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  • A verdadeira identidade dos vikings: o que a genética revela sobre os antigos nórdicos

    Estudos genéticos mostram que a imagem clássica dos vikings como guerreiros escandinavos homogêneos está longe de refletir a realidade   Índice Vikings além da Escandinávia: identidade e diversidade genética ; Raides familiares e culturas misturadas ; A influência genética dos vikings no Reino Unido ; Referência .   A Livros Vikings já explorou este e outros temas do fascinante mundo viking, mas pesquisas genéticas recentes trouxeram revelações importantes sobre quem esses antigos nórdicos realmente foram.   Este artigo baseia-se em um estudo publicado na Nature , onde cientistas sequenciaram o DNA de mais de 400 esqueletos vikings.   Leia também: DNA revela larga migração para Escandinávia durante a Era Viking   Esses achados desafiam a visão tradicional dos vikings como um grupo homogêneo de invasores escandinavos e expõem uma cultura complexa e diversificada. Segundo Eske Willerslev, líder do projeto:   Os resultados mudam a percepção de quem realmente foi um viking, e os livros de história precisarão ser atualizados.   Vikings além da Escandinávia: identidade e diversidade genética O estudo revelou que a identidade viking não estava restrita a indivíduos de ancestralidade escandinava.   Genomas de esqueletos encontrados em cemitérios vikings na Escócia mostram que muitos dos enterrados como vikings tinham ascendência celta, proveniente de povos pictos.   Leia também: Escoceses de todo mundo participam de teste de DNA viking   Esses "vikings" celtas assumiram a identidade cultural viking sem a necessidade de um vínculo sanguíneo direto, contrariando a imagem de um grupo exclusivamente nórdico.   Outro achado fascinante foi a presença de influências genéticas de regiões como a Ásia e o sul da Europa nos genomas vikings.   Esse fluxo genético mostra que, antes e durante a Era Viking, havia migrações e trocas culturais que impactaram a herança genética escandinava, desafiando a ideia de uma Escandinávia isolada e uniforme.   Raides familiares e culturas misturadas Os famosos raides vikings, como o ataque a Lindisfarne e outros locais costeiros na Europa, geralmente são vistos como ações brutais de guerreiros sem vínculos familiares.   No entanto, o estudo revelou que essas incursões frequentemente incluíam parentes próximos.   Em um cemitério de uma embarcação na Estônia, cientistas descobriram quatro irmãos vikings que morreram no mesmo dia, evidenciando que essas expedições eram eventos familiares, o que reforça seu impacto social.   Leia também: Investigando o DNA viking   Os pesquisadores também confirmaram que os vikings da Noruega se dirigiam à Irlanda, Escócia e Groenlândia; os dinamarqueses à Inglaterra; e os suecos aos países bálticos.   Esse padrão de migração era orientado não apenas pela ânsia de pilhagem, mas também por laços culturais e comerciais.   Muitos vikings partiam com o objetivo de realizar trocas, explorando e expandindo suas redes comerciais e transformando-se em agentes de intercâmbio cultural.   A influência genética dos vikings no Reino Unido A influência viking ainda pode ser observada na genética moderna. Cerca de 6% dos habitantes do Reino Unido possuem algum nível de ancestralidade viking, número que chega a 10% na Suécia.   Esses dados mostram que a presença viking deixou um legado duradouro. Cidades, sobrenomes e até características físicas podem, em alguns casos, ser rastreados até essa mistura populacional.   Willerslev explica que a diversidade genética documentada nesse estudo revela que os vikings formaram uma diáspora escandinava, exportando ideias, tecnologias e práticas culturais. Publique seu livro pela Livros Vikings Editora .   Em dois esqueletos encontrados nas Ilhas Orkney, na Escócia, os indivíduos foram enterrados com espadas e ornamentos vikings, mas suas características genéticas eram semelhantes aos irlandeses e escoceses modernos.   Isso exemplifica como a cultura viking era menos uma linhagem genética específica e mais uma identidade cultural fluida e abrangente.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referência MARGARYAN, Ashot. Population genomics of the Viking world . Nature, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1038/s41586-020-2688-8 .   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #Arqueologia   #LivrosVikings

  • Vikings: brutos sanguinários ou apenas guerreiros de época?

    A reputação brutal dos vikings tem fundamento? Novas análises históricas revelam o contexto violento do medievo   Índice As primeiras invasões: de Lindisfarne a outros mosteiros ; A imagem dos vikings: exageros e preconceitos ; Outros grupos e conflitos na Europa medieval ; Referência .   Quando pensamos nos vikings, imaginamos guerreiros brutais, armados com machados e capacetes, que semeavam o terror por onde passavam.   Mas essa imagem reflete a realidade? Segundo o professor Daniel Melleno, da Universidade de Denver, os vikings eram violentos, sim, mas isso estava longe de ser algo exclusivo.   A Era Viking (793 a 1066 d.C.) coincidiu com a Idade Média, um período marcado por guerras, escravidão e ataques frequentes entre diferentes povos e reinos.   Com seus famosos navios longos e ágeis, os vikings eram especialistas em ataques surpresa, aproveitando sua mobilidade para atacarem rapidamente e se afastarem antes que as defesas pudessem ser organizadas.   Publique seu livro pela Livros Vikings Editora . Melleno aponta que esses ataques eram comuns para a época e que outros grupos também agiam de maneira semelhante.   As primeiras invasões vikings: de Lindisfarne a outros mosteiros Uma das primeiras incursões viking documentadas foi o ataque ao mosteiro de Lindisfarne, na ilha britânica, em 793 d.C.   Esse evento marcou o início das invasões vikings em locais cristãos, especialmente mosteiros, que eram mal defendidos e ricos em objetos de valor.   O choque das comunidades cristãs ao serem atacadas por pagãos foi intenso, levando a descrições dos vikings como “ímpios” nas crônicas da época.   A professora Caitlin Ellis, da Universidade de Oslo, explica que muitas dessas descrições foram escritas por cristãos, sugerindo que os ataques seriam uma forma de punição divina.   A imagem dos vikings: exageros e preconceitos Ao contrário de outros “povos”, os vikings eram em grande parte pré-literatos, deixando poucos registros próprios de suas atividades.   As informações que temos vêm principalmente de cristãos atacados ou de sagas escritas por seus descendentes, séculos mais tarde.   Embora os vikings também fossem mercadores e agricultores, os relatos de violência prevaleceram, muitas vezes exagerados ao longo dos séculos.   Segundo Ellis, muitos registros que retratam os vikings como cruéis datam do Século XII, trezentos anos após o início das incursões, sugerindo que o tempo adicionou uma dose de exagero à imagem que temos hoje.   Em um exemplo citado por Melleno, o cronista Prudentius descreve a destruição repetida de Dorestad pelos vikings entre 834 e 837 d.C.   No entanto, a ausência de evidências arqueológicas de destruição em massa sugere que os cronistas podem ter exagerado ou distorcido os eventos.   Outros grupos e conflitos na Europa medieval Os vikings não foram os únicos a realizarem incursões na Europa medieval. Grupos muçulmanos, conhecidos como "sarracenos", frequentemente atacavam partes da França, Suíça e Itália.   Os magiares, vindos da atual Hungria, realizavam incursões na Baviera, enquanto Carlos Magno, Rei dos Francos, travou uma guerra contra os saxões, com massacres, tomadas de reféns e pilhagens.   Segundo Melleno, a diferença entre as incursões vikings e as guerras de conquista dos francos é mínima; trata-se, principalmente, de uma questão de violência estatal versus violência de grupos sem Estado formal.   Os vikings, sem um reino centralizado ou monarquia forte, eram vistos como bárbaros, tal qual explicou Melleno:   Eles parecem maus porque não eram um Estado em guerra [...] Eles não tinham um país e mal tinham um rei… Eram apenas um grupo de piratas.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referência OSBORNE, Margaret. Were the Vikings Really That Violent? . Live Science. Nova Iorque, 01 de nov. de 2024. Disponível em: < https://www.livescience.com/archaeology/vikings/were-the-vikings-really-that-violent >. Acesso em: 04 de nov. de 2024.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #História   #LivrosVikings

  • O misterioso uso de plumas na tumba do navio viking de Oseberg: luxo, misticismo ou praticidade?

