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APRENDENDO A VIVER E LUTAR COMO UM VIKING NA VILA VIKING BRASIL

Atualizado: Fev 27

Costumeiramente a Livros Vikings participa de algumas das principais atividades da Vila Viking Brasil e desta vez não foi diferente. Estivemos imersos no ano de 1066 d.C., e após algumas escoriações e queimaduras, estamos vivos para narrar mais uma divertida e revigorante vivência.


No último sábado, 15 de fevereiro, as 8h no Grande Salão demos início à cerimônia de abertura, onde recebemos as saudações e recomendações de nosso Jarl, Baldur Headnarsson, depois fomos benzidos pela sacerdotisa e curandeira da vila, Karen (Especiarias de Gaia), e em seguida oramos à Deusa Freya, quem fora nossa protetora em tudo o que se seguiu.


Jarl Baldur Headnarsson — Foto: Desiree Baptista

Ambientados, fomos honrosamente apresentados ao nosso Capitão Carlos Augusto (Lobos de Guerra), a quem deveríamos seguir e obedecer inquestionavelmente, nos despindo de quaisquer vaidades ou status de nossa vida contemporânea — passaríamos a partir dali a sermos aprendizes. Recebemos todos uma túnica branca e um cordão de ilhós, que viriam a substituir as nossas vestes e cintos, respectivamente.


Uniformizados, recebemos uma pequena aula de história sobre o ano de 1066, especialmente no que tange a Inglaterra, Noruega e a Normandia, culminando na lendária batalha de Stamford Bridge. Na sequência fomos informados que daquele ponto em diante nenhuma tecnologia, equipamento ou acessório, que não remontassem a Era Viking (750 d.C. ao 1066 d.C.) estariam expressamente proibidos, ou seja, nada de plástico, smartphone etc. Tínhamos apenas uma sacola com uma pequena seax, um pedaço de tecido, uma pedra e uma pederneira.


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Antes de iniciarmos o nosso treinamento militar, tomamos um delicioso mingau de aveia e mel — nada mais que leite, mel e aveia fervidos e mexidos até dar liga — adiante, fomos direcionados à arena de batalha, onde demos início às nossas aulas de combate, começando pelo uso do escudo e, por conseguinte, a famigerada parede de escudos (shieldwall), depois acrescemos o uso da lança, uma das armas mais usadas pelos os nórdicos de outrora (em ordem: seax — espada curta ou faca viking —, lança, machado e espada). Depois, praticamos quase que incessantemente a troca de posições na parede, o avanço, a movimentação da tropa e o recuo, não necessariamente nesta ordem.



Segundo o nosso idealizador, Paulo Marsal, apesar de aparentemente simples, essas atividades exigiram muito condicionamento físico, “o avanço em colina foi, particularmente, a parte mais difícil, quase desisti... investi muita força e fôlego nisso, não aguentava mais... obviamente o meu sedentarismo contribuiu muito para isso” riu ao afirmar.


Posteriormente, fomos agraciados com a presença de nosso Jarl, quem nos deu uma excelente aula sobre espadas e o seu uso (sua especialidade), além de movimentação e técnicas de defesa.



Passadas algumas horas desde a nossa chegada, fomos equipados (lanças, espadas e escudos) buscar suprimentos, numa marcha sob sol escaldante até um pequeno lago, onde juntos de nosso Jarl, pudemos nadar e nos banhar, enquanto o nosso capitão e um de nossos homens faziam a guarda das provisões e dos nossos pertences (roupas e armas).



Refrescados e já vestidos, num regime de revezamento, carregamos de 2 em 2 um grande e pesado baú, ao mesmo tempo em que os demais vaziam a vigília durante o trajeto de volta até a Vila. Passado o portão, descansamos um pouco e aproveitamos para tomar um tanto d’água, para depois irmos aprender a fazer fogo com pedra e pederneira, além de sua inerente fogueira, na qual iriamos assar o nosso almoço, mas não antes de matarmos e limparmos peixes que mais tarde temperaríamos — com os condimentos que nós mesmos moemos — e enfim tostaríamos no campfire. Empanturrados de peixes (tilápia e pacu), lavamos a mesa na qual limpamos os peixes, bem como os utensílios que usamos para comer (cumbucas e colheres de madeira).


Durante todo o tempo em que vivenciávamos 1066, a rotina seguia normalmente para o restante da vila, os comerciantes, a exemplo de Duggan Tattoo faziam o seu trabalho e outros “moradores” mantinham os seus afazeres, como a construção da paliçada, que viria a ficar pronta na tarde de domingo (16/02).



