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OS GUERREIROS VIKINGS TRANSGÊNEROS DESEMPENHAVAM PAPEL FUNDAMENTAL NA PILHAGEM

Atualizado: Ago 18

Os vikings são conhecidos por terem sido saqueadores vorazes cuja cultura venerava os guerreiros masculinos tanto por sua bravura no campo de batalha quanto por seu comportamento agressivo fora dele, mas os historiadores modernos argumentam que alguns vikings poderiam ter sido transexuais.



Os nórdicos do sul da Escandinávia, que invadiram e negociaram pela Europa, entre os Séculos VIII e XI, eram considerados adeptos dos papéis tradicionais de gênero.


Os homens eram lutadores, exploradores e fazendeiros, enquanto que as mulheres eram, em sua maioria, donas de casa. Todavia, o mundo da história foi abalado três anos atrás, quando a descoberta de um cemitério, que se presumia pertencer a um guerreiro de alto status de meados dos anos 900, abrigava na verdade um esqueleto feminino.


Agora, os estudiosos estão explorando a possibilidade dos nórdicos de outrora terem membros transgêneros.


Neil Price, professor de arqueologia da Universidade de Uppsala, Suécia, escreveu em seu novo livro que o Viking de corpo feminino pode “ter sido transgênero... ou não binário, ou fluido de gênero”.


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O túmulo, no qual as espadas, lanças e os dois cavalos abatidos foram encontrados ao lado de um esqueleto vestido com roupas caras foi escavado pela primeira vez em 1878 na região Birka, Suécia.


Um estudo osteológico de 2011 indicou que o esqueleto era feminino, ao confirmar que carregava cromossomos XX, isso seis anos antes de uma análise de DNA. O professor Price está entre os autores da pesquisa de 2017.


Desde então, os acadêmicos têm debatido se a extravagância do túmulo denota que a mulher era de alto status ou se indica que as mulheres nórdicas iam às batalhas ao lado dos homens. Há uma terceira possibilidade, que refere-se a um guerreiro com identidade de gênero diferente.


Tal hipótese foi levantada pela primeira vez em outro momento, entretanto recebeu papel de destaque no novo livro a ser publicado do professor Price; The Children of Ash and Elm: A History of the Vikings (Crianças do Freixo e do Olmo: uma história dos vikings).


“Essas perguntas são ainda mais relevantes que a pessoa na sepultura. Contudo, ficou evidente como fazemos conexões entre objetos e gênero. Há a questão de como essa pessoa se via”, disse o professor Price.


“Achamos que a explicação mais provável é que se tratava de uma guerreira, mas existem outras maneiras de ler isso. Pode ter sido alguém que, em nossos termos, era um homem trans, alguém que vivia como um homem”.


O professor Price disse que havia outras indicações de que os vikings pensavam em termos menos binários sobre gênero do que se acredita.


Isso inclui leis que impediam homens e mulheres de violar as normas de gênero em termos de vestuário e comportamento, o que, segundo ele, indica que algumas pessoas subvertiam essas tradições.


Em alguns textos medievais que recontam às sagas vikings, as mulheres que se tornavam guerreiras recebiam pronomes masculinos.


O professor Price rejeitou a ideia de que se tratasse de historiadores projetando valores contemporâneos no passado. “Acho que é uma resposta fraca. Os vikings (provavelmente) tiveram um senso de identidade tão sofisticado quanto nós”, disse ele.


“Tanto a arqueologia quanto as fontes escritas nos dão uma janela para um espectro muito mais amplo de gênero e identidade do que tradicionalmente considerávamos os vikings”.


Jefford Franks, um acadêmico que atualmente pesquisa gênero e religião escandinava pré-cristã e que apresenta o podcast Os vikings são gays, disse: "É um debate, mas na minha opinião, havia vikings transgêneros e vikings gays, mas embora não fosse algo generalizado, estava à margem da cultura e era aceitável".


Jefford Franks trabalha em um artigo de pesquisa, no qual argumentou que o túmulo do Século X pertencia a um homem transexual.


A sociedade Viking não abraçou todos os tipos de diversidade. Em termos modernos, seria considerada homofóbica, na medida em que uma falsa acusação de que um homem fosse gay equivalesse a um assassinato, disse o professor Price, "porque você estava efetivamente assassinando a honra de alguém".


FONTE: The Australian

URWIN, Rosamund. Transgender Vikings may have played a key role in pillage life. The Australian. Sidney, 16 de ago. de 2020. Disponível em: <https://www.theaustralian.com.au/world/the-times/transgender-vikings-may-have-played-a-key-role-in-pillage-life/news-story/735929d0cae1daa03d538caaf0ec552a>. Acesso em: 16 de ago. de 2020. (Livremente traduzido pela Livros Vikings).


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