    Descoberta de 31 quilos de plumas na tumba do Oseberg levanta questões sobre o uso e o valor simbólico dos itens na Era Viking   Índice A presença de plumas em outras tumbas vikings ; Conforto e espiritualidade: plumas como símbolo de status e jornada ; Um material de luxo: o valor do edredom de plumas ; Referência .   Em 1904, arqueólogos desenterraram o famoso Navio de Oseberg na Noruega, um dos achados mais notáveis da Era Viking, contendo a tumba de duas mulheres de alta posição social.   Um dos mistérios dessa descoberta é a presença de uma quantidade extraordinária de plumas — mais de 31 quilos, o equivalente ao necessário para preencher 31 edredons modernos de alta qualidade! Esse material, recuperado durante as escavações, foi encontrado em uma mistura de argila e barro. Segundo a arqueóloga Marianne Vedeler, essa condição dificultou o trabalho dos pesquisadores, com as plumas flutuando em poças de lama dentro da câmara funerária.   No contexto de um enterro luxuoso, as plumas foram inicialmente guardadas nas gavetas onde foram depositadas em 1904, e redescobertas em 2009, revelando uma intrigante prática funerária.   Tal disposição sugere que as mulheres podem ter sido acomodadas sobre um grande colchão de plumas, teoria reforçada pela organização dos itens encontrados na câmara.   A presença de plumas em outras tumbas vikings Embora o Navio de Oseberg seja um dos achados mais completos, não é o único a apresentar esse elemento peculiar.   Em outras tumbas vikings, como as de Grønhaug, em Karmøy, e de Øksnes, em Vesterålen, também foram encontrados travesseiros com plumas, sugerindo o uso desse material em práticas funerárias, possivelmente para representar conforto ou status . Publique seu livro pela Livros Vikings Editora .   Em Øksnes, por exemplo, as plumas, identificadas como de eider, cormorão e gaivotas, foram preservadas dentro de um travesseiro envolto em pele animal.   Esses achados indicam que as plumas eram materiais preciosos, possivelmente como símbolo de distinção social, bem como de praticidade.   De acordo com o pesquisador Jørgen Rosvold, do Instituto Norueguês para Pesquisa da Natureza é extremamente raro encontrar plumas em contextos arqueológicos, dada a dificuldade de preservação desse material no solo.   Conforto e espiritualidade: plumas como símbolo de status e jornada A arqueóloga Marianne Vedeler sugere que as plumas podem ter sido usadas para acomodar as mulheres em um "leito" nobre para a jornada ao pós-vida.   Em apoio a essa hipótese, quatro cabeças de animais esculpidas foram encontradas nos cantos do grande amontoado de plumas, possivelmente demarcando o espaço do "colchão" onde as mulheres foram dispostas.   Essa interpretação aponta para um ambiente funerário simbolizando um aposento nobre ou uma forma de transporte espiritual para o além. A hipótese de que as plumas serviriam para proporcionar conforto após a morte é também fortalecida pela presença de tapeçarias finamente decoradas, algumas representando batalhas e procissões, dispostas sobre as plumas.   Esses itens sugerem que o ambiente fúnebre foi minuciosamente decorado para refletir a posição elevada das ocupantes.   Um material de luxo: o valor do edredom de plumas As plumas ainda são itens de luxo. Um edredom moderno feito exclusivamente com plumas de eider pode custar cerca de R$ 32.640,00 (USD 6.400).   Esse valor elevado é justificado pela necessidade de plumas de aproximadamente 70 a 80 ninhos para obter apenas um quilo de plumas.   Na Era Viking, a coleta de plumas também era valorizada e possivelmente ligada ao comércio, especialmente nas regiões do norte da Noruega, onde a atividade comercial com plumas começou no Século XV.   No entanto, sua utilização em práticas funerárias, como visto em Oseberg e em outras tumbas, parece ter origens bem anteriores.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referência BAZILCHUK, Nancy; BIØRNSTAD, Lasse. Why was there a such huge amount of down in the Oseberg Viking Ship? . Science Norway. Oslo, 01 de nov. de 2024. Disponível em: < https://www.sciencenorway.no/archaeology-viking-age/why-was-there-a-such-huge-amount-of-down-in-the-oseberg-viking-ship/2422616 >. Acesso em: 01 de nov. de 2024.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #Arqueologia   #LivrosVikings

  • Comércio viking: como o comércio impulsionou o crescimento de cidades e conectou povos na Era Viking

