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5 BATALHAS VIKINGS, HOJE ESQUECIDAS, MAS QUE MOLDARAM O DESTINO DA GRÃ-BRETANHA

Dos anglo-saxões massacrados pelos vikings na Anglia Oriental ao Rei Nórdico emboscado e morto nos Pennines, a Era Viking na Grã-Bretanha viu derramamento de sangue em grande escala. Thomas Williams apresenta cinco batalhas esquecidas que ajudaram a moldar o destino de uma nação...

FONTE: History Extra

A Era Viking deus aos britânicos algumas das batalhas mais emblemáticas da história. Houve um triunfo em Edington que foi contra as probabilidades; Alfredo, o Grande, em 878 d.C., venceu parte de uma enorme força de invasão dinamarquesa. Em Brunanburh (937 d.C.), o neto de Alfredo, Æthelstan, carimbou a sua autoridade nas Ilhas Britânicas. E batalha de Stamford Bridge (1066 d.C.), onde os ossos do exército viking de Harald Hardrada foram deixados no campo para que fossem limpos por pássaros carniceiros. Mas a Era Viking durou quase três séculos: do final do 8º até o 11º. Durante esse período, somente na Inglaterra, fontes documentam pelo menos 50 batalhas campais, além de outros tantos ataques, cercos e encontros navais. A maioria delas foi esquecida ao longo dos séculos. Muitas delas, no entanto, desempenharam um papel crítico na formação dos reinos nascentes da Inglaterra e da Escócia. Aqui estão, então, cinco batalhas da Era Viking: confrontos que — embora não celebrados e muitas vezes esquecidos — ajudaram a moldar o destino da Grã-Bretanha. 1) A batalha da colina de Hengest (838 d.C.) — O esmagamento da Cornualha Combatentes: Uma aliança Cornish/Viking contra o reino de Wessex de Egberto Resultado: Vitória de Wessex O Rei Egberto de Wessex não era de brincadeira. Em 825 d.C., ele estabeleceu a si mesmo e ao seu reino, o poder eminente da Grã-Bretanha, esmagando os mercianos em um lugar chamado Ellendun, nos arredores de Swindon. Foi um negócio memorável e sangrento. Um fragmento de poesia lembra que "o riacho de Ellendun ficou vermelho de sangue, cheio de cadáveres e de fedor". Essa foi apenas uma frente da campanha de Egberto para subjugar os outros reinos da Grã-Bretanha. Em 815 d.C., ele invadiu a Cornualha "de leste a oeste" — um lembrete ao reino ainda independente da Cornualha sobre os limites de sua autonomia. Em 838 d.C., no entanto, a Cornualha decidiu que havia chegado a hora de recuar contra o domínio da Saxônia Ocidental. Dessa vez eles tinham aliados, os vikings. A Crônica Anglo-Saxônica registra que, em 838 d.C., uma “grande horda de navios chegou à Cornualha”, que combinou forças com os nativos da Cornualha e imediatamente começaram a desafiar o poder do Rei Egberto. Egberto, no entanto, liderou um exército à Cornualha, reforçando sua força em um lugar chamado Hengest's Hill. Provavelmente era Kit Hill, o grande destaque que domina o vale do Tamar, cujo flanco ainda é conhecido como Hingsdon. Sabemos pouquíssimo sobre o que aconteceu, exceto que os vikings e os cornualhos foram postos para corre. Este foi o último suspiro de independência da Cornualha. O povo da península sudoeste da Grã-Bretanha nunca mais representaria uma ameaça militar para os reinos anglo-saxões. O mesmo não se pode dizer de seus antigos aliados vikings. Desde o ano 790 d,C., as frotas vikings vinham atacando pelo mar sem aviso prévio, invadindo mosteiros e assentamentos costeiros, capturando escravos e tesouros. Nos anos 830 d.C., esses ataques se tornavam cada vez mais descarados, visando assentamentos substanciais como Carhampton em Somerset e derrotando exércitos anglo-saxões. Mas, foi a primeira vez (que sabemos) que os vikings marcharam para a guerra ao lado de um povo nativo da Grã-Bretanha. Embora (e infelizmente para a Cornualha) não tenha sido um experimento bem-sucedido e certamente não foi o último. 