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OS GROENLANDESES DA ERA VIKING NEGOCIAVAM MARFIM DE MORSA COM OS UCRANIANOS

Os historiadores há muito acreditavam que o marfim de morsa comercializado na Ucrânia e na Rússia durante a Era Viking vinha do Mar de Barents.


Os groenlandeses da Era Viking negociavam marfim de morsa com os ucranianos
Três dos ossos de morsa descobertos na Rua Spaska em Kyiv. — Imagem: Valery Krymchak

Porém, fragmentos de ossos de morsa descobertos na Ucrânia revelaram evidências do comércio intercontinental de marfim entre as colônias nórdicas antigas da Groenlândia e da Europa Oriental.


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Os achados incomuns foram descobertos durante escavações iniciadas em 2007 na Rua Spaska, 35 em Kyiv (Kiev), as quais revelaram camadas de assentamento que abrangem várias épocas, com as mais bem preservadas datando dos Século X ao XIII, juntamente com artefatos que incluem vidro, fios de ouro e peças esculpidas, usadas como jogos de tabuleiro, conhecidos como Hnefatafl.


Os nove fragmentos ósseos de vários tamanhos foram recuperados de uma camada do Século XII e identificados como partes de focinhos de morsa.


'Isso foi uma surpresa total para nós. Nunca tínhamos ouvido falar de descobertas semelhantes em Kyiv”, disse Natalia Khamaiko, líder de escavação e arqueóloga da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia.

“O marfim de morsa era uma matéria-prima muito popular na Europa Medieval. Era usado para criar objetos requintados à igreja. Porém, gradualmente, serviram para versões mais refinadas de objetos do cotidiano, como jogos e cabos de facas”, disse James Barrett, professor do Museu Universitário da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega.

Quando as presas de morsa eram exportadas, a parte do osso do focinho era deixada de lado, e foi isso que a equipe descobriu na Rua Spaska.


Um estudo liderado por Barrett em 2019 revelou que a Groenlândia era essencialmente a única fonte de produtos de morsa no mercado da Europa Ocidental. No entanto, ainda se supunha que o marfim de morsa comercializado na Ucrânia e na Rússia da Era Viking fossem regionalmente originários dos Mares de Barents e do Ártico russo.


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No entanto, de acordo com um artigo publicado recentemente no Proceedings of the Royal Society Biological Sciences, uma análise de DNA antiga realizada na Universidade de Oslo identificou uma assinatura genética em cinco dos nove espécimes ósseos de Kyiv, relacionando-os com um clado de morsas encontrado apenas na Groenlândia e em partes orientais do Canadá. Esses achados foram validados com a análise isotópica.


Peças de tabuleiro encontrados na Ucrânia, os quais foram escupidos nas formas de figuras religiosas. — Imagem: Natalia Khamaiki, Academia Nacional de Ciências da Ucrânia

Além disso, os focinhos das morsas eram frequentemente afinados antes da exportação para que as presas pudessem ser quebradas facilmente. Segundo Barrett, seis dos fragmentos ósseos apresentavam sinais claros de terem sido trabalhados à maneira típica da Groenlândia.


“Todos os materiais de origem apontam para a mesma fonte — Groenlândia — então este é um resultado em que podemos confiar”, comentou Bastiaan Star, professor associado da Universidade de Oslo.

Este estudo sugere que a demanda nórdica por marfim de morsa da Groenlândia se estendeu além da Europa Ocidental até a Ucrânia, e talvez até o mundo islâmico e a Ásia.


"No Século XII, Kyiv era uma metrópole medieval e a capital de um estado com a economia baseada no comércio", disse Khamaiko.

"O que descobrimos agora sobre os ossos de morsa, mostra que Kyiv era um centro comercial incomumente grande, com mercadorias fluindo de partes distantes do mundo".

Os resultados também ajudam a elucidar evidências publicadas anteriormente sobre esgotamento maciço de morsas na Groenlândia durante a ocupação Viking.


FONTE: The Past

GREENLANDIC Vikings traded walrus ivory with Ukraine. The Past. Londres, 05 de jul. de 2022. Disponível em: <https://the-past.com/news/greenlandic-vikings-traded-walrus-ivory-with-ukraine/>. Acesso em: 05 de jul. de 2022. (Livremente traduzido pela Livros Vikings)


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