    O comércio viking foi essencial para o desenvolvimento econômico e cultural, conectando diferentes povos e gerando centros comerciais prósperos   Índice Hedeby e Ribe: os maiores centros comerciais da Era Viking ; A formação e expansão das cidades comerciais vikings ; O papel dos reis na segurança e crescimento das cidades ; Riquezas e trocas na Era Viking: produtos, moedas e valores ; Referência .   A imagem popular dos vikings frequentemente se associa a invasões e batalhas, mas o comércio era uma atividade vital para as sociedades nórdicas.   Desde o Século VIII, os vikings estabeleceram rotas comerciais que conectavam as regiões do Norte da Europa a várias partes do mundo. Publique seu livro pela Livros Vikings Editora .   Eles trocavam produtos locais, como peles e grãos, por itens exóticos, como joias, tecidos finos e metais preciosos, que enriqueciam seus lares e cidades em desenvolvimento.   Este comércio fomentou a prosperidade em muitos locais e fortaleceu as redes econômicas da Escandinávia.   Hedeby e Ribe: os maiores centros comerciais da Era Viking Entre os principais centros comerciais vikings destacavam-se Hedeby e Ribe, localizados onde hoje estão a Dinamarca e o norte da Alemanha.   Fundada no Século VIII, Hedeby se tornou o maior polo de comércio do período, situando-se estrategicamente entre rotas terrestres e aquáticas.   Ribe, embora menor, era igualmente fundamental, surgindo no início do Século VIII como um ponto seguro e organizado para negociações.   Estes centros eram essenciais para as trocas de mercadorias, atuando como portas de entrada e saída para bens de toda a Escandinávia.   A formação e expansão das cidades comerciais vikings Antes do surgimento dessas cidades comerciais, a Escandinávia consistia de aldeias e pequenos mercados.   No entanto, já no início da Era Viking, surgiram as primeiras cidades comerciais, muitas em portos naturais ou fiordes onde os mercadores ancoravam seus navios.   Ribe, por exemplo, foi criada sob permissão de um rei ou "magnata" local, que assegurou proteção aos comerciantes. Ali, ruas e lotes eram demarcados para as barracas de mercadores, facilitando as trocas comerciais.   Com o tempo, esses centros cresceram, atraindo pessoas e tornando-se núcleos econômicos, onde produtos locais eram trocados por bens importados que abasteciam as áreas rurais próximas.   O papel dos reis na segurança e crescimento das cidades Para que o comércio prosperasse, a segurança era fundamental, garantida pelos reis ou líderes locais, que frequentemente cobravam taxas dos mercadores em troca dessa proteção.   Esse apoio foi crucial para o florescimento das cidades e sua importância econômica para a monarquia.   Um exemplo é o rei dinamarquês Godofredo (Guðfrøðr), que em 808 destruiu a cidade comercial de Reric, forçando comerciantes e artesãos a se mudarem para Hedeby.   Além de eliminar a concorrência, Godofredo incrementou o número de mercadores em Hedeby e aumentou a arrecadação de impostos.   Posteriormente, no final do Século X, o Rei Harald Bluetooth (Haraldr blátǫnn) fortificou Hedeby com uma muralha semicircular e uma guarnição de guerreiros para proteger a cidade e seu porto.   Riquezas e trocas na Era Viking: produtos, moedas e valores Durante a Era Viking, uma grande variedade de produtos era comercializada, incluindo itens agrícolas e bens de luxo.   Peles, tecidos, joias e até mesmo escravos faziam parte do comércio. Com o tempo, a prata tornou-se essencial nas transações, sendo usada em peso como forma de pagamento.   Fragmentos de joias e lingotes de prata, encontrados em escavações em Ribe e Hedeby, eram usados para calcular o valor das trocas.   A moeda dinamarquesa surgiu nesses centros, e o uso de moedas se intensificou no Século XI, durante o reinado de Sven II Estridsson (Sveinn Estriðsson).   Esta monetização revela uma sofisticação econômica que possibilitou a padronização dos valores de bens essenciais e luxuosos, como espadas e armaduras.   As redes comerciais vikings ligavam a Escandinávia a diversas partes do mundo, promovendo a troca de bens, ideias e culturas. O desenvolvimento de cidades comerciais como Hedeby e Ribe evidencia o impacto profundo do comércio na "sociedade" viking, promovendo prosperidade e forjando laços culturais que transcenderam fronteiras.   Muito mais que guerreiros, os vikings foram navegadores e comerciantes que deixaram um legado duradouro, mostrando como o comércio e a diplomacia eram cruciais para seu modo de vida.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referência NATIONAL MUSEUM OF DENMARK. Trade in the Viking period . Disponível em: https://en.natmus.dk/historical-knowledge/denmark/prehistoric-period-until-1050-ad/the-viking-age/expeditions-and-raids/trade-in-the-viking-period/.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #História   #LivrosVikings

  • O Viking do Poço: análise de DNA confirma um personagem das Sagas Nórdicas

    Análise genética confirma eventos descritos nas sagas vikings, conectando ciência e história na Noruega medieval   Índice Descoberta e análise do "Homem do Poço" viking ; Ancestralidade e características genéticas do viking de Sverresborg ; Impacto arqueológico e histórico da análise genética ; Desafios e limitações da análise genética em arqueologia viking ; Referências .   Em 1197, durante o turbulento reinado de Sverre Sigurdsson, as forças Bagler atacaram o castelo de Sverresborg, próximo a Trondheim, Noruega.   A “Sverris Saga”, texto do Século XIII, relata que um dos corpos dos caídos foi lançado no poço do castelo, possivelmente para envenenar a água e comprometer a sobrevivência dos defensores Birkebeiner do Rei Sverre. Publique seu livros pela Livros Vikings Editora .   Por séculos, essa narrativa foi tratada como história de guerra até que, em 1938, arqueólogos encontraram um esqueleto no fundo do poço, coberto por grandes pedras, o que parecia confirmar a narrativa lendária.   Descoberta e análise do "Homem do Poço" viking Após a descoberta inicial, escavações em 2014 e 2016 revelaram mais sobre o esqueleto, apelidado de “Homem do Poço”.   Em uma publicação recente da revista iScience, um estudo combinando datação por radiocarbono e análise genética confirmou a data da morte entre 1153 e 1277 d.C., coincidindo com o ataque de 1197 narrado na saga.   Para a análise genética, uma amostra de dente foi sequenciada, permitindo que os pesquisadores identificassem detalhes sobre a origem geográfica e características físicas do indivíduo, algo inédito em um personagem descrito nas sagas nórdicas.   Ancestralidade e características genéticas do viking de Sverresborg O estudo revelou que o “Homem do Poço” possuía ancestralidade do sul da Noruega, especialmente da região de Agder, conhecida por apoiar os Bagler, inimigos de Sverre e dos Birkebeiner.   Os traços físicos reconstruídos por meio do DNA indicam que ele provavelmente tinha olhos azuis e cabelos loiros ou castanhos claros, características típicas da região.   Esse achado desafia a hipótese de que o corpo pertencia a um defensor do castelo, sugerindo que poderia ser um membro das forças Bagler, possivelmente lançado no poço como símbolo de vitória ou para contaminar a água dos inimigos.   Impacto arqueológico e histórico da análise genética A confirmação de que o esqueleto corresponde à época do ataque descrito na “Sverris Saga” reforça a importância da arqueogenética como método para corroborar eventos históricos.   A descoberta de traços genéticos específicos de regiões ao sul da Noruega, já no Século XII, indica que a distinção genética entre noruegueses do sul e do norte remonta a pelo menos 800 anos. Esse resultado sugere que os padrões de isolamento e características genéticas regionais na Noruega são mais antigos do que se imaginava, com implicações para o estudo da evolução populacional na Escandinávia viking e medieval.   Desafios e limitações da análise genética em arqueologia viking Apesar dos avanços, o estudo enfrentou desafios metodológicos. Para evitar contaminação, foi necessário remover uma parte significativa do dente, impossibilitando futuros estudos no mesmo material.   Embora tenham sido observados traumas na estrutura óssea, como fraturas e lesões de impacto, a análise genética não detectou patógenos que comprovem o uso do cadáver para contaminar a água.   Segundo os pesquisadores, a ausência de DNA de patógenos pode ter sido causada pelo rigoroso processo de limpeza aplicado ao dente, que removeu vestígios biológicos adicionais, limitando a capacidade de verificar infecções na época da morte.   A identificação do “Homem do Poço” não apenas valida parte da narrativa das sagas vikings, mas também amplia as fronteiras da arqueologia e da historiografia nórdica.   Este estudo representa um marco para a arqueogenética, demonstrando o potencial de aliar história e ciência para iluminar os mistérios do passado.   Embora não seja possível afirmar com certeza se os restos pertencem ao indivíduo mencionado na “Sverris Saga”, a evidência circunstancial aponta para uma forte conexão.   A descoberta promove um entendimento mais profundo das práticas e divisões regionais na Era Viking, ilustrando o impacto cultural e político desses grupos no desenvolvimento histórico da Noruega.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referências ELLEGAARD, M. R., et al. Corroborating written history with ancient DNA: The case of the Well-man described in an Old Norse saga . iScience, 2024.   METCALFE, Tom. DNA analysis of medieval man thrown into a well suggests story in Norse saga really happened . Live Science.   CARVAJAL, Guillermo. A man thrown into a well 900 years ago identified and linked to Viking sagas . La Brújula Verde.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #Arqueologia   #LivrosVikings