2) A batalha de Stainmore (954 d.C.) — Corvos e muralhas Combatentes: Odda e os homens de Devon contra os vikings Resultado: Vitória para Wessex Em 878 d.C., as coisas pareciam sombrias para o neto do Egberto, o Rei Alfredo. Um exército viking, liderado pelo senhor da guerra Guthrum, invadiu Wessex, ocupando Chippenham, o que levou Alfredo ao exílio em seu próprio reino. Durante vários meses, o rei fugiu e viveu como fugitivo nos pântanos e em lugares selvagens. Eventualmente, ele montou acampamento na ilha de Athelney, em Somerset, de onde orquestrou ataques de guerrilha contra os ocupantes vikings. Quando, no entanto, outro exército viking, liderado pelo guerreiro Ubbe, chegou ao sudoeste da Inglaterra, parecia provável que os dias da dinastia saxã ocidental estivessem contados, e em dois dígitos. O exército de Ubbe foi recebido por forças comandadas por Odda, o ealdorman de Devon. A batalha que se seguiu, uma das grandes reviravoltas militares do início da Idade Média, foi travada em um morro não identificado no sudoeste da Inglaterra, chamado "Cynwit". O biógrafo do Rei Alfredo, bispo Asser, de Sherborne, explicou como os saxões ocidentais, tendo se retirado para dentro das muralhas de terra da fortaleza, se viram presos dentro do exército viking sem comida ou água. Mas, como Asser diz, em vez de se deixarem enfraquecer por um cerco, os saxões ocidentais escolheram buscar a vitória ou uma morte gloriosa. Ao amanhecer, eles se lançaram pelas encostas em direção aos seus antigos sitiantes, esmagando-os com sua ferocidade e levando os sobreviventes a seus navios. Talvez 1.200 guerreiros vikings, incluindo Ubbe, foram mortos. A derrota dos vikings foi agravada pela captura de seu estandarte de corvo — um talismã mágico (dito que foi tecido pelas três irmãs de Ubbe, as filhas do semi-lendário Ragnar) que previa a vitória, se as asas do corvo pegassem o vento antes da batalha. Sua perda foi um mau presságio para os vikings em Wessex. Alfredo conquistaria suas famosas vitórias sobre as forças vikings de Guthrum em Edington e em Wiltshire, colocando a casa real da Saxônia Ocidental em um caminho que o levaria ao trono de um reino unido na Inglaterra. Se não fosse pela vitória em Cynwit, Alfredo — preso entre Ubbe e Guthrum — poderia ter encontrado um destino muito diferente. 3) A batalha dos Holme (902 d.C.) — Æthelwold perece nos pântanos Combatentes: Rei Eduardo contra o seu primo rebelde e os Vikings Resultado: (Mais ou menos) Vitória Viking A violência entre os anglo-saxões e os vikings não terminou com a morte de Alfredo em 899 d.C. Na verdade, assim que o filho de Alfredo, Eduardo, assumiu seu lugar no trono, ele enfrentava uma crise militar. O sobrinho de Alfredo, Æthelwold — sentindo que havia sido injustamente preterido — se rebelou contra o primo Eduardo antes de fugir para as partes da Inglaterra sob o controle viking (faixas do norte e leste do país às vezes chamadas de 'Danelaw'). Lá ele foi aparentemente recebido de braços abertos e aclamado como o “rei dos pagãos; rei dos dinamarqueses”. Æthelwold iniciou sua campanha no verão de 902 d.C., expulsando um exército de vikings da Anglia Oriental e se arrastando por todo o sul da Inglaterra até Cricklade e Braydon em Wessex. Foi uma provocação, e Eduardo (conhecido mais tarde como "o Velho") perdeu pouco tempo montando um exército para perseguir o seu primo de volta aos pântanos sombrios e implacáveis da Anglia Oriental. Apoie a Livros Vikings, saiba como... A única descrição que temos dos combates proclama grandemente que os beligerantes "colidiram com escudos, empunhavam espadas e balançavam grandemente a lança em ambas as mãos". Mas, lutar nos pântanos de turfa seria viver um pesadelo acordado. Quando