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RELEMBRE — COMO AS CERVEJAS E OS VIKINGS DERAM O NOME À TECNOLOGIA BLUETOOTH

Uma das tecnologias modernas mais conhecidas do mundo deve o seu nome e logotipo a um Rei Viking: um quarto de século atrás, dois engenheiros conceberam o nome “Bluetooth”, enquanto bebiam cervejas.


Relembre — como as cervejas e os vikings deram o nome à tecnologia Bluetooth

No final da década de 1990, Sven Mattisson, um engenheiro sueco que trabalhava no grupo de telecomunicações Ericsson, e Jim Kardach, um americano empregado pela Intel, estavam entre os membros que desenvolviam a revolucionária tecnologia.


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Em 1998, no início da era “wireless”, os dois homens faziam parte de um consórcio internacional que criou um padrão universal para a tecnologia desenvolvida pela primeira vez pela Ericsson em 1994.


Estava complicado lançar produtos sem fios

A Intel tinha o seu programa sem fio Biz-RF, a Ericsson tinha o MC-Link, enquanto a Nokia tinha o RF de baixa potência. Kardach, Mattisson e outros, apresentaram as suas ideias durante um seminário em Toronto, no final de 1997.


“O Jim e eu dissemos que as pessoas não gostaram do que apresentámos”, lembrou Mattisson, agora com 65 anos e encerrando a sua carreira na Ericsson, numa entrevista recente à AFP.


O engenheiro, que viajou da Suécia para o Canadá para o casting de uma hora, decidiu passar a noite com Kardach antes de voar para casa.


“Recebemos uma recepção morna da nossa proposta confusa e foi nessa época que percebi que precisávamos de um nome para o projeto que todos pudessem usar”, explicou Kardach num longo relato na sua página.


Uma história chauvinista

Para afogar as suas mágoas, os dois homens dirigiram-se a um bar local de Toronto e acabaram conversando sobre história, uma das paixões de Kardach.


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“Bebemos algumas cervejas … o Jim era interessado por história, então perguntou-me sobre os vikings e ficamos conversando sobre isso”, disse Mattisson, admitindo que a sua memória quanto aquela noite histórica está a um pouco confusa.


Kardach disse que tudo o que sabia sobre os vikings era que eles corriam “por aí com capacetes, a atacando e saqueando lugares, e que eram chefes malucos”.


Mattisson recomendou que Kardach lesse um conhecido romance histórico sueco sobre os vikings, intitulado de “The Long Ships”.


Ambientado no Século X – “uma história chauvinista” sobre um menino feito refém por vikings, diz Mattisson – um nome no livro chamou à atenção de Kardach: o do Rei da Dinamarca, Harald “Bluetooth” Gormsson.


Unificação

Uma figura histórica importante da Escandinávia do Século X, o apelido do Rei da Dinamarca, refere-se a um dente morto. Outras lendas falam sobre o seu gosto por mirtilos ou mesmo a um simples erro de tradução.


Durante o seu reinado, a Dinamarca virou as costas às suas crenças pagãs e deuses nórdicos, gradualmente convertendo-se ao cristianismo.


Mas, ele é mais conhecido por ter unido a Noruega e a Dinamarca num reino que durou até 1814.


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Um rei que unificou os rivais escandinavos – o paralelo encantou aqueles que buscavam unir as indústrias de PC’s e celulares com um link sem fio de curto alcance.