  • O que realmente causou a Era Viking? Entenda as motivações sociais e culturais por trás das expedições nórdicas

    Uma análise das verdadeiras causas da Era Viking revela como o desejo por prestígio, alianças e estabilidade social impulsionou os vikings a explorarem novas terras   Índice O fascínio por explorar as causas da Era Viking ; Fatores sociais e a atração por riquezas e status ; Expedições e hierarquia social na Era Viking ; As múltiplas causas da Era Viking ; Referências .   O fascínio por explorar as causas da Era Viking O que motivou a expansão viking, um dos períodos mais enigmáticos e decisivos da história europeia, permanece uma questão que intriga pesquisadores há séculos.   A imagem popular dos vikings como simples saqueadores e guerreiros é, hoje, vista como uma representação limitada. No artigo “What Really Caused the Viking Age? The Social Content of Raiding and Exploration”, o autor Steven Ashby argumenta que as motivações por trás das expedições vikings eram muito mais complexas, incluindo uma busca por status , alianças e estabilidade interna.   Em vez de um movimento puramente econômico, a Era Viking reflete uma sociedade em transformação, com ambições políticas e sociais que marcaram o desenvolvimento cultural e institucional dos povos nórdicos.   Fatores sociais e a atração por riquezas e status Entre os fatores mais poderosos que impulsionaram as incursões vikings, o desejo por prestígio e reconhecimento social ocupa um papel central.   Na “sociedade” viking, obter status  era uma meta ambicionada, diretamente relacionada ao sucesso em incursões e à capacidade de adquirir objetos valiosos, especialmente os obtidos em saques.   Os vikings viam a exibição de riqueza não apenas como um símbolo de sucesso pessoal, mas também como um sinal de influência e poder.   Objetos como joias, espadas e itens exóticos, indicativos de sucesso em expedições, reforçavam a posição dos indivíduos em suas comunidades, permitindo-lhes conquistar respeito e alianças estratégicas. Publique seu livro pela Livros Vikings Editora .   Ashby sugere que práticas de saque e exploração eram legitimadas e incentivadas socialmente, como uma forma de provar a coragem e o valor dos jovens guerreiros.   Isso criava um ciclo contínuo de mobilidade social: ao retornar bem-sucedidos, os vikings não apenas adquiriam mais riquezas, mas também reforçavam sua posição social e solidificavam alianças internas.   Esse contexto revela que as expedições vikings iam além de ganhos econômicos e eram, essencialmente, um investimento em capital social que fortalecia o papel de chefes e guerreiros dentro da sociedade. Expedições e hierarquia social na Era Viking As expedições vikings funcionavam como um mecanismo que, paradoxalmente, mantinha a estrutura hierárquica da sociedade, ao mesmo tempo que promovia uma renovação interna.   Jovens guerreiros viam nos saques uma oportunidade para ascender socialmente e estabelecer seu valor dentro do clã. Esses grupos eram organizados pelos líderes vikings, que incentivavam a participação em incursões como um rito de passagem e um teste de valor, reforçando, assim, a hierarquia social.   O papel das elites nessas expedições é um dos pontos destacados por Ashby. As lideranças incentivavam jovens guerreiros a embarcarem em expedições como forma de reafirmar seu poder e manter a estabilidade interna. Com isso, os chefes vikings consolidavam sua posição de autoridade, criando um ciclo em que os jovens se provavam em expedições, ganhavam status  e, ao retornarem, traziam coesão ao grupo.   As expedições, portanto, funcionavam também como um sistema de regulação social, mitigando tensões internas ao oferecer oportunidades externas de aventura e conquista.   A hierarquia social também era mantida por uma relação de lealdade entre os guerreiros e seus líderes. Ao se aventurarem em saques, os jovens vikings demonstravam sua lealdade à liderança e, em troca, recebiam a proteção e o apoio da elite.   Essa troca de benefícios ajudava a consolidar o poder interno, mantendo a estabilidade e evitando conflitos entre clãs ou divisões de autoridade.   As Múltiplas Causas da Era Viking Embora muitas teorias tradicionais tenham apontado para a busca por terras e recursos, o estudo de Ashby desafia essa visão e oferece uma perspectiva multidimensional das causas da Era Viking.   A combinação de fatores sociais e econômicos com ambições políticas criou uma estrutura que transformou os vikings em exploradores renomados, dispostos a desafiar os limites geográficos e a enfrentar adversidades em prol do prestígio e da consolidação de alianças.   Neste sentido, o estudo mostra que a Era Viking não foi apenas resultado de uma pressão demográfica ou de escassez de recursos, como algumas teorias sugerem, mas também uma manifestação das dinâmicas sociais e políticas internas que marcaram os povos nórdicos. A cultura viking, com suas tradições de honra, prestígio e hierarquia, desempenhou um papel central ao legitimar as incursões e ao estabelecer as expedições como um caminho para o fortalecimento da estrutura social.   Dessa forma, as incursões vikings eram ao mesmo tempo uma estratégia de sobrevivência, um rito de valorização social e uma expressão da identidade cultural desses povos.   Esse entendimento mais complexo das motivações vikings não só revela a profundidade de suas práticas, mas também coloca em perspectiva a influência duradoura que essas expedições exerceram sobre a Europa medieval.   Ao expandirem seus horizontes e formarem redes de intercâmbio cultural e comercial, os vikings acabaram transformando o cenário europeu, deixando um legado que permanece relevante até hoje.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referência ASHBY, Steven. What Really Caused the Viking Age? The Social Content of Raiding and Exploration . Antiquity, 2014.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #História   #LivrosVikings

  • Novas perspectivas: como os noruegueses celebram o Santo Rei Viking Olaf em Roma

