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TECNOLOGIA DE RADAR DESCOBRE TRÊS SALÕES VIKINGS NO CEMITÉRIO REAL DA NORUEGA

Três antigas estruturas vikings do poder nórdico foram escaneadas em um Cemitério Real da Idade do Ferro norueguesa.


FONTE: Ancient Origins

Borre está localizado no município de Horten, no Condado de Vestfold, na costa oeste do Oslofjord, na Noruega e é famoso por seus túmulos monumentais que datam da Idade do Ferro e da Era Viking (400-1050 d.C). Uma nova pesquisa arqueológica por Radar de Penetração no Solo (GPR) revelou novas informações sobre três grandes salões usados pelos vikings de alto status, sugerindo que eles poderiam ter sido mencionados nas antigas sagas nórdicas.


FONTE: Ancient Origins

Os autores de um novo artigo publicado na revista Antiquity, disponível para leitura em Cambridge.org, apresentaram os resultados do GPR de três construções, incluindo suas propriedades tipológicas. O autor principal, Professor Christer Tonning, sugere que os salões estavam ativos quando os túmulos estavam em construção, o que fornece novas evidências da importância dos salões em relação às sociedades dos construtores de túmulos.


Um Centro Real para enterros vikings

A localização de Borre na Noruega foi revelada pela primeira vez pelos arqueólogos em 1852, quando os restos de um enterro em navio da Era Viking foram descobertos por trabalhadores das autoridades rodoviárias norueguesas, e agora possui um dos maiores e monumentais locais funerários da Escandinávia, datados do final da Idade do ferro norueguesa e da Era Viking (400-800 e 800-1050 d.C., respectivamente).


Originalmente composto por nove túmulos (com sete incompletos), três covas e mais de 40 outras estruturas de até 47 metros (154 pés) de diâmetro e 7 metros (23 pés) de altura, o local é descrito pelos pesquisadores como um "Cemitério Real (da ‘monarquia’)".


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De acordo com um relatório da Viking Archaeology, entre 2007 e 2008, as pesquisas de Radar de Penetração no Solo (GPR), em terras aráveis ao redor dos monumentos, revelaram traços de dois grandes salões. Em 2013, um projeto conjunto de GPR foi lançado pelos Instituto de Ciências Arqueológicas de Viena da Universidade de Viena, Áustria, o Norsk Institutt para Kulturminneforskning de Oslo, Noruega e o Instituto Ludwig Boltzmann de Prospecção Arqueológica e Arqueologia Virtual de Viena, Áustria. Este estudo encontrou na área do cemitério a terceira construção, que possuía dimensões superiores às das duas estruturas detectadas em 2007.


FONTE: Ancient Origins

Os locais dos Vikings mais poderosos

Os salões vikings são notórios na Dinamarca desde o Século IV a.C., onde existiam ao lado de residências em fazendas maiores e eram mencionados em sagas antigas, como a Edda Poética e a Edda em Prosa, mas eles foram mencionados pela primeira vez no antigo poema inglês, Beowulf, no qual o rei dinamarquês, Hrothgar, constroe um grande salão chamado Heorot.


Na mitologia nórdica, as construções dos salões são comumente conhecidos como salr ou holl̨ e, diferentemente dos grandes salões, não eram usados como habitações, porém seus layouts impressionantes eram projetados para assembleias sagradas nas quais a elite mantinha e exercia o seu poder social, prestígio e autoridade, além de força e liderança na Escandinávia da Idade do Ferro.


A equipe de arqueólogos e especialistas em GPR perguntou se essas três estruturas dos salões de Borre poderiam representar alguns dos grandes salões mencionados nos mitos nórdicos e seu novo artigo de pesquisa é a primeira publicação de suas novas descobertas detalhando o seu layout e apresentando as diferenças entre as estufas e salões escandinavos.


Medindo a capacidade de um Salão Viking

A construção A data do final da Era do Ferro norueguesa (400 - 800 d.C.) e mede aproximadamente 40×12 metros (130x40 pés). Os dados do GPR revelaram que compreendia a “59 postholes claramente identificáveis” com diâmetros variando entre 0,80 (2,6 pés) e 1,50 metros (5 pés). Acredita-se que 25 dessas vigas na parte central da construção tenham sido postes de sustentação do telhado e que 22 delas estejam emparelhadas em uma formação chamada “cavalete”.