De tarde, aprendemos como montar acampamento de duas formas diferentes, tendas e barracas — montamos uma de cada, ambas com fidelidade histórica. Ao anoitecer, começamos a preparar o salão para nossa passagem de noite, isso posto, levamos algumas brasas de nossa pira para acender um fogareiro e algumas velas. Depois forramos o chão com feno e cobrimos com tecido (o mesmo utilizado na tenda) e peles. Uma vez que o nosso “quarto” fora arrumado, aprendemos técnicas para defendê-lo durante a noite e elencamos quem de nós faria a vigia, assim como o seu respectivo cronograma revezamento.



Organizados, fomos enfim preparar o nosso jantar, um ensopado de ervilhas, lentilhas e carne de porco. Por volta das 21h, depois de uma aconchegante conversa em volta da fogueira, fomos dormir, conquanto, cerca de 20 minutos depois, a vila foi “invadida” e, alertados por um de nossos vigias, prontamente iniciamos a proteção. Mesmo inexperientes, conseguimos compelir, por algum tempo, o ataque inimigo, porém entre mortos e feridos (de ambos lados), fomos vencidos.



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É importante salientar, que para este exercício, apenas os aprendizes participaram, ou seja, nem nosso Jarl e tampouco nosso capitão se envolveram, pois o intuito era entender do que nós éramos capazes. A melhor parte da derrota, foi debater na sequência o que nós poderíamos ter feito de diferente e, desta forma, aprender com os nossos erros. Apesar de ter sido uma simulação, isso não quer dizer que o embate não tenha sido real, houve muita adrenalina e voracidade, conforme disse Paulo Marsal:


“Eu estava deitado quando o ataque começou... levantei a ‘todo vapor’, peguei o meus escudo e lança, e fui à parede de escudos... no início não enxergava nada, via apenas vultos na direção do portão... em formação, fomos monitorando e seguindo em direção às ameaças, ao mesmo tempo em que um de nossos homens fazia a retaguarda... os invasores ao perceberem a nossa movimentação se esconderam e quando menos esperávamos, lá estavam eles à nossa frente... montamos, o melhor que pudemos, uma parede de escudos e com as nossas armas, lutamos ferozmente... eu mesmo defendi algumas machadadas com o meu escudo, ‘matei’ um ou dois antes de conseguirem ultrapassar a nossa barreira e, enquanto me defendia de uma das lanças, recebi a machada na perna esquerda que me tirou do jogo, e que me deu um roxo e belo hematoma de presente”, riu ao concluir.


Após boa noite de sono, nos moldes vikings, ao alvorecer fomos preparar o nosso café da manhã, isso perto das 7h, no qual fizemos aquele mingau de aveia e mel. Excepcionalmente, fomos autorizados a passar protetor solar, pois, alguns de nós estávamos verdadeiramente torrados de sol, ainda que tivéssemos que lavar todas as cumbucas e panelas da vila em retribuição. Ulteriormente, iniciamos as práticas com o machado, talvez a mais eficaz arma de batalha da Era Viking e a preferida de nosso Capitão Carlos Augusto.



Começamos aprendendo alguns movimentos e golpes, para depois inserirmos o escudo à prática. Neste momento, novamente fomos contemplados com ensinamentos de nosso Jarl Baldur. Uma vez melhor preparados, voltamos a discutir a invasão da noite anterior, e o nosso experiente preceptor nos ensinou novas técnicas e corrigiu muito do que erramos ao tentar proteger a vila.



Neste sentido, fizemos mais algumas simulações de combate, tantas vezes necessárias, até conseguirmos compelir definitivamente os invasores.



Completada mais esta etapa, foi nossa vez de tentar invadir, porém com a adesão do óleo quente (substituído por água gelada, por motivos óbvios), jorrando do alto da torre, segundo o nosso idealizador: “eu estava me defendendo dos ataques das lanças, enquanto tentava ultrapassar a barreira de escudos, quando percebi o ‘óleo’ caindo, indubitavelmente, e por instinto, ergui meu escudo para me proteger e acabei ‘morrendo’, ao levar um estocada de lança direto no coração... pelo menos essa não me deixou com hematoma”, riu novamente ao informar.


E assim, chegamos ao final da vivência; quando finalmente pudemos tomar um banho, usar dos serviços da vila e lógico, aproveitar o banquete que nos esperava, com um belo pernil suíno, carnes, geleias, frutas e o delicioso apple bacon, além de muito vinho.



Se você deseja conhecer mais a Vila Viking Brasil, por favor, acesse www.vilaviking.com.br ou contate vilaviking@vilaviking.com.br.



por LIVROS VIKINGS.


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