    A celebração anual de Santo Olaf em Roma reúne escandinavos para refletirem sobre a influência do cristianismo nas leis vikings e nos valores europeus   Índice A importância do Rei Viking Santo Olaf na cristianização da Noruega ; O impacto do cristianismo nas leis vikings e na Europa medieval ; Roma: um ponto de encontro para católicos escandinavos ; Referência .   A importância do Santo Rei Viking Olaf na cristianização da Noruega  Em pleno coração de Roma, na igreja de San Carlo al Corso, centenas de escandinavos se reúnem anualmente para celebrarem a festa de Santo Olaf, o Rei Viking que desempenhou um papel essencial na cristianização da Noruega.   Desde 2007, essa celebração atrai fiéis de toda a Escandinávia, que viajam até a cidade eterna para prestarem homenagem ao santo padroeiro. Santo Olaf, cujo nome de nascimento era Óláfr Haraldsson (Olaf Haraldsson), nasceu por volta do ano 995 d.C. Publique seu livro pela Livros Vikings Editora .   Ele é considerado uma das figuras mais icônicas da Era Viking por seu papel decisivo na difusão do cristianismo na Noruega.   Durante suas expedições pela Europa, Olaf converteu-se ao cristianismo e, ao retornar ao seu reino, utilizou sua influência para promover a fé cristã e unificar seu território.   Em 1030, Santo Olaf foi morto na Batalha de Stiklestad, mas sua morte tornou-se um marco para a consolidação do cristianismo na Noruega. Após sua canonização, ele foi venerado como santo e é até hoje lembrado por seu papel na transformação religiosa de seu país.   A imagem de Santo Olaf derrotando o dragão, exposta no altar da igreja de San Carlo al Corso, simboliza sua vitória sobre o paganismo.   O impacto do cristianismo nas leis vikings e na Europa medieval  Um dos temas centrais discutidos durante a celebração em Roma foi a contribuição de Santo Olaf para a transformação das leis vikings e a influência duradoura do cristianismo sobre as normas jurídicas escandinavas.   Antes de sua conversão ao cristianismo, a “sociedade” viking seguia um sistema de leis orais, com decisões tomadas em assembleias conhecidas como " Alþing".   Essas assembleias baseavam-se em costumes e tradições antigas, muitas vezes relacionadas ao paganismo. A introdução do cristianismo por Santo Olaf trouxe uma nova ordem moral e jurídica à Noruega.   As leis começaram a ser codificadas com base nos princípios cristãos, o que ajudou a consolidar o reino sob única autoridade religiosa e política.   Essa centralização do poder, associada à nova fé, garantiu maior estabilidade e unificação do reino.  A justiça viking, que antes era dispersa entre tribos, passou a ser mais centralizada e inspirada nas leis da Igreja Católica.   A influência do cristianismo nas leis não se limitou à Noruega. O impacto dessa nova fé estendeu-se a toda a Escandinávia e, de forma mais ampla, a toda a Europa medieval.   Os valores cristãos de justiça social, proteção aos vulneráveis e dignidade humana começaram a ser incorporados nas legislações vigentes.   A adoção de códigos jurídicos escritos, inspirados pela Igreja, foi fundamental para a integração da Escandinávia ao restante da Europa cristã.   A celebração de Santo Olaf em Roma trouxe à tona esse legado jurídico, lembrando que o cristianismo não foi apenas uma nova fé para os vikings, mas também um caminho para a construção de uma sociedade mais estruturada e justa.   Roma: um ponto de encontro para católicos escandinavos Roma é a cidade eterna e o centro espiritual para católicos de todas as partes do mundo, incluindo os escandinavos.   Desde 1893, a igreja de San Carlo al Corso serve como um local de devoção para a comunidade escandinava em Roma.   Lá, os noruegueses encontram um ponto de encontro especial para celebrar seu santo padroeiro, Santo Olaf, ao lado de outros católicos. A imagem de Santo Olaf derrotando o dragão, símbolo de sua conversão ao cristianismo, é central para a celebração anual em Roma.   Essa representação visual é uma lembrança poderosa da transição que os vikings vivenciaram ao longo dos séculos, saindo de uma cultura pagã e adotando o cristianismo como a nova base de suas vidas.   A devoção a Santo Olaf em Roma é um reflexo da herança compartilhada entre a Escandinávia e a Igreja Católica.   Além do significado religioso, a celebração de Santo Olaf em Roma também é uma oportunidade para os escandinavos se conectarem com suas raízes e história.   Embora a Escandinávia tenha sido uma das últimas regiões da Europa a adotarem o cristianismo, o impacto dessa conversão foi profundo e duradouro, resultando em uma herança cultural e religiosa que é celebrada até os dias de hoje.   Abaixo, o vídeo sobre a celebração de Santo Olaf em Roma, originalmente produzido pela Rome Reports e agora dublado com Inteligência Artificial pela Livros Vikings: Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referência HOW Norwegians celebrated the feast of the Viking king St. Olaf in Rome . Rome Report. Roma, 21 de out de 2024. Disponível em: < https://www.romereports.com/en/2024/10/21/how-norwegians-celebrated-the-feast-of-the-viking-king-st-olaf-in-rome/ >. Acesso em: 23 de out. de 2024.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #História   #LivrosVikings

  • Descobertas arqueológicas recentes revelam perspectivas inéditas sobre a Era Viking

    A arqueologia viking moderna revela novas facetas sobre mobilidade, diáspora e identidade, desafiando antigas narrativas e compreensões históricas   Índice Mobilidade e conexões: exploradores além de guerreiros ; A diáspora viking: uma rede cultural expansiva ; Identidade e gênero: desafios às velhas narrativas ; Impacto ambiental e mudanças climáticas ; Referência .   A Era Viking (793 - 1066 d.C.) é tradicionalmente associada a saques e invasões.  Contudo, novas descobertas arqueológicas e avanços científicos ampliam nossa compreensão desse período.   Com o auxílio de métodos como análise de DNA antigo e estudos isotópicos, os arqueólogos revelam a complexidade dessa sociedade. Publique seu livro pela Livros Vikings Editora .   Mais do que guerreiros, os vikings foram exploradores, comerciantes e formadores de redes que conectaram a Escandinávia a regiões como a Rússia, as Ilhas Britânicas e até a América do Norte.   Este artigo explora essas descobertas e como elas desafiam antigas narrativas.   Mobilidade e conexões: exploradores além de guerreiros A mobilidade foi um aspecto crucial da Era Viking. Muito além dos ataques a mosteiros e cidades costeiras, os vikings dominaram a navegação e criaram rotas comerciais que conectaram vastas regiões.   Estudos isotópicos recentes, como os realizados nos enterramentos de Salme, na Estônia, indicam que incursões marítimas ocorreram na região do Báltico antes dos famosos ataques ao Ocidente.   A análise de DNA e de isótopos de estrôncio revelou que os indivíduos enterrados em Salme vieram da Suécia central, o que sugere que os primeiros vikings já realizavam expedições muito antes do ataque a Lindisfarne, em 793 d.C. Essas descobertas também destacam a importância das trocas comerciais. A busca por riquezas, como ouro e prata, era motivada tanto por pressões econômicas quanto pela necessidade de exibir status  e poder.   A ostentação de objetos estrangeiros, como joias e armas, muitas vezes importados de lugares distantes, representava uma forma de demonstrar prestígio na “sociedade” viking.   A diáspora viking: uma rede cultural expansiva A Era Viking também marcou a formação de uma vasta diáspora. Escandinavos se estabeleceram em locais como Inglaterra, Irlanda, Normandia, Rússia e até a América do Norte.   Diferente do simples saque, a diáspora viking envolveu a criação de comunidades duradouras que interagiam com populações locais, resultando em uma rica troca cultural.   Judith Jesch, uma das principais estudiosas da diáspora viking, descreve esse fenômeno como uma "diáspora cultural", na qual a identidade viking foi moldada e transformada em contato com outras culturas.   Novas evidências arqueológicas, como os túmulos de Cumwitton, na Inglaterra, e as escavações em Wolin, na Polônia, revelam que essas interações iam além do conflito.   Em muitos casos, os vikings se integravam às populações locais, adaptando seus costumes e influenciando as culturas com as quais interagiam.   A descoberta de artefatos em estilo escandinavo em toda a Europa reforça a ideia de um intercâmbio cultural ativo.   Identidade e gênero: desafios às velhas narrativas Outro aspecto fascinante das novas pesquisas sobre os vikings é a redescoberta de suas dinâmicas sociais, especialmente no que diz respeito à identidade e aos papéis de gênero.   Um exemplo marcante foi a descoberta em Birka, Suécia, de um túmulo de uma mulher identificada como guerreira, através da análise de DNA.   O túmulo Bj.581, originalmente escavado no Século XIX, continha armas e outros símbolos de status, levando os arqueólogos da época a presumirem que se tratava de um homem.   No entanto, testes modernos provaram que a pessoa enterrada era, de fato, uma mulher, desafiando a visão tradicional de que as mulheres vikings não ocupavam papéis militares ou de liderança.   A análise de objetos funerários, como joias e armas, também sugere que a “sociedade” viking se preocupava com a apresentação pessoal e o status .   Objetos encontrados em diferentes contextos indicam que a identidade viking era fluida e adaptável, especialmente em ambientes fora da Escandinávia.   Impacto ambiental e mudanças climáticas O estudo da ecologia durante a Era Viking também ganhou destaque na arqueologia moderna.   As mudanças climáticas e o impacto ambiental são vistos como fatores importantes que moldaram as “sociedades” vikings.   As comunidades vikings que se estabeleceram em áreas como a Islândia e Groenlândia enfrentavam condições ambientais extremas. A arqueologia ambiental, combinada com estudos geofísicos, demonstra que o clima severo pode ter influenciado a migração viking para áreas como a América do Norte.   Ao estudar os assentamentos nórdicos na Groenlândia, os pesquisadores descobriram que os vikings desenvolveram práticas agrícolas inovadoras para sobreviverem nas duras condições do Atlântico Norte.   No entanto, a deterioração climática no final da Era Viking pode ter contribuído para o declínio dessas colônias, sugerindo uma forte conexão entre as mudanças ambientais e o destino dos assentamentos.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings . Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referência LUND, Julie; SINDBÆK, Søren M. Crossing the Maelstrom: New Departures in Viking Archaeology .  Journal of Archaeological Research, 2022, v. 30, p. 169-229. Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking #EraViking #IdadeMédia #Arqueologia #LivrosVikings