os homens de Kent quebraram e correram, jogando de lado escudos e armas em seu desespero, eles teriam escorregado e caído, sendo pisotesfos nos pântanos, se afogando na lama e na água salobra, saltando pelos canaviais em desastre. E, para os homens de Kent, o desastre foi certamente: o ealdorman de Kent, Sigewulf, e seu parente Sigehelm, e assim quase todos os senhores de Kent foram mortos. Para o Rei Eduardo, no entanto, havia um forro de prata: Æthelwold, o pretendente, estava morto. Quem poderia dizer o que o futuro teria reservado para Æthelwold se ele tivesse saído vitorioso em Holme. Em vez disso, um sério desafio à autoridade e à legitimidade de Eduardo havia sido removido, e seria ele — Eduardo — que nas décadas subsequentes iria para a ofensiva, conquistando toda a Inglaterra dominada pelos Vikings ao sul de Humber. 4) A batalha de Stainmore (954 d.C.) — a posição final de Bloodaxe Combatentes: Eric Bloodaxe e Rei Eadred de Wessex Resultado: a Nortúmbria perde sua independência A batalha de Stainmore pode não ter sido uma batalha, mas é lembrada por todos aqueles que vieram depois — o último suspiro de independência do antigo reino da Nortúmbria. Northumbria estava sob o domínio Viking desde 866 d.C., quando a cidade de York foi capturada pelo micelo viking ("grande horda"). Nas nove décadas seguintes, a cultura escandinava penetrou em muitos aspectos na vida do reino mais ao norte da Inglaterra, mudando hábitos de linguagem, vestuário, crenças e identidade. Mas os nortumbrianos continuaram sendo um povo orgulhoso, com uma longa e distinta história e, se pressionados, prefeririam um Rei Viking estrangeiro à mão pesada da dinastia saxã ocidental. E em meados do Século X, foi exatamente assim que eles terminaram quando o ex-rei da Noruega, Eric Bloodaxe, ocupou o trono da Nortúmbria. O Rei Eric não era um bom homem. Ele ganhou seu apelido matando a maioria de seus próprios irmãos para se tornar o Rei da Noruega, e ele era tão brutal e impopular como rei que foi rapidamente foi expulso por seu irmão sobrevivente, Haakon 'filho adotivo de Athelstan' (um homem que, como o apelido sugere, cresceu na corte inglesa do rei Æthelstan, filho de Eduardo, o Velho). Eric fugiu para a Inglaterra e, embora não saibamos como ele conseguiu (machados sangrentos podem estar envolvidos), convenceu os nortumbrianos a adotá-lo como o seu rei. Ele se mostrou tão malsucedido na Nortúmbria quanto na Noruega, sendo expulso em 948 d.C. por perturbar o rei Eadred de Wessex (matando um exército saxão ocidental em Castleford). Em 952 d.C., Eric foi convidado de volta pelos northumbrianos quando Eadred não estava olhando, mas em 954 d.C. ele o recebeu à porta pela segunda vez. Ele viajou para o oeste sobre os Pennines, pegando a passagem Stainmore pelas colinas em direção a Cumbria — atingindo, talvez, o Mar da Irlanda. Ele nunca chegou. Segundo fontes inglesas, Eric morreu esquálido na estrada, "traiçoeiramente morto por Earl Maccus". Mas fontes escandinavas contam uma história diferente: que Eric encontrou seus inimigos à frente de um exército em menor número e lá, no desfiladeiro alto e vento, ele morreu a gloriosa morte do arquétipo do guerreiro viking. Um poema encomendado por sua esposa retratou Eric chegando ao Valhalla, recebido pelas valquírias, para banquetear-se e lutar ao lado de Odin até a ruptura do mundo: um epitáfio adequado para o último rei de uma Nortúmbria independente. 