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OS VIKINGS SEMPRE FORAM DESCRITOS COMO CAUCASIANOS, MAS SERÁ QUE FORAM MESMO?

Atualizado: 8 de Dez de 2019

A palavra "viking" é simplesmente uma palavra nórdica antiga para pirata ou guerreiro do mar e em filmes e séries; eles são geralmente descritos como caucasianos formidáveis.


FONTE: Face 2 Face Africa

O nórdico antigo era uma língua germânica do norte, falada na Escandinávia, nas Ilhas Faroé, na Islândia, na Groenlândia e em partes da Rússia, França e Ilhas Britânicas e Irlanda. Era a língua dos vikings.


Segundo o theconversation.com, a palavra “Viking” entrou no idioma inglês moderno em 1807, numa época de crescente nacionalismo e construção de impérios.


“Durante o Século XIX, os vikings foram enaltecidos como protótipos e figuras ancestrais dos colonos europeus. A ideia enraizou-se em uma raça-mestre germânica, alimentada por teorias científicas grosseiras e pela ideologia nazista na década de 1930. Essas teorias há muito são desmentidas, embora a noção de pureza étnica dos vikings ainda pareça ter apelo popular — e é adotada por supremacistas brancos”, acrescentou o site.


Enquanto os escandinavos do Século IX ao XI são associados à palavra Viking na cultura contemporânea, valendo-se de expressões "sangue Viking", "DNA Viking" e "ancestrais Vikings", a mobilidade do Viking que viajou por terras estrangeiras enquanto grande parte da população escandinava ficou em casa, se perde.


Enquanto os vikings estavam invadindo terras além dos limites da Europa moderna, os estados-nação modernos da Dinamarca, Noruega e Suécia ainda estavam em formação.


Mas como a visão de um mundo viking depende da cultura popular digital e cinematográfica contemporânea, a exemplo da série Vikings e dos videogames adjacentes aos Vikings, permite-se que os supremacistas brancos conversem sobre as referências medievais, e assim manter o seu sangue 'imaculado', mas qual é o verdadeiro histórico étnico-racial dos vikings?


A Time.com relata: "Como descrevem Stefan Brink e Neil Price em The Viking World; historicamente, os vikings referem-se a grupos marítimos que atravessaram os mares, oceanos e rios para invadir, comercializar e colonizar durante os Séculos X ao XI. Eles estabeleceram colônias pelos mares e vias navegáveis do Mediterrâneo, Cáspio, Negro, Ártico e Atlântico Norte, mantendo presença em regiões que variam da atual Rússia e Europa às Américas. Fundamentalmente, eles não eram marítimos homogêneos, como costuma ser imaginado; eles eram multiculturais e multirraciais. Mas até recentemente, infelizmente, as discussões acadêmicas sobre os vikings em relação à raça e à Idade Média Global foram deixadas de lado.”


A narrativa supremacista branca das origens vikings é atribuída aos alemães que procuravam justificar sua perseguição aos grupos-alvo.


“No Século XIX, o nacionalismo alemão romântico metastatizou o movimento Völkish, que estava interessado em narrativas históricas que reforçassem um estado-nação alemão branco. O movimento reescreveu a história, baseando-se em folclores como os dos irmãos Grimm, épicos medievais dedicados à supremacia racial dos brancos”, acrescenta a Time.


A mobilidade dos primeiros vikings ajudou a estender suas rotas comerciais do Canadá para o Afeganistão, adotando e adaptando influências de uma ampla variedade de culturas, desde cristãos irlandeses no oeste aos muçulmanos do califado abássida no leste.


Outra teoria também sustenta que os escandinavos originais eram africanos que migraram para lá da região do Vale do Nilo, compreendendo africanos altos conhecidos como (Bantu) e seus curtos homólogos chamados (Twa), que serviram de base para a Mitologia Nórdica de gigantes e anões.


Theafricansindiaspora.com relata: “Tácito escreveu sobre os celtas e os descreveu como negros em 80 d.C., bem como Éforo em 405 a.C. que alegava que eram negros. Na Europa continental, eles foram chamados de ibéricos, durante o período de tempo em que os europeus adotaram o nome. Os vikings ou dinamarqueses originais eram negros, isso fica claro nos vikings do Século VIII de Oseberg, conforme sugere as esculturas do trenó exposto no Museu dos Barcos Vikings na Noruega em honra aos viajantes marítimos negros que habitavam a região naquele momento. É claro a partir dessas esculturas que os vikings do Século VIII eram diferentes da versão corpulenta de olhos azuis e cabelos loiros das lendas vikings. Os africanos que vieram da Península Ibérica colonizaram gradualmente toda a Europa até os Urais. Essa afirmação é encontrada nos escritos de Fabre d'Olivet. “A Europa Central era habitada por negros, hábeis em lidar com grandes dardos, pelos quais os gauleses brancos seriam conhecidos mais tarde. Mais evidências podem ser encontradas nos escritos de David MacRitchie.


Este relato sustenta que os negros nos tempos antigos foram para a Grã-Bretanha espânica, Arábia Félix, Egito, África Ocidental, Índia, Pérsia e à Dinamarca.


De acordo com o site, os guerreiros vikings eram conhecidos como Berserkers, notáveis por sua ferocidade e ousadia, xamãs negros que entravam em estados alterados antes de entrar em batalha. Os Vikings nórdicos que invadiram a Inglaterra foram descritos nas crônicas como Homens Negros. Os Vikings Negros invadiram Iona, Irlanda, em 795. Em 852, eles atacaram a cidade de Athcliath, (moderna Dublin). Em 867, o nórdico negro tomaria a cidade de York e estabeleceria uma presença permanente na Inglaterra. Em 1018, o nórdico que chegou a Kiev, na Rússia, foi descrito como dinamarquês. “Os dinamarqueses eram como os mouros — negros também - David MacRitchie - bretões antigos e modernos, volume 1, página 121. O autor William Gershom Collingwood descreve a horda invasora em seu livro “Escandinávia Grã-Bretã” como Swart-Black e Gold Adorned.


FONTE: Face 2 Face Africa

https://face2faceafrica.com/article/european-films-depict-the-vikings-as-caucasians-heres-an-account-holding-them-out-as-blacks (texto traduzido livremente pela Livros Vikings)


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