  • Por que os vikings não colonizaram a América do Norte?

    Os vikings chegaram à América por volta do ano 1000 d.C., mas abandonaram o território após enfrentarem diversos desafios  Índice Os vikings na América: descobertas e explorações ; Interesse em colonização ou exploração de recursos? Conflitos com os povos originários e a retirada viking ; Referências .   Os vikings foram os primeiros europeus a chegarem à América, muito antes de Cristóvão Colombo cruzar o Atlântico em 1492.   Por volta do ano 1000, exploradores vikings, que já haviam estabelecido colônias na Islândia e Groenlândia, desembarcaram no que hoje é Newfoundland, Canadá, e construíram um posto avançado em L'Anse aux Meadows.   No entanto, ao contrário dos colonizadores europeus dos séculos seguintes, os vikings não criaram colônias permanentes em terras americanas. A pergunta que muitos historiadores fazem é: por que os vikings não colonizaram a América do Norte?   Os vikings na América: descobertas e explorações A chegada dos vikings ao que chamaram de Vínland (terra do vinho) marcou um momento significativo nas explorações marítimas da Era Viking.   Segundo registros históricos e escavações arqueológicas, o assentamento em L'Anse aux Meadows serviu como um ponto de partida para a exploração da costa nordeste da América do Norte.   Publique seu livro pela Livros Vikings Editora . As sagas nórdicas também mencionam um segundo posto chamado Hop, possivelmente localizado na província de New Brunswick, Canadá.   Esses postos avançados, no entanto, foram temporários e tiveram populações esparsas, o que levanta a questão de por que os vikings não expandirem suas explorações em colônias permanentes. A resposta, segundo os historiadores, pode ser mais complexa do que parece.   Interesse em colonização ou exploração de recursos? Um dos motivos sugeridos é que os vikings podem não terem tido tanto interesse em colonizar a América do Norte quanto em explorar seus recursos naturais.   Para os exploradores que se aventuraram além da Groenlândia, a maior motivação era encontrar recursos que pudessem sustentar a colônia recém-estabelecida em terras geladas, tal qual explicou Birgitta Wallace, arqueóloga que estudou extensivamente a presença viking no continente:   Os vikings não estavam interessados em colonizar a América do Norte. O foco deles estava em obter recursos para a Groenlândia.   Outros especialistas, como Kevin P. Smith, sugerem que havia algum interesse em colonização, especialmente entre os filhos secundários dos chefes, que viam na América a oportunidade de se tornarem líderes de suas próprias terras.   No entanto, o consenso é que os vikings não estabeleceram assentamentos permanentes em grande escala, e o motivo principal pode estar ligado aos conflitos com os povos originários que já habitavam a região.   Conflitos com os povos originários e a retirada viking Quando os vikings se estabeleceram na América, rapidamente encontraram resistência dos nativos americanos.   As sagas, como a Saga de Erik, o Vermelho, descrevem confrontos violentos entre os vikings e os povos originários.   Em uma dessas batalhas, os vikings foram derrotados e obrigados a recuarem para seus navios após perderem alguns homens.   As descrições das sagas indicam que, embora as terras parecessem promissoras, a ameaça constante de guerra com os habitantes locais tornou impossível a permanência dos vikings. Neste sentido, Smith, especialista em história nórdica, afirmou:   Os vikings não viam uma maneira de estabelecer uma colônia estável em terras já habitadas, apesar de suas riquezas naturais.   Além dos conflitos, outros fatores, como a dificuldade de navegação e as longas distâncias entre a Groenlândia e a América, também podem ter contribuído para a decisão de abandonar o projeto.   A natureza desafiadora das viagens marítimas e a falta de infraestrutura organizada também limitavam a capacidade dos vikings de estabelecer colônias sustentáveis.   Apesar de terem sido os primeiros europeus a chegarem à América do Norte, os vikings enfrentaram desafios insuperáveis para estabelecer colônias permanentes. Seus interesses iniciais em recursos, os confrontos com os nativos americanos e as dificuldades logísticas acabaram levando-os a abandonarem as terras que haviam descoberto.   Enquanto os exploradores posteriores conseguiram colonizar o “Novo Mundo” em grande escala, os vikings deixaram um legado de exploração e tentativa, sem jamais transformarem Vínland em uma colônia próspera.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referência JARUS, Owen. Why didn't the Vikings colonize North America?  Live Science. Nova Iorque, 18 de out. de 2024. Disponível em: < https://www.livescience.com/archaeology/vikings/why-didnt-the-vikings-colonize-north-america >. Acesso em: 18 out. 2024.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #História    #LivrosVikings

