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Conheça os berserkir, os mais bravos dos guerreiros vikings

Atualizado: 1 de fev. de 2023

Nas fontes primárias, os berserkir eram guerreiros que lutavam em uma fúria semelhante a um transe e, os quais mais tarde, deram origem à palavra inglesa “berserk”.


Conheça os berserkir, os mais bravos dos guerreiros vikings
Crédito da Imagem: Shutterstock
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O nome berserkr provavelmente significa “camisa de urso” (comparável em inglês médio à palavra “serk”, que significa “camisa”). Eles eram guerreiros que tradicionalmente iam à batalha sem armadura e vestindo com peles de ursos ou lobos.


Alguns estudiosos argumentam que as origens dos berserkir podem ser encontradas durante o período romano, como as estruturas sociais germânicas descritas pelo historiador romano Tácito, ou na cena 36 da coluna de Trajano de Roma, que retrata guerreiros tribais vestindo capuzes de urso ou de lobo.


Um dos primeiros textos que descreve os berserkir é o Hrafnsmál, um poema “skáldico” fragmentário do Século IX, escrito pelo norueguês, Þorbjörn Hornklofi:


Eles [os navios] estavam carregados de homens e escudos brancos, lanças ocidentais e espadas francas. Os berserkir berravam; a batalha, para eles, já estava em andamento; peles de lobo [berserks] uivando e brandindo suas lanças de ferro.

Eles são chamados de peles de lobo, que carregam escudos sangrentos em combate; eles enrubescem as lanças quando vão para a guerra; lá [na corte de Haraldr] eles se sentam juntos. Lá, eu acredito que ele, o soberano, sábio em entendimento, confie apenas em homens de coragem, aqueles que portam um escudo.

“Go berserk” era “hamask”, que se traduz como “mudança de forma”, neste caso, como no sentido de “entrar em estado de fúria selvagem”, ou literalmente mudar de forma para um urso. Nas sagas eles são retratados como indestrutíveis, imunes à maioria dos males e possuidores de força sobre-humana.


Isso é mostrado na Ynglinga saga, escrita pelo historiador e poeta islandês Snorri Sturluson (1179–1241 d.C.):


Seus homens (de Óðinn) avançavam sem armadura, eram tão loucos quanto cães ou lobos, mordiam os seus escudos e eram fortes como ursos ou bois selvagens, matando pessoas com um golpe, mas nem fogo e nem ferro os afetavam. Isso se chamava Berserkergang.

Os Berserkir aparecem com destaque em muitas sagas e poemas nórdicos, sejam como campeões, heróis, soldados de elite ou guarda-costas. Essa imagem, no entanto, mudou com o tempo (especialmente após a conversão ao cristianismo na Escandinávia), passando a serem retratados como criminosos, bandidos, saqueadores e assassinos que matavam indiscriminadamente.


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Alguns estudiosos propõem que a raiva berserkr era causada por histeria ou epilepsia autoinduzida, ou pelo consumo de grandes quantidades de álcool ou drogas — como cogumelos alucinógenos ou a planta henbane Hyoscyamus niger (em 1977, arqueólogos que escavavam perto de Fyrkat, Dinamarca, encontraram sementes da planta em um túmulo viking).


Em 1015, Jarl Eiríkr Hákonarson da Noruega baniu-os. Grágás, o código legal islandês medieval, condenou os guerreiros berserkir à proscrição. Por volta do Século XII, os bandos organizados de guerreiros berserkr haviam desaparecido.


FONTE: Heritage Daily

MILLIGAN, Markus. The viking berserker. Heritage Daily. Saint Albans, 19 de dez. de 2022. Disponível em: <https://www.heritagedaily.com/2022/12/the-viking-berserker/145605>. Acesso em: 26 de dez. de 2022. (Livremente traduzido e adaptado pela Livros Vikings)


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