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CONHEÇA O LIVRO CAÇADORES DE URSOS E SEU AUTOR, EDUARDO MEDINA

Eduardo Medina é um designer de softwares que trabalhou em alguma das maiores empresas do ramo no Brasil, até que recebeu um convite para mudar-se à Escócia, onde encontrou inspiração para escrever a obra Caçadores de Ursos: o Natal nasceu do sangue nórdico, antes de se tornar empreendedor na Inglaterra.



O autor se orgulha de ser um estudioso da cultura nórdica e, principalmente de seu filho, quem lhe deu forças para transcender o mundo das ideias e dar vida ao livro. Em conversa com o nosso idealizador, Paulo Marsal, Medina contou um pouco mais sobre o seu processo de criação, além de suas inspirações, confira:


Dizem que para se viver uma vida plena é necessário, ao menos, ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore.


Após ver uma entrevista de Elke Maravilha para o Amaury Junior, resolvi pesquisar mais sobre a influência de povos nórdicos nas nossas tradições natalinas.


Por quase dois anos, eu morei em Aberdeen, na Escócia. Este lugar não só me deu a inspiração e a tranquilidade para escrever este livro, como também foi o lugar de nascimento do meu (primeiro) filho. O Bernardo — Bernardo significa urso forte. Nada mais apropriado.


Não importa o quanto este livro seja um sucesso. Este não é o ponto. O ponto é: corra atrás de seus objetivos e não pare até conseguir. Vá sempre na direção dos seus. Acho uma mensagem extremamente poderosa a passar e a ensinar para o meu filho.


Se os ursos são a imagem da força para os bearjagares, Bernardo é a fonte de força da minha vida desde que nasceu, e é a ele que dedico este livro.


À Escócia, meu muito obrigado. Apesar de não ser o local onde o livro se passa, em muito se conecta com a história nórdica. O dialeto Dorick, falado em Aberdeen, tem grande influência de línguas nórdicas, o que também pode ser visto no rosto de seu povo. Eu tentei, mas não achei um meio de plantar uma árvore por lá. Mas eu volto.


O autor fez questão de frisar, que a obra não tem compromisso com a fidelidade histórica, é ficcional, tal qual a Saga Viking Oluap de Paulo Marsal.


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Caçadores de ursos: o Natal nasceu do sangue nórdico

A história se passa em Sonreike, o reino onde o Sol é venerado e a Lua é tida como um símbolo maldito e responsável por abrigar, sob o manto de noites intermináveis, temíveis criaturas.


Desde as primeiras linhas somos apresentados à atmosfera hostil do Reino do Sol e a aflição constante de seus habitantes diante da espera da luz. O evento traz consigo o fim das noites tenebrosas que assolam o reino.


Além de noites congelantes que parecem durar uma eternidade, o povo de Sonreike lida ainda com lobos da neve e as mortais bestas brancas; feras devoradoras de homens. Os hábeis guerreiros dispostos a darem suas vidas em glória aos deuses e os únicos com habilidades para caçá-las são os bearjagares, a elite dos soldatis, que tem como comandante o lendário Argus Hansson. A árdua tarefa dos nobres guerreiros lhes rende fama e honra, além de poderem usufruir da morada dos deuses quando assim encontrarem a morte.


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Entretanto, o mal que espreita o Reino do Sol não se limita a feras selvagens. Há muitos outros perigos escondidos sob a face da maldita Lua rondando o reino do Rei Erick Larson.


"...Ao abrir novamente os olhos, Kanslig parecia ter sido transportado para a Terra das Penitências descrita pelos antigos poetas guerreiros. Suas leais renas tentavam devorá-lo. Possuíam dentes afiados e olhos de fogo..."


A apreensão de que a qualquer momento algo faminto saltará das sombras é o que acompanha o leitor durante toda a jornada pelo Reino do Sol.


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Logo no início nos vemos na cerimônia de escolha de três novos tonarings, que são os auxiliares dos heroicos bearjagares. Tal função é almejada por cada jovem guerreiro de Sonreike. Os três jovens guerreiros escolhidos pelo respeitável Xamã Matts fazem parte da esperança do povo de Sonreike que se prepara para a festa pela chegada do Sol, ou Yule, a vitória da luz sobre as trevas.


A narrativa traz a sensação de proximidade com cada personagem, cada morte