  • Descobertas fascinantes: enterros vikings e mensagens do passado

    Descobertas recentes revelam práticas funerárias vikings e uma mensagem escondida em uma garrafa há 150 anos   Índice A mensagem na garrafa: o achado inesperado em Nordfjordeid ; Um cemitério viking em Tvååker, Suécia: enterros, animais e tesouros ; Implicações históricas e cultura viking .   Nos últimos anos, a arqueologia tem revelado informações surpreendentes sobre os vikings, suas práticas funerárias e artefatos culturais.   Recentemente, impressionantes descobertas de enterros vikings na Noruega e na Suécia forneceram mais pistas sobre a vida e a morte na Era Viking.   Em Nordfjordeid, Noruega, arqueólogos descobriram uma mensagem em uma garrafa de 150 anos enterrada em um túmulo viking, enquanto em Tvååker, Suécia, um cemitério com 139 túmulos revelou tesouros, restos humanos e animais.   A mensagem na garrafa: o achado inesperado em Nordfjordeid Em Nordfjordeid, uma equipe de arqueólogos fez uma descoberta inusitada: uma garrafa contendo uma mensagem deixada há 150 anos, encontrada em um antigo túmulo viking.   A garrafa foi colocada no local por Anders Lorange, arqueólogo que explorou a área em meados do século XIX, após desenterrar restos do Myklebustskipet , um navio viking queimado durante uma cerimônia funerária.   A garrafa foi enterrada sob pregos do navio, preservando um elo entre a história moderna e o passado viking.   Os arqueólogos que lideram a nova escavação ainda não abriram a garrafa, temendo danificar a mensagem devido à infiltração de água.   No entanto, a descoberta de mais de 600 objetos no local, incluindo uma valiosa bronzeria possivelmente de origem irlandesa, indica que o túmulo guarda mais segredos sobre o passado. A equipe optou por não escavar todo o túmulo, preservando parte do local para futuras gerações [1].   Um cemitério viking em Tvååker, Suécia: enterros, animais e tesouros Em Tvååker, Suécia, arqueólogos descobriram um vasto cemitério viking com 139 túmulos. O local foi inicialmente identificado como um assentamento da Idade da Pedra, mas logo os pesquisadores perceberam que estavam diante de algo muito maior.   Entre os achados estão restos de ossos humanos e animais, joias, vasos de cerâmica e até navios funerários, usados em rituais vikings para acompanhar o morto em sua jornada final.   Segundo Petra Nordin, diretora do projeto, apenas seis por cento do campo funerário foi escavado até agora. O solo, que foi arado ao longo dos séculos, destruiu a maior parte das estruturas acima do solo, tornando a interpretação dos achados um desafio para os arqueólogos.   No entanto, a descoberta de três grandes naufrágios e uma pilha em forma de navio indica a importância cultural e simbólica do local [2].   Implicações históricas e cultura viking Essas descobertas lançam luz sobre as práticas funerárias vikings, especialmente em relação aos rituais de cremação e sacrifício de animais.   Em Tvååker, cães e gado foram encontrados ao lado de restos humanos, provavelmente oferecidos como parte de rituais funerários.   Essas práticas reforçam a crença dos vikings em uma jornada pós-morte, onde os animais, especialmente os cães, serviam como companheiros espirituais.   O achado da mensagem em Nordfjordeid também é significativo, pois conecta duas eras de exploração arqueológica. A descoberta da garrafa de Anders Lorange, juntamente com os itens de um enterro real possivelmente ligado ao rei Audbjørn, que lutou contra Harald Hårfagre, oferece um vislumbre fascinante sobre a continuidade dos estudos da Era Viking.   As descobertas em Nordfjordeid e Tvååker expandem nossa compreensão sobre os vikings, suas crenças e práticas funerárias.   A presença de objetos valiosos, sacrifícios de animais e navios funerários revela a complexidade da cultura viking e sua profunda conexão com o além.   À medida que novas escavações e estudos avançam, continuamos a desvendar os mistérios deixados por uma das civilizações mais enigmáticas da história.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referências 1.  OLSEN, Håkon Vatnar.   Fann 150 år gammal flaskepost i vikinggrav . NRK. Oslo, 18 de out. de 2024. Disponível em: < https://www.nrk.no/vestland/store-funn-i-vikinggrav-pa-nordfjordeid-_-fann-ogsa-150-ar-gammal-flaskepost-fra-arkeolog-1.17086928 >. Acesso em: 18 de out. de 2024. 2.  SHIPWRECKS, Treasure, and 139 Viking Graves: Vast Cemetery Discovered in Sweden . Ancient Origins. Dublin, 18 de out. de 2024, Disponível em: < https://www.ancient-origins.net/news-history-archaeology/viking-burial-ground-sweden-0021583 >. Acesso em: 18 de out. de 2024.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia  #Arqueologia   #LivrosVikings

  • Fimbulvetr: o inverno devastador que inspirou o Ragnarǫk viking

    Novas pesquisas indicam que um inverno vulcânico no Século VI pode ter inspirado o Fimbulvetr, o prenúncio do Ragnarǫk na mitologia viking Índice • O Fimbulvetr: a lenda viking do inverno eterno; • Evidências científicas do inverno vulcânico no Século VI ; • Impacto na agricultura viking e a introdução do centeio ; • O legado cultural: da catástrofe ao Ragnarǫk ; • Referências .   A mitologia nórdica descreve o Ragnarǫk (Ragnarök) como o fim de todas as coisas, um evento apocalíptico precedido por um inverno longo e rigoroso chamado Fimbulvetr (Fimbulwinter).   Esse inverno de três anos, sem verão, devastaria colheitas e vidas, levando o mundo ao caos.   Pesquisadores sugerem que essa lenda pode ter sido inspirada por um evento climático real: o inverno vulcânico que atingiu grande parte do hemisfério norte no Século VI, causando fome, destruição e mudanças profundas na vida das pessoas.   O Fimbulvetr: a lenda viking do inverno eterno Na mitologia nórdica, o Fimbulvetr é o inverno "poderoso" que precede o Ragnarǫk, trazendo três anos consecutivos de neve, frio extremo e escuridão.   Durante esse período, o sol não aparece, as colheitas falham, e os seres humanos enfrentam fome e desespero. Publique seu livro pela Livros Vikings Editora .   Essa lenda ganhou notoriedade na cultura popular, especialmente após sua representação em filmes e séries, mas há muito mais por trás da história.   Estudiosos há tempos especulam que o Fimbulvetr pode ter sido inspirado por um desastre climático real.   Em 536 d.C., o mundo experimentou um dos piores invernos da história, causado por uma série de erupções vulcânicas que bloquearam a luz do sol e criaram um inverno prolongado, conhecido como "inverno vulcânico".   Evidências científicas do inverno vulcânico no Século VI Um estudo recente analisou amostras de árvores de carvalho da Dinamarca datadas do Século VI.   As análises mostraram que, entre 539 e 541 d.C., as árvores praticamente pararam de crescer, indicando que a luz solar foi drasticamente reduzida durante esse período. Neste sentido, Morten Fischer Mortensen, pesquisador do Museu Nacional da Dinamarca, sugere: Quando as árvores não crescem, as colheitas também não crescem.   A arqueologia também oferece pistas. Descobertas de tesouros de ouro datados dessa época indicam que, em meio ao desespero, as pessoas sacrificaram seus bens mais valiosos aos deuses, na esperança de acabar com o inverno sem fim.   Essa conexão entre um evento climático devastador e rituais de sacrifício reflete a profundidade do impacto psicológico e cultural do desastre.   Impacto na agricultura viking e a introdução do centeio O inverno vulcânico do Século VI forçou os agricultores a adaptarem suas práticas para sobreviverem às condições adversas.   Uma solução encontrada foi o cultivo de centeio, um grão mais resistente ao frio e à baixa luminosidade.   É possível que o centeio tenha se tornado uma cultura predominante durante esse período, justamente por ser uma alternativa viável em tempos de crise.   Essa mudança na agricultura não só garantiu a sobrevivência das populações escandinavas, mas também pode ter moldado suas tradições e práticas culturais.   O centeio, por exemplo, é usado até hoje para fazer o tradicional pão de centeio dinamarquês, que pode ter raízes nessa adaptação climática de emergência.   O legado cultural: da catástrofe ao Ragnarǫk Embora ainda não se possa afirmar com certeza que o evento climático de 536 d.C. inspirou diretamente o mito do Fimbulvetr, as coincidências são impressionantes.   A ideia de um inverno longo e devastador, que leva à destruição do mundo, pode ter surgido como uma maneira de as populações da Escandinávia lidarem com o trauma de um evento real. Morten Fischer Mortensen sugere que: Esses mitos podem muito bem ser imaginação livre, mas também podem conter ecos de uma verdade distante.   O Ragnarǫk na mitologia nórdica não é apenas o fim; ele é seguido por uma renovação, um novo começo para o mundo.   Da mesma forma, o inverno vulcânico forçou as sociedades a se adaptarem, a encontrarem novas maneiras de sobreviver e a emergirem mais fortes e resilientes.   O Fimbulvetr pode ter sido mais do que uma lenda mitológica. As evidências arqueológicas e científicas sugerem que um inverno vulcânico devastador ocorreu no Século VI, causando uma crise agrícola que poderia muito bem ter inspirado a criação do mito.   O impacto cultural e psicológico desse evento foi tão profundo que, séculos depois, suas memórias se infiltraram nas sagas nórdicas, moldando a história do Ragnarǫk.   As descobertas arqueológicas continuam a revelar mais sobre como os vikings lidaram com catástrofes climáticas, e como essas experiências podem ter influenciado sua mitologia e práticas culturais.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. Somos um site dedicado a trazer informações históricas e curiosidades sobre a Era Viking. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o em suas redes sociais!   Referência ORF, Daren. Scientists Found Evidence That The Viking Apocalypse May Have Actually Happened . Popular Mechanics. Nova Iorque, 16 de out. de 2024. Disponível em: < https://www.popularmechanics.com/science/archaeology/a62600975/fimbulwinter-ragnarok-evidence > Acesso em: 17 de out. de 2024.   Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Viking, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp ...   #Viking   #EraViking   #IdadeMédia   #Curiosidades  #MitologiaNórdica   #LivrosVikings

