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UM NAVIO VIKING DIGNO DE UM REI É ESCAVADO NA NORUEGA

Pirâmides, castelos, palácios: símbolos de poder e status assumiram muitas formas ao longo dos tempos, e para os vikings o que realmente importava era o navio.


Um navio viking digno de um rei é escavado na Noruega
A escavação começou em junho, mas agora, a maior parte do navio já foi revelada.

Neste mês, os arqueólogos noruegueses esperam concluir a escavação de um navio raro enterrado em Gjellestad, um antigo sítio a sudeste de Oslo. É a primeira escavação desse tipo na Noruega em cerca de um século.


A maior parte do navio apodreceu ao longo dos séculos, mas o arqueólogo Dr. Knut Paasche acredita que o layout dos pregos de ferro ainda permitirá que uma réplica seja construída.


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O radar de penetração no solo (GPR) revelou que ele tinha cerca de 19 m (62 pés) de comprimento e 5 m (16 pés) de largura — colocando-o no mesmo nível dos bem preservados navios Viking de Oseberg e Gokstad, ambos exibidos em Oslo. Esses navios foram encontrados no lado oeste do amplo Fiorde de Oslo.


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No Século IX, os vikings começaram a usar velas, mas ainda precisavam de remadores fortes para as suas viagens épicas. Em seus longos barcos, eles viajavam por todas as ilhas britânicas, invadindo comunidades costeiras, depois se estabelecendo e deixando um legado de excelente artesanato, bem como palavras e nomes nórdicos.


Os vikings aventuraram-se na Islândia e alguns se estabeleceram na Groenlândia e em Vínland na América do Norte — local que mais tarde se tornou a Terra Nova.


O navio Gjellestad data do período viking pré-cristão de 750-850 d.C., disse Paasche, do Instituto Norueguês para Pesquisa do Patrimônio Cultural (Niku), à BBC.


"Ainda não sabemos se era um barco a remo ou a vela. Outros, como os navios Gokstad e Tune, combinavam remo e vela", disse ele.


O estudo da quilha será crucial e, disse ele, "a quilha parece muito diferente das outras, o que é realmente emocionante".


"Na costa é difícil usar uma vela, o vento muda o tempo todo, então costuma-se a remar um navio. Mas para cruzar, digamos, de Bergen a Shetland, era melhor esperar pelo vento certo".


Gjellestad é um grande cemitério, com até 20 túmulos e Jell Mound, que remonta à Idade do Ferro Romana (1-400 d.C). Esse monte, o segundo maior da Noruega, fica a 100 metros do túmulo em navio, onde costumava ser um monte.


O líder da escavação, Christian Rodsrud, diz que Jell Mound marca o local de um antigo cemitério de cremação, mas quase nada foi encontrado lá. Pode ter sido saqueado em algum momento.


A lavoura feita pelos fazendeiros do Século XIX nivelou o monte sobre o navio e próximo a outros túmulos.


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Também há vestígios de longos salões, provavelmente usados para cerimônias e festas que duravam dias. Foi uma época de lutas pelo poder entre chefes vikings rivais.


Sepultura como marca de nobreza

O Sr. Rodsrud disse à BBC que "o navio claramente se relaciona com os túmulos mais antigos e especialmente o grande Jell Mound — é claro que os vikings queriam se relacionar com o passado".