos vikings e influenciaram suas práticas cotidianas.   O comércio viking e suas influências culturais Um dos aspectos mais intrigantes do estudo é a análise das rotas de comércio viking. Ao contrário da imagem popular que os pinta como piratas e saqueadores, os vikings eram hábeis comerciantes, estabelecendo redes comerciais que iam desde a Rússia até o Mediterrâneo e o Oriente Médio.   Essas rotas de comércio permitiram que eles não apenas trocassem mercadorias, como metais preciosos e peles, mas também assimilassem influências culturais de outras sociedades. Publique seu livro pela Livros Vikings Editora !   Essas trocas comerciais tiveram um impacto profundo na vida cotidiana dos vikings, trazendo novas ideias, tecnologias e crenças religiosas.   Artto argumenta que o comércio foi uma das principais forças por trás da rápida evolução da sociedade viking. Ele destaca, por exemplo, o aumento do uso de moedas e o desenvolvimento de técnicas avançadas de navegação e construção naval.   Além disso, o estudo revela que muitas das inovações tecnológicas dos vikings, como a construção de seus famosos navios, foram influenciadas por contatos com outras culturas.   A interação com os povos do Mediterrâneo e do Oriente Médio, em particular, introduziu novos métodos de construção que tornaram os navios vikings mais rápidos e eficientes, permitindo que eles dominassem os mares e expandissem seus territórios.   As práticas religiosas e o sincretismo viking Outro ponto importante abordado no estudo é a maneira como os vikings assimilaram elementos de outras religiões em suas próprias crenças.   Embora o panteão nórdico fosse predominante, os vikings eram notavelmente receptivos a novas ideias e práticas religiosas. Isso é particularmente evidente em suas interações com o cristianismo, que eventualmente se tornou a religião dominante na Escandinávia. Artto observa que, mesmo antes da conversão oficial ao cristianismo, muitos vikings já haviam adotado certos rituais e símbolos cristãos. Os arqueólogos encontraram cruzes e outros artefatos religiosos em túmulos vikings, sugerindo que alguns indivíduos misturavam elementos das duas religiões em sua vida cotidiana.   Essa flexibilidade religiosa permitiu que os vikings navegassem por diferentes contextos culturais e estabelecessem relações diplomáticas e comerciais com sociedades cristãs, como o Império Bizantino e os reinos da Europa Ocidental. Leia também: Vikings cristãos: a fascinante dualidade religiosa dos destemidos navegadores   O sincretismo religioso também é observado nas práticas funerárias vikings. O estudo revela que muitos túmulos dessa época combinam elementos tradicionais nórdicos com símbolos cristãos, refletindo a complexidade das crenças dos vikings durante esse período de transição.   A sociedade da Era Viking: muito além dos guerreiros Embora os vikings sejam frequentemente associados a imagens de guerreiros ferozes, o estudo de Artto enfatiza que a sociedade viking era muito mais diversa. Além dos guerreiros, havia comerciantes, agricultores, artesãos e navegadores que desempenhavam papéis essenciais na economia e no cotidiano da sociedade escandinava.   O estudo também destaca o papel das mulheres, que, apesar de viverem em uma sociedade patriarcal, desempenhavam funções importantes, especialmente nas áreas de comércio e administração familiar.   As sagas vikings, muitas vezes centradas em feitos heroicos e batalhas, fornecem uma visão incompleta dessa sociedade complexa.   O estudo de Artto propõe uma abordagem mais equilibrada, que leva em consideração os aspectos econômicos, sociais e culturais da vida viking, oferecendo uma visão mais ampla e realista da história escandinava.   A arqueologia tem sido uma ferramenta fundamental para desvendar essas facetas menos conhecidas da vida viking.   Escavações recentes revelaram vestígios de assentamentos urbanos, como Hedeby e Birka, que mostram que os vikings tinham cidades prósperas e organizadas, com ruas, mercados e sistemas de drenagem.   Esses centros urbanos desempenhavam um papel crucial no comércio e na disseminação de ideias e tecnologias entre diferentes regiões.   A Herança Viking atualmente O legado viking continua a ser uma parte importante da identidade cultural da Escandinávia.   Museus, festivais e reconstruções históricas atraem milhares de visitantes todos os anos, ansiosos para aprender mais sobre essa fascinante parte da história europeia.   O estudo de Andreas Artto contribui significativamente para esse legado, fornecendo novas interpretações e desafiando as noções tradicionais sobre os vikings.   Além disso, o estudo destaca como os vikings, com sua abertura a novas ideias e sua capacidade de adaptação, desempenharam um papel crucial na formação da Europa medieval.   Suas conquistas, tanto militares quanto culturais, ajudaram a moldar o mundo moderno, e seu legado continua a influenciar a cultura popular, seja através de filmes, séries de televisão ou literatura.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referência ARTTO, Andreas. Tutkielma: Explorations of Viking Culture . Universidade de Helsinque, 2023.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia  #História  #LivrosVikings

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