  • Agricultura viking em tempos de escassez: resiliência e adaptação alimentar

    Um estudo arqueológico recente revela como os vikings sobreviveram às dificuldades climáticas e alimentares por meio de práticas agrícolas resilientes Índice • A Evolução da Agricultura Viking ; • A Alimentação Alternativa em Tempos de Escassez ; • A Conexão com o Homem de Tollund ; • O Impacto Climático e a Agricultura Resiliente ; • Referências .   A vida na Era Viking era marcada por desafios constantes, incluindo flutuações climáticas e períodos de fome.   Estudos arqueológicos recentes, como o publicado no Journal of Archaeological Science (2024), lançam luz sobre como os vikings enfrentaram essas dificuldades por meio de adaptações agrícolas e dietéticas. Publique agora mesmo o seu livro com a Livros Vikings Editora .   Durante períodos de escassez, a combinação de práticas agrícolas resilientes e o uso de alimentos não convencionais foi crucial para a sobrevivência.   Este blog post examina essas práticas e a relação entre os vikings e sua adaptação ao ambiente.   A evolução da agricultura viking A agricultura sempre foi o alicerce da economia viking, conforme revelado pela análise de restos arqueobotânicos em 39 sítios da Idade do Ferro e da Era Viking na Dinamarca [2].   Os vikings cultivavam principalmente cevada, uma planta resistente e adaptada ao clima escandinavo, que dominava a paisagem agrícola da época.   A introdução do arado de aiveca no Século III d.C. marcou uma transformação na eficiência da lavoura, permitindo a expansão do uso da terra.   Com o tempo, os vikings diversificaram suas fontes alimentares, aproveitando plantas nativas e introduzindo novas culturas.   A cevada com casca, por exemplo, tornou-se predominante devido à sua maior resistência a doenças e ao aumento do consumo de cerveja [2].   A estabilidade climática durante a Idade do Ferro tardia e a Era Viking permitiu o desenvolvimento de práticas agrícolas sustentáveis, que incluíam o uso de fertilizantes naturais e a rotação de culturas para manter a produtividade do solo.   A alimentação alternativa em tempos de escassez Durante períodos de fome, os vikings recorriam a uma dieta diversificada que incluía alimentos não convencionais.   Na Suécia medieval, por exemplo, cascas de bétula eram misturadas com farinha de trigo, enquanto na Dinamarca, o pão era feito com centeio, cevada e ervas como candelária e bolotas [1].   Esses alimentos alternativos não eram a primeira escolha, mas serviam como medidas de emergência durante os anos de colheitas ruins. Leia também: A dieta viking: o que os lendários vikings comiam?   Escavações em Nørre Fjand e Alrum, na Dinamarca, revelaram sementes de ansarina-branca e erva-bastarda, plantas que não eram comumente consumidas em tempos normais.   Essas sementes foram encontradas em contextos arqueológicos relacionados a períodos de crise alimentar, sugerindo que, em tempos de necessidade, essas plantas eram coletadas e utilizadas para complementar a dieta [1].   A conexão com o Homem de Tollund O estudo das plantas consumidas pelos vikings se conecta diretamente com descobertas feitas nos famosos corpos do pântano, como o Homem de Tollund, encontrado na Jutlândia, Dinamarca.   Esse corpo, preservado por milhares de anos, continha em seu estômago vestígios de plantas como ansarina-branca, o que sugere um consumo ritualístico durante períodos de escassez [1].   Os pesquisadores apontam que a presença dessas plantas no estômago de vítimas sacrificiais pode indicar não apenas a necessidade de consumir alimentos alternativos, mas também um elemento simbólico ou ritualístico ligado ao medo da fome.   A inclusão dessas plantas na dieta pode ter servido como um lembrete dos anos de dificuldade e como uma tentativa de evitar futuros períodos de fome [1].   O impacto climático e a agricultura resiliente O clima na Escandinávia passou por mudanças significativas ao longo da Idade do Ferro e da Era Viking.   Erupções vulcânicas no Século VI d.C., por exemplo, criaram a chamada "Pequena Idade do Gelo", que resultou em uma queda de temperatura de até 3,5°C na região [2].   Essa mudança afetou drasticamente as condições de cultivo, levando à necessidade de adaptação rápida nas práticas agrícolas.   A resiliência da agricultura viking foi mantida por práticas como a aplicação de estrume nos campos e a rotação de culturas.   Mesmo em condições climáticas adversas, como no período da Pequena Idade do Gelo, os vikings conseguiram manter a produção de cevada, garantindo um suprimento constante de alimentos, tanto para consumo direto quanto para a produção de cerveja [2]. A resiliência agrícola dos vikings, combinada com a capacidade de adaptação em tempos de escassez, foi essencial para sua sobrevivência em um ambiente muitas vezes hostil.   A mistura de alimentos tradicionais com plantas não convencionais permitiu que os vikings superassem períodos de fome, enquanto suas práticas agrícolas sustentáveis garantiram a continuidade da produção alimentar, mesmo em tempos de crise climática.   Estudos arqueológicos recentes lançam luz sobre a complexidade das práticas alimentares vikings, destacando como esses povos foram capazes de enfrentar os desafios ambientais e sociais de sua época.   Ao entender melhor essas práticas, podemos ampliar nossa compreensão sobre a adaptação humana em contextos de crise e mudança climática.   Este artigo foi parcialmente criado por Inteligência Artificial (IA). Para mais notícias sobre achados arqueológicos e história, continue acompanhando a Livros Vikings. 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