5) A batalha de Dane's Wood (1016) — Carnificina à sombra da floresta Combatentes: Cnut Sveinsson e Edmundo Ironside Resultado: Cnut e Edmundo fazem as pazes O ano de 1016 foi sangrento. Viu o rei anglo-saxão Edmundo 'Ironside' pegando a espada empunhada de maneira tão ineficaz por seu pai, Æthelred, e permanecendo resoluto contra o desafio colocado pelo príncipe dinamarquês, Cnut Sveinsson. Edmundo e Cnut se enfrentaram em batalha nada menos que sete vezes naquele ano — seis desses confrontos são bem conhecidos, mas o último foi quase perdido na história. O pai de Cnut, Svein Forkbeard, brevemente se tornou o Rei da Inglaterra no inverno de 1013/14. Svein morreu repentinamente — morto, pelo que se dizia, pelo fantasma assassino de Santo Edmundo, o rei da Anglia Oriental martirizado pelos vikings em 869 d.C. — e a coroa inglesa havia revertido para a dinastia saxã ocidental. Cnut, no entanto, não era homem de abandonar a reivindicação de pode. Em 1016, Cnut e Edmundo travaram grandes batalhas em Penselwood (Somerset), Sherston (Wiltshire), Londres, Brentford (Middlesex) e Otford (Kent). Edmundo prevaleceu contra o desafiante dinamarquês em todas essas lutas (com exceção de Sherston, que terminou em impasse), e deve ter parecido que a campanha de Cnut estava à beira de explodir. Mas em Assandun (provavelmente Ashingdon, em Essex), o chefe de guerra dinamarquês levou seu exército a suportar mais uma vez, e — graças à deslealdade do perverso nobre saxão ocidental Eadric Streona (que fugiu no início das hostilidades) — Cnut conseguiu uma impressionante vitória. Foi uma calamidade para os ingleses. Conforme relatado pela Crônica Anglo-Saxônica: “Ali o bispo Eadnoth foi morto, e o abade Wulfsige e Ealdorman Ælfric, e Godwine o ealdorman de Lindsey, e Ulfcetel de East Anglia, e Æthelweard, filho de Ealdorman Æthelwine e assim todos os ingleses e a nobreza lá foi destruída”. Presume-se geralmente que a batalha de Assandun tenha sido o momento decisivo da guerra e o evento que abriu caminho para Cnut eventualmente recuperar o trono, prematuramente desocupado por seu pai. Mas Edmundo ainda não estava morto, e haveria mais uma batalha antes que o rei inglês largasse mão e chegasse a um acordo. Ele é mencionado apenas em uma única estrofe de poesia composta em elogio a Cnut pelo esquiador viking Ottar, o Negro: “Príncipe, você ganhou fama com a espada ao norte do poderoso Danaskógar, e isso pareceu um massacre para seus seguidores”. Danaskógar significa "floresta dos dinamarqueses", mas em nenhum lugar na Inglaterra se sabe se houve um local com esse nome. No entanto, sabe-se que Edmundo se retirou com o seu exército em direção a Gloucestershire, onde — além do rio Severn — a Floresta de Dean poderia ter fornecido refúgio arbóreo. É possível que os falantes de nórdico antigo do exército de Cnut, perseguindo as forças agredidas de Edmundo por essas florestas ocidentais, tenham ouvido a palavra 'Dean' e a interpretado, não como denu inglês antigo ('vale'), mas como dena do inglês antigo: 'dos dinamarqueses’. Retraduzida para o Nórdico antigo, a Floresta de Dean se tornou a Floresta dos Dinamarqueses — um lugar conquistado e renomeado com a espada. No rescaldo, Edmundo e Cnut fizeram as pazes. Dentro de alguns meses, Edmundo estaria morto e Cnut o sucederia como o rei de toda a Inglaterra. Este artigo foi publicado pela primeira vez na edição de setembro de 2017 da BBC History Magazine. FONTE: History Extra WILLIAMS, Thomas. 5 forgotten Viking battles that shaped Britain’s destiny. History Extra. Londres, 30 de abr. de 2020. Disponível em: <https://www.historyextra.com/period/viking/lost-forgotten-battles-viking-britain/>. Acesso em: 30 de abr. de 2020. (Livremente traduzido pela Livros Vikings) Seja uma das primeiras pessoas a receber as novidades do Mundo Vikings, assinando a nossa Newsletter ou adicionando-nos em seu WhatsApp. Siga-nos nas Redes Sociais. #viking #vikings #eraviking #medieval #batalhasvikings #vikingbattles #grãbretanha #inglaterra #vikingsnainglaterra #livrosvikings

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